• Terça-feira, 13 Julho 2010 / 3:01

Ciro: “Serei o próximo Presidente”

Da repórter Clarissa Oliveira, no ‘Estadão’:
“Dizendo não ter pressa para ver oficializada sua pré-candidatura à Presidência, o deputado Ciro Gomes (PSB) criticou duramente o Congresso Nacional e disse já ter ao menos uma certeza: a de que não voltará à Câmara caso seu plano de disputar o Palácio do Planalto na eleição de outubro não se concretize.
Após participar ontem à tarde de um seminário com auditores da Receita Federal, Ciro negou que já tenha uma conversa agendada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar de seu futuro político. E, ao encerrar uma rápida entrevista, brincou com os jornalistas: “Vou ganhar a eleição. Anotem isso. Vocês estão falando com o próximo presidente do Brasil.”
Ciro disse que se sente “solitário” na Câmara, apesar de reconhecer no Congresso o “santuário da democracia”. “Nós vamos para o Congresso, 513 homens e mulheres, vestindo paletó e gravata, gente decente, boa, inteligente, chega ali e há uma bola de “estupidificação”, uma coisa inacreditável”, afirmou.
A fala veio acompanhada de mais uma crítica à “moral frouxa” da aliança PT-PMDB. Aproveitando o tema, o deputado alegou que um eventual governo seu será baseado em uma coalizão entre PT, PSDB e PSB.
Sob pressão do Planalto para que abandone a corrida presidencial, Ciro disse que está disposto a esperar até junho, mês em que ocorrem as convenções partidárias, para ver sua pré-candidatura sacramentada pelo PSB. E negou ter qualquer preocupação com escasso tempo de propaganda no rádio e na televisão a que sua sigla tem direito.
“Eu confio no equilíbrio da imprensa brasileira, que está me devendo”, argumentou. A dívida, disse ele, se refere às eleições de 1998, quando disputou com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). “Foi a primeira vez na democracia brasileira em que houve uma eleição presidencial sem nenhum debate.”

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:56

Senadores da base reclamam de Cabral

O Presidente Lula reuniu-se hoje à noite com nove senadores de oito partidos da base, e pediu aos governistas que encontrem uma saída negociada que evite as perdas impostas aos estados produtores, como é o caso do Rio de Janeiro, que perde com a emenda Ibsen Pinheiro cerca de R$ 7 bilhões.
Ao final do encontro, o líder do PDT, Osmar Dias disse ao ‘Globo’ que a orientação é para que se altere a emenda. Mas ele pontuou que a tarefa não é fácil:
- O assunto já tomou conta dos estados. Há pressão não só nos estados produtores mas nos demais. Só o bom senso pode tirar o calor da disputa – afirmou o senador paranaense. “O Rio exagerou. O governador do Rio exagerou por ser um ano eleitoral. Esta opinião é quase unânime entre os senadores”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:21

Picciani chama de “canalhas” os seus nomeados

Diz o presidente da Assembléia Legislativa, Jorge Picciani, que a criação de um novo Tribunal de Contas é importante para esvaziar o atual, e  “livrar o Estado do bando de canalhas que age no TCE”.
Os “canalhas” que agem no TCE foram nomeados pela Assembléia, que Sergio Cabral presidiu e hoje é comandada por Picciani. Um dos “canalhas”, a que ele se refere, chama-se José Gomes Graciosa que, durante anos, foi companheiro da Mesa Diretora da Alerj junto de Cabral e  Picciani. Eles formavam um trio. E por isso mesmo, ganhou, o cargo de Conselheiro do TC.
Dos tres denunciados pela Policia Federal -  mas que conseguiram anular a medida junto a Justiça -  só restam dois, Ontem, ao completar 70 anos, José Nader entregou o cargo.
Mesmo que a Assembléia e o governador nada possam fazer contra os “canalhas”, será possível que dois homens são capazes de contaminar os outros cinco conselheiros?
É preciso que os deputados assumam suas reais intenções, que é a de nomear um bando de protegidos – os “canalhas’ do futuro, conforme poderá reclamar, daqui a alguns anos, o deputado Jorge Picciani.
Quem votar a favor da bandalheira será cobrado.
Disso não tenham dúvidas.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:20

‘O Globo’ e a crise Zé Dirceu

 Manchete do ‘Estadão’:
“Paulo Octávio sai, mas crise continua”
Manchete da ‘Folha’:
“DF perde 2º governador em 12 dias”
Manchete do ‘Globo:
“Governo corre para esvaziar denúncia de lobby de Dirceu”.
Ou seja: para o Globo, a crise chama-se José Dirceu.
Não existe crise na Capital da República.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 2:05

Ministro da tapioca cala para manter boquinha

A foto oficial do ministro. De boca fechada.

