• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:40

Nuzman e ministro da Tapioca fogem do Senado

Do repórter Afonso Moraes para o site ‘Congresso em Foco’:
“Há quase três mil anos, quando os gregos inventaram os Jogos Olímpicos, expressões como Olimpíadas e espírito olímpico foram incorporadas à cultura ocidental. Mais ainda depois que o Barão de Coubertin criou as Olimpíadas da Era Moderna em 1896. Desde então, disputar medalhas em olimpíadas ? de matemática, de xadrez, nas escolas ? tornou-se algo comum. No Brasil, que sediará os jogos de 2016, porém, as pessoas correm agora sério risco de ser impedidas de usar tais expressões. A utilização desses termos está ameaçada de ficar sujeita à autorização expressa do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016 (CORio 2016) que, caso queira, só a liberará mediante o pagamento de royalties.
Isso é o que acontecerá se for aprovada a proposta do presidente das duas entidades, Carlos Arthur Nuzman. No final do ano passado, de forma discreta, ele enviou ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), sugestões para alterar duas leis que regularão os jogos para assegurar direitos de exclusividade para todas as expressões diretamente relacionadas com as Olimpíadas de 2016.
Se as autorizações sugeridas por Nuzman forem acatadas, será necessária autorização dele para utilizar, até o encerramento dos Jogos de 2016, expressões que estão incorporadas à cultura ocidental há milênios, como ?Olimpíadas?, ?Jogos?, ?Olímpicos?, ?medalhas?. A restrição vai além. Atinge até o numeral ?2016?. Mais do que isso: poderá ser necessária a aprovação de Nuzman para usar o nome da cidade do Rio de Janeiro ? sob pena de responder a processo judicial por perdas e danos e concorrência desleal ?, já que a palavra ?Rio? também consta na lista de restrições do COB. Até mesmo o termo ?patrocinador?, usado por um sem número de diferentes atividades comerciais, está na lista.
Na surdina, em carta enviada ao presidente do Senado Federal, José Sarney (PMDB-AP), a oito dias do fim do ano legislativo de 2009, o cartola propõe a inclusão de novos termos no Ato Olímpico (Lei 12.035/09), lei que regula a realização dos jogos. Em sua versão original, que se encontra em tramitação no Senado, já é proibido o uso comercial das expressões ?Olimpíada?, ?Olimpíadas? e ?Olímpico?. Mas está aí a primeira diferença entre o que já está proposto e o que Nuzman sugere. A Lei Pelé (9.615/8) ressalva uma exceção: as palavras e os símbolos olímpicos estão liberados por ela para utilizações não comerciais, culturais e educativas. Nuzman quer suprimir essa ressalva.
A supressão na Lei Pelé é a primeira sugestão de Nuzman. A segunda é a ampliação da lista de termos que seriam protegidos. O Ato Olímpico é uma lei decretada pelo governo federal para estabelecer normas e regras para a realização dos ?Jogos de Verão? (aliás, outro termo relacionado às Olimpíadas incluído na lista negra do COB). E tem validade até o encerramento dos eventos. Ou seja, as restrições sugeridas valeriam pelos próximos seis anos.
Entre outros pontos, o Ato Olímpico garante a utilização comercial exclusiva pelos patrocinadores oficiais dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos e protege a marca e os símbolos olímpicos de empresas oportunistas que usam o marketing de emboscada ? assim denominada a ação de empresas não licenciadas para tirar proveito da exposição e potencial faturamento dos jogos ? para burlar a lei e faturar sem pagar pelos direitos de exclusividade. Especialistas concordam com alguns dos dispositivos legais de proteção que o Ato Olímpico propõe. Mas as sugestões de Nuzman podem extrapolar essa necessidade de proteção e gerar mecanismos que vão ferir a liberdade de expressão e a propriedade intelectual.
No ofício (2890/09) expedido em caráter de urgência pelo CORio 2016, no último dia 14 de dezembro, Nuzman justifica o seu pedido para ampliar as exigências do Ato Olímpico para ?melhor proteger as marcas, símbolos e as designações relativas aos Jogos Rio 2016?. Em março deste ano, em outra carta-ofício (550/2010), o dirigente esportivo reitera que o pedido é urgente. As alterações sugeridas pelo cartola demonstram o aparente intuito de controlar a produção acadêmica e cultural de pesquisadores, escritores e especialistas dedicados ao movimento olímpico. E aí se encontra outro ponto controverso.
