• Terça-feira, 30 Novembro 2010 / 18:07

Dilma não pode correr riscos

    Será que Dilma Rousseff topa correr o risco de ter um ministro de Estado algemado?

  • Terça-feira, 30 Novembro 2010 / 18:02

Cabral tem força oculta

   Por que cargas d’água o governador Sergio Cabral terá força para fazer um ministro?
O PMDB apoia Sergio Cortes?
Se Cabral fizer um ministro, Roseana Sarney terá o direito de fazer dois.
Afinal, o Maranhão deu a Dilma a mesma diferença de votos que a Presidenta teve no Rio de Janeiro.
Com um detalhe: o  Maranhão só tem quatro milhões de eleitores, e o Rio tem 12 milhões.

  • Terça-feira, 30 Novembro 2010 / 18:00

Olha a Erenice aí geeeeente!!!

   Tudo o que foi publicado,  até agora, no noticiario sobre a escolha de Sergio Cortes para ministro da Saúde do Governo Dilma, tem uma única fonte: o governador Sergio Cabral, que quer devolver ao Governo Federal
aquilo que recebeu há quatro anos.
A fonte do Panorama Político,  de ‘O Globo’,  foi Cabral.
A fonte de Ancelmo Góes,  de ‘O Globo’,  foi o governador do Rio.
E a fonte de ‘O Globo’  foi o governador Cabral.
O curioso é, que até agora, nem Dilma Rousseff, nem Sergio Cortes falaram sobre o assunto.

  • Terça-feira, 30 Novembro 2010 / 9:44

Vamos aguardar

    A principal nota de hoje nas colunas de Ilimar Franco e Ancelmo Góes, no ‘Globo’, é o convite que Dilma Rousseff fez ao secretário Sergio Côrtes para que ele seja o ministro da Saúde de seu governo.
Quem viver verá…

  • Segunda-feira, 29 Novembro 2010 / 17:24

Procura-se

     Tudo levar a crer que os proprietários da Drogaria Pacheco são moradores, refugiados, no Complexo do Alemão.
Só isso explica seu comportante diante de uma senhora de 87 anos, que sofre com problemas de pressão arterial.
Como toda pessoa dessa idade, ela está acostumada a fazer estoque, principalmente de remédios.
Há duas semanas ela esteve internada no CTI de um hospital do Rio, e todo o receiturário foi trocado.
Sobraram quatro caixas de remédios no valor de pouco mais de R$ 70,00.
Ela pediu a um mensageiro que fosse a mesma loja da Drogaria Pacheco levando a nota fiscal,  pedindo  não a restituição do que foi pago, em dinheiro, mas sim a troca por outro medicamento.
Mas eles não trocam, pois a nota fiscal data de 30 de setembro, e eles só fazem trocas se a nota tiver no máximo sete dias.
A caixa dos medicamento estão intactas, inclusive com o selo do vendedor, e os  remédios vencem somente em 2012.
Se as forças de segurança do Rio trabalharem com rigor, certamente eles encontrarão o pessoal da Pacheco em um dos barracos do Alemão.

