• Sexta-feira, 31 Dezembro 2010 / 10:30

Dilma é Presidenta

    Agora é oficial.
No convite que Dilma Rousseff enviou aos amigos para a solenidade de transmissão da faixa presidencial e para o coquetel no Itamaraty, ela aparece como Presidenta e não Presidente.

  • Sexta-feira, 31 Dezembro 2010 / 10:28

O reveillon em Brasília

     É dura a vida do brasiliense.
Hoje, a meia noite, haverá fogos na Esplanada dos Ministérios, e apresentação de artistas locais.
A maior atração da noite será a dupla Fernando e Sorocaba.

  • Quarta-feira, 29 Dezembro 2010 / 23:50

30/12/2010

 “Eu tomei conhecimento que ele teria pago para assessores e não para ele. Agora, é preciso também caracterizar que o fato de alguém dormir num motel nem sempre significa que estão fazendo amor”.

Do futuro ministro das Relações Institucionais, Luiz Sergio, justificando o comportamento de seu colega do Turismo, Pedro Novais, que gastou mais de R$ 2 mil da verba indenizatória da Câmara, para pagar uma festa em um motel de Terezina.

  • Quarta-feira, 29 Dezembro 2010 / 23:30

Palavra do João

  Cleveland, nos Estados Unidos. Após ser operado do coração, o então presidente João Figueiredo faz sua primeira caminhada de recuperação. Ao seu lado, a mulher dona Dulce, o ajudante de ordens major Dourado, o médico doutor Salmito, o amigo Gazale e outros assessores. Julho de 1983.

Como foi – Uma das maiores características do general Figueiredo era a franqueza. Costumava falar o que lhe vinha à cabeça, mesmo em situações pouco confortáveis. Demonstração disso foi o que disse, segundos depois dessa foto, na mansão em que se recuperava da cirurgia a que foi submetido. Era na capital de Ohio o principal centro hospitalar para cardíacos. O presidente foi para lá porque os médicos constataram a necessidade imediata da implantação de pontes de safena. Cerca de 30 jornalistas ficaram em Cleveland por mais de um mês. Afinal, era notícia o perigo que corria a vida do presidente do Brasil. Aconselhado pelo Secretário de Imprensa, ministro Carlos Átila, o João saiu para – com um passeio pelos jardins – mostrar seu estado saudável. Ao aproximar-se de nós, o repórter Merval Pereira, meu companheiro de Veja, fez a inevitável pergunta de como se sentia. No seu melhor estilo, Figueiredo respondeu: “Me sinto um peru de Natal, com o peito todo costurado”.

  • Quarta-feira, 29 Dezembro 2010 / 13:43

Dilma precisa reagir a CBF e ao COB

     Está mais do que claro que Dilma Rousseff não gosta do ministro  Orlando Silva, que tornou-se conhecido,  não por sua atuação na pasta do Esporte, mas sim porque que descobriram que ele havia utilizado o cartão corporativo para comprar uma tapioca, na lanchonete ‘Pamonhão Kalu’, em Brasília.
A tapioca foi a ponta do iceberg.
Silva gastou, na verdade, quase R$ 30 mil em despesas ilegais.
Devolveu tudo aos cofres da União e continuou ministro.
                   * * *
Se ele é capaz de usar o dinheiro publico para comprar uma tapioca, imagina-se o que fará com as enormes verbas que terá a sua disposição para a organização da Copa do Mundo e das Olimpíadas do Rio.
O prefeito Eduardo Paes pressentiu o perigo que corria, e a idéia de fazer de Orlando Silva a Autoridade Olímpica do país não passará na Câmara do Rio, nem por decreto.
     * * *
O ministro da Tapioca, ao que tudo indica, continuou no cargo por pressão do PCdoB, o que é, até certo ponto, admissível.
Mas hoje, no ‘Estadão’, uma reportagem assinada por Silvio Barsetti, informa que Silva continua no cargo, por “pressão das principais entidades esportivas do país”.
Tomara que isso seja apenas uma intriga.
Não é possível que Dilma Rousseff , que enfrentou o PMDB e outros partidos de sua coligação, não tenha força suficiente para enfrentar os  Teixeiras e os Nuzmans da vida.

