• Quarta-feira, 04 Janeiro 2012 / 10:00

Processo contra Orlando Silva avança

     A ‘Folha” informa que de todos os ministros demitidos por Dilma Rousseff, o  processo “mais avançado é o de Orlando Silva (PC do B), que deixou o Ministério do Esporte em outubro. O STJ (Superior Tribunal de Justiça) autorizou a quebra do sigilo bancário e fiscal de Orlando e do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), que o antecedeu no cargo”.
                               * * *
Antes que eu esqueça.
Orlando Silva, o ministro da Pamonha, já foi tarde…

  • Sábado, 24 Julho 2010 / 8:44

Roriz venceria em Brasília

 Da ‘Folha’:
“Mesmo ameaçado pela Lei da Ficha Limpa, Joaquim Roriz (PSC) lidera com folga a disputa pelo governo do Distrito Federal.
O ex-governador aparece com 40% das intenções de voto, segundo o Datafolha realizado com 706 eleitores do DF entre os dias 20 e 23.
O ex-ministro do Esporte Agnelo Queiroz (PT) é o segundo colocado, com 27%.
Nesse cenário, em que os demais candidatos somam 5%, Roriz estaria eleito no primeiro turno, caso a eleição fosse hoje.
A margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos.
Roriz tem a maior fatia de seu eleitorado entre os entre os eleitores de José Serra, faixa em que chega a 63%, nos simpatizantes do PSDB (76%) e junto aos menos escolarizados (53%).
O ex-governador lidera entre todos os seguimentos, exceto entre os eleitores com nível superior completo (quando perde por 22% a 40%) e entre aqueles com renda familiar acima de cinco salários mínimos.
Roriz, que renunciou ao Senado em 2007 para evitar um processo de cassação por acusações de corrupção, lidera o ranking de rejeição no DF: 34% dizem que não votariam nele de jeito nenhum.
Agnelo é rejeitado por 19% e Toninho do PSOL, por 15%.
O ex-governador busca o quinto mandato em Brasília. Esta será a primeira eleição após a Operação Caixa de Pandora, realizada pela Polícia Federal, que desvendou um esquema de corrupção e compra de apoio político no Distrito Federal.
O escândalo levou à prisão do então governador José Roberto Arruda (ex-DEM).
O índice dos que não apontam candidato na pesquisa espontânea é de 59%. Nesse cenário, sem lista de candidatos, a vantagem de Roriz mingua: tem 18%, contra 15% de Agnelo”.

  • Quinta-feira, 22 Julho 2010 / 13:57

Roriz vai perder a eleição no DF

   Uma boa notícia, também de Ilimar Franco:
“A situação do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) não é mais tão confortável nas eleições para o governo do Distrito Federal. O escândalo Arruda também o afetou. O instituto local OP Brasil, do cientista político Fernando Jorge Caldas Pereira, concluiu pesquisa na qual Roriz tem 37% e Agnelo Queiroz (PT), 31%. Para o Senado, Cristovam Buarque (PDT) tem 41,3%, Rodrigo Rollemberg (PSB), 28,9%, Maria Abadia (PSDB) ,19, 5%, e Alberto Fraga (DEM), 7,5%”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:20

Roubalheira na pasta do PCdoB

Na semana passada, cinco pessoas foram presas, em Brasília, acusadas de desviarem R$ 1,99 milhão do total de R$ 2,9 milhões respassadas pelo ministério do Esporte, a duas ONGs ligadas ao PCdoB.
O dinheiro era do programa ‘Segundo Tempo’ e, segundo a polícia, foram usadas notas frias para simular compra de merenda, uniforme e material esportivo em nome da Federação Brasiliense de Kung Fu e da Associação João Dias.
O presidente dessa ONG foi candidato a deputado distrital, em 2006, pelo PCdoB de Brasília, na chapa encabeçada por Agnelo Queiroz, que deixou o ministério do Esporte para se candidatar ao Senado. Ambos foram derrotados. O atual ministro, Orlando Silva, também foi indicado pelo PCdoB.

