• Domingo, 22 Janeiro 2012 / 11:46

Serristas e aécistas não se entendem

    Deu no ‘Globo’:
     “A última reunião da Executiva Nacional do PSDB, pouco antes do Natal, acabou em um ríspido diálogo entre o ex-governador José Serra e o secretário-geral do partido, o deputado Rodrigo Castro (MG), aliado do
senador Aécio Neves. Indignado com a publicação do livro “Privataria tucana”, do qual é um dos principais alvos, Serra cobrou a solidariedade do partido aos ataques recebidos e insinuou indiretamente que tucanos mineiros estavam por trás da publicação. Castro reagiu de maneira dura, assim como o deputado Eduardo Azeredo (MG).
Essa brigalhada sem fim entre mineiros e paulistas tem atrapalhado também o plano dos tucanos de reestruturar o partido, sobretudo na área de comunicação. A pesquisa encomendada ao cientista político Antonio Lavareda, que concluiu que o PSDB vem perdendo a guerra da comunicação para os petistas, foi recebida com críticas à ala paulista do partido.
- É equivocada a avaliação de que não avançamos na reestruturação do partido. Sob o comando do presidente Sérgio Guerra começamos a resgatar o legado deixado pelo governo Fernando Henrique Cardoso e já começamos a reorganizar setores fundamentais do partido. Promovemos um encontro de jovens e agora vamos fazer um de trabalhadores. Além disso, já começamos a nos preparar para a realização de prévias – rebate o deputado Rodrigo Castro.
A falta de clareza sobre quem será o candidato do PSDB à sucessão da presidente Dilma Rousseff é o maior complicador no ninho tucano. Embora Aécio seja apontado por grande parte do partido como o nome natural para 2014, seu comportamento discreto no Senado tem deixado muitos aliados na dúvida sobre suas intenções e condições políticas, além de abrir espaço para ambições de outros possíveis candidatos.
Até mesmo aliados do senador mineiro já admitem que Aécio terá de se posicionar de maneira mais clara nos próximos meses. Se não for mesmo disputar a prefeitura paulista, Serra poderá ser o principal adversário de Aécio nas prévias. O líder da bancada no Senado, senador Álvaro Dias (PR), propõe que o partido realize uma espécie de primária, a exemplo do que acontece nos EUA, e não descarta a possibilidade de entrar nesta disputa.
- Esse modelo de impor um nome de cima para baixo já se esgotou. As eleições primárias seriam o caminho para a construção da unidade partidária – defendeu Álvaro Dias”.

