• Terça-feira, 31 Agosto 2010 / 13:12

Eike, o bôbo da Côrte

     De Renata Lo Prete, no Painel:
“Ao descer do elevador na visita à favela Dona Marta, Lula foi abordado por um
funcionário da Cedae, companhia de saneamento do Rio, que distribuía água aos
presentes. Depois de beber, o presidente autografou o copo e o devolveu ao
funcionário, que abriu um sorriso e disparou, levando os presentes às gargalhadas:
-Vou vender para o Eike Batista e ganhar uma nota!”

  • Terça-feira, 31 Agosto 2010 / 13:08

Colocando os pingos nos iii

     De Ilimar Franco, no Panorama Político, de ‘O Globo’:
“Em palestra ontem no comitê da campanha de José Serra no Rio, Ronaldo Cezar Coelho (PSDB) disse que foi ele quem apresentou os genéricos ao tucano. Afirmou também que foi ele quem reuniu o pessoal da PUC para planejar o Plano Real. O Fernando Henrique estava lá com cara de paisagem, disse Ronaldo, que é candidato a suplente de senador de Cesar Maia (DEM). O tema era “O Brasil que nós queremos”.

  • Terça-feira, 31 Agosto 2010 / 13:06

frase de 31/8

“Os (outros) dois candidatos fazem chantagem emocional (…). Criam duas novelas.  Numa o Brasil é todo azul, na outra é cor de rosa. No Brasil real, a coisa é muito diferente”. 

De Marina Silva, do PV,  hoje à noite no programa eleitoral.

“Não só é injusto, como ele (Serra) está passando para mim uma característica do PSDB. Quem literalmente sentou na cadeira foi o ex-presidente FHC, que ele esconde
sistematicamente.  Não só não sento na cadeira, porque acho um desrespeito com o
eleitor, como também acho que dá azar. E não quero ser azarada como certos líderes políticos que governaram este país”.

De Dilma Rousseff comentando a acusação de José Serra de que já estava sentando
na cadeira de Presidente.

  • Terça-feira, 31 Agosto 2010 / 5:57

Gente Humilde

1985.  Cenário visto de um barranco à beira da Estrada de Ferro de Carajás, entre as cidadezinhas de Bom Jesus das Salvas e Alto Alegre do Pindaré, no Maranhão. Casebres feitos com tijolo cru, cobertos com telhas de barro, crianças empinando pipas, varais com roupas estendidas e triviais palmeiras que completam a atmosfera de simplicidade. Visual recorrente e singelo, mas que inspira poetas em versos e canções que muitos chamam de “fotografias” do interior brasileiro.

Como foi – Algumas vezes a gente tira fotografias e depois ouve o costumeiro comentário de que elas se parecem com um determinado quadro, uma pintura, uma gravura. Isto não me enche de regozijo nem me deixa a sensação de repetir uma cena já mostrada. É somente uma casualidade visual. Mas essa situação eu não podia deixa de registrar: um “quadro” que deslizava pela janela do vagão do trem do qual eu era passageiro indo do Sul do Pará à capital do Maranhão. Foi durante a cobertura de uma viagem do então Presidente Sarney para inaugurar um trecho da ferrovia que  possibilita o transporte de minério da Serra dos Carajás até o Porto de Itaqui, em São Luiz. Dessa vez eu estava diante de uma coincicência sonora.
A imagem era a cara de um sucesso musical. Não tive a menor dúvida em fazer um clic que remete à terna música “Gente Humilde”, com a bela melodia de Garoto e poética letra de Chico Buarque e Vinicius de Moraes. – “… quando eu passo no subúrbio, eu muito bem, vindo de trem de algum lugar … são casas simples com cadeiras na calçada. E na fachada escrito em cima que é um lar, pela varanda, flores tristes e baldias, como a alegria que não tem onde encostar…”.

  • Segunda-feira, 30 Agosto 2010 / 20:45

30/8/

“Cheguei a estar morto. Já não desejava viver…  Me perguntei várias vezes se essa gente (seus médicos) iria me deixar viver nessas condições ou iria deixar que eu morresse. Depois, sobrevivi, mas em condições físicas muito ruins. Quero lhe dizer que está na frente de uma espécie de ressuscitado”.

