• Quarta-feira, 18 Janeiro 2012 / 12:05

Mais especulações sobre o ministério

     Das repórteres Natuza Nery, Andréia Sati e Catia Seabra, da ‘Folha’:
     “O ex-presidente Lula sugeriu a Dilma Rousseff que nomeie o senador petista Paulo Paim (RS) para o Ministério da Igualdade Racial.
A indicação de Paim, que é negro, foi feita na semana passada, quando Lula e Dilma discutiram em São Paulo os detalhes da reforma no primeiro escalão.
A opção é vista com ressalvas, já que o senador foi motivo de dor de cabeça para o Planalto ao defender no passado reajustes maiores para o salário mínimo e para o benefício dos aposentados.
Para Lula, essa é justamente uma das razões para levá-lo à Esplanada: eliminar do Senado um foco de pressão por aumento dos gastos.
Além disso, ele avalia que Paim daria mais visibilidade à secretaria. Dilma, porém, ainda não encerrou as buscas para o lugar da ministra Luiza Bairros, cuja gestão considera “apagada”.
Sobre a mesa da presidente há até agora sete ministérios com potenciais mudanças à vista: Educação, Ciência e Tecnologia, Trabalho, Cidades, Cultura, Mulheres e Igualdade Racial.
A mudança, desidratada após a queda de sete ministros ao longo de 2011, atinge PP, PDT e PT.
A largada da reforma será dada na semana que vem, com a saída de Fernando Haddad para disputar a eleições em São Paulo e a transferência de Aloizio Mercadante para a Educação.
Seu lugar no Ministério da Ciência e Tecnologia tende a ser ocupado por alguém com perfil mais técnico. O nome mais forte é o de Marcos Raupp, presidente da Agência Espacial Brasileira e indicado por Mercadante. Com menos chance, corre o deputado federal Newton Lima (PT-SP).
Palco de escândalos no ano passado, o Ministério das Cidades é um dos maiores orçamentos da reforma.
A presidente tenta convencer o PP a aceitar Márcio Fortes no cargo, ex-ministro da pasta e aliado de confiança.  O partido, porém, resiste, razão pela qual voltou a falar na manutenção de Mário Negromonte na cadeira ou na indicação do deputado Agnaldo Ribeiro (PB).
No Trabalho, a dificuldade é semelhante. Na lista de cotados pela presidente estão os deputados pedetistas André Figueiredo (CE); Brizola Neto (RJ) e Vieira da Cunha (RS). O ex-ministro Carlos Lupi, presidente da legenda, veta Brizola.
Mesmo com uma reforma pequena e pontual, o Planalto deve anunciar as alterações a conta-gotas. Dilma pode definir, nas próximas semanas, a sucessora da petista Iriny Lopes na secretaria de Mulheres. Iriny disputará as eleições em Vitória. A deputada estadual Inês Pandeló (PT-RJ) pode assumir.
O temor de Dilma é que a reforma reduza o peso da cota feminina na Esplanada, por isso tende a definir, com mais calma, a substituição de Ana de Hollanda na Cultura, o que pode acontecer só em março. Hoje, são dez mulheres no primeiro escalão.
Antes de a “faxina” varrer sete auxiliares de Dilma Rousseff, a presidente cogitava fazer uma reforma mais ampla, o que incluía redução do número de ministérios”.

  • Sexta-feira, 13 Janeiro 2012 / 10:01

Bittar quer ser ministro

     De Ilimar Franco, no Panorama Político do ‘Globo’:
     “A grande preocupação da presidente Dilma na substituição do ministro Aloizio Mercadante é com a continuidade na gestão do Ministério da Ciência e Tecnologia.  Sua intenção é escalar um ministro que mantenha a equipe de alto nível montada por Mercadante e dê continuidade aos projetos em desenvolvimento.
Dilma não quer alguém que resolva começar de novo. Alheios a essas condições, entre os petistas há uma disputa na surdina pelo cargo. O PT do Rio está pleiteando a pasta para o secretário municipal de Habitação, Jorge Bittar.
Já o PT de São Paulo quer emplacar na vaga o deputado federal Newton Lima”.