  • Segunda-feira, 26 Julho 2010 / 11:08

Gonzalez de Serra, Santana de Dilma

    A ‘Folha’ de hoje publica os perfis dos marqueteiro das principais campanhas presidenciais: Luiz Gonzalez, de José Serra; e João Santana, de Dilma Rousseff.
Vamos a eles. 
                    * * *
   De Catia Seabra:
“Tomada 1. 28 de junho. Em meio à crise para a escolha de um vice, o presidente de honra do DEM, Jorge Bornhausen (SC), procura Luiz Gonzalez, coordenador de comunicação da campanha de José Serra à Presidência.
“Você acha que é possível vencer a eleição sem três minutos e meio da TV?”, pergunta Bornhausen, numa alusão ao tempo do DEM.
“Não”, admite o jornalista.
“Então, deixo 50% das minhas apreensões com você”, reage o democrata.
Duas horas depois, Bornhausen é recebido por Serra em sua casa.
Tomada 2. Madrugada do dia 30. Reunido com aliados para avaliar uma alternativa a Álvaro Dias (PSDB-PR), Serra abre o e-mail:
“Gonzalez considera o Indio da Costa uma boa alternativa”, comenta.
Naquela tarde, Indio é anunciado vice de Serra.
Descrita por um dos participantes da reunião, a cena dimensiona a influência de Gonzalez sobre o candidato.
Com sua indefectível camisa Lacoste, é consultado sobre tudo: da agenda à elaboração dos discursos.
Na campanha, controlará R$ 50 milhões. Essa concentração de poder -até geográfica- desperta tanto incômodo no mundo político que chegou a ser objeto de bombardeio em reunião promovida pelo ex-presidente FHC.
Excluídos, tucanos insistem para que Serra amplie o núcleo de decisões. Debitando a derrota de 2006 também na conta de Gonzalez, o acusam de centralizador.
Para amigos, uma fama tão injusta como é para Serra.
Numa clara resposta, Gonzalez convidou o publicitário Átila Francucci para direção de criação da campanha.
Mas, avesso à interferência na comunicação, é capaz de fugir do escritório se informado que uma missão política está a caminho.
Até para escapar do rótulo de conservador, renovou a estrutura da campanha. Mas é amparado numa equipe de 20 anos que busca organizar a rotina de Serra.
Dono de temperamento forte e raciocínio rápido, aproximou-se de Serra em 2004, na disputa contra Marta Suplicy. Em campanha, adapta o relógio biológico ao do notívago Serra.
Fora da temporada eleitoral, foge de exposição pública. Prefere pilotar sua moto até o litoral norte de São Paulo. Além da casa em Maresias, outro destino é Madri, onde aluga um flat. Em São Paulo, vive num apartamento de 700 metros quadrados.
Jornalista, com passagem pela TV Globo, estreou no marketing político na disputa presidencial de 1989, integrando a equipe de Ulisses Guimarães. Foi em 1994, com a eleição de Mário Covas, que chegou ao mundo tucano.
Sócio da produtora GW, já investiu numa empresa de busca pela internet. Quebrou. Com a fundação da Lua Branca -desde 2006 em nome dos filhos- experimentou seu maior salto.
Nascida em meio andar de um prédio, a agência é responsável por três contas do governo de São Paulo, com contratos que somam até R$ 156 milhões ao ano. Em 2008, registrou um lucro líquido de R$ 8,9 milhões.
Gonzalez evita aparições. Com humor mordaz, costuma minimizar o papel do marqueteiro em campanha. “Infelizmente, candidato não é sabonete.”
                    * * *
   De Ana Flor:
“11 de agosto de 2005. Horas depois de o marqueteiro do presidente Lula em 2002, Duda Mendonça, admitir à CPI dos Correios ter recebido dinheiro de caixa dois do PT em paraísos fiscais, o telefone do ex-sócio de Duda, João Santana, toca. O publicitário está no interior da Argentina, numa campanha local.
Do Brasil, o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, expõe o pedido do presidente para que Santana vá a Brasília. A suspeita de envolvimento de Lula no mensalão atingira seu auge.
24 de agosto. Santana entra no Palácio da Alvorada e encontra um Lula abatido. Na conversa, avaliam que o pronunciamento presidencial de dias antes fora um desastre. Santana o convence a fazer uma nova fala, desta vez em 7 de Setembro. Seria o primeiro texto sob a influência do novo marqueteiro.
Nas semanas seguintes, pesquisas nas quais Santana sempre calcou seu trabalho mostrariam que a saída da crise estava no apoio dos movimentos sociais. É o embrião do “Mexeu com Lula, mexeu comigo”.
A lealdade durante a maior crise de Lula, enquanto companheiros históricos de partido claudicavam, fez do baiano de 57 anos uma das pessoas mais próximas do presidente. Eles se falam quase todos os dias e jantam uma vez por semana.
Depois de fazer a campanha que reelegeu Lula, Santana recebeu do presidente a missão de pilotar um de seus maiores desafios: eleger ao Planalto sua pupila e novata nas urnas Dilma Rousseff.
A ligação de Santana com o PT é anterior à publicidade. Como jornalista da “Isto É”, em Brasília, no início dos anos 90, foi um dos autores da reportagem com o motorista Eriberto França, que ajudou na queda de Fernando Collor em 1992. Foi em sua casa, por exemplo, a reunião com congressistas do PT e de outros partidos de esquerda para sabatinar Eriberto. Ganhou o Prêmio Esso.
No início dos anos 2000, sócio de Duda, o publicitário se aproxima de Antônio Palocci numa campanha em Ribeirão Preto. Acaba como ponte entre Duda, tachado de malufista, e o PT. Às vésperas da campanha de Lula em 2002, os dois baianos romperam a sociedade.
Até ser chamado por Lula, em 2005, se dedica a campanhas na Argentina. Pelas mãos de Lula, fez a vitoriosa campanha de Maurício Funes em El Salvador.
Como Duda, Santana foi acusado de remeter dinheiro a paraísos fiscais e envolvido em denúncias de caixa dois de campanha. Diferentemente do ex-sócio, detesta holofotes e cultiva a discrição.
Não tem contas no governo Lula, mas a empresa da qual é sócio chegou a ser denunciada por privilégios nas contas de El Salvador.
Um dos momentos mais delicados dos trabalhos para o PT foi o comercial com perguntas de natureza pessoal sobre Gilberto Kassab (DEM) feito pela campanha de Marta Suplicy à prefeitura, em 2008 (“É casado? Tem filhos?”). Depois de perder a disputa, Santana tomou para si a responsabilidade.
Um de seus prazeres é compor jingles – vestígio dos anos 70, quando era conhecido como “Patinhas”, criou a banda Bendengó e compôs com Moraes Moreira.
Com Dilma, teve embates na campanha de 2006, mas, apesar do temperamento forte, aprenderam a conviver”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:44