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Pode ser que uma coisa nada tenha a ver a outra, mas só para recordar.
No dia 13 de de fevereiro, esse blog deu uma nota, com o título “Ministro da Tapioca cala para manter boquinha”, onde criticava Orlando Silva, que participou de um encontro, em Londres, com Tony Blair, convidado para ser consultor das Olimpíadas de 2016.
O curioso é que desde a semana passada, quando prenderam os cinco acusados de desviarem dois terços do dinheiro do ministério, esse blog, especificamente, essa nota, passou a receber dezenas de ‘spam’, com os mais variados remetentes, mas todos vindos de apenas quatro computadores.
Todos os nomes tem oito letras, e estão inscritos no gmail.

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A título de cooperação com a Polícia Civil, de Brasília, e com a Polícia Federal, indicarei aqui os nomes registrados no gmail, e mais os IPs dos computadores. Pode ser que seja apenas uma coincidência, mas quem sabe algum desses computadores seja de propriedade de alguém ligado a bandidagem, que promoveu a roubalheira no Ministério do Esporte.
Os IPs são os seguintes: 82.248.172.10; 89.248.172.10; 93.174.93.37 (esse o mais utilizado); e 91.201.66.44.
Os endereços dos rementes são todos seguidos de @gmail.com.
E os nomes são os seguintes:xekojocu, filiiege, gimaapac, xamikumm, stojociz, pericuao, yopobace, tucicobe, mequnita, sziyakin, katibufu, todugouv, swuoyafi.
Não custa dar uma investigada.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:45

