• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:19

PO renuncia: já vai tarde!!!

E o bobalhão se foi.
Disse que ficaria no DEM e, ameaçado de expulsão, anunciou que sairia do partido amanhã, quarta-feira.
Desfiliou-se hoje.
Disse que ficaria a frente do governo do Distrito Federal até 31 de dezembro.
Já anunciou que entregará, ainda hoje, a sua carta renunciando ao cargo.
Se não for preso nos próximo dias, deverá dar graças a Deus.
Agora é a intervenção, e depois fechar o cerco contra Joaquim Roriz.
E o Congresso que cumpra o seu papel, e faça a revisão da autonomia política do Distrito Federal. Está mais do que provado que a cidade não produziu quadros a altura do país. Aquilo é um bando de aventureiros e bandalheiros que não merecerem um mandato popular.
Não deveria ter governador, mas sim um prefeito nomeado pelo Poder Central, que é quem paga todas as contas do Distrito Federal.
E uma Câmara de Vereadores para controlar o Executivo.
E só.
Nada de representação federal na Câmara e no Senado.
Quem quiser ajudar a cidade, vá ser vereador.
Quem não estiver contente com isso, dispute um mandato eletivo em seu Estado de origem.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:15

Serra e o fim do Catupiry

Fernanda Krakovics diz no Panorama Político, do ‘Globo’ que “com o apoio do Ministério da Saúde, o Congresso agora quer regulamentar até a sobremesa. Projeto da deputada Solange Almeida (PMDB-RJ), que está na Comissão de Seguridade Social da Câmara, obriga restaurantes a oferecerem sobremesas dietéticas. Em parecer a favor da proposta, o governo sugere ainda que seja especificado o tipo de adoçante utilizado e também seu valor energético. Importante: fruta não vale”.
Por falar em sobremesa, é bom que todos saibam que Serra Presidente acabará com o queijo Catupiry.
Disso ninguém tenha dúvida.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:05

Ministro da tapioca cala para manter boquinha

A foto oficial do ministro. De boca fechada.

A foto oficial do ministro. De boca fechada.