Senado unânime derrota Nuzman

 Do repórter Afonso Morais, para o site ‘Congresso em Foco’:
“A decisão foi unânime. Nove senadores rejeitaram a proposta do presidente dos Comitês Olímpico Brasileiro (COB) e do Rio 2016 (CORio 2016), Carlos Arthur Nuzman, para alterar duas leis federais que regulamentam a proteção aos símbolos olímpicos. Como o Congresso em Foco publicou (dia 19), a intenção de Nuzman era aumentar de forma exagerada a lista de restrições, proibindo a utilização, mesmo que claramente não comercial, de termos como Olimpíadas e Jogos Olímpicos, a não ser com autorização expressa do COB e pagamento de royalties. Levada ao pé da letra, a restrição proposta do Nuzman poderia proibir mesmo a realização de Jogos Olímpicos escolares ou a já tradicional Olimpíada de Matemática. Além disso, o presidente do COB estendia a lista de palavras restritas, incluindo termos como “Rio”, “Rio de Janeiro”, “2016″ e até “medalhas” e “patrocinador”.
Durante audiência pública realizada na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal, alguns parlamentares ironizaram a sugestão polêmica do COB para restringir o uso de palavras usadas no cotidiano. Ao final, a presidente da sessão, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), comunicou que a Comissão de Educação enviará ofício ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-MA), informando que a reunião foi realizada e que as alterações propostas nas Leis 12.035 (Ato Olímpico) e 9.615 (Lei Pelé) não foram aprovadas.(…)
O problema foi a forma utilizada por Nuzman – uma carta a Sarney – e a extensão exagerada das restrições que ele propunha. Durante a reunião, alguns senadores criticaram a maneira escolhida por Carlos Nuzman de encaminhar o documento. ?Foi atípica e inusitada a forma que o COB conduziu sua proposta para criar um projeto de lei?, reclamou Álvaro Dias (PSDB-PR).
E questionou a ausência do dirigente esportivo, que mandou um representante, o diretor de Marketing do COB, Leonardo Gryner, à audiência. ?É uma demonstração de desinteresse. Nuzman nem veio defender pessoalmente sua proposta. A carta que enviou ao presidente Sarney reiterava pedido de urgência, mas ele preferiu comparecer a outra comissão e hoje não apareceu na CE. A proposta deveria ser ignorada como ele ignorou a audiência?, atacou Álvaro Dias.  O ministro do Esporte, Orlando Silva, como Nuzman convidado para a audiência, também declinou do convite e nem mandou representante”.

  • Terça-feira, 06 Julho 2010 / 4:39

Serra dispensou Álvaro Dias

O senador Álvaro Dias avisou que só iria a Curitiba – onde José Serra fez uma caminhada que marcou o  início de sua campanha eleitoral – caso o candidato tucano “insistisse muito” em sua presença.
                     * * *
Álvaro Dias ficou ontem em Brasília.

