• Quinta-feira, 30 Setembro 2010 / 20:25

O Rio e seus arrastões

    O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, disse que causam estranheza os arrastões que vêm ocorrendo na cidade, como o de ontem no Jardim Botânico.
- Vemos com uma certa estranheza porque, em alguns locais, não havia histórico disso.
                     * * * 
É possível que até domingo ele responsabilize algum Fernando pelos arrastões.
Não se sabe ainda se é melhor culpar o Gabeira ou o Peregrino.
                     * * *
Contra os arrastões, não há UPP que resolva.
Segundo o censo de 2000 – lá se vão 10 anos – o Rio tinha 513 favelas. Hoje esse número está próximo de 1 mil.
A UPP ocupou, até agora, apenas nove comunidades.
Se ficarmos com o número do ano 2000, faltam pacificar ainda 504 comunidades. Isso só na capital.
Sem falar nas comunidades do asfalto.
Já já, o Jardim Botânico, bairro que abriga a sede da Rede Globo, vai solicitar uma UPP em seu quintal.

  • Quinta-feira, 30 Setembro 2010 / 18:11

O título e o Supremo

        O Supremo decidiu, finalmente, derrubar a obrigatoriedade do eleitor de levar dois documentos para a votação no domingo: o título eleitoral e mais outro documento, oficial, com foto.
O ministro Gilmar Mendes, que havia pedido vistas do processo, abriu seu pronunciamento queixando-se de interferências de posições eleitoreiras no posicionamento do tribunal.
Mas posições eleitoreiras de quem?
Pelo que sabe, quem telefonou para Gilmar durante o julgamento, e sugeriu a ele que pedisse vistas do processo, foi o candidato José Serra.
Seriam essas as posições eleitoreiras? Certamente não. 
Mas não se pode acusar o PT de ter arguido, na Justiça,  a necessidade de apresentação de dois documentos.
Que outro caminho o ministro sugeriria ao PT?
                    * * *
Ele argumentou ainda que “uma liminar, a três dias da eleição”, seria um fator de “desestabilização do processo eleitoral”.
De jeito nenhum.
Aliás, o único fator de desestabilização do processo, foi patrocinado pelo próprio ministro Gilmar Mendes que,  ao pedir vistas do processo, levou o eleitorado a incerteza.
                     * * *
Um outro que vem se revelando no STF é o presidente Cezar Peluso.
Para ele, o Supremo acabou por decretar  “o fim do título eleitoral”.
Pura bobagem.
É sabido que o que vale é a listagem do mesário nas seções eleitorais. E é bom que seja assim.
O título hoje tem o mesmo valor que uma passagem aérea.
Ninguém mais precisa ter o bilhete físico para viajar.
Você vai ao balcão da companhia e apresenta o seu documento com foto. Se o nome estiver na listagem, você embarca. Caso contrário fica no aeroporto. 
                     * * *
Não existe nada mais ordinário e falsificável do que o título de eleitor.
Mas não precisam sofisticá-lo. Basta apenas que a  relação de eleitores de uma seção eleitoral esteja correta. Assim como a relação de passageiros.
                     * * *
Como Peluso raciocina como um  juiz da primeira metade do século passado, ele implica com besteiras do tipo.
É pena que, na época em que presidiu o TSE,  ele não tenha feito nada para refomar o título de eleitor. Por que o título não tem foto?  Espaço é o que não falta.
Aliás, é curioso como um país que consegue fabricar uma máquina de votação eletrônica -  senão invejada, pelo menos admirada em todo o mundo –  seja incapaz de criar um título eleitoral com um mínimo de credibilidade.

  • Quinta-feira, 30 Setembro 2010 / 11:30

Serra é ruim de mira

  

     Serra dará hoje o seu ultimo tiro.
Ele tem apenas uma bala, e a gastará no debate da Rede Globo.
                   * * *
O tucano tem demonstrado que é ruim de mira.
Ele chega ao final da campanha, exatamente como a começou: feito um barata tonta.
Atira para tudo quanto é lado, mas não consegue dar nenhum  tiro certeiro.
                   * * *
Não é impossivel, mas é muito pouco provável que ele hoje  acerte o alvo.

  • Quinta-feira, 30 Setembro 2010 / 10:45

Chacrinha na campanha do aborto

     Dizem que Marina Silva é contra o aborto, e Dilma Rousseff é a favor.
Pois muito bem.
Marina defende um plesbiscito para o país dizer se quer ou não o aborto.
Dilma é contra o plesbiscito.
                       * * *
Afinal, quem é a favor do aborto?
A que defende o plesbiscito, ou a que não quer nem discutir o assunto?
                       * * *
Nesse final da campanha entra em ação a turma do Chacrinha – aquele que veio para confundir.

  • Quinta-feira, 30 Setembro 2010 / 10:20

‘O Globo’ imita Serra, o barata tonta

     A manchete de hoje de ‘O Globo’ é a cara do candidato José Serra.
Assim como o tucano, ‘O Globo’ está que nem barata tonta.
                      * * *
Querer jogar Dilma Rousseff contra os evangélicos parece piada.
Basta ver o encontro que a petista teve ontem com líderes de diversas Igrejas, e mais a nota que o bispo Edir Macedo escreveu  em seu blog em favor da candidata, chamando de mentirosos àqueles que afirmam que Dilma – em algum momento da campanha – foi a favor do aborto.
                       * * *
Ao que tudo indica, terminou a munição de  ‘O Globo’.
Segundo a contagem Veríssimo, faltam hoje apenas três manchetes do jornal para a vitória de Dilma.

