• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:23

Advogados abandonam Arruda

Da colunista da ‘Folha’, Eliane Catanhede:
“Quatro advogados do governador afastado José Roberto Arruda (sem partido) renunciaram oficialmente ao caso com uma carta de apenas um parágrafo, deixando a defesa integralmente a cargo do escritório de advocacia de Nélio Machado, do Rio. Arruda, que está preso na Polícia Federal desde o dia 11, já assinou ontem o recibo da rescisão do contrato.
Deixaram a causa os advogados José Gerardo Grossi, Nabor Bulhões, Eduardo Alkmin e Eduardo Ferrão, apontados como a elite da advocacia no DF. Ontem, como parte de sua estratégia de defesa, o governador preso disse, por meio de seu advogado, que está disposto a se licenciar do cargo até que terminem as investigações.
Machado disse que ainda não está certo como será essa prorrogação. “Mas conversamos rapidamente sobre isso e ele não contestou”, afirmou. A maior preocupação dos advogados que saíram é evitar a ilação, que dizem ser incorreta, de que estariam abandonando o caso por considerar Arruda culpado. Conforme a Folha apurou, o problema foi incompatibilidade e disputa de espaço com Machado. O desconforto começou na decisão de contratar Machado, quando os outros quatro já atuavam na defesa.
A chegada de mais um advogado, e de fora da capital, foi considerada um “atravessamento”. A partir de então as divergências se aguçaram e se tornaram incontornáveis com a prisão de Arruda decretada pelo ministro Fernando Gonçalves e ratificada pelo Superior Tribunal de Justiça.
Na versão do lado de Nélio Machado, Grossi se dizia amigo de Gonçalves, mineiro como ele, e assegurara que o ministro não decretaria a prisão. Já na apresentação do habeas corpus ao Supremo Tribunal Federal, quem é acusado de errar é Machado, que teria se precipitado para jogar a decisão nas mãos de Marco Aurélio Mello, conhecido como liberal ao livrar réus de prisão preventiva. Desta vez, porém, ele manteve Arruda na cadeia.
Esta “culpa” recaiu sobre Machado, acusado de ter sido “açodado” e de ter entrado com o pedido antes de se reunir com os demais advogados, sem que eles tivessem tomado conhecimento do teor da decisão de Gonçalves e do STJ.
A questão considerada crucial é quanto à necessidade ou não de ouvir a Câmara Legislativa do Distrito Federal para poder prender o governador. Quatro ministros do próprio STJ consideravam que sim, deveria ser consultada. Os advogados de Brasília julgam que isso poderia ter evitado a prisão, mas foi tratado com ligeireza no pedido de Machado -assinado por Grossi “por procuração”, sem que ele concordasse com a medida.
Por isso, houve o pedido de adiamento da votação no STF e a alteração do teor do habeas corpus. Se a votação tivesse sido ontem, Arruda perderia, dizem advogados e ministros”.
O abandono tem toda cara de divergência, mas pode ser também falta de pagamento.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:00

Arruda, novo espião do DF

 Do repórter Rodrigo Rangel, no ‘Estadão”: Jornais 
 ”Ainda mais debilitado política e juridicamente pela suspeita de subornar uma importante testemunha do escândalo do “mensalão do DEM”, o governador José Roberto Arruda (sem partido) agora é acusado de espionar e montar dossiês contra seus adversários. Na sexta-feira, a deputada Érika Kokay (PT) enviou à Secretaria de Segurança do Distrito Federal pedido de informações sobre um episódio ocorrido dois dias antes: agentes da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado da Polícia Civil prenderam, diante da Câmara Legislativa, dois policiais civis de Goiás com equipamentos de escuta ambiental.
Os policiais, segundo a deputada, estavam a serviço de auxiliares de Arruda, com a missão de gravar conversas nos gabinetes de opositores do governador. Dentre os alvos, estariam a própria Érika e a deputada Jaqueline Roriz (PMN), filha do ex-governador Joaquim Roriz, hoje arquirrival de Arruda.
“Recebi a informação de que os policiais disseram, em depoimento, que tinham sido contratados por Fábio Simão”, contou Érica. Até estourar o escândalo no governo do DF, Fábio Simão era chefe de gabinete de Arruda. Foi demitido após aparecer nos vídeos que flagraram a distribuição de propina no governo.
Dois dias depois da descoberta do suposto esquema de espionagem, o diretor-geral da Polícia Civil do DF, Cleber Monteiro, pediu exoneração. Não há informações se a decisão tem relação com o episódio.
A ofensiva contra os adversários do governador vai além. Na semana passada, a ex-presidente da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal, Estefânia Viveiros, procurou a Polícia Federal dizendo-se vítima de suposta trama de aliados do governador.
Estefânia, que comandou a OAB até dezembro e foi a responsável por formalizar um dos primeiros pedidos de afastamento de Arruda, entregou aos delegados duas fotos em que aparece conversando com Durval Barbosa, delator e personagem-chave do escândalo. A ex-presidente da OAB diz que as fotos foram “claramente montadas”.
“Isso foi feito para tentar atingir minha imagem e me intimidar”, afirmou ela ao Estado, ontem. “Eu recebi informação de que essas imagens, que foram enviadas para redações de jornais de Brasília, circularam no gabinete do governador.” Estefânia está sob proteção de agentes federais.
Autoridades encarregadas da investigação sobre a corrupção no governo foram informadas da existência de um grupo que estaria produzindo dossiês contra adversários de Arruda. Um desses documentos, que já chegou às mãos dos investigadores, tem como alvos promotores de Justiça e testemunhas que colaboram com a apuração.
Um dos personagens que aparecem nos dossiês é o jornalista Edmilson Édson dos Santos, o Sombra, amigo de Barbosa e importante testemunha do caso. Na quarta-feira, um suposto emissário de Arruda foi preso em flagrante ao entregar R$ 200 mil a Sombra para que lançasse dúvidas sobre os vídeos gravados por Barbosa. Foi o próprio jornalista quem avisou à PF.
Antes, ele gravou todas as negociações. Num dos vídeos, a que o Estado teve acesso, Antônio Bento da Silva, o suposto emissário do governador, oferece o pagamento. “Qual é a garantia que eu vou ter?”, pergunta Sombra. “A palavra”, responde Bento.
O assessor de imprensa de Arruda, André Duda, nega que o governador esteja por trás dos dossiês e da tentativa de grampear os deputados.
“Quem produz dossiês e faz gravações ilegais nesta cidade todos sabem quem é, e não é o governador”, disse. Sobre a montagem das fotos da ex-presidente da OAB, ele ironizou: “Se ela está preocupada, é porque ela talvez ela tenha estado mesmo com o Durval Barbosa algum dia.”

