• Quarta-feira, 02 Maio 2012 / 10:18

CPMI da Delta… já!!!

  A CPMI do Cachoeira é perda de tempo.
Essa investigação já foi feita e o homem está preso.
O que é necessário é a CPMI da Delta.
Essa sim, muito a ser descoberto.
                                  * * *
Há dias, foi dito que o senador Demóstenes Tôrres seria um sócio oculto da Delta.
É difícil.
Ao que parece o ex-Demóstenes era apenas empregado.
E bastante submisso.
Quem sabe Cavendish não tinha um sócio carioca?

  • Quarta-feira, 02 Maio 2012 / 10:15

Quem queimou o filme de Cabral?

   Se as cenas no restaurante de Mônaco foram feitas pela esposa do governador, conforme se noticia, é de se supor que foi ela quem vazou as imagens para o adversário de seu marido.
Se a suposição for verdadeira só existe uma razão para isso.
Ela náo engoliu até hoje o namoro de Cabral com a cunhada de Cavendish – morta no trágico acidente de helicóptero no sul da Bahia, onde iam comemorar o aniversário do empreiteiro.

  • Quarta-feira, 02 Maio 2012 / 10:10

Cabral e o Dia do Trabalho

     Ainda sobre o Dia do Trabalho comemorado ontem.
Peçam ao governador Cabral que exiba a sua carteira profissional.
Ele não a possui.
Cabral nunca trabalhou na vida.
Viveu sempre pendurado nas tetas do governo.

  • Quarta-feira, 02 Maio 2012 / 10:07

Chovendo no molhado

      Muita gente tem perguntado a razão do meu silêncio em meio ao mar de lama (ou seria de luxo?) em que mergulhou o governo do Rio.
Mas preciso falar alguma coisa?
O que está sendo exibido sobre as farras de Cabral em Paris, não é nem um centéssimo do que ele andou aprontado sabe-se lá se com o dinheiro de Cavendish ou do contribuinte.
Dinheiro dele é que não foi.
Ele passou toda a vida dependurado nas tetas do Governo.
E a Viúva não paga tão bem assim.

  • Quarta-feira, 02 Maio 2012 / 10:02

Cabral quis ser chique, foi brega

Elio Gaspari*

Vergonha, essa é a sensação que resulta dos vídeos das villegiaturas parisienses do governador Sérgio Cabral em 2009, acompanhado por alguns secretários e pelo empreiteiro Fernando Cavendish, dono da Delta.
Uma cena pode ser vista com o olhar do casal que está numa mesa ao fundo do salão do restaurante Louis 15, no Hotel de France, em Mônaco. (“Este é o melhor Alain Ducasse do mundo”, diz Cabral, referindo-se ao chef.)
Ela é uma senhora loura e veste um pretinho básico. A certa altura, ouve uma cantoria na mesa redonda onde há oito pessoas. Admita-se que ela entende português.
O grupo comemora o aniversário de Adriana Ancelmo, a mulher de Cabral, e festeja o próximo casamento de Fernando Cavendish.
Até aí, tudo bem, é vulgar puxar celulares no Louis 15 e chega a ser brega filmar a cena, mas, afinal, é noite de festa. A certa altura, marcado o dia do casamento, Cabral decide dirigir a cena: “Então, dá um beijo na boca, vocês dois.”
Cavendish vai para seu momento Clark Gable, e o governador diz à mulher do empreiteiro: “Abre essa boca aí”. As cenas foram filmadas por dois celulares. Um deles era o do dono da Delta.
Na mesma viagem, Cavendish, o empresário George Sadala, seu vizinho de avenida Vieira Souto e concessionário do Poupatempo no Rio e em Minas, mais os secretários de Saúde e de Governo do Rio,
(Sérgio Côrtes e Wilson Carlos), estão no restaurante do Hotel Ritz de Paris.
Até aí, tudo bem, pois o empreiteiro tinha bala para segurar a conta. Pelas expressões, estão embriagados. Fora do expediente, nada demais. Inexplicáveis, nessa cena, são os guardanapos que todos amarraram na cabeça. Ganha uma viagem a Dubai quem tiver uma explicação para o adereço.
O álbum fecha com a fotografia de quatro senhoras gargalhantes, no meio da rua, mostrando as solas de seus stilettos (duas vermelhas). Exibem como troféus os calçados de Christian Louboutin.
Nos pés de Victoria Beckham (38 anos) ou de Lady Gaga (26 anos), eles têm a sua graça, mas tornaram-se adereços que, por manjados, tangenciam a vulgaridade.
Não é a toa que Louboutin desenhou os modelos das dançarinas (topless) do cabaret Crazy Horse.
As cenas constrangem quem as vê pela breguice. Até hoje, o ex-presidente José Sarney é obrigado a explicar a limusine branca de noiva tailandesa com que se locomoveu numa de suas viagens a Nova York. (Não foi ele quem mandou alugar o modelo.)
A doutora Dilma explicou que não foi ela quem mandou fechar o Taj Mahal. No caso das vileggiaturas de Cabral, a breguice não partiu dos organizadores da viagem, mas da conduta dele, de seus secretários e do amigo empreiteiro.
Esse tipo de deslumbramento teve no governador um exemplo documentado, mas faz parte do primarismo dos novíssimos ricos do Brasil emergente.
Noutra ponta dessa classe está o senador Demóstenes Torres, comprando cinco garrafas de vinho Cheval Blanc, safra de 1947: “Mete o pau aí. Para muitos é o melhor vinho do mundo, de todos os tempos (…) Passa o cartão do nosso amigo aí, depois a gente vê”. O amigo do cartão era Carlinhos Cachoeira que, por sua vez também era amigo da empreiteira Delta, de Cavendish.
*Elio Gaspari é jornalista.

