• Domingo, 31 Outubro 2010 / 10:16

O fuso horário do Acre

    Certa vez um político acreano convidou uma beldade de Brasília para conhecer Rio Branco.
A menina não tinha o menor interesse em ir ao Acre.
Na verdade, ela não sabia nem ao menos onde ficava o Acre.
Até que o político sentenciou:
- Lá tem o mesmo fuso horário de Nova York.
Sonhando com o Times Square, ela embarcou para Rio Branco no dia seguinte.
                     * * *
Isso tudo é para dizer que os acreanos, hoje, além de votarem para Presidente, participarão também de um plebiscito sobre o fuso horário do Estado.
Antes, ele era de duas horas a menos que Brasília.
Um decreto do Senado, proposto por Tião Viana, hoje governador eleito, reduziu o horário em apenas uma hora.
Os acreanos vão decidir nas urnas qual o fuso que preferem.

  • Sábado, 30 Outubro 2010 / 23:53

Hoje é o dia !!!!

    José Serra fez um drama quando foi atingido por uma bolinha de papel, durante uma caminhada na zona oeste do Rio.
Em 2002, ele teve pior sorte quando caminhava em seu próprio Estado, na cidade de Sorocaba.
O fotógrafo Luciano Quirino foi o único que conseguiu fotografar o ovo contra Serra, e publicou no ‘Diário de Sorocaba’. A chamada grande imprensa, já naquela época, decidiu não publicar a foto contra o  seu candidato.

  • Sábado, 30 Outubro 2010 / 13:41

Pagode da bolinha

  • Sábado, 30 Outubro 2010 / 5:20

Nem branco, nem nulo

Doutor Ulysses Guimarães faz corpo-a-corpo na Avenida Rio Branco. Rio de Janeiro, 17 de abril de 1984, véspera do grande comício da Candelária, aonde mais de um milhão de pessoas pediram a volta da eleição direta para presidente da República.

Como foi – Poucos dias antes da eleição de 1989, um sujeito descontente com o clima de liberdade reclamou com Ulysses da qualidade dos 22 candidatos ao Palácio do Planalto. Resmungou, resmungou e disse que ia votar em branco ou nulo. O “velho” não mediu as palavras: “Meu caro, você não viu a incessante luta que os políticos e a sociedade travaram no Congresso e nas ruas para reconquistarmos a democracia, o direito de votar? E agora vem com essa história de jogar fora sua única forma de escolher o que deseja?! Pois saiba que essa é uma maneira eficaz de eleger aquele candidato que você não quer!”

  • Sexta-feira, 29 Outubro 2010 / 8:07

A roubalheira tucana

  • Sexta-feira, 29 Outubro 2010 / 4:24

O general e o senador

 O encontro do “mago” Golbery do Couto, gaúcho, e Silva com o senador Luiz Viana Filho, baiano, e o deputado Flávio Marcílio, cearense, no gabinete presidencial. 1979

Como foi – No front da notícia a gente vê cada uma…
O general do Golbery era o Chefe do Gabinete Civil do presidente João Figueiredo, função que exercera também no governo Geisel. Poderoso. Era o grande articulador e condutor da redemocratização do país, em quem recaíam todas as conversas e reuniões que tivessem a reabertura política como objeto. Luiz Viana Filho e Flávio Marcílio, da Arena – partido de sustentação do regime militar no Congresso –, presidiam o Senado Federal e a Câmara dos Deputados.
Naquela época, os jornalistas que fazíamos a cobertura do Planalto podíamos entrar no gabinete presidencial minutos antes das audiências. Isto nos permitia observar o contato que os homens do Palácio tinham com os líderes partidários. Contado como esse aí, em que o senador Luiz Viana cuida zelosamente da silhueta do poderoso general.

  • Quinta-feira, 28 Outubro 2010 / 17:17

O golpismo valerá a pena?

