• Segunda-feira, 31 Maio 2010 / 4:20

Sabe a última do português?

A venda de ‘O Dia’, finalmente concluida na semana passada, está parecendo piada de português.
O grupo Ongoing gastou US$ 75 milhões (devem ter sido reais), segundo informa Daniela Dahrouge, do Propmark, e diz que “por ora” tudo continuará como está.
Até aí tudo bem, ou melhor, mais ou menos,
Afinal, as negociações demoraram três meses, tempo mais do que suficiente para que os acionistas pensassem na contratação de novos dirigentes. Mas como os 90 dias foram poucos, os portugueses optaram por continuar tendo , “por ora”, mais algum prejuízo.
A situação do jornal é dramática.
Em 1987, quando seu proprietário Ary Carvalho fez a primeira reforma editorial, o jornal chegou a vender 900 mil exemplares aos domingos.
Desde a morte de Ary, o jornal entrou em decadência, principalmente depois que Gigi Carvalho assumiu a direção do grupo.
Em 2008, o jornal perdeu, em média, 39 mil jornais diários.
Em 2009, perdeu 50% de sua circulação.
‘O Dia’, que já ocupou a invejável posição de “maior jornal do país”,  hoje amarga a 18º colocação, com míseros 56 mil exemplares.
Que os portugueses não saibam o que fazer com o jornal é grave, mas nomear Gigi Carvalho para o seu Conselho Editoral é loucura – a não ser que isso tenha sido um dos ítens negociados, e que sua presença no conselho seja pura alegoria.
Se existe algo que Gigi, efetivamente, não entende absolutamente nada é de Conselho Editoral. Isso só pode ser piada.

  • Segunda-feira, 31 Maio 2010 / 4:20

Covardia de Serra contra Evo

O leitor Silvio Pinto escreve para dizer que, o responsável por esse blog, tapa o sol com a peneira quando critica José Serra por ele ter responsabilizado Evo Morales pela venda de cocaína ao Brasil.
“Trabalhei alguns anos em Mato Grosso e o que mais se via era apreensão de drogas da Bolívia (…) O Serra fala a verdade e é execrado”, diz ele.
É óbvio que muita da cocaína consumida no país vem da Bolívia.
Mas o que eu disse, é que essa “exportação” não é criação de Evo Morales. Isso é coisa antiga, e a realidade não é diferente da época de seus antecessores na Presidência da Bolívia.
Serra fala contra Evo pois ele é frágil.
É frágil, como tudo o que diz respeito a Bolívia, inclusive a sua produção de cocaina.
Em seu ultimo relatório, a  Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes informa que os três maiores produtores de cocaina estão na América do Sul, onde o cultivo da coca é milenar.
É bom que o leitor saiba, já que Serra ignora, que o maior produtor de cocaina é a Colombia, detentora de  50% da plantação mundial de coca. E a Colombia, assim como a  Bolívia,  tem fronteira com o Brasil.
O segundo maior é o Peru, responsável por 33% das plantações. E com ele também temos fronteira.
A Bolívia tem 17% do volume plantado.
Brigar com a Bolívia e, principalmente, com Evo Morales, não passa de uma covardia.

