• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:52

‘Ser-Ser’ quer reviver o ‘Jan-Jan’

Quando a candidatura de Jânio Quadros, à Presidência, foi lançada pelo pequenos partidos PTN e PDC, em 1960, ele foi aos poucos ganhando adesões, até que conseguiu o apoio da UDN, que viu em Jânio a possibilidade de chegar ao poder.
Na época, a eleição era totalmente descasada, e não havia vinculação nem mesmo com o candidato a vice.
Foi aí que surgiu o movimento Jan-Jan, o voto em Jânio pela UDN, e em Jango Goulart pelo PTB.
E eles foram a vitória.
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Em Minas, nas últimas eleições, ocorreu movimento idêntico: o  Lulécio, que era o voto em Lula e em Aécio.
E tudo leva a crer que o fenômeno vai se repetir, lá nas Alterosas, com Dilma, do PT, e Anastasia, governador pelo PSDB.
Ao perguntarem a Dilma sobre a possibilidade da chapa Dilmasia, ela perguntou: “E por que não, Anastadilma?”
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No Rio já existe um cidadão – misto de jornalista e publicitário – contratado, informalmente pelo PMDB, para dar assessoria na formação de pequenos movimentos que irão reviver o Jan-Jan de 1960.
No momento, existe uma discussão sobre o nome.
O mais provável é que seja Ser-Ser, mas há quem defenda o Serbral – o voto em Serra e Cabral.
José Serra, diga-se de passagem, nada tem a ver com isso, mas óbviamente que não irá reclamar.
Já Sergio Cabral, dizem seus companheiros, não moverá uma palha a favor de Dilma Rousseff, a não nos dias em que ela estiver ao seu lado.
Depois de tudo que Lula fez pelo Rio, o normal é que Dilma recebesse uma consagração, até mesmo porque Lula teve, em 2006,  mais votos que Cabral, tanto no primeiro quanto no segundo turno.
O lógico seria Dilma somar mais votos do que Lula.
Quanto a esperteza de Cabral, existem dúvidas se o PT do Rio irá denunciá-lo.
O jogo só ficará claro, de verdade, depois da Copa, na segunda quinzena de julho.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:19

Espertalhão prepara a traição

Trecho da coluna de Merval Pereira, em ‘O Globo’:
“Uma disputa presidencial apertada como se avizinha valorizará cada adesão que um dos lados conseguir. Assim como pode haver o voto Dilmasia ou Anastadilma em Minas, pode haver um voto suprapartidário no Rio que una o tucano José Serra e o governador Sérgio Cabral. Já existem até comitês nesse sentido sendo montados no estado”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:05

A saia justa de Sergio Cabral

De Renata Lo Prete, no Painel da ‘Folha’:
“No dia em que o governador Eduardo Campos (PSB-PE) se reuniu com Francisco Dornelles (PP) para discutir a remota possibilidade de uma aliança em torno da candidatura de Ciro Gomes (PSB), tucanos voltaram a mencionar o senador, tio de Aécio Neves, como opção de vice para José Serra (PSDB).
A especulação é curiosa, dado que a maioria dos diretórios do PP está hoje alinhada com Dilma Rousseff (PT). E se a cúpula escolhesse outro caminho?  “O PP é um partido onde ninguém manda e ninguém obedece”, desdenha um cacique. Ainda assim, uma parcela do PSDB acredita que, concedendo a vaga de vice a Dornelles, o placar pró-PT nos Estados seria superado, e o tempo de TV do partido, muito bem-vindo”.
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O mais curioso disso tudo seria o caminho a ser trilhado pelo governador do Rio.
Como se sabe, Sergio Cabral é um trapalhão de primeira.
Seu amigo, Ciro Gomes, na semana passada, sugeriu inclusive que ele mudasse de ramo, ja que política não é o seu forte.
Ele acha que ser bajulador é o suficiente.
Pois muito bem: a única pessoa que sabe fazer política, entre seus amigos, é o senador Francisco Dornelles. Esse é um dos mais experiente políticos do país.
E se Dornelles vier a ser o vice de Serra?
Cabral continuaria apoiando Dilma?
Como disse a própria candidata do PT, quando perguntaram a ela qual sua opinião sobre o apoio que Lula dava ao regime cubano, Dilma reagiu:
- O que voces querem? – perguntou ela. Que eu seja contra o Presidente Lula? Mas que nem que a vaca tussa.
Será esse o caminho de Cabral.
É claro que essa possibilidade é mais do que remota.
Mas o remoto, no caso, é a candidatura de Dornelles.
Não o traição de Cabral.

  • Quinta-feira, 13 Maio 2010 / 4:06

Lula anda reclamando de Cabral

De Ilimar Franco, no Panorama Político, de ‘O Globo’:
“O presidente Lula anda se queixando do governador Sérgio Cabral (RJ), do presidente da Fiesp, Paulo Skaf (PSB), e do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB). Irritado com Cabral, diz: “Eu vou fazer campanha para o Marcelo Crivella para o Senado”. Sobre Skaf em São Paulo: “Tinha que estar todo mundo junto com o Aloizio Mercadante”. Quanto à candidatura de Geddel ao governo da Bahia: acha que ele tem um acordo com o carlismo”.
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Justiça seja feita com relação a Cabral.
Lula se queixa, mas eu momento algum ele se mostra surpreso.

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