• Terça-feira, 17 Janeiro 2012 / 17:44

PT do Rio e a doce ilusão

    Do colunista Ilimar Franco, no Panorama Político, do ‘Globo’:
    “O presidente nacional do PT, Rui Falcão, se reúne hoje com o presidente do PT do Rio, Jorge Florêncio, e com o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) para discutir a relação com o PMDB. Os ânimos ficaram exaltados depois que o
presidente estadual do PMDB, Jorge Picciani, disse que o partido não apoiará candidatos do PT em várias cidades. Lindbergh reagiu lançando seu nome à sucessão do governador Sérgio Cabral. A turma do deixa-disso diz que a
opinião de Picciani não é a do PMDB, mas o deputado Alessandro Molon (PT-RJ), que quer concorrer à prefeitura do Rio, cobra um posicionamento de Cabral e de Eduardo Paes. “Os dois deveriam ter vindo a público discordar”, disse ele”.

  • Quinta-feira, 12 Janeiro 2012 / 14:17

Picciani detona o PT do Rio

      Os repórteres André Zahar e Rozane Monteiro, de ‘O Dia’, publicaram domingo uma entrevista com o
presidente do PMDB, o ex-deputado Jorge Picciani, que arrasa com o PT no Rio e coloca em perigo a aliança dos petistas com o candidato Eduardo Paes.
Picciani foi quem detonou, em 2010, a candidatura de Alessandro Molon, do PT, à Prefeitura do Rio – candidato que estava sendo apoiado pelo governador Sergio Cabral.
O presidente regional do PT fluminese distribuiu, no dia seguinte, uma nota oficial, atacando Picciiani: “Acreditamos que as opiniões desrespeitosas expressas pelo presidente do PMDB não sejam compartilhadas pelo governador Sérgio Cabral e pelo prefeito Eduardo Paes”.
Lêdo engano.
Eis a entrevista de Picciani e depois a nota do presidente do PT, Jorge Florêncio de Oliveira.