                                                      Brizola Neto*

      São cada vez mais fortes os indícios que que a Folha de S.Paulo prepara  para sexta-feira uma edição destinada a disparar a “última bala” contra a candidatura Dilma Rousseff.
A insistência em obter os autos do processo contra ela, dos tempos de ditadura, no Supremo Tribunal Federal e, depois, no STF, visa, essencialmente, dar cobertura a uma matéria que já está escrita.
Até porque grande parte deste processo está copiada nos arquivos da Universidade de Campinas e são de acesso público. Fazem parte da coleção “Brasil, nunca mais”, do Arquivo Edgard Leuenroth, daquela Universidade.
Neles, segundo o próprio diretor do Arquivo, Alvaro Bianchi, “, não há nada nesses processos que vincule diretamente Dilma Rousseff a ações armadas, como sequestros, expropriações ou atentados contra alvos civis e militares, nem mesmo a greves ou manifestações estudantis. Ao contrário. Mesmo seus inquisidores não conseguiram estabelecer esse vínculo, não restando –senão- acusá-la vagamente de ‘subversão’ ”.
O professor Bianchi é insuspeito, pois é a favor da liberação indiscriminada dos arquivos do STM. Mas também é contra sua manipulação:
- Suprimir a memória para não perder votos não é boa coisa. Falsificá-la para ganhá-los também não, escreveu ele, num artigo publicado na Carta Capital, onde descreve o conteúdo da documentação relativa a Dilma.
O professor pode ter suas razões. Nem mesmo concordo com elas, pois a revelação daquilo que foi dito – ou que se alegou terem dito – em sessões de torturas abomináveis viola de tal forma o direito das pessoas que só elas, individualmente, podem julgar se querem tornar público, como protesto, ou se aquilo fere a si ou a terceiros,
Afinal, se esta mesma imprensa acha abominável a quebra de sigilo fiscal, revelando aquilo que pessoas disseram à Receita Federal, como pode achar normal ter o direito de revelar detalhes do que foi obtido usando de violências bárbaras? Ou o crime cometido da delegacia fiscal de Mauá é mais grave do que aquele que se cometeu nas câmaras de tortura do regime ditatorial?
A discussão, porém, não se dá nem neste plano das ideias. Não há um pingo de “direito à informação” ou liberdade jornalística neste episódio.
O material – tentando envolvê-la em casos de sangue, não posso afirmar se direta ou indiretamente-  está pronto para ser publicado de forma a não ser respondido. Sexta-feira, calam-se os horários eleitorais. No final de semana das eleições, não há possibilidade razoável de contestação. Impera o silêncio, e falarão sozinhos o Jornal Nacional, a Veja, O Globo…
Não será a ética ou o amor pela verdade que os impelirá, nem também o que lhes impedirá.
A única dúvida que lhes resta é se isso adiantará para derrotar Dilma e eleger Serra.
*Brizola Neto é deputado federal pelo PDT e escreveu esse artigo no seu Tijolaço.

  • Quinta-feira, 28 Outubro 2010 / 7:23

28/10/2010

“Eu não sei se já houve na História do Brasil um presidente que pudesse terminar o mandato do jeito que estou terminando o meu. Mas, certamente, fico muito feliz quando a imprensa publica pesquisa. Eu nunca comentei pesquisa, mas, faltando dois meses para terminar oito anos de mandato, a pesquisa me dá 84% de bom e ótimo, e apenas 3% de ruim e péssimo. Esses 3% devem ser do comitê de alguém…”

Do Presidente Lula.

  • Quinta-feira, 28 Outubro 2010 / 7:18

As ‘verdinhas’ do Brasil

Em um dos subsolos da matriz do Banco Central, o presidente Francisco Gros – falecido em maio desse ano – posa com a montanha de notas de cruzeiros, a moeda brasileira da época. Era dinheiro vivo, as reservas da União guardadas em cofres de segurança máxima. 1991

Como foi – Houve um tempo em que a Veja ilustrava com qualidade a entrevista das chamadas Páginas Amarelas. Fui editor e fotógrafo da revista por quase duas décadas e durante esse tempo, colaborei bastante para fixar o conceito de que aquela imagem deveria oferecer uma visão aproximada do que entrevistado estava a dizer. E Gros dizia que a economia do país era estável. Foi com essa compreensão, com intuito de vestir suas palavras com uma imagem, que cheguei ao Banco Central para retratá-lo. Depois de certificar-se que a foto não iria por em risco a segurança do banco, ele achou que faria bem aos brasileiros ver uma montanha de dinheiro. Deve ser a foto que mais reúne dinheiro em todo o mundo.

  • Quinta-feira, 28 Outubro 2010 / 7:12

PMDB do Rio abandona Dilma

    O Rio amanheceu coalhado de propaganda de José Serra.
Dinheiro assim só se viu na campanha de Sergio Cabral.
Quem paga a campanha de Serra no Rio?
                     * * *
Dilma contou, até agora, com seis gatos pingados.
Cartazes e bandeiras da petista praticamente não existem.
O PMDB, o partido no poder,  nada fez  pela candidata.
A dúvida é saber quem decidiu fechar o cofre: se o governador do Estado ou o candidato derrotado ao Senado.
Ou, quem sabe, os dois.

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