  • Domingo, 28 Novembro 2010 / 10:28

Votos tucanos

                                         Marcos Coimbra*

  Quando terminou o segundo turno da eleição presidencial, muita gente comemorou os resultados alcançados por Serra. Seus simpatizantes mais ardorosos, na opinião pública e na imprensa,
chegaram a dizer que a derrota era quase uma vitória. Estavam tristes, mas se confortavam achando que ele e o PSDB saíam maiores da eleição.
O fundamento dessa avaliação é a comparação entre seu desempenho e o de Alckmin em 2006.
Como, na eleição anterior, o candidato tucano alcançou 37 milhões de votos e nesta 43, o diagnóstico seria simples: Serra foi melhor que Alckmin.
Inversamente, o PT teria ido pior, pois Lula teve 58 milhões de votos em 2006 e Dilma “apenas” 55 milhões. Enquanto o PSDB ficou maior, o PT encolheu.
Não deixa de ser engraçado esse modo de avaliar o resultado da eleição. Parece até um jogo inventado pelo Chapeleiro Maluco: quem ganha sai diminuído, quem perde fica contente e se orgulha da “vitória moral”. Enquanto isso, na vida real, o PSDB amarga sua terceira derrota
consecutiva e o PT se prepara para permanecer no poder por 12 anos ininterruptos.
A sensação de que Serra saiu vitorioso da eleição não tem, porém, fundamento. Ao contrário de vários pontos de vista seus números não foram nada bons em comparação com os de Alckmin.
A começar pelo resultado do primeiro turno. Por mais que a campanha tucana tenha ficado feliz com a passagem inesperada para o segundo turno, o fato é que Serra recebeu, em 3 de outubro, quase 7 milhões de votos a menos que Alckmin havia obtido há quatro anos. Se lembrarmos que
tínhamos, então, 125 milhões de eleitores e agora 135, a perda é ainda mais expressiva.
É verdade que houve frustração na campanha Dilma quando ela não venceu no primeiro turno. Mas o certo é que ela teve 47,6 milhões de votos, mais, em números absolutos, que Lula em 2006.
Para uma candidata que começava ali sua experiência eleitoral, um resultado extremamente positivo.
Foi Marina, no entanto, a maior vitoriosa. Quanto a Serra, por mais que festejasse a nova chance que recebia em função do desempenho da candidata do PV, o primeiro turno foi uma decepção face ao que Alckmin tinha conseguido.
A vantagem do governador eleito sobre o ex-candidato é especialmente visível em São Paulo.
Em condições parecidas, isto é, ambos tendo deixado o governo do estado para disputar a Presidência, Alckmin teve, lá, quase 12 milhões de votos no primeiro turno, enquanto Serra, este ano, ficou com 9,5 milhões, ou seja, com 2,5 milhões a menos (sempre lembrando que o eleitorado aumentou 8% entre as duas eleições).
Mesmo no segundo turno, as comparações entre Serra e Alckmin não são sempre favoráveis ao candidato de 2010. No conjunto de estados que formam o “núcleo duro” oposicionista — São Paulo, os três da região Sul, os dois Mato Grosso — Alckmin (apesar de ter minguado entre os dois turnos) foi mais votado que Serra, se levarmos em conta o aumento do eleitorado de 2006 para cá: na soma dos seis, Alckmin teve 21 milhões de votos, proporcionalmente mais que Serra, que teve 22,1.
O que se percebe a partir desses números é que, diferentemente do que pensam alguns, Serra só foi melhor que Alckmin no cômputo final pelos votos que recebeu em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e no Norte/Nordeste. Em Minas, por exemplo, Serra teve, no segundo turno, quase 600 mil votos a mais que Alckmin.
Mas o mais preocupante no desempenho das oposições este ano, quando se leva em conta a eleição anterior, é que Alckmin era tido como mais fraco que Serra e que ninguém duvida que Lula é mais forte que Dilma, em termos eleitorais. Ou seja: quando o candidato mais fraco enfrentou o mais forte, o desempenho do PSDB foi melhor, em muitos aspectos, que na hora em que o aparentemente forte enfrentou a marinheira de primeira viagem.
Agora, no momento em que as oposições precisam repensar seu rumo e discutir como serão no futuro, o pior que lhes pode acontecer é não entender a eleição que fizeram. Se acharem que “as coisas não foram tão mal”, que “saíram bem da eleição”, vão ficar com a impressão de que não precisam fazer mudanças profundas nas suas lideranças e no discurso. É o melhor caminho para que permaneçam presas aos erros que cometeram.
*Marcos Coimbra é sociólogo, preside o Instituto Vox Populi e escreve para o ‘Correio Brasiliense.