No dia 1º de fevereiro, esse blog postou o seguinte texto com o título ?Qual será a posição do ministro??
?Esse blog enviou, essa manhã, as assessoras de imprensa do ministro Orlando Silva -  Maria José Mundin e Marcia Oliveira Gomes  – as seguintes perguntas para serem respondidas pelo ministro do Esporte:
1. O que o senhor achou da contratação do ex-premier Tony Blair para ser consultor das Olimpíadas de 2016?
2. Qual a sua opinião sobre o ex-primeiro-ministro da Grã-Bretanha?
3. Quando o senhor embarcou para Londres, já sabia dessa agenda com Tony Blair, ou foi surpreendido?
4. O senhor comunicou ao seu chefe, o Presidente Lula, de que participaria desse encontro?
5. Os dirigentes de seu partido, o PCdoB , foram informados previamente?
6. O sucesso das Olimpíadas depende da consultoria de Blair?
7. Pelo o que diz o governador Cabral, um grupo de empresários pagará as despesas dessa assessoria. Não existe nenhum outro item mais relevante, no orçamento, que poderia se pago por esse grupo de empresários?
8. O senhor não seria mais útil às Olimpíadas de 2016 se fosse detentor de um mandato popular, como o de deputado federal, já que seria na Câmara o porta-voz natural dos interesses olímpicos do país?”
Passados 13 dias, o ministro Orlando Silva nada respondeu, embora tenha, com certeza, recebido as perguntas.
O ex-presidente da UNE se comporta mais como um secretário de Sergio Cabral, do que como um ministro do Presidente Lula. E por isso ele não responde. Na verdade, ele não tem o que dizer.
Político sem voto, Orlando Silva de Jesus Junior, que adotou, políticamente, o nome do ?Cantor das Multidões?, decidiu pegar a boquinha das Olimpíadas e está feliz da vida.
Conseguiu um emprego que vai até 2016 – isso é mais do que o mandato de um governador ou de um presidente. E o melhor, sem ter a chateação de prestar contas a quem quer que seja.
Aliás, prestar contas nunca foi o forte do ministro.
Até o episódio dos cartões corporativos, pouco se ouvia falar nele. Até o dia em que foi descoberta a farra dos cartões, quando chegou a pagar uma tapioca de R$ 8,30, com dinheiro dos cofres públicos.
A tapioca foi a ponta do iceberg.
Depois, viu-se que, dentre todos os ministros, ele tinha sido o terceiro que mais utilizara o cartão.
Só em um jantar em São Paulo, na região dos Jardins, o  ministro pagou uma conta de R$ 485,05, em um restaurante, onde o valor médio de uma refeição é de R$ 150,00. O pior é que, nesse dia, não constava de sua agenda nenhuma atividade em São Paulo.
Certo dia, a agenda dizia que o ministro ficaria em Brasília em despachos internos. Mas ele gastou nessa data R$ 196,23 em uma churrascaria do Rio. Descobriu-se que ele pagara hotel para a esposa, a filha e a babá, durante um final de semana na cidade sede das Olímpiadas de 2016.
Menos de 24 horas depois que a colega Matilde Ribeiro foi exonerada, por uso abusivo do cartão, Orlando Silva, em pleno sábado de Carnaval, convocou a imprensa para fazer um anuncio em tom solene: estava devolvendo aos cofres publicos, de uma só vez, não apenas a tapioca, mas tudo o que havia gasto com o cartão de crédito corporativo: R$ 30.870,38.
E assim salvou o pescoço.
Pode-se dizer que isso nada tem a ver com a visita que ele fez a Tony Blair.
Tem sim, pois assim como ele falseava o cartão ? tanto que devolveu tudo o que gastou ? ele falseia o governo a quem serve, e falseia o seu próprio partido, o PcdoB.
Quando Orlando Silva foi chamado a depor na CPI dos cartões, o ministro reclamou das distorções da imprensa:
“Tomei a decisão de recolher aos cofres públicos todas as despesas utilizadas por mim com os cartões corporativos. Foi uma atitude política, um gesto político, que refletiu a minha indignação. Eu percebi que havia uma escalada na distorção de informações que envolvia a minha própria reputação e a minha família. O meu patrimônio é minha família e minha história política. Não poderia tolerar ataques à minha honra, minha ética”.
Para que não houvesse novas “distorções” sobre o pensamento do ministro, esse blog enviou as perguntas.
E por que ele não responde?
Porque teria que discordar de Sergio Cabral. E isso ele não faz, pois quer a boquinha de autoridade olímpica durante os próximos seis anos?
Quem se dispõe, por livre e expontânea vontade, a tomar chá com Blair, além de sorrir para fotos e apertar a mão de um facínora, está disposto a tudo.
Ter Tony Blair como consultor das Olimpíadas será muito ruim.
Mas ter Orlando Silva como gestor das Olimpíadas do Rio será péssimo.
O Rio não merecia isso.
Apesar de jovem, o ex-presidente da UNE representa o que existe de mais atrasado na política brasileira.
O ministro também é o responsável pela requisição do Palácio Gustavo Capanema, onde quer instalar o seu gabinete de trabalho, quando estiver morando no Rio.
Até Carlos Nuzman já tirou o corpo fora. Disse que não conhecia as instalações e nada tinha a ver com essa idéia.
Já o ministro continua calado.
Se perder o emprego terá de disputar votos para que possa continuar na vida pública.
E eleição, pelo jeito, é o tipo de esporte que Orlando Silva prefere distância.
                 * * *  
Ainda sobre a trapalhada de se requisitar o palácio Gustavo Capanema, recebi hoje o endereço do blog da psicopedagoga mineira Cristina Farage, que fala sobre o absurdo da idéia.
Leia o seu texto, e ouça a interpretação extraordinária de Ella Fitzgerald cantando “Samba de Uma Nota Só”.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 22:57

