• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:56

Gabeira: devagar, quase parando

Do deputado Fernando Gabeira em seu blog:
“Alguns jornais on line afirmam que  apoiarei  as candidaturas de Marina e Serra no primeiro turno e se equivocam.
O acordo feito em nível nacional e estadual era de que apoiaria Marina e a coligação dos três partidos apoiaria Serra .
Isto foi mencionado algumas vezes em reportagens anteriores.
Sou candidato da coligação no sentido de que não farei distinção entre candidatos a cargos proporcionais do  PV e dos partidos aliados.
De repente, algo que foi sempre claro ficou obscuro.
Espero que fique claro de novo”.
               * * *
E mais não disse.
               * * *
Se alguém utilizasse um único vocábulo para resumir a figura do candidato Fernando Gabeira, talvez a melhor palavra fosse ‘moderno’.
E há anos Gabeira vem sendo assim: moderno.
Não está em discussão suas opiniões sobre a vida em si, mas sim os instrumentos que hoje ele utiliza.
Gabeira tem um portal, tem um blog, está ligado no Twitter, no YouTube, no Orkut, no Facebook, no Flickr e no Ning.
Mas a única menção que existe, no blog, referente a sua candidatura, são essas 86 palavras na abertura da nota.
Nas três notas anteriores – publicadas dias 29 e 30 de abril, e ontem – o candidato mostra sua preocupação com o desastre ecológico nos Estados Unidos.
A mancha de óleo mereceu 810 palavras.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:30

Perguntas para os que perguntam

Pedindo, ao final, que “espalhe essa nota”, o deputado Fernando Gabeira postou, há pouco, em seu blog, o seguinte texto:
“É possível romper a dominação política do PMDB e seus aliados sem o concurso dos partidos de oposição para criar uma candidatura competitiva?
É possível melhorar o transporte coletivo no Rio sem romper a cumplicidade política com as empresas de ônibus e os concessionários de trem e metrô?
É possível ter um plano de segurança para todo estado sem nos limitarmos ao sucesso apenas em comunidades da Zona Sul?
É possível melhorar as condições da polícia (salário,equipamento e treinamento) isolando e afastando os setores comprometidos com o crime e a contravenção?
É possível uma política de prevenção de desastres e a criação de uma defesa civil  que responda às mudanças climáticas que já começam a nos afetar?
É possivel defender os royalties do petróleo e ao mesmo tempo a transparência no uso desses recursos?
É possivel canalizar os frutos dessa riqueza que é finita para nos libertamos dessa dependência no futuro, usando a educação, o conhecimento, a ciencia e a tecnologia como instrumentos dessa passagem para o futuro?
É possível um governo que não corrompa os parlamentares e trabalhe construtivamente para atender às aspirações de suas bases eleitorais?
É possível um sistema de saúde que racionalize seus gastos para prestar um melhor serviço, uma liderança que conduza os funcionários do setor a uma política de respeito e compaixão pelos que adoecem e sofrem?
São algumas perguntas que faço e, em contrapartida, só querem saber da candidatura ao Senado, espeficamente a de César Maia.
Espero que os partidos políticos respondam a todas as perguntas e não apenas a preferida dos jornalistas. Gostariamos muito de atender aqueles que pedem uma derrota de cabeça erguida. Lembramos apenas que, nas circunstâncias da degradada política do Rio, esta opção nos leva a dois perigos: passarmos a vida sendo derrotados e, o que é pior, começarmos a gostar da derrota”.
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Da parte desse blog está atendido o pedido de Gabeira.

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