• Segunda-feira, 28 Fevereiro 2011 / 19:21

‘Tapioca’ perde 64% do orçamento

   O governo anunciou um corte de 64% no orçamento do ministério dos Esportes.
Corte maior só mesmo no Turismo, onde o ministro é aquele maranhense que gastou a verba da Câmara em um motel de Teresina.
                   * * *
Orlando Silva continua sendo fritado.
Mas não tem a dignidade de pedir o boné.
Enquanto tiver tapioca ele vai levando.

  • Segunda-feira, 28 Fevereiro 2011 / 18:46

Ana Maria Braga recebe Dilma

      Do Globo Online:
“A presidente Dilma Rousseff é a convidada de Ana Maria Braga no “Mais você” desta terça, dia 1º de março, às 8h30m. A gravação ocorreu nesta segunda-feira pela manhã. Dilma chegou ao Projac de helicóptero, por volta das 11h20m e foi recebida com um abraço da apresentadora.
Na entrevista, Dilma falou que um dos momentos mais difíceis de sua vida foi quando recebeu a notícia de que estava com câncer linfático.
- É interessante quando esperam de nós, mulheres, uma fragilidade. Isso decorreu do fato de que a mulher, quando assume um alto cargo, é vista fora do seu papel. As pessoas vão se acostumar com cada vez mais mulheres conquistando espaço – disse ela, em nota divulgada pela Central Globo de Comunicação.
Em outro trecho da entrevista, Dilma ouviu gravações de comentários da população e em seguida explicou o por quê do uso do termo presidenta.
- É para enfatizar que existe uma mulher no mais alto cargo do país – explicou ela.
Na gravação, a candidata derrotada à Presidência Marina Silva perguntou num vídeo gravado sobre a falta de igualdade de oportunidades. Dilma, por sua vez, enfatizou a necessidade de políticas públicas sérias não só inserindo cada vez mais a mulher no mercado de trabalho, como no trato da questão salarial.
Na conversa com Ana Maria Braga, Dilma também destacou o combate à violência contra a mulher e a importância da Lei Maria da Penha.
Dilma também aproveitou a visita ao programa para cozinhar. Ao lado de Ana Maria Braga, Dilma preparou uma omelete de queijo enquanto falava sobre o aumento do poder de compra do brasileiro.  
Logo em seguida à gravação, participou de um almoço e seguiu para a base aérea do Galeão, onde encontrou com o governador Sérgio Cabral. De lá, embarcou para Brasília sem falar com a imprensa.
Na semana passada, a presidente participou de outra gravação, desta vez, para o programa de estreia da apresentadora Hebe Camargo na Rede TV!.

  • Segunda-feira, 28 Fevereiro 2011 / 15:11

Mergulho de Obama, deixa Cabral em pânico

     Do colunista Ancelmo Góes, de ‘O Globo:
“Não é certo. Mas Obama, na vinda ao Rio, em março, planeja dar um mergulho no mar.
A praia ainda não foi escolhida. Mas, segundo o ministro Carlos Henrique de Abreu, chefe do Departamento dos EUA do Itamaraty, que trabalha com os americanos nos preparativos da visita, é um sonho antigo do presidente”.
                      * * *
Obama já disse que gostaria de mergulhar na praia de Copacabana.
                      * * *
Essa idéia está deixando o governador fanfarrão em pânico.
1 – Ele será fotografado de calção de banho e sem camisa.
2 – Obama nasceu no Havai. Está acostumado a pegar onda. Cabral corre o risco de ser vítima de caixote.
3 – O governador odeia água fria.
                      * * *
Sergio Cabral ainda trabalha, intensamente, para que o Presidente dos EUA visite uma UPP.
Se o Itamaraty tiver juízo veta a idéia.

  • Segunda-feira, 28 Fevereiro 2011 / 15:04

Dilma Rousseff, a distraída

      Da colunista Monica Bergamo, da ‘Folha’:
“Hebe Camargo perguntou a Dilma Rousseff, na entrevista que vai ao ar em seu novo programa, no dia 15, se a presidente é vaidosa. “Até que sou”, disse Dilma. Mas um pouco destraída. Por exemplo, muitas vezes ela coloca o brinco numa orelha – e se esquece de colocar na outra. Hebe caiu na risada”.