  • Segunda-feira, 05 Julho 2010 / 4:37

Tucanos buscam um discurso

O tucanato está mesmo sem discurso.
José Serra decidiu lançar seu programa de governo no Paraná, Estado onde ele sempre liderou as pesquisas, mesmo depois de ter defenestrado o seu primeiro candidato a vice, Álvaro Dias, que não sabe se comparecerá ao ato:
- Só vou se o Serra insistir muito – disse o senador paranaense.
O ponto alto do lançamento será o compromisso de Serra com o  Bolsa Família. Segundo o comando da campanha, ele dirá que manterá o programa e, mais do que isso, irá melhorá-lo.
Mesmo que seja verdade, por que eleger alguém que promete uma coisa, em prejuízo de alguém que já o mesmo?
                  * * *
Nesse final de semana, o presidente de honra do PSDB, Fernando Henrique Cardoso, publicou um artigo de críticas a Dilma Rousseff, onde ele não combate suas idéias – simplesmente duvida delas.
“A encenação para a eleição de outubro já está pronta. Como numa fábula, a candidata do governo, bem penteada e rosada, quase uma princesinha nórdica, dirá tudo o que se espera que diga, especialmente o que o “mercado” e os parceiros internacionais querem ouvir. Mas a própria candidata já alertou: não é um poste. E não é mesmo, espero. Tem uma história, que não bate com o que se quer que ela diga. Cumprirá o que disse?  No México do PRI, cujo domínio durou décadas, o presidente apontava sozinho o candidato a suceder-lhe, num processo vedado ao olhar e às influências da opinião pública. No entanto, quando a escolha era revelada ao público – “el destape del tapado” -, o escolhido via-se obrigado a dizer o que pensava. Aqui, o “dedazo” de Lula apontou a candidata. Só que ela não pode dizer o que pensa para não pôr em risco a eleição. Estamos diante de uma personagem a ser moldada pelos marqueteiros. Antigamente, no linguajar que já foi da candidata, se chamava isso de “alienação”.
               * * *
FHC, o mais exitoso produto de marketing político surgido até hoje, parece desesperado.
Qual o problema de Dilma estar sempre bem penteada e ter a pele rosada? Será que FHC – o mais vaidoso dos políticos brasileiros –  prefiriria vê-la com um aspecto doentio?
Dilma não deveria cuidar da aparencia ao se apresentar ao eleitorado?
Por que José Serra não sai às ruas sem pó de arroz no rosto?
Dilma parece princesa nórdica? Pode ser. Mas ela é o que é.
Serra não aparece em público sem maquiagem, e suas fotos são produtos de fotoshop. Ou alguém acredita que seu sorriso é o que os cartazes estampam?
É normal, é legítimo que as idéias de Dilma sejam criticadas, combatidas… Mas por que duvidar delas?
Só o porta-voz de um partido sem programa, sem discurso,  poderia utilizar tal artifício.

