Impasse na oposição de MG continua

Da ‘Folha’:
“As cúpulas do PT e PMDB consideram fechado o acordo em Minas Gerais, mas os dois partidos ainda precisam aparar outras arestas e, por isso, decidiram adiar a oficialização das chapas nacional e mineira.
Do lado petista, a reivindicação é que o PMDB se envolva de corpo e alma na campanha de Dilma Rousseff na região Sul, onde a pré-candidata está atrás do tucano José Serra nas pesquisas de intenção de voto.
Da parte dos peemedebistas, além de apoios a seus candidatos no Ceará e no Pará, há queixas também sobre a liberação de verbas e nomeações.
Ontem, em reunião entre os dois partidos, ficou acertado um “roteiro de procedimentos” no caso de Minas que prevê o anúncio oficial do acordo somente em 6 de junho, véspera das convenções partidárias que definirão os candidatos oficiais.
O adiamento tem como objetivo não melindrar a militância do PT mineiro, que ainda alimenta a esperança de ter candidatura própria no Estado.
Os presidentes do PT, José Eduardo Dutra, e do PMDB, Michel Temer, reafirmaram ontem que as duas legendas terão candidatura única em Minas, cuja definição se dará por meio de “critérios políticos”.
O encontro contou com a participação do ex-ministro Hélio Costa (PMDB) e do ex-prefeito Fernando Pimentel, pré-candidato do PT que venceu uma apertada disputa interna no partido contra o ex-ministro Patrus Ananias.
Para enfrentar de igual para igual o candidato do ex-governador Aécio Neves (PSDB), Antonio Anastasia, o PMDB afirma precisar de um apoio do PT que vá além do aperto de mão.
O acordo precisa incluir o envolvimento efetivo na campanha, o que não ocorreria, crê o PMDB, se a militância petista fosse obrigada a engolir de forma brusca o apoio a Costa.
No jantar com Temer, Dilma sinalizou o fechamento do acordo em Minas, mas pediu que o PMDB determine que os diretórios no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná a apoiem. No encontro, Dilma convidou oficialmente Temer para ser seu vice.
Além de Minas, PT e PMDB ainda têm indefinições em outros Estados, o que provocou o cancelamento do encontro que os peemedebistas fariam em Brasília no próximo dia 15, para anunciar o apoio a Dilma. O evento ficou para a convenção nacional, em 12 de junho”.