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:00

Roberto Carlos quer distância de Arruda

 Mais uma prova do amadurecimento de Roberto Carlos está hoje estampado no ‘Estadão’, em matéria assinada por Roberta Pennafort:
“Convidado pelo governo do Distrito Federal para fazer o show de comemoração pelos 50 anos de Brasília, o cantor Roberto Carlos deve recusar o chamado. Segundo seu empresário, Dodi Sirena, “seria delicado” aceitar o convite do governador José Roberto Arruda no momento em que é alvo de denúncias de corrupção.
O convite foi insistente e Roberto gostou pelo fato de uma pesquisa ter mostrado que a população queria vê-lo. “Mais até do que cantores internacionais, como a Madonna”, contou Sirena. “É uma honra celebrar os 50 anos da capital, mas, por outro lado, o Brasil inteiro está indignado com essa situação. Houve desvio de um dinheiro que é nosso, do contribuinte. A gente prefere não se expor. Não descarto totalmente, mas as chances são remotas”, afirmou o empresário.
Sirena admitiu rever a decisão caso um novo convite seja feito pelo governo federal. Segundo ele, se o pedido vier do “governo Lula” e não da administração Arruda, Roberto Carlos poderia participar das comemorações do aniversário da cidade.
O show seria em abril. No período, o cantor estará em turnê internacional. Seria preciso que fizesse um pequeno intervalo nas apresentações para participar das celebrações”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:59

Jornalista fala sobre suborno de Arruda

 Veja aqui e veja o vídeo da entrevista, exclusiva, que o jornalista Edson Sombra deu ao IG, sobre a tentativa feita por aliados de Arruda para suborná-lo.
A entrevista, de 9 minutos e 26 segundos, foi dada após o depoimento do jornalista na Polícia Federal,

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:48

DEM prepara suicídio coletivo

Ou o Diretório Nacional do DEM intervém, imediatamente, no diretório de Brasília, ou a praga do Mensalão se alastrará por todas as seções do partido, atingindo inclusive pessoas honradas.
José Roberto Arruda renunciou a legenda, pois sabia que seria expulso. Ele reconheceu isso, inclusive, em discurso. 
Agora vem o DEM é dá uma nota de apoio a seu governo.
Apoiar o chefe do Mensalão publicamente é quase o mesmo que tomar formicida.
Se o presidente Rodrigo Maia permitir isso, levará todos ao suicídio.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:48

PPS à beira da desmoralização

O presidente da CPI que iria apurar o Mensalão do DEM, na Câmara Distrital de Brasília, deputado Alírio Neto, do PPS, decidiu acabar com a comissão antes mesmo da segunda reunião.
Alírio integra a base de apoio do ainda governador Arruda.
Vamos ver o que o presidente do PPS, Roberto Freire ? hoje sem mandato -  fará com seu filiado.
Provavelmente não fará nada.
E dará mais um passo para a sua total desmoralização.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:31

Quem viver… verá

Da taróloga Annie Bravo, no JB:
“Eu vejo um grande problema, como um chicote cósmico abatendo o Rio, por causa da ligação entre Saturno e Plutão. Um problema financeiro que será descoberto pela justiça; Pode ser de corrupção”.
Do repórter Jorge Bastos Moreno, em ‘O Globo’:
“De Alaor de Divinópolis, o bruxo do poder: escândalos iguais ao de Arruda pipocarão em pelo menos dois outros estados, e uma grande tragédia na política”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:19