  • Segunda-feira, 28 Fevereiro 2011 / 15:03

Varig, genérico da Gol

     Um contribuinte descobriu a verdadeira razão da compra da Varig pela Gol.
Ela serve de bode expiatório da empresa.
                        * * *
Na semana passada,  um processo na Justiça contra a Gol foi transferido, a pedido do advogado da empresa, para a Varig.
Assim, a Gol continua com ficha limpa, e a Varig é condenada.
                        * * *
O dono da Gol daria tudo para comprar algum genérico para substitui-lo nos processos a que responde.

  • Segunda-feira, 28 Fevereiro 2011 / 15:01

Comissão da Verdade nesse semestre

       Do repórter Jamil Chade, no ‘Estadão’.
“Os ministros Nelson Jobim (Defesa), José Eduardo Cardozo (Justiça) e Maria do Rosário (Direitos Humanos) vão procurar líderes partidários no Congresso para articular a criação da Comissão da Verdade e Justiça, para esclarecer mortes, desaparecimentos e torturas durante a ditadura militar, ainda neste semestre.
A mobilização dos ministros começará nas próximas semanas, segundo informou ontem Maria do Rosário, em Genebra. Apesar dessa articulação pela Comissão da Verdade, a ministra afirmou que a presidente Dilma Rousseff não tem planos de propor uma revisão da Lei da Anistia. “Não cabe ao Executivo propor isso. Essa deve ser uma questão da sociedade”, disse Maria do Rosário.
Segundo a ministra, a criação da comissão está entre as prioridades do governo. “Vamos ter um diálogo mais direto com os líderes, sobre o significado disso”, explicou. Mas insistiu que o Executivo não irá além disso. “Alguns acham que pode ser a porta para buscar a revisão da Lei da Anistia. Mas nós nos movemos dentro do que está no ordenamento jurídico do Brasil”, afirmou. “É uma comissão do resgate da memória, do direito de saber o que ocorreu. Não cabe ao Executivo hoje, com os limites que temos, iniciar o debate da anistia. Não é nossa proposta e nem está dentro das nossas possibilidades.”
No Congresso, os líderes dos partidos aliados vão tentar a aprovação do projeto de lei que cria a Comissão da Verdade ainda no primeiro semestre deste ano.
O texto em discussão no Legislativo foi enviado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em maio do ano passado e diz que a comissão tem por objetivo “promover a reconciliação nacional” e “o esclarecimento circunstanciado dos casos de torturas, mortes, desaparecimentos forçados, ocultação de cadáveres e sua autoria, ainda que ocorridos no exterior”. Na época, houve reação de setores militares, que temeram tratar-se de proposta revanchista.
“O ideal é votarmos a proposta como ela veio do Executivo”, disse ontem o líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP). “O projeto já foi costurado com os Direitos Humanos, a Defesa e a Justiça”, afirmou.
Em janeiro, Maria do Rosário já havia se comprometido a trabalhar pela aprovação do projeto. Ministro da Defesa desde o governo Lula, Jobim travou duros embates com o antecessor da ministra, Paulo Vannuchi. Após a posse de Dilma, reafirmou apoio à criação da comissão”.

  • Segunda-feira, 28 Fevereiro 2011 / 15:00

O julgamento de Zveiter

       É amanhã o julgamento, no Conselho Nacional de Justiça, do processo que pede o afastamento de Luiz Zveiter da presidência do Tribunal Regional Eleitoral do Rio, e a abertura de um processo disciplinar por ele ter, supostamente, beneficiado uma empreiteira cliente do escritório de advocacia de seus familiares. Eliana Calmon, relatora do processo, acatou as denúncias.

  • Segunda-feira, 28 Fevereiro 2011 / 14:35

28/2/2011

“Meu teimoso e gozado centrismo causa irritação alérgica em várias áreas”.

De Caetano Veloso em artigo no ‘Globo’.