Do comandante Fidel Castro ao jornal mexicano ‘La Jornada’.

  • Segunda-feira, 30 Agosto 2010 / 20:25

Rejeição de Dilma é menor que a de Lula

   Da repórter Cristiane Agostine,do ‘Valor Economico’:
“A comparação entre os resultados de pesquisas do Ibope das eleições de 2010, 2006
e 2002, divulgadas no fim de agosto, mostra um cenário semelhante. A diferença de
24 pontos percentuais entre Dilma Rousseff (PT) e seu principal adversário na
disputa pela Presidência, José Serra (PSDB), revelada no fim de semana, é parecida
com a de quatro anos atrás (27 pontos), quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disputou com Geraldo Alckmin (PSDB) e maior em relação a de 2002 (18 pontos
percentuais), quando Lula e Serra eram os candidatos. A rejeição, no entanto,
apresenta diferenças e sinaliza uma vantagem à candidata Dilma Rousseff (PT). Dos
entrevistados, 18% disseram que não votariam na petista de forma nenhuma e 27% não escolheriam o tucano nas urnas. Há quatro anos, a rejeição de Lula era de 24% e há oito anos era ainda maior, de 30%.
As pesquisas comparadas foram realizadas após o início da propaganda eleitoral
gratuita. Os levantamentos do mesmo período, das três eleições mais recentes,
indicam que aumentou a rejeição de Serra em relação a 2002. Naquela eleição, 22%
dos entrevistados não votariam no tucano em nenhuma hipótese. Geraldo Alckmin
manteve o percentual em 2006, com 21% de rejeição. Agora a rejeição de Serra
aumentou cinco pontos percentuais em relação à primeira vez em que ele se
candidatou à Presidência.
Em 2006, na pesquisa de 27 de agosto, a avaliação do governo do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva era de 44% de ótimo ou bom e 17% de ruim ou péssimo. Na
pesquisa de 27 de agosto deste ano a avaliação positiva foi para 78% e a negativa,
para 4%.
A margem de erro da pesquisa divulgada pelo Ibope no fim de semana é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. Dilma tem 51% dos votos e Serra, 27%. A petista poderia vencer no primeiro turno, com 59% dos votos válidos. Marina Silva, do PV, tem 7% das intenções de voto e os outros candidatos, 1%.
A vantagem de Dilma parece ter se refletido também nas eleições estaduais e indica
vantagem aos candidatos apoiados pelo governo federal, tanto na disputa pelos
governos dos Estados quanto para o Senado. As pesquisas do Ibope e do instituto
Datafolha, que também divulgou resultados no fim de semana, indicam que no Senado a oposição ficaria com um terço das vagas nos colégios eleitorais onde foram
realizados os levantamentos. Os institutos ouviram eleitores de sete Estados e do
Distrito Federal.
O melhor cenário na disputa estadual para a oposição é em São Paulo, com Geraldo
Alckmin com 47% das intenções de voto. A diferença entre o tucano e o candidato do
PT, Aloizio Mercadante, no entanto, caiu 12 pontos. Os tucanos têm chance de
vitória também em Minas. O governador e candidato à reeleição, Antonio Anastasia
(PSDB), cresceu oito pontos e está em empatado tecnicamente com o ex-ministro Helio Costa (PMDB).
A pesquisa Ibope reforça o descolamento do voto entre Serra e Alckmin em São Paulo. Dilma está à frente de Serra no Estado, com 42% dos votos a 35%, apesar de Alckmin liderar a disputa estadual”.

  • Segunda-feira, 30 Agosto 2010 / 20:16

frase dia 30/8

“Essa declaração tem uma certa falta de respeito. É alguém sentando na cadeira (presidencial) a um mês da eleição. Quem vai decidir quem vai sentar na cadeira é o povo, não um candidato isoladamente”.

Do candidato José Serra ao comentar declaração de Dilma Rousseff de que vai estender a mão a quem for derrotado nas eleições presidenciais.

