• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:10

Cala a boca Cabral

Sergio Cabral não se emenda. O governador só fala besteira.
Ontem, em Brasília, depois da solenidade do PAC 2, ele disse que, na questão do pré-sal, ele tem a certeza que o Congressou ouvirá Lula.
Mas o que o Presidente disse?
Que se saiba ele não disse nada. Lá nos confins do Oriente Médio, Lula disse que esse era um assunto para ser resolvido pelo Congresso.
Continua Cabral: “O Presidente botou uma pitada de açúcar no pré-sal. Com a intervenção do Presidente, o pré-sal agora virou pré-doce”.
Intervenção do Presidente? Então Lula interviu? 
E por que a gracinha do pré-doce?
Finalmente: por ser um ano eleitoral, é preciso ter “seriedade e tranquilidade” para tratar do tema.
Antes, os congressistas eram ladrões.
Agora, eles precisam ser sérios.
O trapalhão vive mesmo no mundo da lua.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:45

Governador, vá para Paris!

Esse ‘blog’ esteve fora do ar, nos últimos quatro dias, deixando de comentar fatos importantes, principalmente os que dizem respeito a derrota do Rio de Janeiro no episódio dos royaltes do petróleo.
Quem acompanha esse espaço sabe que a derrota não foi surpresa, depois que Sergio Cabral esteve em Brasília, e saiu de uma  reunião com líderes na Câmara afirmando que o Rio estava sendo roubado. Cabral decidiu, naquele momento, brigar com todos, inclusive com os líderes de seu próprio partido, o PMDB.  Ele acreditou que, com sua gritaria, ele inibiria quem quer que fosse. Como ele é tolo.
Cabral está próximo de conquistar a unanimidade: todos contra ele. As recentes declarações, de importantes líderes políticos, mostra o pouco caso que eles passaram a ter pelo governador.
Do presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra: “É uma loucura atribuir ao governo e a ministra Dilma a responsabilidade pelo o que ocorreu. Cabral foi quem acirrou esse clima de beligerância ao ser pouco habilidoso”.
Do deputado Cândido Vaccarezza, líder do PT: “O Presidente Lula tem mais voto que Cabral até mesmo no Estado do Rio. E o grande cabo eleitoral de Dilma é o presidente da República, não o Cabral”.
Do deputado Ciro Gomes:”Paciência, Serginho, muda de ramo. Na minha terra ninguém pega galinha gritando “xô”. É preciso construir uma saída, e ela é perfeitamente viável no Senado. Mas se for na base do protesto, da confusão, esculhanbando a Câmara, o Senado e os politicos, o Rio vai perder, porque Lula não vai vetá-la. Ele não vai ficar contra o resto do país, que tem problemas tão ou mais graves do que o Rio. Tem muito político do Rio de conversa fiada e fazendo teatro”.
Do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), aliado de Cabral:”Não adianta levar uma mensagem de guerra, precisamos de uma mensagem de paz e discutir a dosagem da mudança”.

                     * * *
Depois das mais diversas manifestações contra o comportamento de Cabral, o governador poderia fazer um enorme favor ao Rio de Janeiro, à sua tradição, à sua economia e à sua gente.
Vá para Paris, governador.
Fique por lá uns 60, 90 dias.
Volte depois que o Senado decidir o que fazer com a emenda Ibsen Pinheiro.
Deixe que os políticos encontrem uma saída.
Todos eles amam o Rio de Janeiro e, certamente, não insitirão na idéia de prejudicá-lo.
Mas eles não estão dispostos a continuar ouvindo seus desaforos.
Vá para Paris, governador!
Faça uma reserva no George V.  Passeie. Faça compras. Tanto faz se essas despesas sejam pagas pelo governo do Rio, ou por um de seus amigos.
A essa altura, nada disso mais importa.
O Rio promete não fazer cobranças, desde que nesse período o senhor cale a boca.
Não elogie nem critique ninguém.
Não dê opinião sobre absolutamente nada.
Fuja da imprensa. Não atenda telefonemas.
Fique mudo.
Política é coisa para profissional.
Para exercê-la é preciso, antes de mais nada, equilíbrio emocional.
É pena que, nos quatro anos que o senhor esteve em Brasília, como senador, não tenha apreendido nada.
É exatamente por isso que seu mandato foi apagado.
Não existe, nos anais, um único discurso de importância média, e nem mesmo uma entrevista.
Agora entende-se porque Paulo Duque é seu suplente.
Os senhores são iguais: despreparados, trapalhões, arrogantes.
Por favor, não vá a passeata de amanhã.
Sei que o senhor tem um problema no joelho. Utilize a doença para justificar sua ausência.
Não faça discurso na Cinelândia. Pelo amor de Deus.
Como disse Ciro Gomes, esse não é o seu ramo.
Tudo se encaminha para um entendimento.
Não ponha isso a perder.
Cale a boca.
Governador: pelo amor ao Rio de Janeiro, vá para Paris!!!