Cristovam, o xerife e o estadista

O senador Cristovam Buarque, do PDT, deu uma entrevista a repórter Raquel Ulhôa, do ‘Valor Econômico’, a quem admitiu vir a se candidatar ao governo de Brasília, embora preferissse concorrer a reeleição para o Senado: “Eu queria terminar a vida como estadista e o GDF é tarefa para xerife”, comentou.
Eis a entrevista:
- O senhor já decidiu se será candidato a governador?
- Acho que a melhor posição que eu posso exercer na política a serviço do Brasil e do Distrito Federal é no Senado. Tenho mais de cem projetos em andamento, um deles é o mais revolucionário do Brasil: cria a carreira nacional do magistério. Não gostaria vê-los parados. As crises do Senado passaram a idéia de que aqui é casa de mordomia, boa vida. Fica parecendo que estou fugindo da luta por interesse pessoal. Eu continuo olhando para o Senado, mas não posso fazer isso de costas para a população. E, quando a população diz que estou querendo abandonar Brasília, fica difícil.
- O que vai pesar em sua decisão?
- Primeiro, o ex-governador Joaquim Roriz não ser candidato. Se ele não for, não precisam de mim para ganhar eleição. Os candidatos quer representam o passado estão tão enfraquecidos, salvo o Roriz, que qualquer um que a gente apresentar vence. E a renovação virá, que é o que o povo quer. O segundo fato que, se acontecer, me libera para disputar o Senado, é as esquerdas se unirem. Se a gente fizer uma frente com oito, nove partidos, incluindo o PT, vamos ter força suficiente até para bater o Roriz. Acho que ele não vai ser candidato, mas só deve decidir isso lá para junho.
- Essa aliança depende do PT?
- No dia 21, o PT vai escolher um candidato (entre Agnelo Queiroz e Geraldo Magela, que disputarão prévias). Espero que saia unido e no outro dia venha conversar conosco, com sete partidos que estão trabalhando juntos (PDT, PSB, PCdoB, PPS, PV, PRB e PMDB).
- Esses sete apoiariam o candidato do PT?
- Nós vamos discutir isso, mas o PT é o mais forte. Eu, pessoalmente, defendo que seja do PT e unifique as forças de esquerda. Qual é o meu medo? Que o PT escolha o candidato e, para se unificar, se feche contra os outros partidos. Ou seja, forme uma chapa só deles: o que perder as prévias vai indicar o vice ou o candidato ao Senado. Isso nos dividirá. Por que, para ficarmos unidos, nós, desses sete partidos, queremos que os outros três cargos majoritários (vice e dois de senador) sejam dessegrupo. O PT seria apenas cabeça de chapa.
- Por que o senhor acha que Roriz vai acabar não se candidatando?
- Primeiro, porque vai se expor a um bombardeio da Justiça e da mídia. Além disso, seria governador pela quinta vez, em condições muito negativas. Ele é um homem fortíssimo. Erra quem menospreza o Roriz. Mas ele está num partido sem tempo de televisão, sem militância na rua.Terá dificuldade de comprar cabo eleitoral. A Justiça vai estar de olho. O que ele poderia é ter voto de gratidão, de quem recebeu lote no primeiro governo dele, que terminou em 94. Mas acho que essa gratidão não vai pesar tanto, porque os que receberam já estão velhos e os filhos não têm a mesma gratidão.
- Então seu destino em outubro está nas mãos do PT e do ex-governador Roriz?
- Se a esquerda se dividir e Roriz estiver na disputa, eu vou ter que ser candidato, porque pelo menos não vai ficar a marca de que o Roriz ganhou sem eu brigar com ele. Ele pode até ganhar, mas ninguém vai poder me acusar de virar as costas. Essa é minha tragédia hoje. Olhar para o Senado de costas para o povo.
- O PMDB era aliado de Arruda. Com ele nesse grupo dos sete, dá para falar em união das esquerdas?
- A palavra esquerda é realmente muito forte. Na verdade, é a união das forças que desejam a mudança. Você pode dizer que o PMDB era o partido do Roriz até pouco tempo. Mas o PMDB conseguiu tirar o Roriz dele. E essa crise do Arruda, eu trabalho como sendo crise de pessoas, não de partidos. Até o Democratas está se recuperando bem, na medida que tirou Arruda, Paulo Octávio (ex-vice-governador) e deputados envolvidos.
- Esse escândalo que levou Arruda para a cadeia atingiu também a Câmara Legislativa. A política aqui está contaminada?
- Você já comparou nossa Câmara, com toda sua fragilidade – não estou desculpando -, a todas as 5.563 Câmaras de Vereadores do Brasil para saber se a nossa é pior?
- O senhor está tratando-a como Câmara de Vereadores mesmo?