  • Segunda-feira, 30 Agosto 2010 / 5:54

Aleixo, Caetano e Costa

Julho de 1969.  O vice-presidente do Brasil, Pedro Aleixo observa o marechal Costa e Silva discursar, no Itamaraty, durante a recepção ao primeiro-ministro de Portugal,  Marcelo Caetano,  sucessor do ditador Antonio de Oliveira Salazar.

Como foi – Os presidentes Oliveira Salazar e Costa e Silva tiveram algumas coincidências em suas vidas. Uma delas, a forma autoritária de governar. Outra, o mal que os tirou do poder: embolia cerebral. Já os doutores Pedro e Marcelo, destinos bem distintos. No caso de Portugal, Marcelo Caetano substituiu Salazar. No Brasil, quando o marechal teve de deixar a Presidência
por conta da doença, foi diferente. Ao invés de Pedro Aleixo, assumiu em seu lugar uma junta composta por um almirante, um general e um brigadeiro. A razão? Aleixo foi contra a edição do AI-5, interferência na Constituição que fechou o Congresso e permitia ao regime militar governar ao seu alvitre. Essa cerimônia – que cobri para O Globo, jornal em que eu trabalhava à época – foi uma das últimas a que compareceu o presidente Costa e Silva. Poucos dias após teve de deixar suas funções.

  • Domingo, 29 Agosto 2010 / 14:08

As lições das pesquisas

                                                       Marcos Coimbra*

    
      Os estudos que o professor Marcus Figueiredo e sua equipe estão fazendo sobre as pesquisas nas eleições presidenciais deste ano são importantes por várias razões.
Sediados atualmente na UERJ (depois dos problemas pelos quais passou o Iuperj, a instituição à qual estavam vinculados) formam o grupo brasileiro mais especializado no assunto, com significativas contribuições para a avaliação e o desenvolvimento das pesquisas de opinião em nossa sociedade.
Seu núcleo, o Doxa Laboratório de Pesquisa em Comunicação Política e Opinião Pública, acompanha, desde 2008, as pesquisas publicadas sobre a evolução das intenções de voto na sucessão de Lula. A base que utilizam são os trabalhos dos quatro institutos que divulgam resultados nacionais mais frequentemente.
O que tem maior regularidade é o Sensus, com as pesquisas que desenvolve para a Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Dela é, portanto, a série mais completa ao longo do período. A seguir vem o Ibope, que tem um contrato de pesquisas trimestrais com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Datafolha e
Vox Populi publicaram pesquisas intermitentes até o fim do ano passado. Ao longo de 2010, todos divulgaram muitas.
Confirmando o que o Doxa já havia identificado nas eleições presidenciais depois da redemocratização, os quatro institutos fizeram um acompanhamento coerente da evolução das intenções de voto a partir de fevereiro de 2008, data do primeiro levantamento. As discrepâncias entre eles, que viraram assunto há alguns meses, não são relevantes.
Colocando lado a lado as pesquisas dos quatro, vemos uma linha de evolução natural da eleição de 2010. Já no fim de 2008, quando eram sete as pesquisas publicadas, percebia-se o sentido apontado pelos levantamentos: Dilma tendia a subir e Serra a cair.
Ao longo de 2009, foram divulgadas 14 pesquisas. O Doxa procurou a função matemática que mais se ajustava aos dados levantados pelos quatro institutos para os dois candidatos, com a qual podia estimar em que lugares estariam em pesquisas futuras (se, naturalmente, os motivos que os haviam levado àquelas posições não se alterassem). Essa função previa que as duas tendências se manteriam: crescimento
de Dilma e queda de Serra. Ela havia começado o ano com 13% (segundo o Sensus) e terminado com 23% (segundo o Datafolha). Nas mesmas pesquisas, Serra foi de 43% a 37% e sua vantagem se reduziu à metade. Em 2010, até 20 de agosto, foram publicadas 26 pesquisas dos quatro institutos. As estimativas feitas a partir dos dados de 2009 previam que Dilma ultrapassaria Serra entre o fim de abril e o início de maio, que foi quando, segundo cinco pesquisas feitas naqueles dias, ela aconteceu. Previam que a candidata do PT continuaria a subir e que a distância entre ela e o candidato do PSDB cresceria, que foi o que todas apontaram. Os quatro institutos foram coerentes entre si e seus resultados coerentes no tempo.
Em outras palavras: cada novo resultado de um era coerente com os dos demais e com seus resultados anteriores. Era possível antecipar quase exatamente o que diriam as próximas a ser divulgadas, seja vendo as dos demais institutos, seja levando em conta a série de cada um.
Na reta final da campanha, os únicos resultados que fugiram do esperado foram as duas pesquisas de julho do Datafolha, com o empate entre Dilma e Serra. Já antes, em maio, no momento da ultrapassagem, o instituto havia captado mal o processo, corretamente percebido pela Vox e pela Sensus, e, logo a seguir, pelo Ibope. Mas o positivo é que todos, incluindo o Datafolha, voltaram a ser coerentes no fim de agosto. Salvo, então, um ou outro percalço de algum instituto, as pesquisas de opinião nos ajudaram a entender a eleição que estamos fazendo. O trabalho conjunto dos institutos traçou um retrato nítido: uma eleição sem sobressaltos, sem oscilações bruscas, marcada pela previsibilidade.
Seu ritmo foi ditado pela gradual difusão da informação sobre quem encarnava aquilo que a população desejava: a continuidade de um governo aprovado quase unanimemente, seja lá por quais razões. E o consequente crescimento da candidata que a representava.
As pesquisas, mesmo quando seus responsáveis torciam para que dissessem algo diferente, nunca deixaram de mostrar a mesma coisa: o favoritismo de Dilma, que agora ficou evidente para todos.
*Marcos Coimbra, sociólogo, é presidente do Insituto Vox Populi e escreve para o ‘Correio Brasilense’.

