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Dilma do Brasil

Posted By dacio On 26 de Dezembro de 2010 @ 20:06 In Artigos | Comments Disabled

                                    Paulo Delgado*

     O altruísmo, coragem e a fé de Ester, rainha judia da Pérsia na antiguidade, podem marcar a entrada triunfal das mulheres no sistema de poder do mundo. Matriarcados, dinastias, impérios, reinados, guerras, casamentos e eleições em variadas formas de repúblicas e monarquias são os caminhos para o poder desde sempre. Dia 1º de janeiro, com a posse de Dilma Vana Rousseff, o Brasil entra para o minoritário clube de 25 países do mundo atual com mulheres na direção do poder central. Várias delas pela primeira vez. Algumas poderosas desde 1956, como Elizabeth, do Reino Unido, rainha aos 25 anos. Outra notável marca é a de Ellen Johnson Sirleaf, da Libéria, única Chefe de Estado eleita de um país africano.
Um belo tempo para governo feminino, com esperança e legitimidade, cada país com sua singularidade, na companhia de Andrea Zafferani – capitã-regente de San Marino; Iveta Radicová – primeira-ministra da Eslováquia; Julia Eileen Gillard, da Austrália; Mari Johanna Kiviniemi, da Finlândia; Kamla Persad-Bissessar, de Trinidad e Tobago; Jadranka Kosor, da Croácia; Jóhanna Sigurõardóttir, da Islândia, e Sheikh Hasina Wazed, de Blangladesh. Laura Chinchilla Miranda – presidente da Costa Rica; Roza Isakovna Otunbayeva – presidente interina do Quirguistão; Doris Leuthard – presidente da Confederação Suíça; Dalia Grybauskaite – presidente da Lituânia; Quentin Alice Louise Bryce – governadora-geral da Austrália; Cristina Elisabet Fernández de Kirchner – presidente da Argentina; Pratibha Patil – presidente da Índia; Louise Lake-Tack – governadora-geral de Antígua e Barbuda; Angela Dorothea Merkel – chanceler da Alemanha; Tarja Kaarina Halonen – presidente da Finlândia; Calliopa Pearlette Louisy – governadora-geral de Santa Lúcia; Beatriz Guilhermina Armgard – rainha dos Países Baixos; Margrethe II – rainha da Dinamarca; Mary Patrícia MacAleese – presidente da Irlanda.
Rainha, princesa, presidente, primeira-ministra, chanceler. Soberanas, chefes de Estado, chefes de Governo. São tantas e há tantos anos marcando os países que governam. Fragmentos da história das mulheres, características de sua personalidade e sensibilidade política. Cleópatra do Egito, Marias polonesas , Marias loucas, Antonieta. Adelaide, Isabéis, Alexandras, Anas inglesas, francesas e russas. Carlotas de Portugal, Carolinas, Catarinas, Ingeborg da Dinamarca. Berengária, Elizabeths de todos os séculos. Felipa, Henriqueta, Joana, Leonor da Áustria e Espanha, Margaridas, Beatrizes, Matildes, Sophias, Sofia Dorothéia. Chandrika, Maria de Lourdes Pintassilgo; Indira Gandhi; Golda MeirMeir; Margaret Thatcher; Megawati Sukarnoputri.
Rosália, Suzana, Bertha da Borgonha. Constança, Clemência, Branca de Navarra. Bona de Luxemburgo, Cláudia, Emília, Terezas, Josefa, Luizas, Eugenias, Amélia, Ermengarda da Aquitânia, Judite da Baviera, Engelberga da Itália, Riquilda, Ricarda, Ageltrudes, Oda, Ema, Lutgarda, Grunhilda Cunegunda. Luiza Diogo, de Moçambique; Han Myung-Sook, da Coreia do Sul.
Nzinga Mdandi Kiluanji, rainha de Angola; Teofania; Conradina; dona Leopoldina de Áustria, Portugal e Brasil; Gisela; Gertrudes; Adelaide, Irene; Bárbara; princesa Isabel. Madalena, Guihermina; imperatrizes Wu Zetian; Ci”an; Cixi da China. Maria Teresa das Duas Sicílias. Suiko; Kogyoku e Saimei: uma pessoa com dois nomes, um para cada reinado. Gemmei; Gensho; Shotoku ; Meisho e Go-Sakuramach, imperatrizes do Japão. Michelle Bachelet, do Chile; Benazir Bhutto, do Paquistão; Isabel Perón, da Argentina; Mary Robson, da Irlanda; Corazón Aquino, das Filipinas; Violeta Chamorro, da Nicarágua; Tansu Ciller, da Turquia; Edith Cresson, da França; Mireya Moscoso, do Panamá.
Complexidade, diferenciação, continuidade, acumulação são conceitos chaves para aumentar nossa força institucional e confiabilidade para conhecer e construir novos caminhos de progresso e prosperidade. O novo governo começa com a boa combinação de legitimidade, possibilidade e capacidade para fazer o que o país precisa. Embalado no afeto e esperança que a mulher desperta.
*Paulo Delgado é deputado federal (PT-MG), escreveu para ‘O Globo’.


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