- O PMDB vai apoiar candidatos do PT em quais municípios?
— O PMDB apoiará candidatos do PT em Paracambi, Paraty… Em Quissamã, nosso candidato Arnaldo Mattoso talvez seja vice também. Foi feito um acordo político. Todo mundo quer ser candidato, mas quando faz acordo, tem que valer.
- E em Niterói?
- Vamos apoiar o prefeito Jorge Roberto (Silveira), do PDT. Ele apoiou o PMDB na eleição majoritária — para governador e senador em 2010 —, doente e com o problema do Morro do Bumba (favela onde mais de 40 pessoas morreram em deslizamento). Isso nos levou a assumir o compromisso de apoiar a reeleição.
- Mas o governo dele está mal avaliado…
- O argumento de que ele não está bem não é político. Eu sou avalista dos acordos do partido. Não mudo de opinião em função das adversidades. Vai nos caber ajudá-lo a melhorar a administração.
- Na prática, o que significa ajudar a melhorar a administração em Niterói?
- Numa aliança, você sugere melhorias. Ele teve dois episódios (que o prejudicaram), um pessoal e um político. Houve o desabamento do Bumba e ele teve um câncer. A questão do Jorge Roberto também tem um simbolismo grande porque o Cabral fez campanha duríssima a favor do (atual secretário estadual de Assistência Social e pré-candidato do PT) Rodrigo Neves (em 2008). Perdeu e estabelecemos uma relação administrativa que avançou para a relação política. Sou amigo pessoal do (secretário estadual de Trabalho e pré-candidato do PSD) Sérgio Zveiter. Sou amigo pessoal da família. O Cabral me perguntou: “Picciani, e o Zveiter?” Eu disse: “Não tenho esse compromisso”. Uma coisa é o Jorge Picciani, outra é o presidente do PMDB, que não sentou em momento nenhum com o Sérgio Zveiter, o Rodrigo Neves, nem com seus partidos e fez nenhum compromisso.
- A dupla Zveiter e Rodrigo Neves é a aliança desejada pelo governador Sérgio Cabral para Niterói?
- É uma vontade pessoal, nos cabe respeitar. São pessoas com quem ele está convivendo, que são secretários dele. Agora, o governador não interfere nas questões partidárias. Ele pode opinar, tem representantes dele nas decisões da Executiva e depois desses anos todos deve confiar nas minhas posições. Ele me visitou no hospital para me oferecer se eu queria ir para ministro. Eu disse: “Não quero ter função pública, vou presidir o partido”. Eu presido o partido, e o patrimônio desse partido, da política, é cumprir os compromissos. Mas algumas alianças podem ser desfeitas. Não vamos levar o partido ao suicídio. Se cometerem erros que não podem ser justificados, não temos que afundar num barco que não remamos.
- Em Angra dos Reis, o candidato continua sendo o prefeito Tuca Jordão, do PMDB?
- Vamos definir este mês. Avança para a candidatura do deputado federal Fernando Jordão (também do PMDB, rompido com Tuca).
- A expectativa é eleger quantos prefeitos?
- Trabalho com 45. Falta combinar com o eleitor. (risos)
- Na capital, a conta de 18 partidos com o prefeito Eduardo Paes inclui PV e PPS?
- O PV tem um ato de vontade nossa, mas nenhum indicativo deles. Temos a possibilidade de trazer o PPS, desmontando um pouco a aliança de 10 anos com PSDB e PV.
- Qual é a chance de o PPS apoiar o Eduardo Paes?
- Mais de 90%. Foram feitas todas as conversas. O (vereador) Paulo Pinheiro, que era contra, saiu (para o PSOL).
- Como o senhor avalia as pesquisas sobre o Rio?
- Se somar todos (adversários), dá 30%. Sem o (senador Marcelo) Crivella (PRB), o Eduardo dá de três para um (na soma dos outros). A eleição será no primeiro turno.
- O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) pode dar trabalho?
- É um bom candidato, mas só vai ajudar a dar mais brilho à vitória do Eduardo no primeiro turno.
- Ele pode repetir a onda Fernando Gabeira (PV) nas eleições de 2008?
- Não creio. Apesar de ser um rapaz com qualidades, ele é menos abrangente. O Gabeira tinha liberdade para aliança. O Marcelo fica engessado, antes de falar tem que perguntar ao partido.
- Como o senhor vê a aliança entre Cesar Maia (DEM) e Anthony Garotinho (PR) na capital?
- É legítima, eles têm adversários comuns.
- Quem dará mais trabalho: Marcelo Freixo ou Rodrigo Maia?
- Não temos muita preocupação. O Marcelo vai dar mais brilho à vitória do Eduardo, e os outros sairão menores do que entraram.
- Como o senhor vê a criação do PSD?
- A relação com o PMDB no Rio é quase umbilical. Tem uma decisão nacional da direção do PMDB de não entrar na Justiça (contra quem saísse do partido). Os (vereadores) que ficaram, se quiserem apoiar adversários, eu vou cortar legenda. Respeito as manifestações, mas depois de bater a convenção, todos, desde os generais aos soldados, estarão condicionados. Não são obrigados a fazer a campanha. Se o governador não se sentir bem em apoiar um candidato, não vai. Mas fazer campanha contra o PMDB ou candidatos apoiados pelo PMDB, não acredito que os soldados nem os generais farão.