  • Segunda-feira, 31 Maio 2010 / 4:20

SNI espionou opositores de Sarney

Do repórter Rubens Valente, da ‘Folha’:
“Documentos liberados à Folha pelo Arquivo Nacional após 25 anos de sigilo demonstram que o governo do atual presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), espionou os principais focos de críticas na sociedade civil.
O governo interceptou cartas, infiltrou agentes e produziu listas de nome e endereços dos principais protagonistas da oposição.
Criado após o golpe de 64 e mantido por Sarney (1985-1990), o Serviço Nacional de Informações centralizava as informações na chefia do órgão em Brasília, que tinha status de ministério e ocupava sala ao lado da de Sarney, no Palácio do Planalto.
Os relatórios revelam os principais focos de preocupação do governo: partidos de esquerda, entidades de trabalhadores rurais sem terra, especialmente o MST -largamente o mais visado dentre todos-, religiosos da Teologia da Libertação, sindicatos e setores da mídia.
O SNI recebia e retransmitia relatórios produzidos por inúmeros outros órgãos que formavam a chamada “comunidade de informações” -o arquivo contabilizou pelo menos 248 órgãos que integravam o sistema do SNI.
Em 11 de dezembro de 1988, o SNI acompanhou a “primeira reunião da executiva nacional” do Partido dos Trabalhadores. A reunião era fechada, com cerca de 30 pessoas, dentre as quais Luiz Inácio Lula da Silva e José Dirceu. Todos os líderes do PT tinham fichas no SNI.
Os arapongas escreveram que os petistas atacaram a inflação e os baixos salários e afirmaram que Lula defendeu a antecipação das eleições. Lula teria dito: “O centro da crise é Sarney”.
O relatório descreve as disputas dentro do PT e “certo descontentamento” com a gestão da então prefeita paulistana, Luiza Erundina.
Na Polícia Federal, dirigida pelo atual senador Romeu Tuma (PTB-SP), o serviço de espionagem era exercido pelo Centro de Informações.
A PF se valia de sua estrutura nos Estados para investigar os partidos que incomodavam o governo Sarney. Em 24 de junho de 1985, a superintendência de Minas emitiu “ordem de busca” para investigar “a tática do PCB [Partido Comunista Brasileiro] para o movimento sindical”. O documento orientava os policiais a “verificar se houve alterações táticas que modifiquem a orientação sindical determinada pelo partido em março de 85″.
Em maio de 1988, a unidade da PF no Paraná elaborou um relatório sobre um grupelho chamado PRC (Partido Revolucionário Comunista), formado por Tarso Genro (PT-RS), pelo hoje deputado José Genoino (PT-SP) e pela atual pré-candidata à Presidência pelo PV, Marina Silva, desconsiderada no relatório.
Na campanha de 1989, os arapongas deram destaque aos possíveis apoios que o MST prestaria a candidatos. “O MST vem difundindo a “campanha dos 11 pontos” para os presidenciáveis. Isto é, são propostas do MST para a reforma agrária que devem ser incluídas na plataforma do candidato. Aquele que se dispuser a aceitar integralmente os “11 pontos” terá o apoio do MST, menos Paulo Salim Maluf, Fernando Collor de Mello e Ronaldo Caiado”, apontou relatório datado de julho de 1989 -na eleição, o MST apoiou Lula.
Futuro ministro da Justiça no governo Lula, o advogado Márcio Thomaz Bastos foi muito acompanhado pelo SNI até, pelo menos, 17 de agosto de 1988, data do último relatório com referências ao ex-presidente da OAB paulistana. Sua ficha inclui uma acusação de participação num caso de contrabando, nos anos 70. Bastos havia defendido um acusado desse tipo de crime. “A ditadura acusava os advogados dos acusados para poder envolver todos num suposto crime. Era uma forma de intimidação”, disse.
Bastos conheceu Lula nos anos 70 e, na fase da abertura política, integrou o grupo de advogados que levou a OAB apoiar as Diretas-Já. Naquela época, sabia ser seguido. Ele disse que a OAB-SP até encontrou um gravador no teto da sala da presidência”.
Leônidas diz que trabalho do SNI era apenas de “rotina”

 

