• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:47

Na festa do PT só se falou de Lula

De José Meirelles Passos, de ‘O Globo’:
“Um desavisado que chegasse ao Encontro Estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), na quadra da escola de samba Portela, em Madureira, acreditaria estar presenciando o lançamento da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. O evento fora programado para lançar a précandidatura ao Senado do ex-prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, confirmar o apoio do PT à reeleição do governador Sérgio Cabral e servir de palanque para Dilma. Mas tanto o discurso dela quanto o dos políticos que a antecederam, apenas ressaltavam a política desenvolvida por Lula.
?O palanque de Cabral é o único do PT aqui no Rio? Não houve menção alguma a uma plataforma de Dilma. Falou-se apenas na manutenção do modelo atual. Cartazes espalhados pelo ambiente, com uma foto de Lula e Dilma sorridentes, continham um slogan: ?Com Dilma pelo caminho que Lula nos ensinou?.
? Descobrimos o modelo correto de desenvolvimento para nosso país: crescimento econômico com as pessoas subindo na vida. Isso não acontecia antes. Subir na vida era proibido ao brasileiro ? afirmou Dilma.
Líderes da base do governo (PDT, PSB, PCdoB e PMDB) definiram Dilma como ?guerreira?, ?corajosa?, e ?altamente capaz?. O ministro das Cidades, Márcio Fortes, acrescentou uma virtude: disse que, além de tudo, ?Dilma é carinhosa?. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, sugeriu que votar nela seria como saldar uma dívida de gratidão:
? Todos nós devemos a vida à uma mulher. Para compensar isso, temos que eleger Dilma como a primeira mulher presidente do Brasil.
Perguntada se além de apoiar a reeleição de Cabral ela também subiria ao palanque de Anthony Garotinho, candidato a governador pelo PR, em troca de apoio à sua candidatura, Dilma ficou em cima do muro:
? O palanque de Sérgio Cabral é o único do PT aqui no Rio. No que se refere a outros palanques, a coordenação de minha campanha e todos os partidos da base aliada vão decidir as condições, se vai haver ou não outros palanques. Assim que se caracterizarem as coligações que faremos, vai haver uma reunião entre todos e haverá uma decisão.
A plateia não foi muito gentil com o governador do Rio. Toda vez que seu nome era mencionado, ouvia-se uma vaia ? parcialmente encoberta por aplausos depois que, constrangido, o mestre de cerimônias, deputado federal Luiz Sérgio (PT), por fim, decidiu intervir:
? Quem convida, recebe com carinho ? ponderou.
Ao chegar a sua vez de discursar, Cabral usou um artifício para evitar vaias: apanhou o microfone e começou a cantar um conhecido samba de Zeca Pagodinho, alterando a letra de forma a exaltar Dilma:
? Deixa a Dilma me levar, Dilma leva eu… ? entoou, imitado imediatamente pela plateia, com a participação espontânea da bateria da Portela”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:28