Nas cartas, Nuzman solicita a Sarney a supressão da parte final do parágrafo segundo do artigo 15 da Lei Pelé, ?de modo que nenhuma entidade em território nacional possa fazer uso das expressões ?Olímpica? e ?Olimpíada? e suas variações, ainda quando se tratar de eventos vinculados ao desporto educacional e de participação?. E a recente derrota sofrida por Carlos Nuzman na Justiça pode ajudar a entender sua atitude.
O risco de que Nuzman possa se valer das restrições que deseja mesmo para evitar que aconteçam as Olimpíadas de Matemática ou as Olimpíadas do SESI não parece ser exagerado por conta de um episódio. Em janeiro, ele já tentou tirar das prateleiras das livrarias, por meio de notificação extrajudicial, o livro ?Esporte, Educação e Valores Olímpicos?, da escritora e professora Katia Rubio, da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo, alegando o uso indevido dos símbolos olímpicos, apenas porque o título da publicação trazia a palavra ?Olímpicos?. Autora de 15 obras dedicadas ao esporte e ao olimpismo, a pesquisadora não cedeu e contratou o advogado Alberto Murray Neto, ex-membro do COB e desafeto de Nuzman.
E o argumento invocado pela defesa da docente foi justamente o trecho da Lei Pelé que Nuzman agora pede para extrair e que faculta o uso dos símbolos e das palavras relacionadas ao movimento olímpico para fins educacionais, pedagógicos e acadêmicos. Para Murray Neto, há uma relação direta entre a derrota sofrida por Nuzman no caso do livro e sua sugestão de alterar a Lei Pelé. ?É condenável a atitude do COB em não divulgar à sociedade o conteúdo da carta enviada ao senador José Sarney, uma vez que se trata de alterações de leis federais. O comitê insiste em agir às escondidas?, critica o advogado.
Para Murray Neto, a intenção é alterar o Código da Propriedade Intelectual de maneira autoritária. ?Juridicamente, os argumentos contidos na carta do COB são infundados. A atual legislação não ameaça o contrato assinado entre as cidades sede e o Comitê Olímpico Internacional. O que está por trás disso é a intenção do COB de controlar as publicações científicas, o livre pensamento e a literatura olímpica como fez com a professora Katia Rubio?, ataca.
Há quem desconfie de que Nuzman utilizou-se do expediente de enviar uma carta diretamente a Sarney próximo ao fim do ano legislativo com a intenção de, talvez, conseguir aprovar as restrições sem alarde. Mas a polêmica não passou despercebida e, para debater os efeitos da sugestão controversa do dirigente, a Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado (CE) organizou audiência pública, amanhã (20), às 10h, para ouvir o presidente do COB, o ministro do Esporte, Orlando Silva, e um especialista em marcas e propriedade intelectual. Vale ressaltar que Nuzman mantém ótima relação com alguns parlamentares e pode, assim, aprovar as sugestões que fez.
Mas, para a senadora Marisa Serrano (PSDB), autora, com o senador Flávio Arns (PSDB-PR), do requerimento de audiência pública, as propostas de Nuzman precisam ser avaliadas com cuidado. ?A atitude de Nuzman de enviar a proposta num documento endereçado ao próprio Sarney é incomum?, analisa ela. Para a senadora, o mais adequado teria sido Nuzman encaminhar a sugestão à comissão referente ao tema, no caso, a Comissão de Educação e Desporto. ?A maneira usada pelo presidente do COB foi draconiana e pode engessar o processo democrático. Não é possível cercear o direito de usar determinadas expressões. Vamos debater com cautela cada ponto da proposta e clarear todas as questões?, promete Marisa Serrano.
Se a intenção de Nuzman era evitar os holofotes, não deu certo. Mas ele conseguiu evitar a exposição direta. Antes, ele e o ministro Orlando Silva tentaram remarcar a reunião na semana passada alegando compromissos inadiáveis. Como não conseguiram, enviarão ao Senado representantes. Para substituir Nuzman, participará o diretor de marketing do COB, Leonardo Gryner. E o secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento, Ricardo Leyser, será o representante do Ministério do Esporte.
Procurado pelo Congresso em Foco, o COB não retornou os pedidos de entrevista, nem respondeu a um questionário sobre o tema que foi enviado por e-mail”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:46