  • Quinta-feira, 01 Julho 2010 / 4:34

Autofagia Cibernética

Do jornalista Josias de Souza, da sucursal da ‘Folha’ em Brasília:
“O político profissional não tem medo do escuro. Receia mesmo é a claridade. José Serra subverteu a ordem.
Envolto em atmosfera de volúpia e traição, o presidenciável tucano converteu a escolha de seu vice num striptease autofágico.
Atônita, a plateia descobriu no imenso telhado de vidro da coligação pró-Serra um inusitado posto de observação.
Até a semana passada, a situação era a seguinte: metade do DEM estava nervosa porque Serra dizia que não tinha um vice e o aliado achava que ele estava mentindo.
A outra metade do DEM estava nervosa porque Serra dizia que não tinha escolhido o vice e imaginava-se que ele não tinha mesmo um nome.
E Serra estava nervoso porque não sabia se dizia que tinha o vice que ainda não escolhera ou se escolhia o vice e não dizia. E vice-versa.
Súbito, o nome do tucano Álvaro Dias veio à luz do modo mais inusitado: uma nota no microblog do presidente do PTB, o deputado cassado Roberto Jefferson (RJ).
Súbito, o DEM, aliado de todas as horas, tornou-se, por assim dizer, um corno cibernético. Reagiu à impudência com alarde.
Com a alcova sob holofotes, Serra portou-se com inocência inaudita. Imaginou que o DEM aceitaria o papel de mulher traída que evita um rompimento em nome da integridade da família.
Esqueceu-se de que lidava com uma sigla que assumiu o poder logo após as caravelas de Pedro Álvares Cabral aportarem em Porto Seguro.
Lançado à oposição por Lula, o DEM (ex-Arena, ex-Frente Liberal e ex-PFL) perdeu prestígio e votos. Mas manteve relativa unidade.
Comparado ao PSDB, uma agremiação de amigos integralmente composta de inimigos, o DEM é um partido razoavelmente coerente.
Suas posições costumam ser conhecidas antes que os filiados levantem o braço numa convenção como a que se realizou ontem, em Brasília.
O DEM avisara há dois meses: sem Aécio Neves, o vice de Serra deveria ser preferencialmente de seus quadros.
Dono de estilo “indiocentrista”, Serra imaginou-se capaz de trafegar pela selva de sua coligação com distanciamento de antropólogo.
No Big Brother do tucanato, os morubixabas do DEM levaram Serra não ao paredão, mas ao caldeirão. Obrigaram-no a regurgitar Álvaro Dias e atravessaram-lhe Indio da Costa na traqueia.
De erro em erro, Serra virou uma espécie de bispo Sardinha da era da internet. Em autofagia pública, foi mastigado pelos caetés do DEM à luz do twitter”.

  • Quinta-feira, 01 Julho 2010 / 4:34

Índio: “Não tenho idéia de nada”

Do deputado Índio da Costa (DEM-RJ), vice de José Serra:
“O que vou fazer é entender quais são os problemas e de que maneira eu posso contribuir. Mas é muito cedo para tudo (…) não tenho a menor ideia de nada”.
                   * * * 
Do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), ex-vice de Serra:
“Eu não posso falar dele (Índio da Costa) porque só o conheço de vê-lo no Congresso. Eu não o conheço. Não conheço a trajetória dele. Se foi escolhido é porque deve ter qualidades”.
                    * * *
Do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o vice de Serra: “Não sei quem é. Quem é?”
Ao ser informado que seu nome era Índio da Costa, Lula indagou:
“De onde ele é?”.
                    * * *
Da vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB), relatora da CPI da Merenda Escolar na Câmara do Rio:
“Se eu já tinha dificuldade com a candidatura do Cesar Maia, a situação agora ficou esdrúxula. Como o ex-prefeito é candidato ao Senado, não preciso pedir voto ou mesmo votar nele. Mas com o Índio como vice de Serra, é diferente. Não dá para separar o voto. Prefiro, então, pedir licença e viajar”.

  • Quarta-feira, 30 Junho 2010 / 4:33

Jefferson, maior derrotado

Roberto Jefferson perdeu todas.
Como jogou tudo, acabou perdendo mais do que o próprio Álvaro Dias.
O vice de Serra não será do PSDB.
O PTB não foi ouvido sobre a escolha.
Jefferson soube de Índio da Costa pelo Twitter.
O escolhido é do Rio de Janeiro.
Rodrigo Maia, que o presidente do PTB queria detonar, foi o maior vitorioso nesse episódio.
O DEM, ao contrário do que Jefferson pensa, não é uma merda.
E pior: ele não tem para onde fugir. Vai com Serra e o DEM até o fim.

  • Quarta-feira, 30 Junho 2010 / 4:33

Caim e Abel; Álvaro e Osmar

  • Quarta-feira, 30 Junho 2010 / 4:32

Sinhozinho humilhou Porcina

Álvaro Dias adora um dossiê.
Quem sabe ele prepare, agora, um sobre a sua não candidatura?
Vice de Serra, ele não teve nem ao menos um encontro com o cabeça de chapa.
Foi defenestrado com humilhação.

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