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Bernardo: “ninguém governa sozinho”

Posted By admin On 13 de Julho de 2010 @ 2:03 In Sem categoria | No Comments

O ‘Estadão’ publica uma entrevista com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que defende a aliança do PT com o PMDB, sob o argumento de que “ninguém pode governar sozinho”. Ele rechaça comentários do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), para quem a coligação de apoio à chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, padece de “frouxidão moral”.
“Bem-humorado, ele poupou Ciro, que não desistiu de disputar o Planalto, mas alfinetou a oposição. “Às vezes, o PSDB e o DEM tendem a achar que o mundo está dividido em duas partes: uma que apanha e outra que bate. Temos de mostrar que eles não vão ter vida fácil nessa campanha”, insistiu”.
- Em 30 anos de trajetória, é a primeira vez que o PT disputa a eleição presidencial sem o nome de Lula na cédula. Por que a ministra Dilma, cristã nova no PT, foi escolhida como herdeira do lulismo sem nunca ter disputado uma eleição?
- A Dilma foi uma ideia do presidente Lula, mas ela conquistou rapidamente a nossa militância. Tanto que não teve qualquer contestação. Ela se revelou uma grande gestora, com capacidade de coordenação.
- O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que Dilma foi escolhida porque havia um vazio de nomes no PT pós-crise do mensalão. O sr. concorda com ele?
- Não. Nós poderíamos ter feito um grande debate no partido e também ter chegado a Dilma. Mas o presidente vislumbrou o nome antes de todos nós.
- A ministra Dilma é mais à esquerda do que o presidente Lula. Isso não pode assustar o mercado? Na oposição, há quem diga que o PT quer a reestatização…
- Reestatização? (risos) Essas interpretações têm malícia e nós não vamos entrar nesse debate. O presidente Lula ouve todo mundo antes de tomar decisão e a Dilma, eleita, vai fazer isso também. Às vezes, o PSDB e o DEM tendem a achar que o mundo está dividido em duas partes: uma que apanha e outra que bate. Temos de mostrar que não vão ter vida fácil nessa campanha.
- Que garantia o PT tem de que não vai virar refém do PMDB em um eventual governo Dilma? Até o deputado Ciro Gomes afirma que a aliança entre o PT e o PMDB padece de “frouxidão moral”…
- Não vamos ficar refém de ninguém. É normal que um partido, quando apoia o governo, faça suas exigências. Nós respeitamos o Ciro, mas ninguém pode achar que vai governar sozinho com esse sistema político que temos. Precisamos ter voto dentro do Congresso. Vamos fazer o quê?
- Reportagem do Estado no domingo mostrou que a gestão Lula chegará ao fim com 100 mil servidores a mais. Isso não é inchaço da máquina pública?
- O número de funcionários aumentou em cerca de 57 mil servidores desde 2003. Criamos até agora 12 novas universidades, 214 escolas técnicas federais e 50% desse efetivo novo é para a área da educação. Inchamos a máquina? Nós colocamos professores, técnicos administrativos, reaparelhamos a Polícia Federal, os institutos de pesquisa… A verdade é que as pessoas querem um Estado que funcione. O funcionamento do Estado no governo Lula é muito melhor do que no governo FHC.
- O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que Dilma não é líder, mas, sim, reflexo de um líder. É mentira?
- Dilma não pode ser considerada líder nacional, ainda. Mas é bom lembrar que, em 1993, o pessoal discutia se Fernando Henrique ia ser candidato a deputado ou o que ele seria. Temos de respeitá-lo porque foi presidente duas vezes. Mas o problema é que ele está lutando contra um moinho de vento. Quer demonstrar que o governo do PSDB beneficiou mais o povão, mas as pessoas não veem assim. Até os tucanos ficam quietos e escondidinhos quando ele fala”


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