Nuzman agora adere a lorota

A proximidade com o governador Sergio Cabral dá nisso.
O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Nuzman, disse no sábado que a perda dos royaltes do petróleo, em nada afetaria a organização das Olimpíadas do Rio, e nem mesmo da Copa do Mundo, pois o “Governo Federal irá garantir o dinheiro para a realização dos dois eventos”.
Ontem, Nuzman divulgou uma nota afirmando que a “emenda Ibsen, que altera a divisão dos royalties do petróleo, deixará o Estado do Rio sem condições de fazer as obras necessárias para os Jogos Rio 2016 e que, se a situação não for remediada, representará uma quebra de contrato”.
Vamos ver qual o discurso de Nuzman amanhã…

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:05

Ministro da tapioca cala para manter boquinha

A foto oficial do ministro. De boca fechada.

A foto oficial do ministro. De boca fechada.

No dia 1º de fevereiro, esse blog postou o seguinte texto com o título ?Qual será a posição do ministro??
?Esse blog enviou, essa manhã, as assessoras de imprensa do ministro Orlando Silva -  Maria José Mundin e Marcia Oliveira Gomes  – as seguintes perguntas para serem respondidas pelo ministro do Esporte:
1. O que o senhor achou da contratação do ex-premier Tony Blair para ser consultor das Olimpíadas de 2016?
2. Qual a sua opinião sobre o ex-primeiro-ministro da Grã-Bretanha?
3. Quando o senhor embarcou para Londres, já sabia dessa agenda com Tony Blair, ou foi surpreendido?
4. O senhor comunicou ao seu chefe, o Presidente Lula, de que participaria desse encontro?
5. Os dirigentes de seu partido, o PCdoB , foram informados previamente?
6. O sucesso das Olimpíadas depende da consultoria de Blair?
7. Pelo o que diz o governador Cabral, um grupo de empresários pagará as despesas dessa assessoria. Não existe nenhum outro item mais relevante, no orçamento, que poderia se pago por esse grupo de empresários?
8. O senhor não seria mais útil às Olimpíadas de 2016 se fosse detentor de um mandato popular, como o de deputado federal, já que seria na Câmara o porta-voz natural dos interesses olímpicos do país?”
Passados 13 dias, o ministro Orlando Silva nada respondeu, embora tenha, com certeza, recebido as perguntas.
O ex-presidente da UNE se comporta mais como um secretário de Sergio Cabral, do que como um ministro do Presidente Lula. E por isso ele não responde. Na verdade, ele não tem o que dizer.
Político sem voto, Orlando Silva de Jesus Junior, que adotou, políticamente, o nome do ?Cantor das Multidões?, decidiu pegar a boquinha das Olimpíadas e está feliz da vida.
Conseguiu um emprego que vai até 2016 – isso é mais do que o mandato de um governador ou de um presidente. E o melhor, sem ter a chateação de prestar contas a quem quer que seja.
Aliás, prestar contas nunca foi o forte do ministro.
Até o episódio dos cartões corporativos, pouco se ouvia falar nele. Até o dia em que foi descoberta a farra dos cartões, quando chegou a pagar uma tapioca de R$ 8,30, com dinheiro dos cofres públicos.
A tapioca foi a ponta do iceberg.
Depois, viu-se que, dentre todos os ministros, ele tinha sido o terceiro que mais utilizara o cartão.