Erros de Cabral estão na Internet

Da repórter Paola de Moura, do ‘Valor Econômico’:
“A pouco mais de seis meses das eleições, a tragédia no Estado do Rio, que já registra quase 250 mortes, pode abalar a liderança que o governador Sérgio Cabral (PMDB) tem nas pesquisas eleitorais. Adversários políticos, o deputado Fernando Gabeira (PV) e o ex-governador Anthony Garotinho, já utilizam as ferramentas da internet para apontar erros que Cabral teria cometido no socorro as vítimas e no atendimento à população.
No domingo, ao visitar o Morro do Bumba, em Niterói, onde a comunidade foi construída sobre um lixão de até agora já foram retirados mais de 40 corpos, o governador ouviu vaias de moradores. Irritado, atribuiu a manifestação a “políticos de quinta categoria” e encerrou a entrevista que dava a repórteres no local. Cabral também tem sido bastante criticado por ter chamado moradores de favelas de irresponsáveis e suicidas por morarem em áreas de risco.
Gabeira pretende utilizar estes erros na campanha eleitoral. “Há muitos anos, falo da questão do aquecimento global. Não faz sentido passar a vida toda discutindo o ambiente e não tocar no assunto na campanha”, afirma Gabeira. “O governador desestruturou a Defesa Civil, não tinha qualquer plano de emergência”, ataca. “Durante o furacão em Santa Catarina, estive na Defesa Civil de lá e vi como funciona uma sala de situação. Não dá para uma cidade como o Rio deixar de ter um serviço como este”.
No início de seu governo, em 2007, Cabral extinguiu a Secretaria Estadual de Defesa Civil e fez dela um braço da Secretaria de Saúde. Alguns funcionários de seus quadros passaram então a trabalhar nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), uma das meninas dos olhos do governador. Isso porque o péssimo atendimento da saúde pública no Rio era uma das principais reclamações da população, junto com a violência.
Garotinho concorda com Gabeira e também critica a falta de estrutura da Defesa Civil. O ex-governador aproveita para cutucar mais lembrando que o governo também tinha contratado a Fundação Cobra Coral para evitar chuvas na cidade, depois da tragédia da virada do ano em Angra dos Reis.
Garotinho afirma, no entanto, que não será necessário utilizar as imagens da tragédia na propaganda eleitoral gratuita na televisão. “Os fatos já são contra o governador, não preciso explorá-los mais”, afirma. Questionado se não fará isto porque seu governo também registrou tragédias, Garotinho diz que elas existiram, mas que ele agiu e foi mais atuante que Cabral, sem querer dar mais detalhes. Em dezembro de 2001, um temporal na véspera do Natal matou quase 200 pessoas em Petrópolis, cidade serrana do Estado, e deixou vários municípios da Baixada Fluminense debaixo d´água.
Apesar de dizer que não é necessário atacar o governador, diariamente Garotinho faz comentários sobre a atuação de Cabral em seu blog. Ontem, ele criticou a visita do governador ao terreno onde ficava o presídio da Frei Caneca, onde serão construídos 1,5 mil moradias populares para abrigar a moradores da área de risco, chamando-a de marqueteira.
Analista político do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), Renato Lessa não acredita que os deslizamentos e as mortes serão muito explorados quando a campanha de TV começar. Isto porque, segundo ele, todos os políticos têm uma história de tragédia nos seus currículos ou na sua coligação. “Não será diferente com Garotinho ou Cesar Maia”, afirma o analista. “A convivência do poder público com a população que vive nestas áreas é um padrão de todos os governos”. Para Lessa, a falta de política de moradia para os pobres é uma falha social das sucessivas gestões públicas que nunca foi corrigida”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:25

Cabral vaiado em Niterói

Programa ao vivo tem sempre esse perigo.
No ‘Jornal das Seis’, da Globo News, uma repórter estava fazendo um relato sobre o trabalho do Corpo de Bombeiros, no Morro do Bumba, em Niterói.
Quem assistiu ao jornal garante que,  a certa altura, a repórter deu a seguinte informação:
“O governador Sergio Cabral esteve hoje no Morro do Bumba, onde foi recebido, pelos moradores, com uma  enorme vaia…”
A condutora do programa imediatamente mudou de assunto.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:04

“Nós vamos brincar separados”

O governador do Rio está inconsolável. 
Se não bastasse a prisão do amigo José Roberto Arruda, o Carnaval de Sergio Cabral está a beira do fracasso.
Além do perigo de ser vaiado pelos foliões, o Presidente Lula decidiu que não vem mais.
Madonna irá. Mas, ao que tudo indica, ela vai se dividir entre o camarote do governador e o da Brahma -  infinitamente mais animado. Já pensou assistir ao desfile ao lado de Jorge Picciani e Paulo Mello?
Como está sem sorte,  Cabral terá de aturar, no domingo, o ?carisma da nossa candidata” Dilma Rousseff.
Aliás, Madonna vai ao camarote de Cabral, não pelo anfitrião, mas para conhecer Dilma.
Há quem aposte que segunda-feira, o governador não aparecerá no Sambódromo…
… Nem que a vaca tussa.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 0:28