  • Sexta-feira, 06 Janeiro 2012 / 8:35

Túnel do tempo

     Deu no Painel, da ‘Folha’:
     “Durante o evento de lançamento do novo EcoSport, da Ford, na quarta-feira em Brasília, o ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) saudou o fato de que, no Brasil, o veículo será produzido na Bahia.
- Este carro vai levar a lambada para o mundo!
Ao ouvir o ministro, alguém da plateia comentou:
- Pelo jeito, faz muito tempo que ele não vai à Bahia. O ritmo baiano que está bombando é o axé! Lambada era sucesso nas décadas de 80 e 90…

  • Segunda-feira, 02 Agosto 2010 / 19:59

Sonhar… não custa nada

     Com as campanhas nas ruas, as promessas estão a mil.
Os repórteres Daniela Lima e Fernando Galloa, da ‘Folha’, publicaram um breve resumo das promessas dos candidatos em cinco importantes estados.

BAHIA
Jaques Wagner
, que disputa a reeleição pelo PT, apresenta como proposta um pacote de obras de infraestrutura, mas não detalha de onde virão os recursos. As promessas do governador vão desde a recuperação de rodovias e hidrovias até a ampliação de aeroportos.
Paulo Souto (DEM) diz que vai construir seis hospitais gerais e um instituto de oncologia sem detalhar onde ou com que dinheiro.

SÃO PAULO
O candidato que lidera a corrida, Geraldo Alckmin (PSDB), disse que “São Paulo não terá um preso em cadeia. Todos [ficarão] em Centros de Detenção Provisória”.
Já o candidato do PT, Aloizio Mercadante, prega a implantação de três linhas de trens de alta velocidade (até 200 km/h): uma de Ribeirão Preto a Campinas, e outras duas ligando Bauru e Sorocaba a São Paulo.

RIO DE JANEIRO
No programa de governo, o governador Sérgio Cabral (PMDB), promete ampliar o alcance das UPPs (Unidades de Policiamento Pacificadoras) de 1,2 milhão para 2,1 milhões de habitantes, com base em cálculo questionado por especialistas.
Já o deputado Fernando Gabeira (PV) propõe universalizar o atendimento de saúde e parceria com a rede privada para tratamentos de alta e de média complexidade.

MINAS GERAIS
Os candidatos ao governo de Minas apostaram em propostas genéricas para convencer o eleitorado.
Hélio Costa (PMDB) falou em criar uma força-tarefa para combater o crack, mas disse que sua equipe ainda está discutindo o problema.
Antonio Anastasia (PSDB) centrou o discurso na continuidade. Candidato do ex-governador Aécio Neves (PSDB), prometeu ampliar programas do antecessor.

RIO GRANDE DO SUL
Os candidatos que encabeçam a disputa no Estado dizem que, se eleitos, vão garantir a destinação de 12% da receita para a saúde.
Tanto Tarso Genro (PT) quanto José Fogaça (PMDB) afirmam que cumprirão o percentual, previsto em lei.
O Conselho Estadual de Saúde afirma que o governo do Estado nunca cumpriu a norma, e que o investimento em saúde fica restrito a, em média, 5% ao ano.

  • Quinta-feira, 29 Julho 2010 / 10:12

Copa: cada um puxa sua sardinha

A manchete de hoje do ‘Estado de Minas’ é:  “BH é favorita para abrir a Copa de 2014″.
Seu texto:
“Presidente da CBF vistoria obras do Mineirão e põe capital mineira à frente de São Paulo e Brasília na disputa pelo jogo de abertura do Mundial. “Pelo fato de ter iniciado na frente dos outros, vocês hão de convir que (BH) está em vantagem”, afirmou Ricardo Teixeira”.

                                                               * * *
A colunista Sonia Racy, no seu ‘Direto da Fonte’, do ‘Estadão’:
“No almoço de ontem, que reuniu em BH Aécio Neves, Anastasia, Ricardo Teixeira e Ricardo Trade, do comitê organizador da Copa, a conversa girou entre dois temas: o Mineirão como candidato a sediar a abertura do Mundial e os impasses em São Paulo.
Aécio insistiu em saber se a resolução do imbróglio sobre a capital paulista sediar ou não a estreia da Copa ficaria para depois das eleições.
O presidente da CBF negou de forma contundente: “As eleições não fazem parte do calendário da Fifa”. E reiterou que o comitê riscará ou não São Paulo da lista antes de outubro. Teixeira disse ainda estar cansado de discutir o assunto pela imprensa. E afirmou: “Trata-se de uma questão técnica. Não política”.
                                                                * * *
Todos estão blefando.
São Paulo não perderá a abertura da Copa. Mas não dá para conversar com Alberto Goldman, em fim de mandato.
Conversa pra valer será com Geraldo Alckmin ou Aloízio Mercadante.
Mas o quadro eleitoral precisa ficar mais claro para que a conversa tenha consequencia.
O mesmo vale para Minas.
Não adianta bater o martelo com o governador Anastasia, se hoje Hélio Costa tem mais de 20 pontos de vantagem.

