• Quinta-feira, 05 Janeiro 2012 / 11:38

Nem Minas reclama de Bezerra

     Da colunista Renata Lo Prete, do Painel da ‘Folha’:
     “Chamou atenção do Planalto a prudência de tucanos alinhados a Aécio Neves nas considerações acerca da atuação de Fernando Bezerra (Integração Nacional), acusado de privilegiar Pernambuco, seu reduto eleitoral, no repasse de verbas para prevenção de enchentes em 2011. Apesar de Minas Gerais ter sido o Estado mais penalizado com as chuvas, nem mesmo Antonio Anastasia se aventurou a censurar o ministro.
O pacto de não agressão é interpretado nos bastidores como um afago do PSDB ao governador Eduardo Campos (PE), padrinho de Bezerra e próximo de Aécio, que trata o PSB como potencial aliado em 2014.
Poupado por Anastasia, Bezerra também foi elogiado por Beto Richa (PSDB), que o considerou “atencioso” com o Paraná. Coube a José Serra a crítica quase solitária ao “loteamento político” da pasta”.

  • Sábado, 24 Julho 2010 / 8:39

PR: Richa tem leve vantagem

    Da ‘Folha’:
“A disputa pelo governo do Paraná começa com empate técnico na liderança entre os candidatos Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT). Segundo o Datafolha, o tucano tem 43% das intenções de voto, e o pedetista, 38%.
Como a margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos, não é possível afirmar que um dos concorrentes esteja isolado na frente.
O candidato do PV, Paulo Salamuni, aparece com 1%, e os demais não pontuaram. Não sabem quem escolher 14% dos eleitores, e outros 3% dizem que pretendem votar nulo ou em branco.
O levantamento mostra que o Paraná está dividido geograficamente entre os principais candidatos ao governo. Em Curitiba e na região metropolitana, Richa lidera a disputa por 65% a 22%. A situação se inverte no interior, onde Osmar venceria por 45% a 35%.
O tucano tem melhor desempenho entre os eleitores com maiores índices de renda e escolaridade. Nas famílias com rendimentos acima de dez salários mínimos, por exemplo, ele lidera por 61% a 32%. A disputa está equilibrada entre os mais pobres e os que estudaram menos.
Os dois principais concorrentes apresentam índices baixos de rejeição. Dos eleitores ouvidos pelo Datafolha, 15% dizem que não votariam de jeito nenhum em Osmar, e 12%, em Richa”.

  • Sábado, 12 Junho 2010 / 4:29

Comando de Serra, o barata tonta

De Renata Lo Prete, no Painel da Folha:
“Não bastassem a dianteira assumida por Dilma Rousseff e o caos instalado na escolha do vice de José Serra, uma outra preocupação ronda o comando tucano: os tão sonhados “embates diretos” com a candidata de Lula, instrumento para produzir o “confronto de biografias”, podem no final ser bem poucos.
O QG dilmista assumiu o compromisso de levá-la a quatro debates de televisão. Mais um de internet. E chega. Toda a ênfase será colocada na propaganda e em entrevistas, nas quais ela estará livre da presença do adversário. Há quem tema que Serra tenha apostado alto num recurso do qual pouco poderá se utilizar.
Com o pandemônio produzido pelo anúncio de que Álvaro Dias (PSDB) seria seu companheiro de chapa, Serra conseguiu algo que há muito não se via no DEM: consenso. Contra ele.
Convencido de que seria escolhido, Álvaro circulava pelo Senado, na semana passada, dizendo a quem quisesse ouvir que o vice não seria do DEM, porque este é um “partido de mensaleiros”. Que agora ameaça deixar a aliança.
A ideia, propagada pela cúpula do PSDB, de que a presença de Álvaro na vice viabilizaria um desempenho do tipo “arrasa quarteirão” no Paraná, dado que estarão na chapa também seu irmão, Osmar Dias (PDT), e o tucano Beto Richa, não leva em conta uma realidade amplamente conhecida pelo eleitorado local: os três não se bicam”.

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