Minas: traição generalizada

Como estamos às vésperas da Copa do Mundo, vale a imagem futebolística.
O eleitorado de Minas é uma caixinha de supresas.
Já foi dito aqui, mais de uma vez, que Aécio Neves fará corpo mole para a eleição de Serra, que hoje estará em Montes Claros.
Para provar a tese, reportagem de Rodrigo Vizeu, da ‘Folha’, informa que das 853 cidades mineiras, PSDB, DEM e PPS controlam 286 prefeituras.
A ‘Folha’ ouviu 264 prefeitos “dessas legendas e 79 deles disseram que não estão fechados com Serra. A fratura atinge 28% do total: 43% no DEM, 36% no PPS e 16% no PSDB.(…) Juntas, elas administram prefeituras onde estão 27% do eleitorado mineiro.
Sem a unanimidade do “núcleo duro” aecista, Serra deve ter mais dificuldades para convencer prefeitos de siglas que integram tanto a base federal quanto a aliança estadual, como PP, PDT e PSB. Nelas, Aécio já admitiu que pode haver defecções. Dos prefeitos ouvidos, 64 se disseram indecisos, seis declararam neutralidade e nove afirmaram apoiar Dilma. Cinco não quiseram revelar quem apoiarão”.
                 * * *
Do lado da oposição, a situação não será diferente.
Hélio Costa, do PMDB, candidato ao governo de Minas, ganharia do PT apenas o tempo de televisão.
Ao que tudo indica, não existe hipótese da militância do partido ir as ruas trabalhar por ele.
                 * * *
Assim se fortalece a chapa Dilmasia ou Anastadilma – como a candidata do PT prefere chamar, pois quem votar em Anastasia para o governo votará nela para Presidente, e não o contrário.