  • Sábado, 24 Julho 2010 / 8:48

SP: Alckmin tem 49%

De Uirá Machado, da ‘Folha’:
“Se as eleições para governador de São Paulo fossem hoje, Geraldo Alckmin (PSDB) venceria já no primeiro turno e seria reconduzido ao cargo que ocupou entre 2001 e 2006.
Segundo pesquisa Datafolha realizada entre os dias 20 e 23, o tucano tem 49% das intenções de voto. Seus adversários no Estado, somados, chegam a 33%.
Aloizio Mercadante (PT) aparece em segundo lugar na pesquisa, com 16% das intenções de voto.
Em terceiro está Celso Russomano (PP), com 11%, e em quarto aparece Paulo Skaf (PSB), com 2%. Depois vêm Fabio Feldmann (PV), Mancha (PSTU), Paulo Búfalo (PSOL) e Anaí Caproni (PCO), todos com 1% das intenções de voto. O candidato Igor Grabois (PCB) tem 0%.
Os que dizem querer votar em branco ou nulo somam 6%, e 13% afirmam ainda não saber em quem votar.
O Datafolha realizou 2.083 entrevistas em 58 municípios do Estado de São Paulo. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
De acordo com o levantamento, o candidato que tem a maior rejeição é Mancha: 21% dos eleitores dizem que “não votariam nele de jeito nenhum”. Logo atrás aparece Mercadante, rejeitado por 20% do eleitorado paulista.
Líder na pesquisa, Alckmin aparece com rejeição de 14% dos eleitores do Estado.
Ex-governador de São Paulo, Alckmin leva maior vantagem no interior do Estado, onde tem 53% das intenções de voto, contra 14% de Mercadante. Na capital, o tucano aparece com 48%, e o petista, com 19%.
A maior vantagem de Alckmin é entre os mais jovens: 61% dos eleitores que têm entre 16 e 24 anos declaram intenção de votar no tucano, contra 8% que dizem querer votar em Mercadante.
Entre os que têm ensino superior, Alckmin tem 55% das intenções de voto, e Mercadante, 18%. O tucano também tem melhor desempenho entre os mais ricos (acima de dez salários mínimos): 58% contra 19% do petista.
Se Alckmin tem votação parecida entre homens e mulheres (50% e 49%, respectivamente), Mercadante vai melhor no eleitorado masculino (20%) do que no feminino (12%)”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:45

Mercadante: “São Paulo merece mais”