- E se tiver um rebelde?
- Aí, tem que ver caso a caso. O partido tem um estatuto, uma comissão de ética…
- … que vale para soldados e generais?
- Principalmente para os generais.
- Como o governador vai fazer campanha nos locais onde a base está rachada?
- O sentimento pessoal será sempre respeitado, mas a gente nunca vai imaginar que ele fará campanha em todos os municípios. Ele fará onde o PMDB tem candidato, onde apoia candidato e onde se sentir à vontade. Não há uma regra, mas o partido tem que ter uma estratégia. A partir daí, eu, o Cabral, o (vice-governador Luiz Fernando) Pezão, quem tiver voto vai fazer campanha. O que vai no coração do Cabral ele não conta.
- Como assim “no coração do Cabral”?
- Vou dar um exemplo. Em Nova Iguaçu, ele diz: “Apoiei tanto o (deputado federal Nelson) Bornier na eleição anterior (para prefeito), e ele foi fazer campanha para o (José) Serra (PSDB). Eu pedi tanto para fazer para a (presidenta) Dilma (Rousseff)”. É uma campanha que ele (Cabral) começa sem muita vontade de fazer. Mas, quando engrenar, o que vai contar é o seguinte: é importante o PMDB ganhar em Nova Iguaçu. Então, o Cabral passa a ter simpatia de novo pelo Bornier.
- O que acontece se o senador Lindbergh Farias (PT)decidir ser candidato a governador em 2014?
- Está no direito dele. O que eu ouço nos bastidores é que ele é candidato pelo PT ou pelo PSB. Não tenho nenhuma dúvida de que ele vai ser candidato. O PMDB vai estar aberto para aliança. Se ele quiser ser o vice do Pezão, não tem problema. Se quiser ser candidato, vamos respeitar e derrotá-lo.
- O cenário para 2014 passa muito pela Baixada. Lá, PMDB e PT estão separados em vários municípios.
- A eleição para prefeito, com exceção da capital, tem zero influência na de governador. Quem vai decidir a eleição de governador não é o Pezão, é o Cabral. Nós vamos ganhar em 45 cidades, mas, mesmo que perdêssemos tudo, faríamos o governador. Se o Cabral fosse candidato à reeleição, se elegeria de novo. O Cabral vai chegar na sucessão dele muito melhor. Teremos avançado muito mais na área de segurança, com menores índices de criminalidade. O Cabral fará o sucessor, e o Lindbergh tentará se tornar ainda mais conhecido para tentar a reeleição no Senado e nos derrotar depois.
- O senhor considera o secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, uma alternativa a Pezão?
- Ele não é político, é uma pessoa da área de segurança. A grande sabedoria do Cabral é lhe dar autonomia e apoio. O partido é aberto a qualquer pessoa de bem, mas a minha opinião pessoal é que não se mistura segurança com política. O Pezão está identificado com o Governo Cabral. Na hora em que se tornar o candidato da continuidade, se tivermos índices que acham que o governo deve continuar, o Beltrame ajuda dizendo que, se for convidado, vai permanecer. Mas, se o governo for mal, não tem Beltrame, não tem ninguém. Se estiver mal, vão escolher a mim, que enfrento só pedreira. Eu sou candidato, só não sei a quê. Vamos esperar.
- Em 2014, só terá uma vaga em disputa no Senado. O senhor se candidataria?
- Eu seria candidato ao Senado, mas temos uma precedência, o senador (do PP Francisco) Dornelles. Se ele quiser continuar, vamos apoiá-lo. Se não quiser, abre-se uma discussão no PMDB. Se o Cabral não quiser, saio candidato. Se ele quiser, eu busco outro caminho. Minha preferência é disputar o Senado.
- Voltando ao PSD, onde tem acordo?
- Fizemos um acordo político que vale para 2012 e 2014 com o (prefeito de São Paulo e presidente do PSD Gilberto) Kassab, com o Indio (da Costa, presidente estadual do PSD no Rio) e com o (deputado) André Corrêa (secretário-geral do partido no Rio e líder do governo na Assembleia Legislativa).
- Como fica a situação em Macaé, onde o secretário de Agricultura, Christino Áureo, é pré-candidato pelo PSD?
- Em Macaé, temos candidato próprio. É o André Braga. O Christino Áureo é um rapaz ótimo, meu amigo de muitos anos, um quadro técnico maravilhoso, com nível para ser ministro da Agricultura. Ele botou na cabeça que é o ‘bola da vez’ para ganhar, mas as pesquisas mostram que não tem nenhuma chance. Quem conhece ele, não gosta. Eu sou exceção, que gosto, mas não voto em Macaé. Forte lá é o nosso adversário, o (deputado federal) Dr. Aluizio, do PV. Ele é o ‘bola da vez’. Vamos ter que bater nele até ele virar pó, senão não ganhamos. A eleição lá é muito difícil.
- O PSD discute o nome do deputado estadual Wagner Montes para o Senado. O acordo vale para senador também?
- O Wagner Montes sempre é pré-candidato a tudo. Nós fizemos um acordo de os partidos ficarem juntos.
- Mas quem foi para o PSD foi porque não tinha legenda para concorrer ao cargo que queria.
