Lei 6.683

  

      Populares comemoram a aprovação da Anistia negociada por nomes do governo e da política, entre eles o general Golbery do Couto e Silva e o ministro Petrônio Portella. Foi enviada pelo presidente João Figueiredo ao Congresso, onde foi aceita com larga maioria de votos. Praça dos Três Poderes, 28 de agosto de 1979.

Como foi – Naquele dia, eu estava no segundo andar do Planalto com os demais jornalistas que cobríamos a Presidência da República à espera da cerimônia de promulgação da Anistia. Já tinha fotografado ao longo de anos um sem número de manifestações nas ruas, reuniões no palácio, sessões no Congresso e personagens intrinsecamente ligados ao tema. Autoridades, culpados e inocentes, algozes e vítimas. Dessa vez, era hora de retratar o povo na praça comemorando a assinatura da Lei 6.683, que perdoava os brasileiros envolvidos em crimes políticos e eleitorais, além de devolver a todos esses direitos, fossem civis ou militares. Sob a gigantesca bandeira do Brasil, entoavam o Hino Nacional. Dias depois, centenas de exilados no Exterior estariam voltando ao País para curtir novamente a democracia.