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:58

Fanfarrão faz mais uma trapalhada

Como esse blog anunciou há dias, o anuncio do governador fanfarrão Sergio Cabral, de que o Palácio Gustavo Capanema iria servir de sede para o Comitê das Olimpíadas de 2016, pegou todos de surpresa.
E ele não atropelou apenas o prefeito Eduardo Paes, mas também o ministro Orlando Silva e o presidente do COB, Carlos Nuzman. Ontem, se soube que o usuário do prédio, Fernando Haddad, leu a notícia nos jornais.
Aqui foi dito que o prédio, ao contrário do que afirmara o trapalhão Cabral, não estava ocioso. Para que todos vejam a enorme confusão armada por ele, veja a matéria de hoje, em ‘O Globo’, assinada por Luiz Ernesto Guimarães:
“O anúncio feito na semana passada em Londres, pelo governador Sérgio Cabral, de que o Palácio Gustavo Capanema, no Centro, servirá como sede do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de 2016 (CO-Rio) e da Autoridade Pública Olímpica (APO), órgão que vai gerenciar os preparativos do evento, se transformou em polêmica.
Referência da arquitetura modernista, o prédio tem hoje a maior parte de seus andares ocupados pelos ministérios da Educação e da Cultura, que não foram informados previamente da decisão. Como informou ontem Ancelmo Gois em sua coluna no GLOBO, entre os que foram apanhados de surpresa, está o ministro da Educação, Fernando Haddad.
Os Jogos Olímpicos não estavam previstos num projeto desenvolvido há dois anos em parceria entre o governo federal e a Unesco. Na época, uma concorrência pública selecionou um grupo de pesquisadores para, com recursos da União repassados pela Unesco, trabalhar na proposta de transformar o Palácio Gustavo Capanema no Centro de Memória da Educação Brasileira.
? Nós já estávamos nos preparando para lançar um programa de visitas guiadas às obras de arte do imóvel e planejando uma série de atividades que ajudem no aprimoramento de professores.
Nunca tratamos de Olimpíadas. E o CO-Rio 2016 pode ter dificuldades para se estabelecer.
Ao contrário do que se falou, o imóvel não se encontra subutilizado. O prédio está inteiramente ocupado ? disse a professora Jandira Motta, coordenadora da pesquisa.
O representante do MEC no Rio, Cícero Fialho Rodrigues, aguarda agora uma orientação de Brasília. Segundo ele, cerca de R$ 900 mil já foram investidos no projeto. A Unesco preferiu não se pronunciar.
? Para nós, a vinda da Rio 2016 é uma surpresa, mas aguardo orientações superiores.
A história da educação e da cultura brasileira passam por este prédio ? afirmou Cícero.
Ontem, o prefeito Eduardo Paes, que chegou a anunciar o desejo de as entidades olímpicas se instalarem na Zona Portuária, voltou a afirmar que a escolha do Capanema teve seu apoio. Já o presidente do Comitê Organizador da Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, reconheceu não saber ainda se o prédio atenderá às suas necessidades.
Ele disse que não partiu do CO-Rio 2016 a divulgação do plano para o palácio: ? Não fui eu quem anunciou.
No dia em que visitarmos o local, poderei responder. Primeiro, tenho que ver o espaço”.

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