Cesar e as vaias contra Cabral

Do ex-prefeito Cesar Maia em seu blog:
“1. Sempre que um político é vaiado, procura colocar a culpa em um adversário seu. Mas se, simultaneamente, ocupa os espaços que pode na mídia e aciona esquemas publicitários, é porque, na verdade, sabe que a vaia não foi orquestrada. Este Ex-Blog viu e reviu o vídeo integral do discurso do ministro Lupi (que está no YouTube). Durante todo o discurso, a câmera passeia, focalizando os jovens. Não há sinais de claque. No final do discurso, quando vai citando os presentes e a câmera continua passeando pelos jovens, a citação do nome do governador do Estado do Rio é espontaneamente respondida com vaias, fortes e dispersas, não localizadas como claques.
2. Sobre o desgaste de imagem do governador, ele, melhor do que ninguém sabe. Afinal, abriu uma ofensiva de destaques na imprensa, que teve seu ápice com o Pré-Sal. Seu rosto, fingindo-se de zangado, pode ser analisado por um vestibulando de psicologia. Seu ânimo foi bem anotado pelo governador de SP, comentando as bolsas em baixo dos olhos, um sinal ruim para sua idade. Buscava a qualquer preço ser percebido como defensor do Rio, quando o que conseguiu foi o contrário, na medida em que, uma vez apresentados os projetos de lei, esses serão emendados. Vazou-se que Lula estava zangado com ele. Nada tão inverídico. Ao contrário, ficou preocupado. Preocupação que já havia manifestado antes ao governador de Minas.
3. Simultaneamente, deu uma entrevista em 3 blocos à TV sobre temas que o levantassem: salários de servidores (onde mentiu), pré-sal e olimpíadas 2016. Paralelamente, vazou pesquisas completamente desfocadas, o que não quer dizer manipuladas. Basta definir uma ordem de perguntas e no meio colocar avaliação de governo ou intenção de voto. Essa tentativa de reverter o desgaste de imagem por um estresse de mídia, só agrava a imagem, pois, sem fatos concretos, irrita o eleitor. A pesquisa que deveria fazer é sobre as razões desse desgaste.
4. Outro dia, em reunião com prefeitos, procurou oferecer um pacote de bondades, o que passou como eleitoreiro e sem credibilidade. Artificiais também são as visitas ao interior, agora faltando um ano para as eleições, com helicóptero e comitiva, exagerando o destaque de medidas inócuas. O fato é que é um governo sem marca, onde o resgate de seu repetitivo discurso, por anos, do posto de saúde 24 horas, se transformou em UPAS sem pessoal, sem atendimento, invertendo a memória. Melhor é avaliar bem e impessoalmente as razões e atuar sobre elas. Ainda há tempo. Pouco tempo, mas há. Insistir em responder ao desgaste com ficção, é agravá-lo”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 0:26

Cabral leva Lula para o buraco

Lula deveria encomendar uma pesquisa para ver como anda a sua popularidade no Rio de Janeiro.
Certamente ela é alta, como no resto do país.
Mas deve estar abaixo dos índices que ele tinha quando foi reeleito para o segundo mandato.
Quanto mais Lula colar em Sergio Cabral, mas prejuízo ele acumulará.
O Presidente teve, em 2006, mais votos no Rio do que o governador. Tanto no primeiro, quanto no segundo turno.
Portanto é Cabral quem precisa dele. E não vice-versa.
A popularidade do Presidente, em todo o país, vem principalmente das camadas populares, as áreas mais desassistidas por Cabral no Rio de Janeiro.
Hoje, estão vaiando Cabral e o Presidente é preservado.
Se insistir nesse apoio, Lula acabará sendo vaiado também.
O Palácio sabe disso. E deve ser por esse motivo que a ministra Dilma Rousseff sumiu do Rio de Janeiro.
Nem mesmo nas duas últimas solenidades, onde foram inauguradas obras do PAC, ?a mãe? do projeto compareceu.

  • Quarta-feira, 02 Setembro 2009 / 0:26

A vaia do Maracanãzinho

  O blog do Lobo gravou a vaia que Sergio Cabral ganhou ontem no Maracanãzinho.
Tudo estava indo muito bem, até que o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, decidiu citar o nome do governador. Foi o bastante para o Maracanãzinho iniciar a vaia, impedindo inclusive o discurso de Cabral.
Lula gastou os primeiros 2 minutos e meio de seu discurso, para condenar a vaia, sim citar o nome do governador. Veja o vídeo. Ele não tem boa qualidade técnica pois foi feito, provavelmente, com um celular.

  • Quarta-feira, 19 Agosto 2009 / 0:09

Faça o seu julgamento

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