  • Quinta-feira, 30 Setembro 2010 / 9:56

FHC, o contorcionista

   Fernando Henrique Cardoso já foi mágico, malabarista e agora é adepto do contorcionismo.
Ele disse a repórter Marcelle Ribeiro, de  ‘O Globo’, que a  ”vitória no primeiro turno prejudica Dilma” Rousseff.
- Em condições normais, a vitória no primeiro turno dá muita força política ao novo presidente e torna seu apoio político no Congresso mais fácil. No caso de Dilma, é um pouco diferente, pois os votos não são dela, mas do Lula. Não sei se a vitória compensará o desgaste ocorrido com os últimos escândalos, especialmente o da (ex-ministra da Casa Civil) Erenice.
“Fernando Henrique negou ter admitido a vitória de Dilma em entrevista ao jornal “Financial Times”.
- Ali foi uma pergunta que foi feita sobre o que seria (um eventual governo de Dilma). Uma hipótese. Como não saiu a pergunta, sai só a resposta, pode dar essa impressão. Eleição, eu digo sempre, se decide no dia”.
                     * * *
Então por que ele se sentou na cadeira de prefeito de São Paulo dias antes da eleição?

  • Quinta-feira, 30 Setembro 2010 / 9:40

‘O Globo’ esconde Verissimo

  Um dos orgulhos de ‘O Globo’ é abrigar, em suas páginas, a coluna do Verissimo.
Disso não se tem a menor dúvida.
          * * *
Mas é estranho ‘O Globo’ não querer exibi-lo.
Ao contrário: ele prefere escondê-lo.
Só isso explica o fato de Veríssimo nunca aparecer nas chamadas de primeira página, ao contrário dos demais colunistas que escrevem no mesmo espaço do jornal.

  • Quinta-feira, 30 Setembro 2010 / 9:17

Exageros demais

                                                                             Veríssimo

     Gosto muito da frase do Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, quando lhe contaram que andavam dizendo que ele era homossexual: O pessoal exagera um pouco…
O pessoal aí entendido como não apenas os contemporâneos e conterrâneos do grande Stanislaw como a humanidade em geral tem mesmo uma tendência a exagerar. O exagero simplifica e aguça, tem mais graça, chama mais atenção enfim, é compreensível.
E deve ser tratado com a mesma tolerância com que o Stanislaw tratou os boatos do pessoal a respeito da sua sexualidade.
Tomemos como exemplos os exageros que dominam este fim de campanha, todos sobre o papel da imprensa nas eleições. De um lado o dos que dizem que a parcialidade da grande imprensa brasileira chegou a uma espécie de paroxismo com a perspectiva de uma vitória da Dilma com maioria no Congresso, e que há uma conspiração em curso dos grupos que controlam a mídia no país para evitar que isto aconteça. Do outro o dos que veem na vitória da Dilma com maioria uma ameaça à liberdade de pensamento e expressão no Brasil, ainda mais depois do que andou dizendo o Lula comparado ao Mussolini como líder de uma ameaça populista à nossa democracia sobre uma grande imprensa oposicionista.
Dois exageros perfeitamente compreensíveis, como se vê. O pessoal só exagerou um pouco demais. É difícil imaginar as quatro ou cinco famílias supostamente donas do espaço publicitário no país reunidas para evitar a continuação de um governo que ampliou este espaço como nenhum outro. Já é difícil imaginar as tais famílias juntas por qualquer motivo. E alguém acredita que a Dilma, uma vez eleita, convocaria os barões da imprensa para, embaixo de um retrato do Duce de Garanhuns, ordenar-lhes publicar só o que o governo quer, sob pena de represálias? De um lado ou de outro, busca-se uma mobilização contra fantasmas inventados.
Ou um pouco exagerados.
Mas sejamos como o grande Stanislaw e perdoemos os que exageram. É época de eleições, grandes questões, para não falar em grandes somas, estão em jogo, a moderação e o senso comum perdem para as paixões e, afinal, o pessoal é assim mesmo. Aconteça o que acontecer, eu estou saindo de férias.
*Luis Fernando Veríssimo é jornalista e escritor.

  • Quinta-feira, 30 Setembro 2010 / 4:06

Golias e David

 
  Cena comum em praticamente todos os cantos do país nos últimos meses, por conta das eleições do dia 3 de outubro: o apelo dos candidatos a deputado estadual, para a Câmara Federal, a senador, governador e presidente da República.

Como foi – No mundo repleto de pequenos fatos, muitos lances interessantes acabam passando desapercebidos. Para essas ocasiões, porém, existe também o olhar atento de um fotógrafo ligado em tudo que há conteúdo noticioso. Essa foto aparentemente não traz nenhuma novidade aos olhos dos brasileiros. Mas ela contém algo bem interessante: a derrota dos famosos outdoors, anteriormente usados pelos concorrentes mais ricos e considerados reflexo do abuso do poder econômico nas eleições. A Lei 11.300, de maio de 2006, regulamenta o uso espacial para a propaganda e oferece a todos os postulantes as mesmas condições de divulgação. Assim, o vistoso e sofisticado painel para grandes anúncios de altos valores resta em branco. A seus pés, os pequenos cartazes são expostos e afixados em estacas e cavaletes bem mais modestos.

  • Quinta-feira, 30 Setembro 2010 / 0:51

A onda vermelha

Do blog de José Roberto de Toledo.

Na área vermelha é onde Dilma vence;  a área azul é pró-Serra e a cinzenta é onde existe o empate técnico.

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