Ainda sobre os militares…

  No dia 30 de dezembro, ao comentar a carta de demissão que os comandantes militares haviam mandado ao Presidente Lula, através do intermediário Nelson Jobim, por não concordarem com a revisão da Lei da Anistia, esse blog disse que “não é possível que Lula não tenha no Alto Comando das Forças Armadas, Oficiais-Generais mais arejados dos que os três comandantes militares. Depois de quase 50 anos do golpe, não é possível que nossos comandantes ainda tenham melindres em ver todos os casos de violação dos direitos humanos desvendados”.
No dia 3 de janeiro, Élio Gaspari disse que “o doutor Nelson Jobim, o general Enzo Peri, o almirante Moura Neto e o brigadeiro Juniti Saito esqueceram-se de duas coisas: 1) Seus cargos sempre estão à disposição do presidente da República. 2) Demissão não se pede, se dá. O que se pede é picolé”.
E esse blog apelava: “Aceita Lula… aceita”.
Agora, o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, telefonou para o secretário nacional de Direitos Humanos, ministro Paulo Vannuchi, para apoiar a ideia de punir torturadores que atuaram na ditadura militar, uma proposta do Programa Nacional de Direitos Humanos. Segundo informa ‘O Globo’, “quem censurou, quem prendeu sem ordem judicial, quem cassou mandatos e quem apoiou a ditadura militar estão anistiados. No entanto, quem torturou cometeu crime de lesa-humanidade e deve ser punido pelo Estado como quer a nossa Constituição – disse Britto a Vannuchi”.
Já o presidente da OAB do Rio, Wadih Damous, disse que “se é para haver demissões no governo, que sejam as primeiras a do ministro da Defesa, Nelson Jobim, e dos chefes militares. É inaceitável que a sociedade brasileira volte a ser tutelada por chefes militares”.
Amanhã, Lula estará de volta ao batente.
Seu primeiro ato poderia ser a demissão do ministro Jobim, do PMDB.
Certamente, não é esse PMDB que Dilma Rousseff quer no palanque durante sua campanha para Presidente.
Lula diz que, para a governabilidade, às vezes é preciso fazer acordo até com Judas.
Mas tudo tem limites.
Atenda, Presidente, os desejos de Jobim e dos chefes militares.
Demissão já!!!