  • Quarta-feira, 02 Maio 2012 / 9:57

Conselho a Lula e a Dilma

    Do colunista Ancelmo Góis, do ‘Globo’:
    “Lula, como se sabe,vai receber títulos de doutor honoris causa de quatro universidades cariocas,
sexta, no Teatro João Caetano, no Rio, certamente diante de plateia lotada.
Dilma estará presente”.
                                * * *
Se eles forem espertos farão um apelo para que o governador Sergio Cabral não compareça.
Quem sabe Cabral não arranja uma viagem inesperada para Paris?

  • Quarta-feira, 02 Maio 2012 / 9:53

Cabral pode ir a CPMI

    Deu no ‘Globo’:
    “Parlamentares da oposição e até da base aliada estão se movimentando para tentar evitar que o PMDB blinde o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), na CPI mista do caso Cachoeira. Hoje, o deputado Fernando Francischini (PSDB-PR), membro da CPMI, protocola na secretaria da comissão requerimento pedindo que Cabral seja convocado para explicar suas ligações com o dono da Delta,
Fernando Cavendish. Fotos e vídeos divulgados recentemente pelo deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) em seu blog mostram cenas de Cabral e secretários em viagem à Europa em 2009 na companhia de Cavendish.
- Decidimos encaminhar o requerimento para obrigar o PMDB a botar a cara votando contra – disse o deputado Otávio Leite (PSDB-RJ).
- Relações íntimas não são objetos da CPI. Porém, se delas resultar qualquer tipo de benefício, aí o assunto passa a ser de interesse público e, consequentemente, da CPI – afirmou o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ).
Para evitar a convocação, o PMDB usará na CPI o discurso de que Cabral não pode ser investigado por uma amizade com Cavendish e que, ao contrário de Marconi Perillo (GO) e Agnelo Queiroz (DF),
Cabral não aparece em conversas com Carlinhos Cachoeira. O PMDB insistirá na tese de que se trata de briga política com Garotinho.
O líder do PMDB na Câmara, Henrique Alves (RN), disse que Cabral está tranquilo, pois não procurou ninguém do partido. Para ele, a amizade de Cabral e Cavendish é conhecida:
- Não tem nenhuma prova contra ele. Por acaso é objeto de CPI falar sobre relações pessoais?
Em novos vídeos divulgados ontem por Garotinho, um convidado num restaurante em Paris sugere que depois o grupo poderia ir a um cassino.
Hoje, o relator da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), recebe toda a documentação do inquérito das operações Monte Carlo e Vegas, enviada pelo Supremo Tribunal Federal.

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