Só em um jantar em São Paulo, na região dos Jardins, o  ministro pagou uma conta de R$ 485,05, em um restaurante, onde o valor médio de uma refeição é de R$ 150,00. O pior é que, nesse dia, não constava de sua agenda nenhuma atividade em São Paulo.
Certo dia, a agenda dizia que o ministro ficaria em Brasília em despachos internos. Mas ele gastou nessa data R$ 196,23 em uma churrascaria do Rio. Descobriu-se que ele pagara hotel para a esposa, a filha e a babá, durante um final de semana na cidade sede das Olímpiadas de 2016.
Menos de 24 horas depois que a colega Matilde Ribeiro foi exonerada, por uso abusivo do cartão, Orlando Silva, em pleno sábado de Carnaval, convocou a imprensa para fazer um anuncio em tom solene: estava devolvendo aos cofres publicos, de uma só vez, não apenas a tapioca, mas tudo o que havia gasto com o cartão de crédito corporativo: R$ 30.870,38.
E assim salvou o pescoço.
Pode-se dizer que isso nada tem a ver com a visita que ele fez a Tony Blair.
Tem sim, pois assim como ele falseava o cartão ? tanto que devolveu tudo o que gastou ? ele falseia o governo a quem serve, e falseia o seu próprio partido, o PcdoB.
Quando Orlando Silva foi chamado a depor na CPI dos cartões, o ministro reclamou das distorções da imprensa:
“Tomei a decisão de recolher aos cofres públicos todas as despesas utilizadas por mim com os cartões corporativos. Foi uma atitude política, um gesto político, que refletiu a minha indignação. Eu percebi que havia uma escalada na distorção de informações que envolvia a minha própria reputação e a minha família. O meu patrimônio é minha família e minha história política. Não poderia tolerar ataques à minha honra, minha ética”.
Para que não houvesse novas “distorções” sobre o pensamento do ministro, esse blog enviou as perguntas.
E por que ele não responde?
Porque teria que discordar de Sergio Cabral. E isso ele não faz, pois quer a boquinha de autoridade olímpica durante os próximos seis anos?
Quem se dispõe, por livre e expontânea vontade, a tomar chá com Blair, além de sorrir para fotos e apertar a mão de um facínora, está disposto a tudo.
Ter Tony Blair como consultor das Olimpíadas será muito ruim.
Mas ter Orlando Silva como gestor das Olimpíadas do Rio será péssimo.
O Rio não merecia isso.
Apesar de jovem, o ex-presidente da UNE representa o que existe de mais atrasado na política brasileira.
O ministro também é o responsável pela requisição do Palácio Gustavo Capanema, onde quer instalar o seu gabinete de trabalho, quando estiver morando no Rio.
Até Carlos Nuzman já tirou o corpo fora. Disse que não conhecia as instalações e nada tinha a ver com essa idéia.
Já o ministro continua calado.
Se perder o emprego terá de disputar votos para que possa continuar na vida pública.
E eleição, pelo jeito, é o tipo de esporte que Orlando Silva prefere distância.
                 * * *  
Ainda sobre a trapalhada de se requisitar o palácio Gustavo Capanema, recebi hoje o endereço do blog da psicopedagoga mineira Cristina Farage, que fala sobre o absurdo da idéia.
Leia o seu texto, e ouça a interpretação extraordinária de Ella Fitzgerald cantando “Samba de Uma Nota Só”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:58