 
“O chefe do SNI no governo Sarney foi o general Ivan de Souza Mendes (1922-2010), morto em fevereiro último.
Em 2002, Mendes recebeu a Folha em seu apartamento, no Rio. Indagado sobre os segredos que poderia deter, brincou: “O que tenho a dizer, você não vai se interessar em publicar, pois já é conhecido. Mas o que você gostaria de publicar, porque é inédito, ah, isso não posso dizer”.
Chamando sua mulher à sala como “testemunha”, Mendes contou ter queimado todos os documentos que levou para o apartamento.
O então ministro do Exército, Leônidas Pires Gonçalves, disse que os trabalhos do SNI eram “de rotina”, e que todo governo “do mundo” necessita de um serviço de inteligência para subsidiar as decisões dos presidentes.
“O Sarney se valia, sim, das informações do SNI. Mas isso era a rotina, a prática, não havia nada de irregular.”
Ele afirmou não ter conhecimento específico sobre “alvos” determinados pelo SNI. “Eu não tinha essas informações detalhadas. O chefe do SNI despachava com o presidente”, disse Gonçalves.
Chefe do CIE (Centro de Informações do Exército) por um ano no governo Sarney, o general reformado Sérgio Augusto Coutinho, 78, disse à Folha, em 2009, não se recordar de relatório de análise assinado por ele em julho de 1989 e que tratou do MST.
Ele diz que o CIE produzia “conhecimento que pudesse auxiliar o comandante [do Exército] a tomar decisões”.
Indagado sobre o grau de interesse do governo acerca do MST, o general disse não se recordar. “Um serviço de inteligência, agora estou falando em tese, se interessa por tudo que possa instruir a autoridade”, disse. “Quem estabelece o que quer saber é o próprio comandante, não é o serviço que inventa.”
“Hoje eu vejo o MST, tenho um entendimento pela imprensa, é um movimento campesino revolucionário, socialista, no socialismo agrário”, afirmou o general.
Outro chefe do CIE no governo Sarney, o general de divisão Tamoyo Pereira das Neves, disse no ano passado que não comenta relatórios que assinou na época.
“Eu estou afastado já há alguns anos e eu não tenho a intenção, assim, de conversar sobre esse assunto.”
Falando em termos gerais sobre “organizações subversivas”, o general afirmou: “Essa é uma preocupação que eu acredito que sempre existiu, de acompanhar todos os movimentos, não na intenção de cerceá-los, mas na intenção de prevenir. É esse o grande objetivo”, disse.
“É acompanhar para ver se aquilo podia resultar em alguma coisa que pudesse por em risco a democracia. Esse era o grande objetivo nosso”, completou o general. (RV)”
Sarney: SNI não investigou a vida particular de ninguém

 
“Ao longo de seu mandato na Presidência (1985-1990), o senador José Sarney (PMDB-AP) se reuniu diariamente, às 8h30, com o chefe do SNI, general Ivan de Souza Mendes, e outros funcionários do Palácio do Planalto. Para o então presidente, contudo, as atividades do SNI estavam “praticamente hibernadas”. Leia os principais trechos da entrevista, por e-mail. (RV)
- Como o sr. qualifica o trabalho do SNI naquele período, sob o ponto de vista da organização, dos métodos e da transmissão das informações ao governo?
- O trabalho do SNI pareceu-me sempre burocrático, e o seu ministro-chefe encontrava-se comigo em reuniões de trabalho, das quais participava com os chefes da Casa Civil e da Casa Militar, e se restringia a me transmitir notícias que, em geral, já eram do conhecimento da mídia. Logo que assumi, dei instruções para que suspendesse toda e qualquer atividade no que se referia a investigar a vida particular das pessoas, dizendo que isso não correspondia a nenhum interesse de Estado.
- Olhando em retrospecto, o sr. concorda com as atividades do SNI sobre os movimentos sociais?
- Nunca recebi nenhum relatório sobre movimentos sociais. Atribuo isso ao fato de o general Ivan de Souza Mendes ter certa reserva sobre a posição do presidente. Depois que já deixara de ser presidente, tive acesso a uma entrevista dele fazendo críticas ao próprio governo, bem como a um documento dirigido ao presidente [Ernesto] Geisel com restrições graves à minha pessoa, cuja fonte era o senador Vitorino Freire, seu particular amigo. No fim do governo, pedi ao SNI que fizesse um levantamento de todas as greves que tivessem sido realizadas no meu governo, com as horas de trabalho perdidas, para fins estatísticos. Por outro lado, pedi que as análises sobre conjunturas internacionais do SNI me fossem mandadas com regularidade, pois as considerava de boa qualidade.
- O SNI tinha autonomia para escolher as “áreas de interesse” de seus trabalhos ou, de alguma forma, o sr. colaborava para indicar essas áreas? Qual era o grau de autonomia do SNI?
- Jamais entrei no âmago das atividades do SNI, que me pareciam, praticamente, hibernadas. Se o SNI tinha informações e escolhia áreas, nunca levou isso ao meu conhecimento”.