  • Domingo, 28 Novembro 2010 / 10:11

Dilma deve se livrar do Tapioca

    Uma das boas notícias do futuro ministério Dilma, é a possibilidade da deputada Manuela D’Avila, do PCdoB, vir a substituir Orlando Silva no ministério do Esporte.
Que Dilma queira ficar com alguns ministros de Lula é compreensível, mas é difícil justificar a permanência de um ministro que, flagrado na compra de uma tapioca com cartão corporativo, fez  despesas indevidas de quase R$ 30 mil, que foram devolvidas aos cofres públicos, como finais de semana no Rio, hospedagem para a babá da filha, além de refeições em outros estados, embora a agenda anunciasse sua presença em Brasília.
O fato de Silva ter devolvido o dinheiro, é prova suficiente de que ele foi gasto irregularmente.
Se é para aproveitar o ministro Orlando Silva em algum cargo, que se encontre a direção de um arquivo morto onde quer que seja.

  • Domingo, 28 Novembro 2010 / 9:26

28/11/2010

 ”… a desgraça do Rio é mais um aviso: se marketing e cenografia produzissem segurança pública, Los Angeles não precisaria de polícia”.

Do jornalista Elio Gaspari.

  • Domingo, 28 Novembro 2010 / 9:17

Não haverá vencedores

   
                                             Marcelo Freixo*

    Dezenas de jovens pobres, negros, armados de fuzis, marcham em fuga, pelo meio do mato. Não  se trata de uma marcha revolucionária, como a cena poderia sugerir em outro tempo e lugar.
Eles estão com armas nas mãos e as cabeças vazias. Não defendem ideologia. Não disputam o Estado. Não há sequer expectativa de vida.
Só conhecem a barbárie. A maioria não concluiu o ensino fundamental e sabe que vai morrer ou ser presa.
As imagens aéreas na TV, em tempo real, são terríveis: exibem pessoas que tanto podem matar como se tornar cadáveres a qualquer hora. A cena ocorre após a chegada das forças policiais do Estado à Vila Cruzeiro e ao Complexo do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro.
O ideal seria uma rendição, mas isso é difícil de acontecer. O risco de um banho de sangue, sim, é real, porque prevalece na segurança pública a lógica da guerra. O Estado cumpre, assim, o seu papel tradicional. Mas, ao final, não costuma haver vencedores.
Esse modelo de enfrentamento não parece eficaz. Prova disso é que, não faz tanto tempo assim, nesta mesma gestão do governo estadual, em 2007, no próprio Complexo do Alemão, a polícia entrou e matou 19. E eis que, agora, a polícia vê a necessidade de entrar na mesma favela de novo.
Tem sido assim no Brasil há tempos. Essa lógica da guerra prevalece no Brasil desde Canudos.
E nunca proporcionou segurança de fato. Novas crises virão. E novas mortes. Até quando? Não vai ser um Dia D como esse agora anunciado que vai garantir a paz. Essa analogia à data histórica da 2ª Guerra Mundial não passa de fraude midiática.
Essa crise se explica, em parte, por uma concepção do papel da polícia que envolve o confronto armado com os bandos do varejo das drogas. Isso nunca vai acabar com o tráfico.
Este existe em todo lugar, no mundo inteiro. E quem leva drogas e armas às favelas?
É preciso patrulhar a baía de Guanabara, portos, fronteiras, aeroportos clandestinos. O lucrativo negócio das armas e drogas é máfia internacional. Ingenuidade acreditar que confrontos armados nas favelas podem acabar com o crime organizado. Ter a polícia que mais mata e que mais morre no mundo não resolve.
Falta vontade política para valorizar e preparar os policiais para enfrentar o crime onde o crime se organiza -onde há poder e dinheiro. E, na origem da crise, há ainda a desigualdade.
É a miséria que se apresenta como pano de fundo no zoom das câmeras de TV. Mas são os homens armados em fuga e o aparato bélico do Estado os protagonistas do impressionante espetáculo, em narrativa estruturada pelo viés maniqueísta da eterna “guerra” entre o bem e o mal.
Como o “inimigo” mora na favela, são seus moradores que sofrem os efeitos colaterais da “guerra”, enquanto a crise parece não afetar tanto assim a vida na zona sul, onde a ação da polícia se traduziu no aumento do policiamento preventivo. A violência é desigual.
É preciso construir mais do que só a solução tópica de uma crise episódica. Nem nas UPPs se providenciou ainda algo além da ação policial. Falta saúde, creche, escola, assistência social, lazer.
O poder público não recolhe o lixo nas áreas em que a polícia é instrumento de apartheid. Pode parecer repetitivo, mas é isso: uma solução para a segurança pública terá de passar pela garantia dos direitos básicos dos cidadãos da favela.
Da população das favelas, 99% são pessoas honestas que saem todo dia para trabalhar na fábrica, na rua, na nossa casa, para produzir trabalho, arte e vida. E essa gente -com as suas comunidades tornadas em praças de “guerra”- não consegue exercer sequer o direito de dormir em paz.
Quem dera houvesse, como nas favelas, só 1% de criminosos nos Parlamentos e no Judiciário…
*Marcelo Freixo é deputado estadual do PSOL no Rio, e escreveu para a ‘Folha’.