Fanfarrão faz mais uma trapalhada

Como esse blog anunciou há dias, o anuncio do governador fanfarrão Sergio Cabral, de que o Palácio Gustavo Capanema iria servir de sede para o Comitê das Olimpíadas de 2016, pegou todos de surpresa.
E ele não atropelou apenas o prefeito Eduardo Paes, mas também o ministro Orlando Silva e o presidente do COB, Carlos Nuzman. Ontem, se soube que o usuário do prédio, Fernando Haddad, leu a notícia nos jornais.
Aqui foi dito que o prédio, ao contrário do que afirmara o trapalhão Cabral, não estava ocioso. Para que todos vejam a enorme confusão armada por ele, veja a matéria de hoje, em ‘O Globo’, assinada por Luiz Ernesto Guimarães:
“O anúncio feito na semana passada em Londres, pelo governador Sérgio Cabral, de que o Palácio Gustavo Capanema, no Centro, servirá como sede do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de 2016 (CO-Rio) e da Autoridade Pública Olímpica (APO), órgão que vai gerenciar os preparativos do evento, se transformou em polêmica.
Referência da arquitetura modernista, o prédio tem hoje a maior parte de seus andares ocupados pelos ministérios da Educação e da Cultura, que não foram informados previamente da decisão. Como informou ontem Ancelmo Gois em sua coluna no GLOBO, entre os que foram apanhados de surpresa, está o ministro da Educação, Fernando Haddad.
Os Jogos Olímpicos não estavam previstos num projeto desenvolvido há dois anos em parceria entre o governo federal e a Unesco. Na época, uma concorrência pública selecionou um grupo de pesquisadores para, com recursos da União repassados pela Unesco, trabalhar na proposta de transformar o Palácio Gustavo Capanema no Centro de Memória da Educação Brasileira.
? Nós já estávamos nos preparando para lançar um programa de visitas guiadas às obras de arte do imóvel e planejando uma série de atividades que ajudem no aprimoramento de professores.
Nunca tratamos de Olimpíadas. E o CO-Rio 2016 pode ter dificuldades para se estabelecer.
Ao contrário do que se falou, o imóvel não se encontra subutilizado. O prédio está inteiramente ocupado ? disse a professora Jandira Motta, coordenadora da pesquisa.
O representante do MEC no Rio, Cícero Fialho Rodrigues, aguarda agora uma orientação de Brasília. Segundo ele, cerca de R$ 900 mil já foram investidos no projeto. A Unesco preferiu não se pronunciar.
? Para nós, a vinda da Rio 2016 é uma surpresa, mas aguardo orientações superiores.
A história da educação e da cultura brasileira passam por este prédio ? afirmou Cícero.
Ontem, o prefeito Eduardo Paes, que chegou a anunciar o desejo de as entidades olímpicas se instalarem na Zona Portuária, voltou a afirmar que a escolha do Capanema teve seu apoio. Já o presidente do Comitê Organizador da Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, reconheceu não saber ainda se o prédio atenderá às suas necessidades.
Ele disse que não partiu do CO-Rio 2016 a divulgação do plano para o palácio: ? Não fui eu quem anunciou.
No dia em que visitarmos o local, poderei responder. Primeiro, tenho que ver o espaço”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:57

O fanfarrão é um trapalhão

Sergio Cabral ao anunciar, em Londres, a cessão do Palácio Gustavo Capanema para as Olimpíadas de 2016, não atropelou apenas o Prefeito Eduardo Paes, o ministro Orlando Silva, e mais o presidente do COB, Carlos Nuzman. Ele fez outra vítima, segundo informa Ancelmo Góis: o próprio usuário do prédio, o ministro da Educação, Fernando Haddad “soube pelos jornais” que o palácio “abrigará o comitêd organizador dos Jogos de 2016 e a Autoridade Pública Olímpica”.
Cabral além de fanfarrão é trapalhão. E sem educação.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:56

Cabral atropelou parceiros em Londres

Carlos Nuzman e Orlando Silva reclamaram, pelo menos para duas pessoas, do comportamento de Sergio Cabral durante a viagem a Londres.
Eles dizem que o contato com as autoridades inglesas que cuidam dos preparativos das Olimpíadas de 2012 foi muito  proveitoso, mas o que ficou para a opinião pública foi apenas o anuncio do governador Sergio Cabral sobre a cessão do Palácio Gustavo Capanema e o convite para Tony Blair dar assessoria às Olimpíadas do Rio.
Cabral roubou a cena, atropelou o prefeito, o ministro e o COB, e todos acabaram sendo vítimas da fanfarronice do governador.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:54