  • Domingo, 29 Agosto 2010 / 14:04

Datafolha: Dilma é mais prepara que Serra

      Do repórter Silvio Navarro, da ‘Folha’:
“Em três meses, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, passou a ser vista pelo eleitorado como a “mais preparada” para governar o país e administrar áreas como educação, economia e segurança. É o que aponta o detalhamento da última pesquisa Datafolha.
O levantamento feito nos dias 23 e 24 deste mês mostra que a exposição da petista gerou mudanças significativas na visão do eleitor. Dilma hoje é considerada “mais preparada” para ser presidente por 42% dos entrevistados, contra 38% de José Serra (PSDB). Na última pesquisa a incluir essa questão, em maio, Serra tinha 45%, ante 29% dela.
Seu desempenho evoluiu no Sudeste (+ 14 pontos), no Nordeste (+ 18 pontos) e entre os mais jovens, de 16 a 24 anos (+ 17 pontos).
Ela passou o tucano nos quesitos de melhor nome para combater a violência (38% a 30%), cuidar da educação (41% a 31%), manter a estabilidade econômica (49% a 28%) e lutar contra o desemprego (46% a 28%).
Serra mantém a dianteira (47% a 33%) na saúde, área em que concentra sua propaganda eleitoral e da qual foi ministro no governo FHC.
O salto nos índices de Dilma está ligado à TV: 71% dos que acham a propaganda dela melhor a têm como mais habilitada para o cargo.
Apesar da subida de Dilma em todos os quesitos, Serra é apontado como mais experiente (51% a 31%) e inteligente (36% a 34%). Mas ele perdeu 13 pontos em “experiência”, e ela ganhou 14.
Dilma é avaliada como mais autoritária (37% a 30%), porém mais simpática (37% a 26%) do que Serra.
Para 41% dos eleitores, Serra defenderá mais os ricos, ante 17% de Dilma. Já 45% dizem que ela governará mais para os pobres, contra 20% do tucano”.
Marina Silva (PV) perdeu pontos em todas as áreas. Seu melhor desempenho é sobre defesa dos pobres (13%) e simpatia (14%)”.

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