  • Segunda-feira, 31 Maio 2010 / 4:20

Bastos quer mudar lei eleitoral

O ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, que irá defender o Presidente Lula junto ao TSE e já foi contratado pela campanha da petista Dilma Rousseff, defende alterações na lei que proíbe a propaganda eleitoral antes de julho. Ele concedeu a seguinte entrevista ao repórter Flavio Ferreira, da ‘Folha’:
“- Como sr. vê o atual momento da pré-campanha à Presidência, com várias representações propostas pelos partidos no Tribunal Superior Eleitoral?
- O presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, disse em seu discurso de posse que o tribunal não vai ser o protagonista das eleições. Os protagonistas são os partidos, os candidatos. O TSE é um juiz desse jogo democrático. Esse deve ser o seu papel. Ele não pode ir para o centro da cena, não pode ir para a ribalta. Acredito que, pela alta qualificação de seus integrantes e pelo nível dos advogados que atuam no tribunal, esse ideal será alcançado.
- O TSE já aplicou quatro multas ao presidente e duas multas a Dilma por propaganda eleitoral antecipada. Como o sr. avalia essas punições?
- A decisão do TSE tem que ser respeitada, mas pode ser discutida. Algumas delas nós estamos embargando, porque entendemos que houve uma mudança na jurisprudência. Os programas [veiculados na TV e no rádio] que avaliei -não sou especialista em direito eleitoral, estou estudando isso agora- me deram a consciência de que aquilo era permitido na outra composição do TSE. Isso porque são programas de propaganda política, não são de outra natureza. São para dizer o que o partido fez e comparar com o que o seu opositor fez, de modo que, na minha opinião, as multas não foram justas. Pela jurisprudência que o tribunal vinha tendo e pelo texto da lei, são programas de propaganda, não são programas de educação moral e cívica.
- Porém o entendimento do TSE foi de que a propaganda foi feita com muita ênfase na imagem de Dilma Rousseff.
- Acho que a ênfase que houve, inegavelmente, na figura de Dilma é porque ela foi uma parte importante do governo. Ela trabalhou neste governo por sete anos e meio, dos quais cinco anos e meio como chefe da Casa Civil, e centralizava toda a coordenação de programas.
- Como o sr. avalia as punições quanto à participação de Lula e Dilma em eventos nos quais o presidente apontou direta ou indiretamente a ligação dele com a pré-candidata?
- Mas essa ligação é extremamente conhecida. Essa ligação existe desde que a Dilma era ministra dele. Então, realmente, eu acho que, com esse direito que ele tem, pode ter havido um desvio, um deslize, alguma coisa assim, isso pode ter havido. É uma questão de interpretação. A interpretação dos nossos advogados é que não houve, mas a interpretação do TSE é que tem que prevalecer, tanto que o presidente pagará as multas. Mas, não acredito que haja, digamos assim, uma intenção deliberada de uso da máquina. Não há. Lula é um homem absolutamente consciente do papel dele como chefe de Estado e como presidente.
- O presidente chegou a ser acusado de debochar das multas. Isso ocorreu?
- Eu acho que é brincadeira. Você pode até duvidar do gosto da brincadeira, mas o fato essencial é que ele é um respeitador profundo do Poder Judiciário.
- Não houve uso da máquina pública no 1º de Maio da Força Sindical, já que a festa contou com patrocínio de estatais e serviu de palanque para manifestações pró-Dilma?
- Não acredito que tenha havido o uso da máquina. Acho até que a lei exige que seja do conhecimento geral e ali não era do conhecimento geral. Era uma festa de 1º de Maio e houve referências. Trabalhei nesse caso e defendemos o cuidado que se precisa ter de coibir manifestações de trabalhadores. É claro que não se pode fazer propaganda explícita. A lei mostra os caminhos para a coibição. Não acredito que seja isso [uso da máquina pública], porque o objetivo não foi esse. Não houve uma divulgação erga omnes [de forma generalizada]. Pode ter havido um deslize aqui, um deslize ali, que se tiver algum erro será corrigido com a multa. Mas vamos tentar evitar daqui para a frente.
- Como é que sr. avalia a atual lei que prevê o início da propaganda eleitoral só em julho? O sr. tem uma opinião sobre quando essa propaganda deveria ser permitida?
- Não sou especialista, tenho estudado a questão na medida dos casos correntes. Mas o que eles estão fazendo é campanha eleitoral, tanto Dilma como Serra e Marina. Eles discutem as coisas, fazem promessas, fazem censuras, fazem críticas, “aqui está errado, aqui está certo”, “nós vamos fazer mais, nós temos que fazer diferente”. Acho que a campanha, depois do lançamento das candidaturas devia ser permitida. A lei deixou de abarcar a realidade. É preciso fazer com que ela se torne capaz de conter a realidade, e não de proibir o que não precisa ser proibido. Os atores dessa peça eleitoral vão testando os limites, até onde podem ir, dão um recuo tático, dão dois passos para a frente, um para trás. É isso o que acontece e continuará acontecendo.
- No Ministério da Justiça o sr. participou da indicação de magistrados do STF e do STJ. O sr. acha que algum desses indicados terá que se declarar impedido nos casos em que o sr. advogar?
- De maneira nenhuma. O presidente Lula indicou sete ministros para o Supremo e dezenas de ministros para o STJ. Eu participei de algumas indicações, mas eu acredito que ninguém se dê por impedido. Eu acho que não se deve dar ensejo a isso porque a indicação vai até o momento da investidura. Depois disso, ele [o indicado] presta um juramento que muda a sua condição.
- Quando o escândalo do mensalão veio à tona, surgiu uma versão de que o sr. participou da definição da tese da defesa de que no caso ocorreram só crimes eleitorais. As provas técnicas do processo no STF não derrubam essa tese?
- Quero fazer uma retificação. Se falou tanto que eu exerci o papel de advogado, enquanto era ministro da Justiça, que isso acabou ficando como que uma verdade. Mas não participei, de maneira nenhuma, da construção de teses defensivas no período em que fui ministro, até porque todos os acusados têm excelentes advogados. Não conheço o processo e as perícias, mas não acredito que haja muito mais ali do que esse tipo de coisa de crime eleitoral. Não me parece verossímil a história de que havia uma mesada paga a congressistas. Não acredito nisso até porque muitos dos acusados eram da base do governo. Eram deputados do PT, de partidos aliados.