  • Domingo, 28 Novembro 2010 / 9:06

A treinadora de Dilma

  Monica Bergamo, da ‘Folha’, dedica toda a sua coluna de hoje a Olga Curado, uma jornalista que passou a treinar pessoas publicas a enfrentar situações criticas. Entre seus clientes estão o Presidente e a futura Presidenta da República:
“A jornalista Olga Curado dá uma chave de braço em Lula e tenta enforcá-lo. É outubro de 2006: ele tenta se reeleger. Enfrenta Geraldo Alckmin (PSDB-SP) e teme os debates do segundo turno da campanha eleitoral.
Contratada para “tirar a trava” do presidente, Olga usa o aikido, uma arte marcial, para ilustrar os conceitos que quer transmitir ao candidato. No caso: “Não vai ao debate? Não adianta: o debate vai vir atrás “d’ocê”. Não dá pra fugir”, diz ela, com forte sotaque de Goiás, onde nasceu.
Já naquele tempo, Olga era velha conhecida do PT. Tinha usado seu método, que mistura princípios do aikido, da Gestalt, do budismo, de meditação e do jornalismo, para treinar Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula, em depoimentos sobre o assassinato do ex-prefeito Celso Daniel, de Santo André. Orientou Luiz Gushiken quando depôs na CPI do mensalão. Fez “media training” com o então ministro Márcio Thomaz Bastos, da Justiça, quando ele falou da quebra do sigilo do caseiro Francenildo no Congresso.
“Ela fez perguntas duríssimas. Gravou minhas respostas e me mostrou. Uma lástima! Eu repetia as coisas, não terminava o raciocínio, emendava uma frase com outra”, diz Bastos. Olga deu a ele “dicas de postura”: colocar as mãos sobre a mesa para mostrar firmeza; não desviar do olhar do interlocutor. “Quem passa pela Olga enfrenta qualquer coisa.”
Dilma Rousseff foi apresentada a Olga, que a orientou na crise dos cartões corporativos, quando a Casa Civil, que comandava, foi acusada de fazer dossiê sobre os gastos da ex-primeira-dama Ruth Cardoso. Aprovou o método. Neste ano, a jornalista foi convocada para trabalhar na campanha eleitoral. Ajoelhada no tatame de seu escritório, na Vila Mariana, Olga conta que vai lançar um livro, em março, para contar suas experiências. Diz que já derrubou muitos clientes com o aikido.
Mas poupou Lula e Dilma, pois é preciso “respeitar os limites de cada um”. Com eles, usou movimentos mais delicados para transmitir conceitos.
“No caso do Lula, eu precisava mostrar que aquilo [debate com Alckmin] não era um bicho de sete cabeças e que ele não ia se dar mal.”
Olga tenta então dar um soco na barriga da colunista. Quase acerta. “Se você tentar se proteger com as mãos, está perdida”, ensina. “Mas, se simplesmente desviar [o corpo], o outro não te acerta.” E segue, como se falasse com Lula: “O Alckmin chega para te atacar. De que adianta resistir? Deixa ele chegar perto, onde você tem o controle da situação. E, então, desvia.” A essência do aikido é jamais atacar, mas sim responder às agressões desarmando os
golpes. “Eu me preservo. E sobrevivo”, diz Olga.
“O aikido é a estratégia. A Gestalt te dá o aqui, agora: “Estou alerta, eu durmo de olhos abertos”. E o budismo te mostra que não existe nada importante em si -nós é que damos importância às coisas.” Um debate com Alckmin, portanto, não era “tão importante assim”.