  • Domingo, 27 Fevereiro 2011 / 14:55

Anderson, o homem aranha

 

       A mais deliciosa reportagem desse domingo, é o perfil de Anderson Silva, vencedor da Luta do Século. Eis o seu texto e as foto de  Eduardo Knapp, da Agencia Folha:
“A chegada ao Brasil, no último dia 13, marcou Anderson Silva com um episódio que ele vem contando desde então. Ao entrar em sua casa, em um condomínio na Barra da Tijuca, no Rio, viu um paparazzo em cima do muro, tirando fotos. “Eu disse: “Que p… é essa? Velho, tu vai cair daí! Quer foto, a gente tira”.” Fez duas poses para o fotógrafo, mas recusou o pedido para simular um “flagra” em que seria clicado tirando as malas do carro.
A cena ilustra o status de celebridade que o lutador de MMA (sigla em inglês para artes marciais mistas, o popular vale-tudo) ganhou no país após ter vencido, em 5 de fevereiro, o combate contra Vitor Belfort, disputado em Las Vegas e anunciado como “luta do século”. Derrubou o rival em menos de três minutos, com um chute de esquerda no queixo. Voltou ao Brasil uma semana depois para ver a família, dar entrevistas e promover a si próprio e à 9ine, empresa de marketing esportivo lançada pelo ex-jogador Ronaldo em sociedade com o grupo WPP e Marcus Buaiz. É o primeiro contratado da agência.
“Tudo bom, meu gato?”, diz ele ao repórter Diógenes Campanha enquanto almoça um sanduíche de peito de peru com queijo e salada, acompanhado de Coca Zero. Cumprimenta todos com essa expressão e uma voz fina que não combina com seus 105 quilos, 1,89m de altura e o cinturão de campeão mundial do UFC, principal torneio de MMA. O assédio do qual agora é alvo por aqui, conta, só havia conhecido nos Estados Unidos, onde tem casa e é conhecido como “Spider” (aranha em inglês).
“Uma vez, estava com a minha família na Disney e o cara sentou do meu lado na montanha-russa, tirando foto. Outra vez, fui convidado para uma festa da Paris Hilton e os os caras “pa, pá, pá” enquanto eu saía do carro.” Lá, é amigo de celebridades como o rapper Usher e o ator Vin Diesel, que treinam jiu-jítsu com o campeão. Outro fortão do cinema, Steven Seagal, se ofereceu para ensinar alguns movimentos e o ajudou a aperfeiçoar o chute que derrubou Belfort. “É como uma Ferrari. Eu sou o piloto, e tem os mecânicos que ajudam a andar mais rápido”, compara Anderson, que também tem outros cinco treinadores, de diversas artes marciais. “Eu via os filmes do Steven Seagal, mas nunca pensei que fosse aprender alguma coisa com ele.”
O chute em Belfort é motivo de piadas entre Anderson e o novo patrão, Ronaldo. “Eu tô numa briga acirrada com ele. Falo que também faço gol de bico.” Outra brincadeira ainda não teve coragem de mostrar ao chefe: ele inventou uma emissora fictícia, chamada “Rádio Loucura”, e costuma imitar a voz do Fenômeno, simulando uma entrevista para a rede. A pedido da coluna, faz uma demonstração de um minuto. “Vê lá, hein? Você vai me complicar, o patrão vai me mandar embora.”
Na sala do publicitário Sérgio Amado, presidente da agência Ogilvy (que pertence ao WPP, sócio da 9ine), em SP, Anderson faz planos. Espera fechar contratos com dois patrocinadores de Ronaldo: Hypermarcas e Nike. “A gente não tinha um grande nome dentro desse esporte, que poderia levar a marca [a Nike] como a gente gostaria. Agora temos. Será um grande gol para a Nike e para o Anderson”, diz, na terceira pessoa, como também fazem alguns boleiros.