- O Wagner, se quisesse ter sido senador, poderia pelo PDT. Mas ali a convivência é muito difícil. O PDT vive um momento muito difícil. Uma das razões para eu querer apoiar o Jorge (Roberto, prefeito) em Niterói é resgatar o Jorge. Para nós, o PDT é fundamental na eleição de 2014. Se você deixa esfacelado, o PDT vai para o lado do adversário. O suplente do Lindbergh é do PDT. O Rodrigo Neves hoje é Cabral, mas, se ganhar, fortalece o Lindbergh. Eu aqui trato de partido, não tem a ver com gostar ou não gostar, ser mais simpático. Esse Rodrigo Neves tenta puxar o meu saco o tempo todo, só que o Cabral gosta e eu não gosto. São temperamentos diferentes. Cabral é muito mais educado, mais refinado. Eu estou na política, e a minha responsabilidade é levar o partido à vitória dentro da compreensão de que quem tem cacife ou não para fazer o sucessor é o sucesso do Governo Cabral. Dá tranquilidade para o Cabral governar ter um partido com quem tem experiência, seriedade e respeita acordo. Isso permite ao governo não ter que se meter nesta seara. Da mesma forma, ter alguém aqui que não usa o partido para se meter nas questões do governo é bom para o governo também.
- As alianças com o PT esbarram em 2014?
- Não. Eu penso o seguinte: queria apoiar o prefeito de Maricá, o Quaquá, que é do PT. Ele foi muito bacana comigo na campanha. Mas fizeram uma pesquisa, e ele tem 5% de intenções de voto, 70% de rejeição. Já o candidato do PMDB tem 35% de intenções. Aí, a simpatia tem que acabar. Não havia um acordo partidário, havia uma simpatia minha. Sou duro na negociação, senão não conduzo o partido. A questão do PT, se você pega cidade por cidade, é que não tem quadros. Lindbergh foi prefeito duas vezes em Nova Iguaçu. Quem ele preparou? Em Nilópolis, quem tem? Em Mesquita, o Artur Messias, que foi prefeito duas vezes, é meu amigo pessoal. Quem preparou para sucedê-lo? Não preparou. Então, eu vou levar o PMDB a um desastre? Não é porque eu não quero. Em Belford Roxo, o Cabral tem botado 100, 200 milhões em asfalto, e os índices (do prefeito Alcides Rolim) são desesperadores. O que vamos fazer? Brigar com todo o PMDB? Em Caxias, veio o líder do PMDB (na Alerj), deputado André Lazaroni, meu amigo querido, falar: “É minha mãe”. Eu adoro a Dona Dalva (Lazaroni, pré-candidata do PT), mas cadê? 0,2% na pesquisa. Eu falei: “Não deixa ela passar esse sofrimento. Lança ela vereadora no Rio e eu faço ser puxadora de votos do PMDB. Tira tua mãe do partido e vamos ver”. Em Petrópolis, o prefeito (Paulo) Mustrangi (PT) é excelente pessoa. Na Região Serrana, todos os políticos estão com fama de ladrão, ele não… mas é de uma inaptidão, não sai na rua, se esconde em casa. Sempre me tratou da melhor maneira. Me fez perder voto, porque está mal, mas sempre foi muito educado. Como vamos apoiar se temos um candidato com quatro vezes mais voto? Em Teresópolis, roubaram a cidade, destruíram a cidade, como vamos apoiá-los? Ele (Jorge Mário, expulso do PT) veio aqui, e disse: “Tenho quatro partidos me assediando, quero ir para o PMDB. Eu disse: “Arruma outro, vamos te cassar”.
- São Gonçalo tem uma situação peculiar, tem dois pré-candidatos do PMDB. Como se decide?
- A eleição lá é dificílima. Temos o deputado federal Edson Ezequiel e a deputada estadual Graça Matos. Em qualquer pesquisa, um ou outro está na frente. O deputado federal Neilton Mulim, do PR, apoiado pelo Garotinho, está em segundo, o deputado estadual do PSB Rafael do Gordo, em terceiro, o deputado estadual José Luiz Nanci, do PPS, em quarto, o Adolfo Konder, do PDT, apoiado pela prefeita (Aparecida Panisset), em quinto, e a Alice Tamborindeguy, do PP, crescendo. Fizemos um acordo (com PSB e PPS) para escolher o candidato com mais chance, mas tem que ser por consenso. Tem cidade onde você pode fazer intervenção, expulsar, mandar prender. Em São Gonçalo, não. A eleição é de dois turnos. Se perdemos (no primeiro), apoiamos o candidato da prefeita. Mas também queremos que ela nos apoie. São Gonçalo é diferente de tudo. É o município mais perigoso para a gente.
- O Marco Antônio Cabral, filho do governador, sai candidato em 2014?
- Eu acho que tem que ser puxador da legenda para (deputado) federal. Eu, como presidente do partido, o quero como candidato, mas vai depender das condições políticas da época e de onde o pai estiver. Acho que ele seria um sucesso em termos de voto, e eu estou aqui para cuidar do melhor para o PMDB. O Cabral não vai gostar (de eu falar) disso, não.
- É verdade que o governador não gostou quando o senhor falou isso pela primeira vez?
- Eu sempre faço a ressalva, eu falo o que eu penso, não combinei nada com eles. Eu digo sempre, aonde eu vou, quando me perguntam, eu falo as coisas que eu acho. Mas eu não combinei com ninguém, não. Mas eu continuo achando que não terá alternativa. Ele (Cabral), para eleger o Pezão, tem que se desincompatibilizar, ou (para concorrer) a vice-presidente ou a senador… E, com isso, vai resolver naturalmente a questão do anseio de uma militância imensa do partido que quer o Marco Antônio candidato”.

