• Sexta-feira, 16 Setembro 2011 / 10:09

Odorico Cabral e as plantas de plástico

    De Ruben Berta, de ‘O Globo’:
    “O gabinete do governador Sérgio Cabral e o salão VIP do Palácio Guanabara terão em breve novos itens de decoração. A Secretaria da Casa Civil publicou no Diário Oficial de ontem um aviso para um pregão eletrônico de compra de “plantas artificiais customizadas e cachepot (um tipo de vaso)” para serem
utilizados nos dois espaços da sede do governo estadual. O certame será realizado pela internet às 14h do dia 27 de setembro e, segundo o edital, o preço previsto é de R$ 10.094,81.
O texto do edital especifica as 14 plantas de plástico de oito tipos que serão colocadas no gabinete e no salão VIP. Há a previsão ainda de compra de 13 vasos, do tipo cachepot, de “vidro temperado transparente com 8 milímetros de espessura e acabamento de alumínio com pintura eletrostática com quatro rodízios de silicone”.
Serão cinco palmeiras artificiais, de três tipos: uma fênix e duas leque, ambas com 1,8 metro de altura; e duas identificadas como palmeiras especiais, de 2,5 metros. Todas elas, de acordo com o edital, deverão ter o tronco natural. As outras plantas foram listadas com os nomes científicos de lanças gr; papiros com 18 hastes; pandunus com três bifurcações; e bambusa com nove hastes.
A assessoria de Cabral informou, através de nota, que “a escolha das plantas ornamentais artificiais faz parte do projeto de decoração elaborado pelos arquitetos da Superintendência de Engenharia e Manutenção da Secretaria de Estado da Casa Civil”. Segundo o texto, “eles optaram por plantas artificiais, já que elas ficarão em ambientes fechados, refrigerados, de escritório. E, além disso, a manutenção deste material é mais fácil, não há necessidade de regar, adubar, e a durabilidade é maior”.
Também de acordo com a assessoria do governador, o valor estimado, de cerca de R$ 10 mil, pode cair: “uma pesquisa de mercado foi realizada pela equipe e sete empresas do ramo foram consultadas. A partir daí, foi feita uma média de preços, sendo que os valores julgados acima da média foram desconsiderados.
Vale ressaltar que, após o pregão, normalmente há uma queda de cerca de 30% no valor publicado no Diário Oficial”. 
                               * * *
O mais curioso é que, além das flores falsas, assim como seu ocupante, o palácio dispõe de uma área VIP.
Como ela deve funcionar?
Será que existem duas ante-salas para os que vão ter audiência com o governador?
Qual o critério para a utilização da área VIP?
Qual a diferença no tratamento?
Seria mais ou menos como a cabine de um avião, com classe econômica e executiva?
Na área comum serve-se água e café, e na VIP o visitante pode optar por água com ou sem gás, e café ou chá? Será que os VIPS ganham uns biscoitinhos?
Esse é o nosso Odorico carioca.
Só que aqui, ao contrário de Sucupira, o que não falta é defunto.
Talvez por isso, por usarmos tantas flores nos velórios, o Palácio seja obrigado a adquirir as de plástico.
O que se vai gastar nas plantas de plásticos, daria para comprar, diariamente, 1 dúzia de rosas durante 27 anos.
E isso pagando o preço das floricultura de porta de cemitério.

  • Sexta-feira, 16 Setembro 2011 / 9:43

Um Cabral cheio de ciúmes

     Do colunista Ilimar Franco, no Panorama Político de ‘O Globo’: 
     “A assessoria do governador do Rio registra: “O governador Sérgio Cabral jamais ligou para o ex-presidente Lula para fazer queixa da relação da presidenta Dilma com qualquer pessoa. Muito menos com o governador de São Paulo”.
                            * * *
Acredite se quiser…

  • Quarta-feira, 14 Setembro 2011 / 23:30

Cabral e o dolce far niente

     Da ‘Folha’:
     “O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), aumentou ontem os poderes de seu vice, Luiz Fernando Pezão, ao nomeá-lo coordenador-executivo dos Projetos e Obras de Infraestrutura do Estado.
Até ontem, Pezão acumulava a condição de vice com a Secretaria de Obras, agora subordinada à nova pasta.
Com a mudança, comandará também as ações de outras secretarias relacionadas à infraestrutura.
No decreto nomeando Pezão para a nova função são listadas como áreas sob ingerência do novo coordenador: mobilidade; logística e abastecimento; moradia; energia e petróleo; captação de recursos e interlocução com os governos municipais e federal, entre outros.
O novo cargo é parte da estratégia de Cabral para aumentar a visibilidade de Pezão rumo às eleições de 2014 para o governo do Estado”.
                           * * *
      Há anos, Pezão é o governador de fato.
      O que Cabral descobriu agora foi uma maneira de trabalhar ainda menos.
      Ele não sabe, na verdade, como tocar o Governo.
      Por preguiça ou por ignorância.