Os mesmos ensinamentos serviram para Dilma. Olga participou de todos os treinamentos da petista para os debates com José Serra (PSDB-SP). Mas, ao contrário de Lula, Dilma era até tranquila. “Ela foi presa e torturada. Na hora da dificuldade, busca nela mesma um espaço de tranquilidade.” O problema principal era outro.
A candidata não conseguia se expressar com clareza. “A imagem de arrogância surge também quando você fala difícil e as pessoas não compreendem”, diz Olga. Dilma respondia a qualquer pergunta com frases longas. “Ela tem que explicar, historiar, fundamentar, construir todas as
premissas para apresentar uma solução. Só que o público, a imprensa, não têm tempo de ouvir.
Ela teve que inverter a pirâmide.” Juntas, as duas liam e reliam textos em voz alta, faziam exercícios respiratórios, simulavam entrevistas.
Olga segura o pulso da colunista e pede que tente se desvencilhar. É impossível. Pede então que, ainda “presa”, passe as mãos na cabeça. Sim, é possível. Este é outro ensinamento passado a Dilma: “O ponto de atrito é o menor ponto de contato. Você simplesmente esquece o ponto em que estão te enchendo o saco e vai fazer o que te interessa. Tenho como me
movimentar. Por que vou ficar na agenda do outro?”
Ela foi repórter de alguns dos principais jornais do país e também na TV Globo. Cobriu os governos militares (foi Olga quem arrancou do presidente João Figueiredo a declaração de que preferia o cheiro do cavalo ao do povo). Há dez anos, passou a assessorar empresas que atravessavam crises de imagem. Nesta época, começou a fazer aikido. Fascinada pelos conceitos da arte marcial, passou a aplicá-los no aconselhamento de clientes. Acabou criando um método.
Olga já foi solicitada para orientar executivos da TAM na época do acidente de 2007. Treinou executivos da Basf e da SulAmérica Seguros. Já foi procurada até por Gugu Liberato. O apresentador perdeu o eixo quando seu programa levou ao ar, no SBT, uma entrevista falsa do PCC, em 2003. “Mesmo uma pessoa experiente, sob ataque numa situação adversa, às vezes não sabe o que fazer”, diz Olga. Empurrando Gugu com força, ela mostrou a ele que era melhor dar uma cambalhota e se levantar logo para seguir em frente. “Ao invés de resistir, de negar e de fugir, ele deveria assumir sua responsabilidade de uma vez. Cair, sabendo como cair. E como?
Protegendo a cabeça. Olhando para o umbigo, que é de onde eu vim, para não me machucar.”
No ano passado, Olga foi contratada por uma das empresas envolvidas na confecção das provas do Enem, que vazaram, para treinar o executivo que seria o porta-voz da empresa. Jovem, faixa preta de jiu-jitsu, ele chegou ao escritório dela cheio de confiança. A jornalista o surpreendeu com um golpe que o jogou na parede. “A Olga mostrou de cara que ele seria massacrado se continuasse com aquela postura”, diz Ricardo Kauffman, sócio dela.
Olga resume o método em três palavras: base, “onde você põe o pé, as coisas que te conectam”, eixo e “foco”. Mostra um boneco de João Bobo, com cara de palhaço, e outro, do Super-Homem. O João tem uma base larga. Olga o estapeia. Ele balança, mas não cai. “Ele tem base, flexibilidade e eixo.” Já o herói, com ombros largos e pés pequenos, não para em pé.
“Ele é tão grande e cheio de si que perde o contato com a realidade.” Muitos de seus clientes, diz ela, adoram ser Super-Homem. “Eu digo: “Cê” se prepara. Porque “cê” vai cair, meu bem!”.

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