Genoíno dispensa aparição no CQC

 O deputado José Genoíno não quis falar com o repórter Oscar Filho, do programa CQC, da Band, após assistir, em São Bernardo do Campo, a pré-estréia do filme ?Lula ? o Filho do Brasil?. Genoíno teria afastado o repórter com uma cotovelada.
Ele deu uma entrevista a Monica Bergamo, da ?Folha?, explicando a sua posição:
 - O que aconteceu?
 - Eu não dou entrevista pra programa que faz da política humor, desgraça e perseguição às pessoas.
 - O senhor falou que eles foram violentos.
 - É, violência no sentido de atacar as pessoas, de fazer chacota. Eles querem ganhar audiência ridicularizando as pessoas. Isso é um desserviço, eu não me presto a isso. É um direito meu. A liberdade de expressão é pra falar ou não falar. E, como eles insistem, é uma violência. Mas eu respeito eles, eles têm liberdade pra fazer o que quiserem na Câmara.
- O senhor deu uma cotovelada, um empurrão no repórter.
- Não, não dei empurrão nenhum. Não teve nada. Eu só disse: “Vocês estão praticando uma violência”. Violência não é só física, violência também é psicológica, né?
 - Acontece com frequência?
 - Toda semana. Eles me procuram. Eu digo que não quero falar, e eles ficam insistindo. Eu não quero falar com eles, é uma decisão que tomei. Vários deputados que falaram comigo hoje em Brasília disseram: “Você agiu certo”. Porque todos os deputados se sentem… É constrangido, é perseguido, é piada, é chacota… É um absurdo. O cara não quer falar, aí eles botam a tua imagem, botam uma caricatura.
 - Colocaram alguma caricatura ligada ao senhor?
 - Eu não sei. Eu não vejo aquele programa. Não gosto, não vejo, não quero aparecer. Fazer audiência da desgraça, feito urubu, não dá, né? Eu tava lá no filme [sobre Lula] conversando com os amigos, aí os caras botam o microfone. Se você quer fazer uma entrevista, você fala: “Ô, deputado, quando você terminar a conversa aí, vamos bater um papo”. Eu não quero briga. Não quero intriga. Eu só quero preservar o meu direito de não falar com eles.