  • Quarta-feira, 14 Setembro 2011 / 23:27

A direita e o voto distrital

                                 Marcos Coimbra*

          Com impressionante velocidade, a direita brasileira se descobriu favorável ao voto distrital desde criancinha. Sem que exista qualquer motivo lógico que explique o porquê, políticos, intelectuais, empresários e jornalistas conservadores se encantaram com ele e começaram, em coro, a defendê-lo. Ao mesmo tempo, passaram a espinafrar o voto proporcional, que faz parte das regras do nosso sistema político desde o Código Eleitoral de 1932.
Em nenhum lugar do mundo havíamos visto coisa parecida. A argumentação em favor do voto distrital nunca teve cor ideológica, nunca foi bandeira da direita ou da esquerda. A discussão sobre suas vantagens e desvantagens sempre permaneceu no plano técnico.
Quem tem um mínimo de informação sobre o assunto sabe que não há sistema eleitoral integralmente bom ou ruim. Todos têm aspectos positivos e negativos. Sabe, também, que faz pouco sentido falar em voto distrital no abstrato, assim como de voto proporcional puro. Cada país tem seu sistema, com coloração e particularidades únicas. Há tantos sistemas de voto distrital (e de voto proporcional) quantos países que o adotam.
Existem democracias plenamente funcionais e bem sucedidas com voto distrital, e (muitas) outras com as diversas formas possíveis de voto proporcional. Aliás, em termos puramente quantitativos, a maioria dos países democráticos do mundo tem algum tipo de voto proporcional.
É compreensível que a campanha que a direita brasileira está fazendo em favor do voto distrital não apresente os ponderáveis argumentos que existem contra ele. Seus responsáveis têm todo o direito de subtrair da opinião pública o que é contrário a suas preferências. Afinal, na guerra ideológica, o que menos importa são os fatos.
Não é o mesmo que se pode dizer de quem, na mídia, deveria se ocupar do jornalismo. Chega a ser lamentável que veículos de informação assumam função de pura desinformação.
Estão vendendo ao país duas teses falsas. Uma é dita explicitamente: que os problemas da democracia brasileira se resolveriam se tivéssemos o voto distrital. A outra fica sugerida: que sua implantação no Brasil seria algo simples, que “só depende da vontade política”. Ou seja: que não é feita porque “alguém” não quer.
É com teses desse gênero que se fazem as campanhas que os profissionais do marketing político chamam de “construção de agenda” (mal traduzindo a expressão norte-americana agenda building). Identifica-se um incômodo, dá-se-lhe uma explicação, põem-se a mídia para promovê-la e convocam-se as “pessoas de bom caráter” a agir.
Já vimos esse filme várias vezes: há um problema (por exemplo, a falta de empregos em uma economia avançada), cria-se um “culpado” (por exemplo, os imigrantes do terceiro mundo) e pede-se aos eleitores que votem em quem vai “resolvê-lo” (por exemplo, um partido de direita).
Quando os problemas são reais e preocupam as pessoas, a questão é convencê-las de que o diagnóstico de suas origens é correto. Se o admitirem, abraçarão “a causa”, o que fica tanto mais fácil quando mais alto a mídia bater o bumbo. Há uma nítida e compreensível insatisfação da maioria da sociedade brasileira com o sistema político. Além de sua crônica dificuldade de assegurar a todos adequada representação, ele padece de vários vícios, dos quais o mais irritante é a corrupção.
A direita brasileira, através de seus núcleos de pensamento estratégico e intelectuais, quer fazer com que o país acredite que o PT e, por extensão, o governo (ou o que ela chama de “lulopetismo”) são a favor do sistema de representação proporcional porque assim se perpetuariam no poder. Quer, portanto, que “as pessoas de bem” se tornem defensoras do voto distrital, assegurando-as de que só com ele é possível simplificar as eleições, aumentar a responsabilidade do eleito, a vigilância do eleitor, acabar com a corrupção.
Não existe qualquer evidência, seja baseada em nossa experiência com o voto distrital (pois já o tivemos durante várias décadas), seja na de outros países, que permita afirmações desse tipo. Nem ele é garantia de solução para tais problemas, nem faz sentido dizer que o voto proporcional os provoca.
É improvável que a direita fale essas coisas por ignorância. Mais fácil é imaginar que, apenas, finge saber como dar resposta às justas preocupações da sociedade.
*Marcos Coimbra, sociólogo, preside o Instituto Vox Populi e escreve para o ‘Correio Braziliense’.