  • Segunda-feira, 31 Maio 2010 / 4:20

Serra troca US$ 2 por R$ 3,00

O candidato José Serra acredita que qualquer que seja a opinião de Evo Morales, presidente da Bolívia, ela tem o mesmo valor de uma nota de R$ 3,00.
Ou seja zero.
                      * * *
Esse é um velho bordão de Serra.
Em 2002, quando candidatou-se pela primeria vez à Presidencia da República, ela costumava desqualificar as declarações de adversários comparando-as a uma nota de US$ 2.
Isso durou meses, até que alguém disse-lhe que o exemplo não era bom, pois a nota de US$ 2 embora rara, era verdadeira.
Serra, sempre muito teimoso, discutiu com seu interlocutor, que precisou exibir a cédula com a estampa de Thomas Jefferson.
Foi ai que ele passou a exemplificar com a nota de R$ 3,00.

  • Sexta-feira, 28 Maio 2010 / 4:20

Cabral abusou em comemoração

A cassação fajuta da candidatura Garotinho ao governo do Rio, foi tão comemorada pelo governador Sergio Cabral, que no final da noite de ontem ele só conversava em inglês.

  • Sexta-feira, 28 Maio 2010 / 4:20

Adriana precisa de orientação

O governador Sergio Cabral adoraria ser reconhecido como um cidadão do mundo, assim como sua mulher, a doutora Adriana Ancelmo. Pena que não consigam.
Eles talvez acreditem que viagens constantes a Paris sejam suficiente para torná-los elegantes.
Mas a vida não é bem assim.
Ontem, na reinauguração do Theatro Municipal, o casal esteve lá recepcionando o  Presidente  Lula.                    
E o  mico foi pago justamente pela primeira-dama do Estado, que vestia um longo dourado – fazendo dela a figura mais extravagante da noite. Extravagante para ser elegante com a doutora, e não chamá-la de brega.
Houve quem pensasse que ela vestia um das peças de Karla Murtinho, que trabalhou no figurino dos atores da ópera “Il Trovatore’, de Verdi.
O contraste com a elegancia sóbria de Cristine Paes, mulher do Prefeito e, principalmente de Maria Lucia Pezão, esposa do vice, piorou a situação de Adriana.
Em sua próxima aparição publica, a doutora deveria pedir auxílio ao cerimonial do pessoal de Piraí.