Michel Temer e Rubens Paiva

A TV Câmara exibiu nessa madrugada um pequeno documentário  sobre as mortes do deputado Rubens Paiva, do jornalista Vladimir Herzog e do operário Manoel Fiel Filho ? todos assassinados em dependências militares durante o período da ditadura.
O filme apresenta os depoimentos das três viúvas ? Eunice, Clarice e Tereza.
Os corpos de Herzog e Fiel foram entregues às famílias.
O de Rubens Paiva continua desaparecido.
O presidente da Câmara, Michel Temer, poderia aproveitar o episódio recente da Guerrilha do Araguaia, para pedir providência idêntica ao Presidente da República. Paiva integrou a Câmara dos Deputados, e o presidente da Casa tem o dever e a obrigação de trabalhar para que a família do ex-parlamentar receba o seu corpo. 
Além disso, o atual ministro da Defesa, Nelson Jobim, é do partido de Temer.
Com isso ganharia a Câmara, o PMDB, o governo Lula, e a nação como um todo.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 22:57

O DEM faz o certo

 Do presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia, anunciando que retirará todos os membros de seu partido dos Conselhos de Ética da Câmara e do Senado, logo após o fim do recesso parlamentar, dia 3 de agosto:
“Os conselhos de Ética deixaram de ser sérios, e não faremos papel de babacas”.
Faz muito bem em não participar da farsa. Mas precisa continuar acompanhando o trabalho dos farsantes, para denunciá-los da tribuna das duas Casas.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 22:55

A viagem de Temer

Elio Gaspari publica hoje na ‘Folha’ e no ‘Globo’, o artigo ‘Chevalier Temer seus 7 Mosqueteiros”:
Eis o texto:
“O presidente da Câmara, deputado Michel Temer, acompanhado de sete mosqueteiros, usufruiu uma boca-livre de cinco dias em Paris. Havia um feriado por lá mas, por cá, a Casa onde trabalham tinha serviço e votava a Lei de Diretrizes Orçamentárias.
Os doutores foram comemorar o aniversário da Revolução Francesa e hospedaram-se no hotel Lutetia, uma boa casa, equidistante de dois marcos da cidade: a Conciergerie e a Praça da Concórdia. Numa ficava a cana dos condenados. Na outra, a lâmina de Sanson. A namorada de Luís 15, Madame Du Barry passou de uma à outra. Ela fugira para Londres depois da queda da Bastilha, mas decidiu retornar à França. Degolaram-na em 1793.
O mistério que levou a Du Barry a regressar é da mesma família da compulsão que levou Temer e seus sete mosqueteiros a entrarem na boca-livre. Pediram discrição à embaixada e disseram que viajavam a convite de um Instituto de Alto Estudos de Defesa Nacional. Verdade, mas o repórter Antonio Ribeiro revelou que, segundo esse mesmo instituto, o paganini ficou por conta da indústria aeronáutica francesa, pois a fábrica Dassault quer vender 36 caças Rafale à FAB, numa conta de R$ 4 bilhões. (Convite para ir a Paris é fácil arrumar. O que falta é patrocinador.) A Câmara absolvera o deputado-castelão e o Senado tornou-se um apêndice da delegacia de roubos e furtos, mas os oito doutores, como a Du Barry, acharam que dava.
Há um problema de percepção na cúpula do Parlamento nacional. Eles são incapazes de entender que certas coisas não podem ser feitas. Eis o que disse Michel Temer à repórter Lúcia Jardim:
“Não vejo isso como uma tentativa de sedução, até porque, se fosse, seria muito fraca”.
(Conta a lenda que o professor Henry Kissinger disse a uma senhora que toda mulher tem um preço e ela respondeu: “Isso é um insulto. Eu, nem por 1 milhão de dólares”. “Pois veja que já estamos discutindo preço”, respondeu Kissinger.)
“Se fosse a Câmara que tivesse pagado nossa viagem, aí sim, eu tenho certeza de que fariam um escândalo em cima disso.”
(Resta saber por que os franceses pagaram. Se os deputados pudessem justificar o motivo da viagem, a Câmara, ou o governo francês, deveriam pagá-la. Do contrário, não deviam aceitá-la.)
“Acho que só não haveria questionamento se nós tivéssemos vindo a pé.”
(Para continuar no tom de Temer, há uma enorme torcida para que os oito resolvam ir a pé até Paris. Deveriam anunciar o ponto do litoral de onde partiria a comitiva, para que a galera pudesse se despedir deles.)
Viajaram com o deputado Michel Temer:
Cândido Vaccarezza (SP), líder do PT na Câmara.
Carlos Zarattini (PT-SP), vice-líder do PT na Câmara.
Ibsen Pinheiro (PMDB-RS).
José Aníbal (SP), líder do PSDB na Câmara.
Maria Lucia Cardoso (PSDB-MG), vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara.
Raul Jungmann (PPS-PE), presidente da Frente Parlamentar de Defesa Nacional.
Ronaldo Caiado (GO), líder do DEM na Câmara.
Nessa comitiva há deputados que não gostariam de ser confundidos com a nobreza decadente e degolada. Também ficou na Conciergerie, e foi para a lâmina, o companheiro Danton, que tinha um fraco por seduções.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 22:54