  • Quarta-feira, 14 Setembro 2011 / 23:24

A ‘embrulhada’ da Doralice

  • Quarta-feira, 14 Setembro 2011 / 23:22

De Sergio.Buarque@edu para Dilma@gov

                          Elio Gaspari*

         Companheira Dilma, Veja o que fizeram comigo. A Prefeitura do Rio deu meu nome a uma escola municipal da Barra da Tijuca, e ela foi a última colocada na lista de desempenho dos colégios da cidade. Fez 467 pontos, contra 761 do campeão (o São Bento) e 553 da média nacional. Meu primeiro impulso foi
escrever ao prefeito Eduardo Paes repetindo-lhe um pedido do meu filho: “Pai, afasta de mim esse cálice”. Tire o meu nome desse pecado. O Evaristo de Moraes, que está aqui comigo, lembrou que proibiu que dessem seu nome a presídios.
Criminalista, não queria ser associado a misérias. Você mesma viveu o absurdo de ser uma das detentas de um presídio chamado Tiradentes. Escrevo-lhe para que leve minha zanga ao prefeito. Ele tem medo de você.
Gastei meus primeiros 80 anos estudando nosso país, a vida e lecionando. Daqui, vi o que aconteceu com a repórter Cibelle Brito quando ela quis saber porque a minha escola foi reprovada. Dois professores trocaram algumas palavras com ela, mas não quiseram dizer seus nomes. Só os alunos falaram, queixando-se.
Companheira, olhe para a Escola Municipal Sérgio Buarque de Hollanda com atenção. Está mal conservada e os professores reclamam dos salários, mas há algo mais profundo. É a condição dos “desterrados em nossa terra”. Os moradores daquele pedaço da Barra da Tijuca desterraram seus filhos para bons colégios, em outros bairros. Quem estuda lá são os desterrados de outras localidades, mais pobres.
Outro dia o Darcy Ribeiro (sempre encantado pela Leila Diniz) ria do desconforto causado na burocracia educacional pelas avaliações dos desempenhos das escolas. Os americanos transformaram o desempenho em pedra angular de seu sistema. Copiamos. Agora os americanos começam a criticar essa aferição, falamos em destruí-la. Tudo ou nada. Não entra no debate o absurdo de escolas que não servem aos moradores de suas localidades. A aferição é apenas uma medida. Sem mais nada, nada é. Sabendo que citar Sérgio Buarque dignifica qualquer texto, cito-me: “De todas as formas de evasão da realidade, a crença mágica no poder das ideias pareceu-nos a mais dignificante em nossa adolescência política e social”.
Para que não se diga que estou num exercício livresco, faço-lhe uma proposta. Continuem a dar o nome dos outros a escolas, mas a partir de hoje, toda vez que um colégio ficar em último lugar no Enem, abaixo da média nacional, a homenagem será suspensa temporariamente, e a instituição, rebatizada com o nome do prefeito ou do governador. (No caso de escolas federais, com o seu.)
Assim, peço à garotada da “Sérgio Buarque de Hollanda” que não queiram mal a este velho fuçador de documentos, mas, a partir de hoje, digam que estudam na Escola Municipal Eduardo Paes.
Despeço-me desejando-lhe um bom governo, certo de que este fundador do PT ainda não tem motivos para rasgar a carteirinha (nº 003). Passaram-se 75 anos da publicação do meu “Raízes do Brasil” e, felizmente, posso dizer que a democracia, no Brasil, já não é “um lamentável mal-entendido”.
Sérgio Buarque de Hollanda
*Elio Gaspari é jornalista e escreve para ‘O Globo’ e a ‘Folha’.