No pulso direito, usa uma pulseira amarela, que promete aumentar o equilíbrio e é mania entre famosos como David Beckham. “Tenho um patrocínio da [fabricante do adereço] Power Balance, mas não é nada. Uso quando quero. Sei lá, acho que não funciona.”
Nascido há 35 anos no bairro paulistano da Barra Funda, Anderson diz que sua origem tem “tudo a ver” com a de Ronaldo. Foi criado por uma tia-avó, em Curitiba. Os pais tinham menos de 20 anos quando ele nasceu e não poderiam lhe dar uma boa educação. “Cara, é uma coisa muito louca. Minha tia teve dois filhos antes, que morreram. Na sequência disso tudo, eu fui para lá com quatro anos. Meu irmão George foi depois, com dois. A gente acredita que tem um quê aí por trás.” Sempre soube dos pais biológicos, com quem mantém contato.
“Tenho um carinho, uma admiração muito grande por eles. Entendo que tenham uma frustração porque não conseguiram ficar comigo. Mas agradeço a consciência e a humildade de me deixarem ir, porque tudo que eu me tornei eu devo a essa decisão deles.”
Em Curitiba, aprendeu artes marciais. Conheceu o racismo no primeiro emprego, como balconista de uma rede de lanchonetes. “Eu estava no balcão num domingo, a maior correria, e chegou um senhor: “Tem alguém para me atender?”. Eu disse que eu poderia, e ele disse que não queria ser atendido por um negro.” Anderson chamou o gerente e explicou a situação. O chefe disse ao cliente que, se não fosse atendido pelo garoto, não seria por mais ninguém.”Confesso que fui para casa meio mal. Conversei com a minha tia e chorei. Mas foi bom, eu cresci como pessoa.” Ele diz que aborda o tema com os cinco filhos: Kaori, 14, Gabriel, 13, Kalil, 12, Kauana, 10, e João, 6. Chama a prole de “a turma do Didi”.
As crianças moram com a mulher dele, Daiane, 29, na capital paranaense. “Lá eu não tenho casa. Quem manda é ela. Digo que a gente é muito mais amigo do que marido e mulher.” Na véspera da entrevista, Anderson foi homenageado por Ronaldo com um jantar na casa do craque, em São Paulo. Daiane cercou o campeão: ligou perguntando onde ele estava e a que horas havia chegado.
Anderson usa brincos brilhantes nas orelhas, que não são marcadas como a da maioria dos lutadores. As deformações ocorrem pelo atrito do órgão com o chão ou o corpo dos adversários, durante treinos e lutas, provocando hematomas. “A real é que, por muito anos, criou-se um mito de que quem tem a orelha estourada é casca grossa, pitbull. Tenho alunos de jiu-jítsu que passavam toalha na orelha para ficar assim.” Repreendeu os garotos. “Não tenho a orelha estourada e espero que continue bonitinha. Você vai chegar na casa do pai da tua futura namorada assim?” A filha mais velha, Kaori, começou a namorar recentemente. “A primeira coisa que olhei foi a orelha dele.”
Além de cuidar das orelhas, Anderson mantém no banheiro um estoque de cosméticos. “Tem creme para o rosto, para as mãos, isso que as mulheres usam para ficar bonitas e que os homens deveriam ter também. Meus amigos falam: “Cara, isso não é coisa de lutador, é coisa de boiola”.” Conta que, numa época, começou a sumir entre as sessões de treino, sempre por volta das 15h. Os amigos o seguiram e o encontraram em uma clínica de estética, “com um negócio no rosto”, para tirar as olheiras. “Aquelas coisas meio modernas, que lutador não usa”, brinca. “Mas como eu sou um lutador moderno, que quebra barreiras, estava lá.” Ainda assim, desconfiou da ideia do fotógrafo Eduardo Knapp de clicá-lo sem camisa e com uma rosa nas mãos. “Você está de sacanagem”, disse, antes de topar”.