Se a moda pega

?O Globo? informa:
?O Parlamento do Reino Unido aprovou ontem uma nova lei que institui um órgão independente para controlar os gastos dos deputados e prevê até um ano de prisão para parlamentares que declararem falsas ou usarem fundos públicos indevidamente?.
Se a lei fosse aqui, Câmara e Senado passariam um ano sem sessões deliberativas por falta de quorum.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 21:50

Fora de época

?O Globo? de hoje publica reportagem assinada por José Casado, informando que ”emendas em Medidas Provisórias abrem portas para negócios?.
Ela se baseia especificamente sobre uma emenda proposta pelo deputado Eduardo Cunha, que simplifica as licitações na área de energia elétrica nos próximos três anos.
Sem entrar no mérito da matéria legislativa, a matéria redacional desperta uma curiosidade.
A emenda foi apresentada e aprovada no final de março, início de abril - portanto há mais de 60 dias.
No dia 30 de maio, conforme a própria reportagem informa, ela foi sancionada pelo presidente da República.
Então qual a novidade?
Quem lê, na reportagem, os apartes recebidos pelo relator do projeto, pensa com razão que tudo aquilo ocorreu na semana passada.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 19:43

Ciro Gomes não está só

Toda essa confusão da cota de passagens que estava sendo utilizada em viagens de parentes e amigos de parlamentares, começou quando o site ?Congresso em Foco? descobriu que a apresentadora Adriana Galisteu, e sua mãe, haviam se beneficiado de bilhetes da cota do então namorado, o deputado Fábio Faria (PMN-RN).
Daí em diante foi um Deus nos acuda.
Pressionados pela opinião pública, Câmara e Senado, se viram obrigados a mudar as regras das cotas, embora ainda reste um monte de furos.
Esse blog cobrou repetidas vezes, do site ?Congresso em Foco?, a relação do uso das cotas em viagens domésticas, o que nunca foi feito.
Agora, eles descobriram o pagamento, pelo deputado Ciro Gomes, de passagens entre Fortaleza e Brasília para um chefe de cozinha.
O deputado certamente deve explicações.
Mas não é só ele quem as deve.
Ciro teve mais de 600 mil votos e foi o deputado, proporcionalmente, mais votado do país. Mas ele foi votado só no Ceará. O eleitor do Rio, São Paulo, Minas, por exemplo, mesmo que quisesse, não poderia elegê-lo.
E eleitores de todos os estados merecem saber se o seu deputado ou senador participou ou não da chamada Farra das Passagens ou Farra das Viagens.
Até o momento, conhece-se apenas  parte da  relação das viagens internacionais dos parlamentares.
Mas nada se sabe sobre os vôos domésticos. Agora, o site pinça um nome aqui, outro ali. 
O nome do presidenciável Ciro Gomes foi pinçado, nesse momento, por razões óbvias.
Nessa marcha, é possível que, nas eleições para os governos estaduais, no próximo ano, novas denuncias surjam conforme a apresentação das candidaturas. O que será um erro, pois o ?Congresso em Foco?, que já prestou uma enormidade de serviços à cidadania, não deveria se envolver em campanhas políticas.
Esse comportamento não é justo com os parlamentares, não é justo com os eleitores, e não é justo, principalmente, com o site ?Congresso em Foco?.

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