  • Quarta-feira, 14 Setembro 2011 / 23:18

Paes aumenta verba de publicidade

      Dos repórteres Wilson Tosta e Bruno Boghossian, do ‘Estadão’:
     “A pouco mais de um ano de tentar mais um mandato nas eleições de 2012, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), resolveu expandir em 25% os gastos com publicidade da prefeitura. Uma autorização para celebrar um termo aditivo nesse porcentual – em dinheiro, mais R$ 30 milhões, a se somarem a R$ 120 milhões já licitados – no contrato com três agências (PPR, Binder-FC e Nacional) foi publicada pela Secretaria da Casa Civil no Diário Oficial da última sexta-feira.
A operação é legal: a lei permite acréscimos de até 1/4 do valor de um serviço adquirido pela administração pública, sem necessidade de licitação, por prorrogação do acerto original. Há, contudo, temor de que o reforço no marketing fortaleça a candidatura do prefeito.
A marca de R$ 150 milhões significa um novo recorde em gastos com publicidade na administração carioca. O primeiro foi estabelecido pelo próprio Paes que, no fim de 2009, seu primeiro ano como prefeito, lançou a licitação de R$ 120 milhões para contratar três agências de publicidade e uma empresa de eventos.
Os números se chocavam com as despesas anteriores da prefeitura no setor: R$ 1.947.461 empenhados (separados para gasto) em 2005; R$ 166.866 em 2006; R$ 818.029,11 em 2007; R$ 448.286,20 em 2008; R$ 649.492 em 2009 (já sob a gestão de Paes, que sucedeu a Cesar Maia). Em 2010, os dispêndios com o setor foram a R$ 29.116.049,53, um aumento de 4.432,34% em relação ao liquidado (reconhecido para pagamento) no ano anterior, R$ 649.406,24.
O secretário da Casa Civil, Pedro Paulo, não deu entrevista sobre o aditivo, alegando, por meio de assessores, outros compromissos. O município enviou nota ao Estado: “A Prefeitura do Rio fechou, em 2010, um contrato de publicidade de dois anos no valor de R$ 120 milhões. Desde então, a verba está sendo utilizada na divulgação de programas de interesse da população, campanhas informativas e de prestação de serviços. Com o aumento na cidade do número de projetos sociais, programas de utilidade pública e ampliação do volume de obras (já são mais de 1.500 pontos (…) espalhados por todo município), o valor indicado no termo aditivo ao contrato será investido justamente para divulgar tais ações e orientar a população.”

  • Quarta-feira, 14 Setembro 2011 / 23:16

Heloísa Helena troca nada por coisa nenhuma

     Do repórter Bernardo Mello Franco, da ‘Folha’:
     “Sem espaço no PSOL, a ex-senadora Heloísa Helena decidiu embarcar no projeto de Marina Silva, que deixou o PV em julho e estuda criar um partido para se candidatar à Presidência de novo em 2014.
Elas ensaiaram a união ano passado, quando Heloísa quis ser vice de Marina, mas os socialistas vetaram a ideia para lançar a candidatura de Plínio de Arruda Sampaio.
A alagoana renunciou à presidência do PSOL depois da eleição, e agora autorizou a amiga a usar seu nome no movimento suprapartidário que deve dar origem a uma sigla sob sua liderança.
A aliança seria formalizada ontem, em ato promovido por Marina em Brasília, mas Heloísa não pôde ir por problemas de saúde -ela se recupera de um possível AVC (acidente vascular cerebral).
“É um momento muito especial”, disse à Folha, de Maceió. “Espero estar com Marina na construção deste processo, que poderá culminar, como acho que certamente acontecerá, numa organização partidária para 2014.”
Heloísa disse não se sentir presa ao PSOL, que ajudou a fundar depois de ser expulsa do PT por negar apoio a reformas do governo Lula. “Não tenho mais nenhuma relação mística com estruturas partidárias, como se
elas fossem donas da verdade absoluta ou proprietárias das bandeiras ideológicas com que me identifico”, disse.
A ex-senadora deve ser acompanhada por aliados como os presidentes estaduais do PSOL Jefferson Moura (RJ) e Edílson Silva (PE), que se reuniram ontem com Marina.
Heloísa ficou em terceiro lugar na corrida presidencial de 2006, com 6,5 milhões de votos. No ano passado, perdeu a eleição para o Senado por Alagoas. Ela é vereadora em Maceió e diz não saber se disputará a reeleição em 2012.
Ontem, ela quebrou o silêncio sobre o governo Dilma Rousseff, que comparou às gestões de Fernando Henrique Cardoso e Lula.
“É a mesma coisa. O mesmo fatalismo neoliberal na política econômica e a mesma metodologia da roubalheira política”, atacou.
Heloísa ironizou a faxina promovida por Dilma, que afastou ministros e servidores acusados de corrupção.
“Acredito em fadinhas e bruxinhas, mas não acredito nisso. O sistema precisa que algumas partes podres sejam retiradas para que o odor não chegue de tal forma que a opinião pública queira destruir o sistema todo”, afirmou.
“Ao longo da história, esta prática já foi usada muitas vezes. Faz de conta que promove a limpeza para preservar o corpo putrefato.”
O ato promovido por Marina teve referências explícitas a uma nova campanha ao Planalto. “Sua candidatura fez bem ao Brasil, mas sua eleição para a Presidência fará bem ao planeta inteiro”, disse o ex-deputado José Fernando Aparecido (ex-PV).
Também compareceram políticos de outros partidos, como os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP), Cristovam Buarque (PDT-DF) e Pedro Taques (PDT-MT)”.