Dos repórteres Malu Delgado e Roberto Almeida, do ‘Estadão”:
“O senador Aloizio Mercadante (PT) aponta a alta popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o “colapso da gestão tucana em São Paulo” como os eixos de sustentação de sua pré-candidatura ao governo, que será lançada hoje, na quadra do Sindicato dos Bancários, em São Paulo, ao lado de Marta Suplicy, que concorrerá ao Senado. O evento contará ainda com a presença de Lula e da pré-candidata petista à sucessão, a ex-ministra Dilma Rousseff. “O melhor momento para disputarmos o governo de São Paulo é esta eleição”, disse, em entrevista ao Estado.
Apesar de há semanas ter sido enfático sobre a decisão de disputar a reeleição ao Senado, Mercadante justifica a abrupta mudança por conta da unidade atípica construída no PT após Ciro Gomes (PSB) ter descartado a candidatura no Estado e pelo cenário que possibilitou a ampliação da aliança ao centro.
O petista promete um programa de governo inovador para superar o “esgotamento do PSDB” e elege educação, transporte e segurança pública como áreas estratégicas. Defenderá, por exemplo, a universalização da banda larga nas escolas públicas e o monitoramento eletrônico de presos. Ele admite, ainda, que o tema “enchentes” será estratégico e “evidentemente abordado”.
Sobre o caso do dossiê, que o chamuscou em 2006, reconhece deslizes do PT e nega que contará com apoio dos “aloprados”, que coordenavam sua campanha e tentaram comprar papéis contra tucanos. A seguir, a entrevista.
- O sr. disputará o governo com o PT unificado no Estado, sequer houve prévias. O sr. vê condições distintas entre 2006 e essa disputa?
- Vejo. Temos um mesmo grupo no Palácio do Bandeirantes há 27 anos. Isso vai levando a um esgotamento. A alternância é fundamental na democracia. São Paulo merece muito mais. O novo traz políticas públicas inovadoras. Demonstramos, no governo Lula, que sabemos fazer bem. O PT, pela primeira vez, construiu uma unidade partidária e a maior frente que já tivemos em São Paulo. Isso nos dá o apoio de praticamente todas as centrais sindicais e tempo de televisão que nunca tivemos.
- Há poucas semanas o sr. era enfático sobre disputar a reeleição ao Senado. Qual motivação para enfrentar Geraldo Alckmin (PSDB), que tem mais de 50% nas pesquisas?
- Na última eleição presidencial, Alckmin perdeu quase 3 milhões de votos no segundo turno. Para a prefeitura, ele saiu em primeiro com 45% e chegou ao final com 22%. Pesquisa mede o momento. Em 2006, eu saí com 12% e cheguei com 32%, num cenário muito mais difícil. Hoje, o governo Lula tem 2/3 de apoio da população. Essa condição nos ajudará decisivamente no debate.
- O sr. disse que deixaria a liderança no Senado no episódio dos atos secretos e também recuou. Considera-se instável ou impulsivo?
- Não. Nós temos um ex-prefeito (José Serra) que foi no cartório, dizendo que não seria candidato, e disputou o governo. Em política, às vezes, a gente muda de posição. O que jamais as pessoas verão é eu mudar de lado. Achava que os atos secretos tinham que ser investigados com rigor. No entanto, o peso que tem o PMDB na governabilidade levou o governo e o PT a uma outra posição. Fui derrotado. Lula divulgou uma carta pública e disse que achava imprescindível que eu continuasse.
- O atual momento político é diferente sobretudo porque em 2006 havia o desgaste do mensalão que afetava Lula?
- O PT cometeu graves erros. Praticamente todos os grandes partidos do país cometeram grandes erros do ponto de vista das campanhas. Em 2006, o Lula tinha em São Paulo 40% de aprovação. O índice de rejeição era da ordem de 25%. Hoje, é de 6%, 7%. O projeto neoliberal do Fernando Henrique fracassou. São dois caminhos. O nosso, sob qualquer ponto de vista, é mais consistente e trouxe resultados econômicos e sociais muito mais relevantes para São Paulo. É o que me move. Na hora em que o Ciro se retirou, houve um movimento forte no PT que convergiu para o meu nome. Lula defendeu minha indicação.
- O sr. propõe um programa criativo e inovador. Como?
- Desde que o PSDB governa nós perdemos participação no PIB e na indústria nacional. Estamos numa situação de colapso no sistema de trânsito e transporte público. Eles não planejaram o futuro, não asseguraram os investimentos em segurança e transporte. Não há saída se você não investir em transporte público. Tudo que eles prometeram de modernização não aconteceu. A situação da educação é desoladora.
- A o que o sr. atribui os baixos índices de qualidade de educação?
- Não houve política de formação e valorização dos professores. A situação dos salários dos professores é insustentável. Estamos há cinco anos com 5% de reajuste. É o 14º salário do país. Não tivemos a visão para construir a escola do futuro. Precisamos colocar banda larga, dar laptops. Não tem no Estado política de inclusão digital na velocidade com a qual a juventude está se movendo.
- O ex-governador José Serra enfrentou protestos de professores. Houve uso político da entidade sindical (Apeoesp) para favorecer o PT?