A nota do PT

“Frente a entrevista do Presidente Regional do PMDB, o candidato derrotado ao senado nas eleições de 2010 Jorge Picciani, que nos causou profundo estranhamento, algumas considerações se fazem necessárias:
- Picciani utiliza, durante toda a entrevista, números questionáveis para justificar suas opiniões. Em momento algum cita a fonte das pesquisas, cujos resultados curiosamente atendem sempre aos seus interesses.O PT-RJ nega-se a comentar os números do Instituto Data Picciani.
- Fica explícito, na entrevista, o desejo do presidente do PMDB de antecipar o processo eleitoral de 2014. Ao estabelecer critérios contraditórios na construção de alianças com o PT e com outros partidos, Picciani orienta-se pelo receio de enfrentar novamente nas urnas o senador pelo PT-RJ Lindbergh Farias, eleito com a maior votação do estado em 2010.
- O PT-RJ realizou um conjunto de debates e seminários visando a disputa das eleições municipais de 2012, reafirmando sua condição de partido democrático e comprometido com a melhoria objetiva das condições de vida do povo. Pretendemos com isso, ampliar nosso número de prefeitos e vereadores, bem como aumentar o diálogo e a colaboração entre os partidos que fazem parte do projeto nacional protagonizado pela presidenta Dilma Rousseff
- Entendemos, no entanto, que uma aliança política é sustentada por um projeto comum, respeito mútuo e diálogo democrático. Acreditamos que as opiniões desrespeitosas expressas pelo presidente do PMDB
não sejam compartilhadas pelo governador Sérgio Cabral e pelo prefeito Eduardo Paes.
- Por fim, esperamos que o presidente do PMDB modifique o comportamento truculento e impróprio no trato com os aliados, que já lhe causou a derrota para o senado em 2010 e, mais uma vez, provoca uma situação constrangedora.
Jorge Florêncio de Oliveira
Presidente do Diretório Estadual/PT-RJ”

  • Quarta-feira, 11 Agosto 2010 / 10:33

Biscaia volta a elite do PT

    O ex-deputado Antonio Carlos Biscaia voltou, com muita justiça, a integrar a elite do PT no Rio. Nos filmetes de propaganda para deputado federal, o tempo será utilizado pelos atuais parlamentares e mais Alessandro Molon, Vladimir Palmeira, Benedita da Silva e, agora, Biscaia.

  • Quarta-feira, 04 Agosto 2010 / 17:29

PT do Rio não terá estrela

    O PT do Rio fez o que tinha de ser feito.
Decidiu que nem Benedita, nem ninguém, será puxador de legenda.
É cada um por si e o partido por todos.
Os spots de 15 segundos, no rádio e na TV, serão divididos com a elite do partido: os deputados federais Jorge Bittar, Luiz Sergio, Edson Santos, Carlos Santa e Chico D’Angelo;  o estadual Alessandro Molon;  o ex-deputado Wladimir Palmeira e a ex-governadora Benedita da Silva.
Se o PT repetir o feito de 2006 – o que é dificil – já que ele não está coligado e nenhum outro partido, dois desses nomes irão sobrar.

  • Quarta-feira, 21 Julho 2010 / 20:43

PT do Rio no caminho certo

  Está no ‘Informe do Dia’:
“O PT-RJ adiou a definição sobre a distribuição da propaganda de TV. A cereja do bolo são as inserções ao longo da programação normal. Alguns defendem que o tempo vá apenas para quem é ou foi deputado. Os ameaçados de ficar de fora prometem fazer barulho”.
Faz todo o sentido.
O tempo de TV é pouco e não pode ser utilizados por cacarecos, sem a menor chance de vitória.
Ele deve ficar mesmo com os seis deputados federais, e mais Antonio Carlos Biscaia, Alessandro Molon, Benedita da Silva e Vladimir Palmeira.
Essa é a elite do partido.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:09

O futuro do PT

O PT do Rio tem uma bancada federal de apenas 5 deputados.
Luiz Sergio, Carlos Santana, Cida Diogo, Chico D’Angelo e Antonio Carlos Biscaia, sendo que esses dois últimos são suplentes e , na  próxima semana, devolverão suas cadeiras aos titulares Edson Santos e Jorge Bittar.
Nada leva a crer a bancada aumente, nas próximas eleições.
Wladimir Palmeira e Alessandro Molon serão candidatos a deputado federal, com eleição praticamente garantida.
Sobrarão então três cadeiras, para sete candidatos.
Se Carlos Minc fosse concorrer à Câmara, sobrariam duas e, se o chanceler Celso Amorim viesse para o Rio, restaria somente uma para ser disputada pelos demais.
Mas se todos fossem candidatos, seria possível até sonhar com um aumento da bancada federal e, quem sabe, ela chegasse a seis, sete ou mesmo oito deputados.
Mas o partido, no Rio, é a unica seção do país que não vingou, por motivos os mais diversos, sendo o que principal deles é a intervenção constante dos dirigentes nacionais nas coisas internas do Rio.
Assim foi com Vladimir, assim foi com Bené, assim foi com Molon, assim foi com Lindberg, e assim será na próxima eleição.
Seja quem fôr o candidato.