  • Quarta-feira, 14 Setembro 2011 / 23:13

D. Paulo Evaristo, 90 anos

     Da colunista Monica Bergamo:
     “Dom Paulo Evaristo Arns chega hoje aos 90 anos. Ele dispensou cerimônias públicas de celebração da data. Vai confraternizar com amigos na chácara em que vive, em Taboão da Serra. E, no dia 1º de outubro, deve aparecer no convento de São Francisco, no largo de mesmo nome, para abençoar quem estiver na praça para festejá-lo”.

  • Quarta-feira, 14 Setembro 2011 / 23:12

Dirceu quer mais dinheiro para Defesa

     Do repórter Sergio Torres, do ‘Estadão’:
     “O ex-ministro José Dirceu cobrou ontem do governo da presidente Dilma Rousseff mais investimento nas Forças Armadas. Ele defendeu a modernização do Exército e da Marinha. Disse ainda que o Brasil precisa fabricar “mísseis de defesa” e voltar a produzir caças de guerra para a frota da Aeronáutica.
Réu no processo do mensalão, em que é chamado pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, de “chefe da quadrilha”, Dirceu, ao palestrar em seminário sobre petróleo produzido pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, afirmou que “um país da dimensão do Brasil não pode deixar de ter um poder militar defensivo tecnologicamente avançado”.
“A indústria de defesa nacional está sendo recriada. Temos de ter uma defesa própria regional do Atlântico Sul. Temos de proteger nossa riqueza do pré-sal com uma Marinha em águas azuis. Temos de ter Força Aérea produzindo caças no Brasil. Tem tecnologia para produzir não só aviões, como mísseis de defesa”,
discursou o ex-ministro, para cerca de 200 conferencistas, do quais 80% estrangeiros. O presidente da Câmara, Charles Tang, o apresentou como uma espécie “de primeiro ministro” do governo que estruturou o processo de desenvolvimento brasileiro.
Para Dirceu, o Exército precisa ser “totalmente” modernizado, porque o País necessita de “uma Força Armada defensiva”.
“Nós não temos nenhum problema fronteiriço, nenhum litígio político com nenhum país da América do Sul. Somos como a China, uma força em desenvolvimento”, afirmou. “A China é o principal fator de moderação de paz no mundo de hoje.”
Apontado por engano como representante da Casa Civil no programa de seminário sobre petróleo promovido pela Câmara de Comércio Brasil-China, o ex-ministro fez elogios aos governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que “transformou o Ministério da Defesa em realidade”.
Além da cobrança de mais investimentos nos setores militares, Dirceu criticou o quadro educacional. Segundo ele, a educação no Brasil ” ainda está no século passado”. Afirmou também que “o Brasil tem de eliminar a pobreza até 2022″, pois “é uma vergonha um país com riqueza e desenvolvimento ter ainda
o índice de pobreza que temos”.

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