- Desde a época da ditadura eu ouço esse discurso, de que qualquer conflito social tem conotação política. Não responde ao problema. Temos 17 mil professores no Estado. Trabalham em condições precárias. Fizeram uma política de abono salarial em que parte dos professores pode fazer a prova e, dos que passarem na prova, nem todos recebem o abono. Fraturou a categoria.
- Em relação à segurança pública, o sr. vê equívocos de gestão do PSDB?
- Todos os indicadores em 2009 pioraram, praticamente. O que mostra que há um problema na política de segurança que começa no policial. Tem PM em São Paulo que recebe pouco mais que a metade do salário de um soldado de Sergipe. Na Polícia Civil, a situação também é insustentável e há descontentamento generalizado. A falta de gestão do sistema prisional levou as organizações criminosas, no governo anterior, a atacar a sociedade. A polícia não esquece o que aconteceu, nem a sociedade. Temos que separar os presos por grau de periculosidade, investir em monitoramento eletrônico de presos, investir em penas alternativas. Se não reorganizarmos o sistema prisional, nós estaremos enxugando gelo. Se tem uma categoria que com certeza estará conosco nesta campanha são os funcionários públicos de uma forma geral.
- Qual avaliação o sr. faz sobre as enchentes no Estado? Será tema de sua campanha?
- Evidente que precisa ser abordado porque 79 pessoas morreram no Estado. Dezenas de milhares perderam a casa, ficaram desalojadas e desabrigadas. Eu fui visitá-las. Precisamos de uma resposta muito mais eficiente contra enchentes, vamos trabalhar isso como tema estratégico. O governo do Estado reduziu em 40% a verba das enchentes e parou investimentos indispensáveis, como o aprofundamento da calha do Tietê. Houve um problema de gestão nos reservatórios da Sabesp. Vamos atacar a raiz da mudança climática, que é ter uma política de meio ambiente e descarbonização da economia paulista, de preservação das matas ciliares, de tratamento de dejetos e do lixo. São Paulo precisa liderar essa agenda e até agora não apresentou nenhuma medida substantiva, e nós vamos apresentar.
- Sem a candidatura de Ciro Gomes no Estado, a aliança com o PSB ruiu ou o sr. ainda vê alguma possibilidade de diálogo com Paulo Skaf?
- O PSB tem todo o direito de ter candidatura própria. Nossas portas estarão abertas se eles julgarem que esse ainda é um caminho possível. Tenho grande apreço pelo Ciro. Ele foi muito leal ao governo Lula. Se ele decidir ser candidato à Presidência, eu respeitarei. Se ele nos apoiar, será muito bem vindo, porque ele faz parte deste projeto.
- O PDT indicará seu vice?
- O PR tem sugestões, o PDT tem sugestões. Não vamos fechar a chapa agora, exatamente para deixar uma janela, ampliando as alianças. Quem tiver o melhor perfil e agregar mais, terá o vice.
- E as candidaturas ao Senado?
- Marta será lançada na convenção como pré-candidata. Temos ainda a possibilidade do Netinho (PC do B), uma candidatura muito bem-vinda. Eventualmente, se o PSB vier, outro nome possível para o Senado seria o do (vereador Gabriel) Chalita.
- Em 2006, o senhor enfrentou momentos difíceis na sua campanha com o caso dossiê. Pessoas que se envolveram no episódio atuarão em 2010?
- O que posso dizer sobre isso eu já disse durante todo esse período: se dependesse de mim, jamais teria acontecido. Espero que nunca mais aconteça nas campanhas. Foi um erro grave que prejudicou o partido e todos aqueles que se envolveram neste episódio. Quando convidei o Hamilton para a campanha ele tinha uma história de quem poderia contribuir. Depois do que aconteceu, nunca mais tivemos nenhum tipo de contato. É evidente que nem ele pleiteia participar da campanha e nem seria um bom caminho.
- O sr. mudou depois de 2006?
- Eu prefiro ser uma metamorfose ambulante a ter aquela velha certeza sobre tudo. O PT mudou muito, e para a melhor. E o Brasil também. Estou mais maduro, mais preparado, mais tolerante, mais capaz de conviver com as adversidades, porque elas foram muitas.
- O sr. disse que São Paulo merece mais. O slogan de José Serra à Presidência é o “Brasil pode mais”. Como o sr. vê essa dicotomia entre alternância e continuísmo?
- Pode mais quem faz mais, e nós fizemos muito mais que eles. É só comparar qualquer aspecto relevante do governo Fernando Henrique com o nosso governo. O nosso governo é muito melhor. Continuísmo seria ser o Lula tentasse um segundo mandato. Estamos só há sete anos no governo. Eles estão há 27 anos em São Paulo, o mesmo grupo. O Alckmin já teve o tempo dele fazer ou não fazer. O próprio governador interino (Alberto Goldman) acha que o Alckmin não é o melhor candidato. Se você verificar, há uma profunda divisão no campo deles.
- Em 2006 o Serra teve quase 58% dos votos válidos e o sr. 31,6%. Alckmin recebeu quase 12 milhões de votos no Estado e Lula, 8 milhões. O sr. vê possibilidade de reverter essa vantagem de 4 milhões de votos do PSDB em São Paulo?
- O colégio eleitoral de São Paulo é muito importante nacionalmente e para a nossa trajetória. Alckmin perdeu votos no segundo turno, o que mostra que se formos competentes na campanha nós podemos reverter isso”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:19