  • Quinta-feira, 27 Maio 2010 / 4:19

Faça você o julgamento

 Assista aos programas eleitorais do PT, que foi ao ar dia 13, e o do DEM, exibido hoje à noite, e veja qual deles utilizou o espaço gratuito do TSE para fazer propaganda antecipada.
José Serra, desde o início da campanha, tem dito que o debate deveria ser em torno da  “comparação de currículos”.
Foi o que o programa do PT fez.
Exibiu o currículo de Dilma Rousseff,  e não disse, nem ao menos, que ela era candidata à Presidência.
Dilma teve o elogio de Lula e de alguns ministros. E só.
Nenhuma promessa foi ao ar.
Depois veja o de Serra, do PSDB no programa do DEM.
Aí está sua primeira ilegalidade, já que o parágrafo 1º do artigo 45 da legislação eleitoral, veda “a participação de pessoa filiada a partido que não o responsável pelo programa”.
Depois, 75% do que foi exibido foram promessas de campanha.
A mais curiosa delas trata da “Justiça: impunidade nunca mais”.
“Quero que meu netos cresçam num país onde as leis sejam aplicadas (…) todos tem essa obrigação (…) nenhum brasileiro estará acima da lei, por mais poderoso que seja”, disse Serra.
Se a proposta fosse pra valer, a primeira vítima seria o próprio candidato que, pelo programa apresentado, merecia não uma multa ou a suspensão do programa do DEM no próximo ano.
Mas sim a cassação de sua candidatura - o que obviamente não ocorrerá.
Para isso, a Justiça Eleitoral conta com o apoio dos jornalões, como é o caso de ‘O Globo’, que hoje exibe a seguinte manchete em sua edição online:
“DEM copia PT no programa de TV”.
É muito descaramento do jornal.

 

  • Quinta-feira, 27 Maio 2010 / 4:19

Serra deve respeito a Bolívia

José Serra deveria ter um pouco mais de carinho com a Bolívia.
Se é verdade que a droga consumida no Brasil vem do país vizinho, isso certamente não acontece agora – apenas no governo de Evo Morales.
Paz Estenssoro teve quatro mandatos e, em 1964, ocupava a Presidência da Bolívia.
Foi nessa época que ele deu asilo ao líder estudantil José Serra, na sede da embaixada boliviana no Brasil, que funcionava na Av. Rui Barbosa, no Rio.
A ditadura não dava o salvo-conduto ao então presidente da UNE, mas o governo da Bolívia garantiu a integridade física de  Serra por três longos meses. E depois o recebeu em La Paz.
Fica feio para o tucano cuspir no prato em que comeu.

  • Quinta-feira, 27 Maio 2010 / 4:19

Paulo Duque, até o último tostão

O Senado Federal coloca a disposição de seus membros até R$ 15 mil mensais, livres de imposto de renda, como verba indenizatória.
Como o senador Paulo Duque deixará o Senado no próximo dia 1º, para que o secretário Regis Fitchner, tesoureiro da campanha de Sergio Cabral, assuma a cadeira, ele decidiu raspar o tacho da mordomia.
Em janeiro ganhou R$ 13.611,96.
Em fevereiro retirou R$ 16.134,80.
Em março foram R$ 14.946,21.
Em abril mais R$ 15.307,03.
Isso totaliza exatos R$ 60.000,00.
O Senador parece bobo, mas é bom de conta.
Em maio, ele deverá apresentar pegar mais R$ 15 mil redondos.
Nem um tostão a mais.
Dos R$ 60 mil, ele gastou R$ 45.800,00 só na divulgação de sua atividade parlamentar.
Como se ele tivesse o que divulgar…
Para se ter uma idéia, Marcelo Crivella – que é candidato à reeleição – gastou menos da metade que Paulo Duque, que já estava de pijama quando Cabral o convidou para ser o seu segundo suplente no Senado, onde se comportou como um marionete.
No período em que esteve no Senado, seu maior feito foi relatar os processos contra o presidente José Sarney.
Arquivou todos, de uma só vez.
                 * * *
A partir de junho, Paulo Duque continuará solto.

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