CORREÇÃO:

Fui alertado e corrigo: o deputado Biscaia  é o suplente do ministro Edson Santos, mas o suplente do secretário Bittar é Glauber Braga, do PSB, e não o deputado Chico D’Angelo.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:22

OAB é contra novo tribunal

Do repórter Felipe Werneck, do Estadão:
“O presidente da OAB do Rio, Wadih Damous, reagiu ontem à Proposta de Emenda Constitucional 60, em discussão na Assembleia Legislativa do Estado, que prevê a criação de um Tribunal de Contas exclusivo para 91 municípios fluminenses – todos, menos a capital, que já tem um órgão próprio. Segundo ele, a proposta “fere princípios constitucionais da moralidade e a cláusula pétrea da separação de Poderes”.
Ao contrário do que sustentam os deputados defensores da medida, responsáveis pela CPI que apurou denúncias de corrupção no Tribunal de Contas do Estado (TCE), Damous afirmou que o novo órgão resultaria em aumento de despesas públicas e seria um “instrumento para servir a interesses de grupos políticos”. “É uma vingança contra o Judiciário, porque decisões impediram a investigação sobre a conduta de determinados conselheiros do TCE.”
Para ele, o TCE é hoje ineficiente e um novo órgão vai piorar a situação. “Trata-se de um método brasileiro de combate à corrupção, com a criação de novos órgãos. Isso deve ocorrer com os instrumentos existentes. O argumento não se sustenta.”
Um dos cinco autores da proposta, o deputado Marcelo Freixo (PSOL) disse que o objetivo é reduzir o poder concentrado no TCE. “A grande fonte de corrupção está na relação com as prefeituras do interior, descoberta na CPI. Se corta a fonte, resolve. Por isso o novo tribunal, que não pode reproduzir os erros do primeiro.”
O presidente da Casa, Jorge Picciani (PMDB), não assina o texto, mas defende a medida. Anteontem, ele afirmou que há “um bando de canalhas” no TCE. O presidente do órgão, José Maurício Nolasco, reagiu ontem, por notai: “Recebi com surpresa declarações agressivas contra o órgão. Repilo qualquer generalização que venha a atingir o TCE-RJ.”
“Um novo tribunal não vai resolver nada”, afirmou o deputado Alessandro Molon (PT). Segundo ele, a instalação do novo órgão custaria R$ 80 milhões. “Não vai gerar custo nenhum. O PT mente”, rebateu Freixo”.

                                               * * *
Do repórter Raphael Gomide, da ‘Folha’:
“Apesar de ter um dos tribunais de contas estaduais mais caros do Brasil, a Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) planeja criar mais um órgão com as mesmas funções para fiscalizar 91 municípios, com exceção da capital, que já tem seu próprio tribunal.
Com a provável mudança, por emenda à Constituição estadual, caberia ao atual TCE fiscalizar apenas as despesas do Estado, o que o enfraqueceria. É esse essencialmente o objetivo da Assembleia, que investigou o TCE em 2009 em comissão parlamentar de inquérito.
Os gastos atuais são altos. O orçamento de 2010 do órgão é de R$ 419,1 milhões, pouco menor que o do contraparte de São Paulo, que previu R$ 455,2 milhões e cobre o Estado e 644 municípios (sete vezes o número de cidades do Rio).
O TCE de Minas Gerais, que cuida do Estado e de 853 municípios (nove vezes mais que o Rio), custa aos cofres públicos R$ 313,8 milhões anuais. O fluminense é 33% mais caro.
O orçamento do TCE-RJ corresponde a 78% do previsto pela Alerj (R$ 534,8 milhões), que tem 70 deputados (dez vezes o número de conselheiros), com 20 cargos à disposição de cada um.
O motivo alegado para a nova estrutura é permitir maior controle dos gastos. Nos bastidores, deputados afirmam que se trata de disputa entre o presidente da Alerj -à qual está vinculado o TCE- , Jorge Picciani (PMDB), e o órgão fiscalizador.
Em 2009, uma CPI investigou 3 dos 7 conselheiros do órgão, mas não conseguiu ouvi-los, por recursos ao Judiciário. A PF indiciou dois conselheiros e investigou outro.
O novo tribunal teria sete conselheiros, indicados pelo governador e ratificados pela Alerj. É potencial influência e pressão do grupo do governador Sérgio Cabral (PMDB) sobre municípios -conselheiros são vitalícios e podem reprovar contas e fazer inspeções.
O padrão é a nomeação de políticos, secretários de Estado e ex-deputados estaduais.
Prevê-se aumento de 3% para 3,4% da receita corrente líquida para o limite de despesas com pessoal do Legislativo (equivalente a R$ 120 milhões). Os custos de instalação são de R$ 90 milhões, além dos salários dos novos conselheiros, cerca de R$ 2,3 milhões anuais.
“Nosso propósito não é proteger maus gestores, mas desconcentrar o enorme poder que hoje tem o TCE, um órgão em metástase, e ter melhor fiscalização do dinheiro público”, disse em nota a deputada Cidinha Campos (PDT).
Para o deputado Alessandro Molon (PT), “o projeto é muito ruim porque reproduz a estrutura do TCE em novo tribunal”.
O presidente do TCE, José Nolasco, disse que a medida vai na contramão do enxugamento da máquina, será onerosa e dará um exemplo negativo ao país, além de não resultar em mais fiscalização. A presidência da Alerj não se pronunciou”.