Cabral contrata mentiroso

No encontro,Carlos Nuzman (a esquerda) serviu de intérprete de Cabral

No encontro,Carlos Nuzman (a esquerda) serviu de intérprete de Cabral

Sergio Cabral escolhe a dedo as pessoas que o cercam.
Hoje pela manhã, ele convidou o ex-Primeiro-Ministro britânico Tony Blair para ser o consultor das Olimpíadas de 2016, já que Londres ganhou o privilégio de ser sede dos Jogos Olimpícos quando ele estava no poder.  Nada uma coisa a ver com a outra. Mas o fanfarrão age assim.
Quanto Blair vai ganhar?
Para o governador isso não importa: ?Eu iniciei contatos com empresas e tenho certeza de que elas não nos faltarão, como não faltaram durante a campanha para o Rio ser a sede olímpica em 2016. Agora, farei um chamamento geral ao setor privado para contratar o ex-primeiro-ministro. Em maio, ele já deve dar uma palestra no Rio e assinar o contrato? ? disse ele.
Acostumado a cobrar, por palestra, cerca de US$ 3 mil o minuto, Blair vai embolsar US$ 150 mil para um blá-blá-blá de 50 minutos sobre sabe-se lá o que -  fora as passagens, hotel, refeições e mordomias. Se ele será contrato ou não, isso é outra história. Rudolph Giulliani também seria, e sua proposta terminou na lixeira do gabinete de Cabral.
Mas a notícia certamente alegrou o britânico. Afinal, ontem ele teve um dia de cão.
Blair é destaque hoje em todos os jornais do mundo, depois do depoimento de mais de seis horas no chamado Inquérito Chicot  – uma comissão independente que apura a participação desastrosa do Reino Unido, na invasão do Iraque, em 2003. Na platéia estavam parentes de mais de 150 soldados britânicos mortos nos seis anos de presença das tropas britânicas no Iraque.
Do lado de fora,  o contratado de Cabral era saudado como assassino, terrorista e  mentiroso ? e todos pediam a sua condenação como criminoso de guerra.
Para escapar dos manifestantes, Blair chegou ao local do depoimento com duas e meia de antecedência e entrou por uma garagem subterrânea.
Caso algum instituto decida fazer uma pesquisa para saber quais os 10 homens mais odiados do mundo, Blair estará com certeza entre eles. Na frente até mesmo de seu colega Bush, que o convenceu a entrar na aventura do Iraque, com a desculpa de que Saddam possuía um arsenal de armas químicas ? o que nunca foi descoberto.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 0:27

A leitura de Madrid 2016

Quem está acostumado a lidar com os bastidores da política esportiva, garante que o relatório do COI deixou Madri fora do páreo, para sediar os Jogos Olímpicos de 2016.
Por isso o providencial telefonema de Lula ao Rei Juan Carlos, para que o país eliminado apóie o outro, nos três turnos previstos para a escolha.
Aliás, o grande mentor da conquista dos Jogos Olímpicos no Rio, não é nem Carlos Nuzman, nem Sergio Cabral, nem Eduardo Paes, nem Orlando Silva. Quem trabalha muito, e na surdina, é o Chanceler Celso Amorim.
Segundo o site institucional da candidatura Madrid 2016, ?a capital española foi reforçada, pois foi a que recebeu menos críticas do COI, e a que mais elogios obteve. Além disso, Madrid é a cidade com o mais alto apoio popular, segundo pesquisa do COI. Ela conta com o apoio de todas as administrações e a garantía financeira institucional. Além disso, o COI apoiou o  conceito altamente compacto dos jogos, tendo Madri já construído 23 das 33 sedes necessárias, todas em um raio de, no máximo, 10 quilômetros do centro da cidade.
Cada um faz a sua leitura do relatório.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 20:27

Dolce far niente

 A viagem que Sergio ?Wally? Cabral faz, nesse momento, terá uma duração bem maior do que todos imaginavam.
Antes, pensava-se que o governador ficaria fora apenas durante o feriadão.
Depois, constatou-se que, passado o final de semana,  ele também não estará no Rio na próxima segunda-feira, quando o incansável Pezão o substituitá em duas solenidades.
E também não aparecerá na terça, nem na quarta, nem na quinta, nem na sexta.
Sábado e domingo não conta, pois não é dia útil e, afinal, Cabral ? como filho de Deus ? também merece descanso.
Quarta e quinta feira próximas, haverá a reunião do COI em Lausanne, na Suiça, quando o Rio defenderá a sua candidatura. A apresentação será estritamente técnica.
Lula havia prometido a Carlos Nuzman, do COB, que compareceria ao encontro, mas decidiu não ir quando  descobriu que não teria nada o que fazer.
Cabral também não tem, já que as Olimpíadas de 2016 são da cidade do Rio de Janeiro e não do Estado.
Mas e daí?
Daí nada.
O encontro é boa desculpa para que o governador se ausente mais 11 dias de seu gabinete de trabalho.

Copyright © 2010. Todos os direitos reservados.