A foto oficial do ministro. De boca fechada.

No dia 1º de fevereiro, esse blog postou o seguinte texto com o título ?Qual será a posição do ministro??
?Esse blog enviou, essa manhã, as assessoras de imprensa do ministro Orlando Silva -  Maria José Mundin e Marcia Oliveira Gomes  – as seguintes perguntas para serem respondidas pelo ministro do Esporte:
1. O que o senhor achou da contratação do ex-premier Tony Blair para ser consultor das Olimpíadas de 2016?
2. Qual a sua opinião sobre o ex-primeiro-ministro da Grã-Bretanha?
3. Quando o senhor embarcou para Londres, já sabia dessa agenda com Tony Blair, ou foi surpreendido?
4. O senhor comunicou ao seu chefe, o Presidente Lula, de que participaria desse encontro?
5. Os dirigentes de seu partido, o PCdoB , foram informados previamente?
6. O sucesso das Olimpíadas depende da consultoria de Blair?
7. Pelo o que diz o governador Cabral, um grupo de empresários pagará as despesas dessa assessoria. Não existe nenhum outro item mais relevante, no orçamento, que poderia se pago por esse grupo de empresários?
8. O senhor não seria mais útil às Olimpíadas de 2016 se fosse detentor de um mandato popular, como o de deputado federal, já que seria na Câmara o porta-voz natural dos interesses olímpicos do país?”
Passados 13 dias, o ministro Orlando Silva nada respondeu, embora tenha, com certeza, recebido as perguntas.
O ex-presidente da UNE se comporta mais como um secretário de Sergio Cabral, do que como um ministro do Presidente Lula. E por isso ele não responde. Na verdade, ele não tem o que dizer.
Político sem voto, Orlando Silva de Jesus Junior, que adotou, políticamente, o nome do ?Cantor das Multidões?, decidiu pegar a boquinha das Olimpíadas e está feliz da vida.
Conseguiu um emprego que vai até 2016 – isso é mais do que o mandato de um governador ou de um presidente. E o melhor, sem ter a chateação de prestar contas a quem quer que seja.
Aliás, prestar contas nunca foi o forte do ministro.
Até o episódio dos cartões corporativos, pouco se ouvia falar nele. Até o dia em que foi descoberta a farra dos cartões, quando chegou a pagar uma tapioca de R$ 8,30, com dinheiro dos cofres públicos.
A tapioca foi a ponta do iceberg.
Depois, viu-se que, dentre todos os ministros, ele tinha sido o terceiro que mais utilizara o cartão.
Só em um jantar em São Paulo, na região dos Jardins, o  ministro pagou uma conta de R$ 485,05, em um restaurante, onde o valor médio de uma refeição é de R$ 150,00. O pior é que, nesse dia, não constava de sua agenda nenhuma atividade em São Paulo.
Certo dia, a agenda dizia que o ministro ficaria em Brasília em despachos internos. Mas ele gastou nessa data R$ 196,23 em uma churrascaria do Rio. Descobriu-se que ele pagara hotel para a esposa, a filha e a babá, durante um final de semana na cidade sede das Olímpiadas de 2016.
Menos de 24 horas depois que a colega Matilde Ribeiro foi exonerada, por uso abusivo do cartão, Orlando Silva, em pleno sábado de Carnaval, convocou a imprensa para fazer um anuncio em tom solene: estava devolvendo aos cofres publicos, de uma só vez, não apenas a tapioca, mas tudo o que havia gasto com o cartão de crédito corporativo: R$ 30.870,38.
E assim salvou o pescoço.
Pode-se dizer que isso nada tem a ver com a visita que ele fez a Tony Blair.
Tem sim, pois assim como ele falseava o cartão ? tanto que devolveu tudo o que gastou ? ele falseia o governo a quem serve, e falseia o seu próprio partido, o PcdoB.
Quando Orlando Silva foi chamado a depor na CPI dos cartões, o ministro reclamou das distorções da imprensa:
“Tomei a decisão de recolher aos cofres públicos todas as despesas utilizadas por mim com os cartões corporativos. Foi uma atitude política, um gesto político, que refletiu a minha indignação. Eu percebi que havia uma escalada na distorção de informações que envolvia a minha própria reputação e a minha família. O meu patrimônio é minha família e minha história política. Não poderia tolerar ataques à minha honra, minha ética”.
Para que não houvesse novas “distorções” sobre o pensamento do ministro, esse blog enviou as perguntas.
E por que ele não responde?
Porque teria que discordar de Sergio Cabral. E isso ele não faz, pois quer a boquinha de autoridade olímpica durante os próximos seis anos?
Quem se dispõe, por livre e expontânea vontade, a tomar chá com Blair, além de sorrir para fotos e apertar a mão de um facínora, está disposto a tudo.
Ter Tony Blair como consultor das Olimpíadas será muito ruim.
Mas ter Orlando Silva como gestor das Olimpíadas do Rio será péssimo.
O Rio não merecia isso.
Apesar de jovem, o ex-presidente da UNE representa o que existe de mais atrasado na política brasileira.
O ministro também é o responsável pela requisição do Palácio Gustavo Capanema, onde quer instalar o seu gabinete de trabalho, quando estiver morando no Rio.
Até Carlos Nuzman já tirou o corpo fora. Disse que não conhecia as instalações e nada tinha a ver com essa idéia.
Já o ministro continua calado.
Se perder o emprego terá de disputar votos para que possa continuar na vida pública.
E eleição, pelo jeito, é o tipo de esporte que Orlando Silva prefere distância.
                 * * *  
Ainda sobre a trapalhada de se requisitar o palácio Gustavo Capanema, recebi hoje o endereço do blog da psicopedagoga mineira Cristina Farage, que fala sobre o absurdo da idéia.
Leia o seu texto, e ouça a interpretação extraordinária de Ella Fitzgerald cantando “Samba de Uma Nota Só”.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 1:01