A verdade sobre o painel do Senado

No dia 1º de novembro, o governador José Roberto Arruda deu uma entrevista ao repórter Kennedy Alencar, para o programa ?É Notícia?, da Rede TV.
Revendo o terceiro bloco do programa, no site da emissora, é espantoso como Arruda ? dizendo que a mentira o incomodava ? continua mentindo.
E o pior. Mente, e deixa a entender que o criminoso foi um morto: o senador Antonio Carlos Magalhães.
Vamos aos fatos.
Em 2001, o  senador e empresário Luiz Estevão sofria um processo de cassação no Senado, pois sua empresa era a construtora do prédio super faturado onde funcionaria a Justiça do Trabalho, em São Paulo, presidida pelo famoso juiz Lalau.
A punição contra o juiz era ponto de honra para ACM, que estava numa cruzada contra a corrupção. E a punição de Estevão era do maior interesse de Arruda, pois os dois disputavam votos na mesma cidade e eram antigos rivais.
Arruda, engenheiro de profissão, foi quem sugeriu a ACM a violação do painel. Não fez sozinho, pois necessitava do aval do presidente do Senado para solicitar a ilegalidade aos funcionários da Casa.
Portanto, a idéia foi de Arruda, e as providências foram tomadas por ele. Tanto que o envelope, com o voto de cada um dos senadores, foi entregue a ele, e não a ACM. Ele mesmo confessa que leu o relatório primeiro e, depois, foi ao gabinete do presidente.
Portanto, seu crime não foi apenas o de ler um papel que deveria ser sigiloso. Ele foi o arquiteto do crime, e mentiu durante cinco dias dizendo que nada sabia sobre o assunto.
Arruda é homem bastante inteligente e a violação do painel do Senado, na verdade, foi um golpe de mestre.
Ele queria ter apenas uma certeza: a de que Luiz Estevão seria cassado.
E por isso violou o painel.
Estevão era poderoso, articulado e temido por todos, além de pertencer a maior bancada do Senado. Portanto, tinha chances, através do voto secreto, de livrar-se da cassação.
Se Estevão fosse absolvido, Arruda subiria a tribuna, com a relação dos votantes, e diria que recebeu o envelope de um anônimo em seu gabinete.
Ao exibir os votos, estaria provada a violação do painel, e a absolvição de Estevão seria anulada.
Nova votação seria marcada, com tempo suficiente para pressionar, politicamente, aqueles que votaram com Estevão.
Como o senador foi cassado, Arruda perdeu o interesse pelo voto de cada um, já que seu intento já havia sido alcançado.
Por isso, levou o papel imediatamente ao presidente Antonio Carlos Magalhães, político experiente, mas que adorava um fuxico.
Foi a indiscrição do todo poderoso ACM que fez o caldo entornar.
O poder de Antonio Carlos não o bastava. Era preciso exibi-lo. E durante meses ele fez comentários sobre aquela votação.
E Arruda, que mentiu descaradamente durante dias sobre o assunto, acabou – junto com ACM – tendo de renunciar ao mandato de senador, onde era líder do governo FHC, para evitar a cassação por seus pares.
Portanto, o crime de violação do painel foi idealizado, solicitado, e recebido por um único homem: José Roberto Arruda.
Na época ele mentiu, em parte. Hoje, com ACM morto, sua mentira foi ampliada.
Mentir para ele é fácil.
Chorar também.
O difícil será conquistar um novo mandato.
Arruda simboliza hoje o que existe de pior na política brasileira.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:19

Arruda contra o mau olhado

De um gaiato de plantão:
“Esse negócio que arruda afasta mau olhando é tudo mentira.
E olha que não é só o caso do governador de Brasília.
Lembra da Geysa, a menina expulsa da Universidade porque usava mini-saia? O sobrenome dela é Arruda…

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:18

O futuro de Arruda

As conseqüências da expulsão de José Roberto Arruda do DEM:
1. Ele não poderá se candidatar a reeleição. O candidato precisa estar filiado a um partido político no mínimo 12 meses antes do pleito. Portanto, Arruda não tem mais tempo para procurar outro partido, se que é que algum partido ? mesmo os de aluguel ? aceitasse a sua filiação nesse momento.
2. Caso renuncie ao mandato, Arruda corre o sério risco de ser preso, pois perde o foro privilegiado.
3. Seu governo, embora continue de direito, acabou de fato na sexta-feira, dia 27. Portanto, as duas mil obras em andamento em Brasília, que seriam inauguradas até abril, quando a cidade comemora 50 anos, terá outro cidadão como mestre de cerimônia.
4. Cristovão Buarque que era candidato a reeleição para o Senado, será forçado a se candidatar a governador do DF.
5. Mas o maior beneficiário de toda essa confusão é Joaquim Roriz, o mestre de Arruda, que poderá voltar a governar o Distrito Federal pela quinta vez.

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