- Assim como trato o governador como prefeito. Governador aqui é um prefeito. Quando fui governador, cheguei a discutir a possibilidade de a polícia ser comandada do Palácio do Planalto. Sabe por que? Por uma questão de estadismo. Um dia, pode haver um governador, comandando a PM, com mais tropa que o exército em Brasília, que queira invadir o palácio. Essas mudanças têm que ser discutidas. Realmente, são duas coisas diferentes: a capital e a cidade. Brasília hoje é muito maior que a capital. Brasília tem uma peculiaridade. Todo mundo que faz política aqui entrou na política recentemente. Eu não conseguiria ser eleito governador na primeira eleição que disputasse em nenhum outro Estado. Brasília ainda é um faroeste. Um lugar a ser desbravado. Em algumas áreas evoluiu, como em medicina e na ciência e tecnologia. Na política, a gente chegou atrasada. Aqui não tinha líderes, até porque os governantes eram nomeados. Eram interventores. Ficamos mais tempo da história sem direito a voto do que com voto. Temos existência pequena.Tivemos apenas quatro governadores e quatro Câmaras Legislativas até aqui. A primeira não foi ruim. Mas o fisiologismo chegou lá também. A política virou questão de marketing, compra.
- O fato de ser a capital estimula a corrupção, o fisiologismo?
- Não. É por ser nova, não ter tradição nem lideranças consolidadas. Aqui não teve um Miguel Arraes, um Leonel Brizola, um Antonio Carlos Magalhães, que levaram décadas para criar suas carreiras. Eu saí de uma reitoria para ser governador. Eu me filiei só em 90. Isso é fruto do fato de a cidade ainda estar sendo desbravada em todas as áreas,inclusive na política.
- O senhor acha que o escândalo atual vai forçar uma mudança, uma ruptura em relação à prática política de Brasília?
- Essa é minha esperança: que Brasília, daqui a quatro anos, seja a cidade com o melhor sistema governamental do ponto de vista ético. Não acredito que seja possível o eleitor repetir erros e que os governantes cometam os erros que Arruda cometeu, mesmo que tenham vocação para cometer esses erros. Por uma questão de sobrevivência. Brasília vai poder construir uma novidade na forma de administrar. Aliás, acho até que na campanha. Espero não ser candidato a governador, mas, se for,penso em algumas inovações. Exemplo: divulgar todas as contribuições imediatamente na internet e não receber contribuição para a campanha acima de R$ 10 mil ou R$ 20 mil. Ao estabelecer um teto por doador você não fica com débito. Quando vier um empresário disputar uma licitação de R$ 500 milhões, não vai poder cobrar nada. Se doou R$ 200 mil já começa a querer cobrar. Coisas como essa podem inovar Brasília.
- Uma intervenção federal não poderia ser uma solução para o momento em que nenhuma instituição é confiável?
- A possibilidade de intervenção está na Constituição. Esse negócio de dizer que é a falência da democracia não é verdade. A intervenção se dá dentro da democracia. Seria falência se fosse o comandante da PM que indicasse o governador ou um empresário rico. Mas não, é a justiça. Mas minha opção é que o governador para esse final de mandato seja eleito pela Câmara Legislativa. Mas, para ter legitimidade, o eleito tem queter cara, cabeça, coração e mão de interventor. Isso é uma das coisas que também me fazem temer ser candidato. Eu queria chegar nessa idade como estadista. O próximo governador vai ser um xerife. A principal prioridade não vai ser a educação. Vai ser a ética. A grande tarefa é construir uma máquina exemplar de governo, em que mesmo ladrão não consiga roubar e nem os desonestos possam ser corruptos. Essa vai ser a obrigação. Por isso não sou entusiasmado em ser candidato a governador.Não é o que eu gostaria de deixar como marca: construir um governo ético. Queria deixar como marca a mudança na sociedade e não na máquina do governo. Repito: não gostaria de terminar a vida como xerife, queria terminar como estadista.
- Sua proposta significa uma intervenção legalizada pela Câmara.
- É isso. E por que essa sutileza? Por que a intervenção não é um abalo na democracia, mas é um abalo na classe política. É o fracasso da política. E o fracasso da política é ruim pedagogicamente. A ideia que  vai passar é que foi preciso a Justiça intervir, porque os líderes daqui não foram capazes de encontrar uma saída. Falo da autonomia de 2 milhões de habitantes. É uma população do porte de outros Estados. A gente vai cortar a autonomia do Acre, de Rondônia? Por que cortar autonomia da população do DF?
- Mas essa Câmara, que tem entre seus deputados pessoas envolvidas no escândalo, tem condições de eleger uma pessoa com o perfil que o senhor defende?
- Essa é uma pergunta que não dá para responder ainda. Ninguém dizia, há duas ou três semanas atrás, que eles iriam aceitar o processo de impeachment do Arruda. E votaram por 17 a 0. E eu acho que vão cassar o Arruda.
- Há quem diga que ele pode apoiar um candidato em outubro. Acredita que ele ainda tenha alguma influência política no GDF?
- Tem. A gente fala muito dos lotes. Mas esquece que, como Brasília é Estado e prefeitura, o número de cargos comissionados é muito grande.Acho que são 35 mil num total de 150 mil servidores, mais ou menos.Aqui o governador se fortalece dando aumento salarial e distribuindo lotes. Um candidato apoiado por ele não teria chance de ganhar, mas teria muitos votos”.

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