O tapioca e o pagodeiro

De Renata Lo Prete, no Painel da ‘Folha”:
“O PC do B, que hoje formaliza apoio a Dilma Rousseff, está em pé de guerra com o PT em São Paulo. Os comunistas do Brasil ameaçam abandonar o candidato ao governo Aloizio Mercadante e aderir a Paulo Skaf (PSB) se os petistas insistirem em rejeitar o cantor e vereador Netinho de Paula como companheiro de chapa de Marta Suplicy ao Senado”.
O mais ilustre comunista de São Paulo, o ministro Orlando Silva – o ministro da tapioca – aquele que teme o voto popular e vive atrás de uma boquinha nas Olimpíadas, ao que tudo indica não move uma palha para resolver o impasse.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:08

Alckmin dispara em São Paulo

Do repórter Fernando Canzian, na ‘Folha’:
“No primeiro levantamento do Datafolha em 2010 para avaliar as intenções de voto para o governo de São Paulo, o ex-governador tucano Geraldo Alckmin aparece disparado à frente de potenciais adversários nos cenários pesquisados.
No cenário mais favorável ao ex-governador, Alckmin tem 53% das intenções de voto, o que poderia lhe garantir uma vitória no primeiro turno.
A pesquisa alternou os nomes de Aloizio Mercadante e Eduardo Suplicy como candidatos do PT e incluiu ou não um candidato pelo PSB.
No cenário em que Alckmin aparece com 53%, Mercadante tem 13%, Celso Russomano (PP), 10%, Fabio Feldmann (PV), 3%, e Ivan Valente (PSOL), 1%. Votos em branco ou nulos somam 10%, e os indecisos, 9%. Nesse cenário não haveria candidato do PSB.
O quadro eleitoral no Estado de São Paulo ainda está bastante indefinido. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva gostaria que Ciro Gomes (PSB) desistisse de concorrer à Presidência da República e saísse candidato no Estado por uma coalizão que incluiria o PT (Mercadante ou Suplicy, portanto, não concorreriam).
Ciro afirma que não desistirá de concorrer à Presidência, e uma ala de seu partido em São Paulo gostaria que o empresário Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) saísse candidato pelo PSB.
Se Skaf entrar na disputa, quase nada mudaria para Alckmin ou para os demais líderes na corrida. As intenções de voto no tucano oscilariam de 53% para 52%. Mercadante e Russomano manteriam, respectivamente, 13% e 10%. Skaf possui, nesse cenário, 2%.
Se Ciro Gomes ficar de fora da disputa em São Paulo, o senador petista Eduardo Suplicy pretende concorrer com Mercadante pela vaga do partido. Segundo o Datafolha, Suplicy atrairia inclusive mais votos ao PT do que Mercadante.
Em cenário sem um candidato do PSB na disputa, Alckmin tem 49%, Suplicy aparece com 19% (ante os 13% de Mercadante) e Celso Russomano, com 10%. Praticamente não haveria mudança nas intenções de voto dos três líderes mesmo se Skaf disputar pelo PSB.
A pesquisa Datafolha foi realizada nos dias 25 e 26 de março e ouviu 2.001 eleitores no Estado de São Paulo. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.”

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:05

Muito Suplicy para um só Senado

O jornalista Claudio Humberto que, no governo Collor, ficou conhecido como o bateu-levou, continua mau que nem um pica-pau.
Veja a nota que ele publica hoje, em sua coluna, no ‘Jornal do Commércio’, do Recife:
“Marta Suplicy ri à toa. Com a candidatura de Aloizio Mercadante (PT) ao governo, crescem suas chances no Senado. Seu entusiasmo só não é maior porque, se eleita, terá de conviver com o chato do ex-marido”.

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