  • Quarta-feira, 29 Dezembro 2010 / 13:38

De Roosevelt@edu para Lula@gov

                                                                    Elio Gaspari*
       Caro Lula, Há oito anos, quando o senhor foi eleito presidente do Brasil, eu lhe mandei uma mensagem torcendo pelo seu sucesso e lembrando-lhe a essência do meu êxito.
Governei os Estados Unidos de 1933 a 1945, ganhei a maior guerra de nossa história, mas de Franklin Roosevelt ficou a lembrança de um presidente que mudou a vida do seu povo, criando uma América onde ninguém ficasse de fora.
O mundo aprendeu que ou haveria capitalismo para todos ou não haveria para ninguém. O senhor fez o mesmo no Brasil. Para quem dizia que seu país era uma Belíndia, o senhor tirou da Índia brasileira o equivalente à população de toda uma Bélgica.
Entre 2003 e 2009, o número de pobres passou de 30,4 milhões para 17 milhões. O desemprego caiu a níveis históricos, e pela primeira vez em muitos anos a maioria dos trabalhadores está no mercado formal. O crédito chegou a casas onde a pobreza era um estigma financeiro. Os plutocratas do seu país compreenderam que o acesso dos pobres aos instrumentos do capitalismo é a garantia de sua longevidade.
De tudo o que o senhor conseguiu, o que mais me comove é o resultado desse programa chamado ProUni, que coloca nas universidades jovens de famílias pobres com bom desempenho escolar. Eu fiz coisa parecida, abrindo o ensino superior para os soldados que voltavam da guerra.
Em cinco anos, o seu programa atendeu 540 mil jovens. O meu matriculou 2,2 milhões entre 1944 e 1949. Inicialmente, pensávamos apenas em proteger os veteranos da guerra. Trinta anos depois, verificou-se que a GI Bill foi um dos fatores determinantes para o surgimento de uma nova classe média.
Quando o Juscelino Kubitschek me contou que a oposição foi à Suprema Corte para destruir seu programa, percebi que o Padre Eterno fez pelo senhor o que fez por mim: presenteou-nos com uma oposição que assegura nosso lugar na história.
Antes de lhe escrever jantei com Getúlio Vargas, JK e Ernesto Geisel. Em graus variáveis, os três torciam pelo seu sucesso. Getúlio e JK invejaram sua capacidade de sobreviver ao mandato e eleger a sucessora.
Já o Geisel teme que esse sucesso traga um risco. Com a experiência de quem foi escolhido pelo antecessor (um general introvertido chamado Médici) e escolheu o sucessor (outro general, não sei se Figueiredo é o nome dele ou do cavalo que monta), pede que lhe avise: cuidado com a turma da copa e cozinha. É de lá que saem as intrigas. Um deles brigou por causa de uma irrelevância na Previdência do Rio Grande do Sul.
Parte de seu sucesso o senhor deve ao professor Cardoso. Não faz bem à sua biografia negar-lhe o crédito. Estive com Ruth, mulher dele, mas não posso contar o que ela me disse a respeito da última campanha eleitoral brasileira.
Senhor Silva, repito o que escrevi em 2002. Pouco temos em comum, eu vim de Harvard e de uma família que já havia dado aos Estados Unidos um presidente (que por pouco não morreu na floresta brasileira). O senhor veio de lugar nenhum. Dizem que fui o traidor da minha classe. Felicito-o por não ter traído a sua.
Despeço-me registrando que a admiração de Eleanor, minha mulher, pelo senhor é muito maior do que a minha.
Parabéns,
Franklin Roosevelt
*Elio Gaspari é jornalista e escreve para ‘O Globo’.

  • Quarta-feira, 29 Dezembro 2010 / 13:31

Alckmin enterra o PMDB

   O PMDB ficou de fora do primeiro escalão do governador Geraldo Alckmin, em São Paulo.
E olha que ainda não foi nem rezada a missa de 7º dia do parceiro de primeira hora, o falecido presidente do PMDB paulista, Orestes Quércia.