As dificuldades do pré-sal

?Somos francamento minoritários no plenário da Câmara? ? do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ)sobre as dificuldades dos estados produtores de petróleo no debate sobre a divisão dos royalties do pré-sal
      * * *  
“Isso aqui está que nem funeral de milionário, só se fala em dinheiro? – do deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), sobre a discussão do projeto de partilha do pré-sal.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 0:34

Cabral engana a todos

A ‘Isto É’ dessa semana traz uma reportagem sobre o “Brasil olímpico”.
O mais citado é o governador Sergio Cabral, que “se transformou em uma espécie de mercador da candidatura carioca mundo afora”.
Na reportagem, ele é mais importante do que Lula, Nuzman e Orlando Silva – todos juntos.
Eduardo Paes, prefeito da cidade onde serão realizadas as Olímpiadas, caso o Rio vença a disputa, nem é citado. É como se as Olímpiadas fossem do Estado, e não da cidade.
E muito menos o ex-prefeito Cesar Maia, o homem que realizou os Jogos Panamericanos, e que começou o trabalho para que o Rio se torne a sede dos Jogos de 2016.
Tá tudo dominado.

  • Segunda-feira, 12 Julho 2010 / 22:24

Bye, bye, Brasil

O Presidente já começou a ler a carta que o ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, mandou para ele, na segunda-feira, quando pediu demissão do cargo para voltar a Universidade de Harvard.
Lula leu parte da carta durante a viagem para a Libia, lerá mais um bom pedaço hoje durante o vôo de volta a Brasília e, é possível que conclua a leitura no final de semana, se a crise no Senado não ocupar muito o seu tempo.
Mas certamente foi melhor receber a carta, manuscrita, com 47 páginas, explicando as razões da saída e o futuro do país, do que conversar meia hora com o ex-ministro.
Só uma curiosidade: uma carta com 47 páginas não cabe em um único envelope.

  • Segunda-feira, 30 Novembro 2009 / 1:18

O escândalo do DEM no DF – 8

Assessor de imprensa de Arruda, Omésio Pontes, recebe mais de R$ 100 mil e guarda em uma pasta.

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