                                                 * * *
Os deputados Marcelo Freixo (PSOL), Paulo Ramos (PDT), Cidinha Campos (PDT) e André Corrêa (PPS) – autores da emenda que proporcionará o trem da alegria –  são políticos sérios. Uns mais, outros menos.
Mas não existe nada grave que os desabone.
É curioso como, as vésperas de uma eleição – e eleição é sempre difícil - eles não tenham o menor pudor  em se avacalhar, patrocinando uma emenda que agrada o presidente da Assembléia, Jorge Picciani,  e o próprio governador Sergio Cabral.
Como diz o ditado,  tem caroço debaixo desse angu.
E ele será descoberto.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:01

Molon está no caminho certo

Diz Fernando Molica, em ‘O Dia’, que o “Palácio Guanabara anda irritado com (Alessandro) Molon, visto como líder informal da Oposição”.
Se o Palácio está irritado, é sinal que Molon está no caminho certo.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:00

Transportes no Rio é enganação

Do jornalista Elio Gaspari:
O deputado Alessandro Molon (PT-RJ) está coletando assinaturas para instalar uma CPI destinada a abrir a caixa-preta da Agetransp, a agência reguladora dos serviços do Metrô, dos trens da SuperVia e das barcas do Rio de Janeiro. Grande ideia, mas ficou faltando interesse pela mãe de todas as caixas, a das companhias de ônibus municipais. Em geral, as CPIs dão em nada, quando não resultam em coisa pior, mas nem isso a bancada do governador Sérgio Cabral aceita. Seu anjo de guarda, o deputado Jorge Picciani, presidente da Assembleia Legislativa, anuncia que vetará a iniciativa.
O Metrô do Rio tem transportecas arrogantes que mexem nos ramais sem se preocupar com o suplício que impõem aos clientes. A SuperVia tem trem que sai por aí sem maquinista e seguranças que chicoteiam os passageiros. As companhias de ônibus têm mais: cultivam um política extorsiva de tarifas e, com a cumplicidade dos prefeitos, bloqueiam a implantação do Bilhete Único, prometido por Cabral em 2007 e pelo seu prefeito, Eduardo Paes, em 2008, quando pedia votos.
Governadores, prefeitos, amigo$ e caixa$ de campanhas colocaram o Rio numa situação socialmente humilhante. Até 2004, quando a prefeita Marta Suplicy instituiu o Bilhete Único em São Paulo, as duas cidades estavam num mesmo patamar de desgraça no transporte público. Hoje, 50% dos paulistanos avaliam que os serviços de ônibus e de trens estão entre bom e ótimo. O Metrô vai a 82%. No Rio, esse índice de satisfação talvez não seja atingido nem entre os diretores das concessionárias.
O vexame não é consequência da herança escravocrata, do patrimonialismo ibérico ou da mudança da capital para Brasília. É obra de governos demófobos. Quem fez a diferença em São Paulo foram administradores petistas e tucanos que decidiram tirar o transporte público da vala.
Basta comparar a situação nas duas cidades.
O paulistano paga R$ 2,70 pelo seu Bilhete Único, tem direito a quatro viagens de ônibus num intervalo de três horas. O novo bilhete intermunicipal do Rio custa R$ 4,40, com direito a duas viagens de ônibus, trem ou metrô, por duas horas.
O Bilhete Único de São Paulo atende a todo o município e é usado em 12 milhões de viagens/dia. No Rio essa tarifa só existe para percursos intermunicipais. Estima-se que venha a atender 1,5 milhão de viagens/dia.
Desde ontem, com a nova tarifa municipal de R$ 2,35, um trabalhador que toma dois ônibus para chegar ao trabalho, mais outros dois na volta para casa (ao longo de 25 dias), gasta R$ 235. O de São Paulo gasta R$ 135. Com a diferença de R$ 100, tem direito a sete refeições de R$ 13,75 no carro-chefe do Mc Donald’s (BigMac, batatas fritas na porção média, e um refrigerante médio). Para ele, almoço grátis existe.
(Na comparação com o bilhete intermunicipal do Rio, a diferença cai para seis refeições.)
O sistema de transportes públicos do Rio fez uma opção preferencial pela tunga dos passageiros dos ônibus. Antes da criação do bilhete intermunicipal de R$ 4,40, o cidadão que fazia duas viagens sobre trilhos pagava, e continuará pagando, R$ 3,80. Noutra modalidade de integração, passageiros de quatro cidades da Baixada Fluminense pagam R$ 4,00 pelo percurso ônibus-metrô. Os dois sistemas, privados e lucrativos, atendem cerca de 20 mil passageiros/dia.
A política de tarifas dos ônibus, do Metrô e dos trens do Rio é paleolítica. Nenhum concessionário dá desconto de fidelidade aos usuários. Em São Paulo a passagem de Metrô custa R$ 2,65. Se o cliente compra 50, fica por R$ 2,33. (Sobram R$ 16 para o McDonald’s.) O Metrô do Rio prometeu esse tipo de desconto e quem acreditou fez papel de paspalho (inclusive o signatário). A Fetranspor carioca, que administra os altos interesses das empresas de ônibus, criou um RioCard, prometeu o programa de descontos e bobo foi quem acreditou (inclusive, de novo, o signatário)”