  • Quarta-feira, 29 Dezembro 2010 / 13:16

De Lula para Dilma

                                                                         Marcos Coimbra*

Nos balanços sobre o governo Lula que nestes dias pululam, o tom, na maior parte das vezes, é uma mistura de elogios e críticas. Há os que unicamente encontram motivos para desmerecê-lo, mas são raros. Salvo um ou outro dinossauro da antiga direita e os cômicos personagens da “nova direita” da mídia, quem tem um mínimo de bom senso sabe que avaliá-lo desse modo é bobagem.
Também existem os que acham que tudo foi uma maravilha, que Lula não pode ser cobrado por nada, pela simples razão de que só acertou. São ainda menos frequentes, mas, vez por outra, ainda aparecem, especialmente entre lulistas da velha guarda.
Quase sempre, os balanços procuram ser equilibrados, ressaltando acertos e erros, sucessos e fracassos. Como, no entanto, a verdadeira imparcialidade não existe, mesmo esses revelam de que lado estão os autores, se são mais ou menos favoráveis ao governo.
Do lado positivo, o grande consenso é a política social, capitaneada pelos programas de transferência de renda e cujo carro-chefe é o Bolsa Família. Só os preconceituosos não veem sua importância e insistem no discurso de que ele perpetua a pobreza e aumenta a dependência dos beneficiários. A evidência de que isso não é verdade é tão ampla que somente a desinformação explica a sobrevivência do estereótipo.
Do lado negativo, até quem simpatiza com Lula costuma arrolar o mensalão e os escândalos de corrupção como as “manchas” de seu governo, seu pecado capital. Quando o assunto chega aí, mesmo o mais ardoroso petista fica intimidado e prefere desconversar.
No meio, entre o Bolsa Família e o mensalão, temos o vasto território de tudo mais que o governo fez: política econômica, relações internacionais, políticas setoriais, relações com os Poderes, ação política. A respeito desse conjunto, prevalece a visão de que Lula acertou mais que errou, quando se põem na balança as iniciativas de seus dois mandatos.
Para quem não gosta de Lula, o saldo é positivo mais pelo que ele deixou de fazer, quando manteve as linhas mestras da herança de Fernando Henrique, a começar pela política econômica e o princípio da responsabilidade fiscal. Quem o admira ressalta o oposto, as mudanças realizadas na gestão da economia e o caráter inovador das medidas que criaram o ambiente de desenvolvimento que levou o país aos resultados a que chegamos.
Enquanto os analistas fazem sua contabilidade, as pesquisas revelam uma opinião pública muito mais favorável a Lula. Se as pessoas comuns pensassem como os entendidos, o presidente não estaria encerrando seu período com 87% de aprovação e Dilma talvez não tivesse sido eleita ao assumir o compromisso de continuar seu trabalho.
Sempre se pode dizer que o povo está errado, que foi e continua a ser enganado por Lula, que, com sua habilidade e seu “poder de comunicação”, manipula os sentimentos dos cidadãos “mais simples” (nunca os da classe média “mais lúcida” e de seus intelectuais, que se mantêm “vigilantes”). Ou seja, que Lula “não merece” a boa avaliação que recebe, e que Dilma ganhou a eleição em consequência da combinação de esperteza e falta de escrúpulos de seu mentor.
Mas podemos olhar a aprovação de Lula e a vitória de Dilma de outra premissa, reconhecendo que o povo é perfeitamente capaz de fazer julgamentos racionais. Em outras palavras, procurando entender o que quer dizer um presidente que termina um governo tão longo com tamanha popularidade.
O Lula de antigamente virou o Lula deste fim de 2010 em função de duas comparações e como resultado de uma aposta bem sucedida. Ele foi melhor como presidente que todos que a população conheceu e superou a expectativa que as pessoas tinham do que seria. E fez com que aqueles que votaram nele achassem que acertaram quando confiaram em alguém como ele, apesar de tudo que tinham ouvido (e continuaram a ouvir) em contrário.
É claro que foi por isso que Dilma ganhou e que vai começar a governar com a torcida quase unânime da população. A esperança de que ela será uma presidente tão boa ou melhor que Lula é mais uma prova da admiração que o povo tem pelo trabalho feito nos últimos anos, no qual ela foi peça fundamental.
Tomara que estejamos (quase) todos certos!
*Marcos Coimbra, sociólogo, presidente o Instituto Vox Populi e escreve para o ‘Correio Braziliense’.

  • Segunda-feira, 27 Dezembro 2010 / 13:32

27/12/2010

 ”Não vejo como obrigar alguém a ter um filho, se ela não se sente em condições de ter. Ninguém defende o aborto, é respeitar uma decisão que, individualmente, a mulher venha a tomar.”

Da deputada federal pelo PT do Espírito Santo e futura ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes.

  • Segunda-feira, 27 Dezembro 2010 / 13:29

Rio beleza

Praia de São Conrado em manhã de sábado. Turista européia passeia de carona no panorâmico vôo de asa delta. Na areia, banhistas curtem o sol e as águas do mar.

Como foi – Morei no Leblon, Leme e Alto da Boa Vista. Trabalhei durante anos n’O Globo e no JB. De volta para casa, passava todas as noites pela favela do Borel. Uma tremenda aflição. Estou sempre no Rio, sei exatamente o que é bom e o que não é. Aliás, o que é bom no Rio é muito bom. E o que é ruim é muito ruim. Como a questão que agora aflige a cidade, a guerra do tráfico. Mas é impossível negar sua enorme vocação para a beleza. A começar pela própria geografia, com praias de fazer inveja a qualquer outro lugar, do Leme ao Pontal. Sem falar do Pão-de-Açúcar, a Floresta da Tijuca, a Quinta da Boa Vista, o Aterro do Flamengo, o Jardim Botânico, o Corcovado… Mais ainda, shows musicais, o embalo das escolas-de-samba, o domingo de Maracanã, bons bares e restaurantes e, sobretudo, o lado bem humorado carioca. Impossível também resistir o uma foto como essa aí.

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