  • Domingo, 27 Fevereiro 2011 / 14:45

Cuidados na reforma

                                      Marcos Coimbra*

     Com a inauguração dos trabalhos da comissão do Senado para a reforma política, foi dada a largada para uma nova etapa do processo de mudança das regras de funcionamento de nosso sistema político. É uma caminhada que já pode ser considerada longa e que não trouxe, até agora, maiores resultados. Nem por isso, no entanto, devemos desanimar, pois, quem sabe, desta vez ela vai.
Em países de maior tradição democrática, soaria estranho reclamar de regras que estão em vigor há tão pouco tempo. Pensando bem, voltamos à vida política normal não faz nem 30 anos e nossa Constituição completou 22, período que muitos diriam ser insuficiente para avaliar se o marco institucional por ela fixado é adequado ou não. Nas democracias maduras, ninguém ficaria ansioso, querendo mudá-lo, em um prazo como esse.
Seria aguardar demais de nossos legisladores que tivessem conseguido criar regras perfeitas para a vida política brasileira. Em primeiro lugar, porque elas não existem. Em segundo, porque não tinham muito a tirar de nossa trajetória.
Não é anormal que existam coisas únicas nas regras que possuímos. Quem olha a legislação sobre a matéria de outros lugares se espanta ao ver quantas idiossincrasias e peculiaridades aparecem. Regras esdrúxulas são tão frequentes que nossas particularidades (que alguns chamariam, depreciativamente, de jabuticabas) chegam a ser irrelevantes.
Os países vão construindo suas regras à medida que evoluem, adaptando as antigas às mudanças pelas quais passa a sociedade e introduzindo inovações. Algumas envelhecem sem que surja a necessidade de alterá-las, outras são rapidamente criadas, em função de transformações tão velozes quanto as provocadas pela revolução tecnológica.
Pensemos no sistema de votação dos Estados Unidos. Embora sejam o país líder na geração de conhecimentos e na difusão do uso da informática, continuam, na maior parte dos estados, a votar com técnicas obsoletas e precárias. Se quisessem, já poderiam ter aposentado os papeizinhos que teimam em usar (até porque eles podem causar sérios problemas, como os que vimos nas eleições presidenciais de 2004, das quais Bush saiu com uma vitória suspeita).
Apesar de reconhecer que o sistema que possuem não é bom, os americanos querem mantê-lo. E não é por lhes faltar dinheiro para adquirir urnas eletrônicas.
A parcela majoritária da sociedade norte-americana que prefere continuar com o sistema antigo deve achar que é melhor preservar regras, ainda que imperfeitas, que inovar a toda hora. Provavelmente, acreditam que mais vale o preço da imperfeição que ir à cata de uma perfeição ilusória e passageira.
Lembrar a rigidez com que os americanos se apegam a seu sistema de votação talvez não seja oportuno no momento. O conservadorismo exacerbado que revelam poderia nos levar a pensar que nenhuma mudança deve ser feita em nossas instituições.
Mas o exemplo serve de alerta contra a crônica ânsia de mudar em que vive o sistema político brasileiro. Já estávamos insatisfeitos quando suas regras mal tinham saído do papel e era impossível avaliar seus potenciais e limitações. Hoje, tornou-se um desejo praticamente unânime.
Até 2005, no entanto, a defesa da reforma política se circunscrevia a políticos e especialistas. Foi a partir do mensalão que tudo mudou.
O episódio, de fato, deixou claros vários problemas de nossas regras. Mas o mais importante é que o meio político passou a culpá-las para se defender das acusações que atingiam diretamente o PT, mas que respingavam no conjunto do sistema partidário, pois qualquer pessoa medianamente informada sabia que todos os partidos (salvo as exceções de praxe) faziam igual.
A ideia da reforma política se tornou, assim, uma espécie de borracha para apagar o passado. Se nossas regras são ruins, se exigem reforma, ninguém deveria ser cobrado por não as cumprir. E, como todos os partidos estavam na dança, não é surpresa que tenha virado um consenso.
Talvez não sejam muitas as mudanças realmente necessárias em nossas regras. Pode ser que alguma liderança antipatize com uma e que outra se apaixone por determinada novidade. Mas é bom ir com cautela. No fim das contas, o pior para as instituições é a impermanência.
*Marcos Coimbra, sociólogo, presidi o Instituto Vox Populi  escreve para o ‘Correio Braziliense’.

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