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:59

Picciani veta CPIs na Alerj

Reportagem de Cássio Bruno e Cláudio Motta hoje no ‘Globo’:
“O calor dos vagões do metrô, que ainda sofre com problemas de ar-condicionado e superlotação, não chegou à Assembleia Legislativa (Alerj). O presidente da Casa, Jorge Picciani (PMDB), afirmou nesta quinta-feira que arquivará todos os pedidos de criação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Os deputados Alessandro Molon (PT) e Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB) pedem a investigação de irregularidades no metrô, no trem e na agência do estado que regula os serviços, a Agetransp.
Picciani alega que os pedidos protocolados em 2010 – ambos com assinaturas acima do mínimo necessário, o que implicaria aprovação automática – estão prejudicados por conta de um outro pedido de abertura de CPI, feito em novembro de 2009 por Molon. Este primeiro requerimento será levado a plenário, onde haverá uma votação. No entanto, mesmo que seja aprovado pelos deputados, o presidente da Casa o vetará. De acordo com Picciani, não há fato que justifique a criação de comissão de inquérito:
- Não se pode, a qualquer custo, abrir uma CPI num momento em que o Rio vai recepcionar uma Copa do Mundo e as Olimpíadas. Os investidores não podem se sentir inseguros.
O parlamentar afirmou, ainda, que o metrô está se modernizando e que os investimentos estão sendo feitos. Picciani disse que vai transferir a investigação para a Comissão permanente de Transportes.
O presidente da Alerj também defendeu o governador Sergio Cabral, alegando que este foi o primeiro governo a investir nos últimos 15 anos, implantando o bilhete único e comprando mais vagões para metrô e trens, que só começarão a chegar em 2011.
Molon, por sua vez, afirmou que entrará na Justiça contra Picciani. Ele quer um mandado de segurança que o obrigue o presidente da Alerj a instalar a comissão parlamentar.
- O presidente não tem o direito de escolher os temas que vão ou não ser investigados. Só há duas CPIs em funcionamento na Casa, não há razão para impedir a investigação do caos que chegou ao metrô. A decisão do presidente é uma afronta ao sofrimento que a população vem experimentando no transporte metroviário e ferroviário – afirma o deputado.
O petista anunciou uma campanha a partir desta sexta-feira para recolher assinaturas de usuários do metrô que apoiem a instalação da CPI. Ele pretende passar o documento na porta das estações de trem e metrô.
Já Corrêa da Rocha, o primeiro a protocolar em 2010 um pedido de CPI, afirmou que a abertura de um novo ano legislativo abre a perspectiva de que não é necessário consultar pedidos anteriores. Tanto que ele colocou um assessor na fila desde o dia anterior, para garantir que o pedido dele seria o primeiro a ser protocolado.
- A CPI precisa ter objeto definido. Obedeci aos princípios: fato determinado existe. Em relação ao pedido de CPI de novembro de 2009, não li a justificativa, não sei como está escrito. Mas as questões todas são de ponto de vista, de discussões, faz parte das quedas de braço entre oposição e governo – disse o tucano”.
A seguir um trecho da música – sempre atual – “Apesar de Você”, do genial Chico Buarque de Hollanda: 
Essa é dedicada especialmente ao presidente da Assembléia Legislativa do Rio, deputado Jorge Picciani:
“Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros. Juro!
Todo esse amor reprimido,
Esse grito contido,
Esse samba no escuro

Você que inventou a tristeza
Ora tenha a fineza
de “desinventar”
Você vai pagar, e é dobrado,
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar

Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Ainda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria
Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença
E eu vou morrer de rir
E esse dia há de vir
Antes do que você pensa”.

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