• Sexta-feira, 16 Abril 2010 / 3:31

Chuva sem más consequências

AUMENTEM O SOM. MAIS!!!

  • Domingo, 11 Abril 2010 / 3:25

A internet e seus usos

Do sociólogo Marcos Coimbra, presidente da Vox Populi, para o ‘Correio Braziliense’:
“É bem possível que a própria internet tenha seus anticorpos para enfrentar a infestação que já estamos vendo e que aumentará até outubro.
A tomar pelo interesse que desperta entre políticos e profissionais, a internet será a grande vedete das eleições este ano. Candidatos, jornalistas, marqueteiros e estudiosos, todos só pensam na rede e no que ela poderá representar.
Nas últimas eleições comparáveis, as de 2006, a internet teve papel modesto. Nenhuma campanha maior, de presidente ou governador, se preocupou muito com ela. De seu uso quatro anos atrás, a principal lembrança é dos vídeos de candidatos bizarros, ridicularizados sem piedade.
Em 2008, a internet subiu de patamar e se tornou destaque em algumas cidades. Entre as capitais, foi fundamental em pelo menos duas, Rio e Belo Horizonte, onde, apesar das restrições legais, assumiu suas feições contemporâneas: sites de relacionamento, comunidades virtuais, campanhas virais (direcionadas pelos comitês ou espontâneas). Para culminar, seu desfecho aconteceu sob o impacto da devastadora paródia de um candidato no YouTube, que, durante dias, permaneceu como campeã brasileira de visualizações.
2008 foi, também, o ano da vitória de Obama, naquela que foi saudada como a primeira grande eleição sob a égide da internet. Ela mexeu com a cabeça dos especialistas em todo o mundo e se tornou referência para a montagem das estratégias de candidatos nos quatro cantos do planeta. Quem quisesse ganhar uma eleição tinha que fazer como Obama: apostar na internet.
Nessa euforia, as particularidades de cada sociedade e de cada sistema político foram desconsideradas, dentre as quais as nossas. Se funcionava lá, funcionaria aqui, mesmo que fôssemos diferentes em aspectos essenciais. Não se deu a devida atenção ao fato de que, na campanha de Obama, a internet tinha como metas básicas a ampliação do registro eleitoral (dos segmentos mais propensos a votar em sua candidatura) e o aumento da arrecadação (por meio da multiplicação de pequenos doadores). Duas coisas que fazem pouco sentido no Brasil, onde o voto é compulsório e o cidadão comum não pode ou não quer contribuir financeiramente com os candidatos.
Assim chegamos a 2010, com uma experiência própria relevante, mas ainda incipiente, e a imagem de que a internet é a modernidade, em função do mal digerido exemplo americano. Tornou-se consenso a ideia de que ela será fundamental nas eleições de outubro.
Quem acompanha o processo de organização das principais campanhas, sejam presidenciais ou estaduais, está vendo como cresceram os investimentos destinados à internet e às equipes que prometem milagres por ela. De itens secundários, eles se transformaram em uma prioridade para quase todas.
Com que objetivos se destinam recursos cada vez maiores aos projetos de internet? De um lado, para sua finalidade oficial, montar o site do candidato, com todos os recursos (blogs, Twitter, etc.) e as ferramentas para torná-lo agradável e útil ao internauta. De outro, no entanto, para ir além, fazendo algumas coisas pouco e outras nada legítimas.
O pacote de internet típico oferece diversos serviços: inventar sites de informação (para depois gerar notícias); fabricar blogs espontâneos de apoio ao candidato; participar de bate-papos e postar comentários, em blogs verdadeiros, favoráveis ao cliente; manipular o tráfego de mecanismos de busca, etc. Sem esquecer que tudo isso pode ser feito em sentido negativo, contra os adversários reais ou imaginários do cliente: notícias falsas, blogs de acusação, postagens hostis, virais de ataque.
É bem possível que a própria internet tenha seus anticorpos para enfrentar a infestação que já estamos vendo e que aumentará até outubro. O antídoto contra as tentativas de manipulá-la não virá do aumento da intervenção de quem quer que seja, mas de seus usuários. Só eles mesmos é que conseguirão separar a informação verdadeira, a troca sincera de opiniões, a crítica honesta e a diversão autêntica que uma eleição pode trazer da atuação dos profissionais que são pagos para fazer o inverso.
Olho vivo, portanto. Quem for navegar achando que a internet é o espaço da liberdade e da autonomia pode ser fisgado quando menos espera”.

  • Terça-feira, 06 Abril 2010 / 3:17

Praça da Bandeira

A foto mostra um carro enfrenta a chuva na Praça da Bandeira, em 1940, ou seja, 29 anos antes do nascimento do prefeito Eduardo Paes.

A foto mostra um carro enfrentando a chuva na Praça da Bandeira, em 1940, ou seja, 29 anos antes do nascimento do prefeito Eduardo Paes.

A Praça da Bandeira, ensina a Wikipedia, é “um ponto central de interseção viária, com acessos para a Zona Sul, a Zona Norte, a Zona Oeste e Niterói. Suas avenidas possuem trânsito intenso e essa situação piora nos dias de temporais”.
É claro que a chuva de ontem, no Rio, foi intensa e demorada, e prejudicaria toda a cidade.
Mas o nó do trânsito teve, como sempre, a mesma vilã: a Praça da Bandeira.
Certamente, não existem segredos para a engenharia.
E é inadimissível que, até hoje, não tenha se encontrado uma solução para as enchentes - sempre no mesmo local.
Teve gente ontem que ficou quatro horas preso no Maracanã, pois não havia como passar pela praça; outros ficaram o mesmo tempo na Presidente Vargas, pelo mesmo motivo, e outros tantos ficaram retidos dentro do Tunel Rebouças – também por culpa da praça. A fila no elevado Paulo de Frontin ia até a Lagoa Rodrigo de Freitas. E o trânsito não era lento. Ele simplesmente não andava. E assim ele permaneceu por mais de quatro horas.
Em 1959, Moreira da Silva gravou um samba, de Cícero Nunes e Sebastião Fonseca, chamado ‘Cidade Lagoa’, onde ele cantava o inferno que é a Praça da Bandeira em dias de chuva.
Isso foi antes da mudança da Capital, do Rio para Brasília.
Portanto, o samba tem exatos 51 anos de sua primeira gravação.
Só existe uma explicação para que o problema, até hoje, não tenha sido resolvido. Embora a praça seja importante para a cidade, a obra é pequena, de baixo custo, o que faz com que a comissão a ser paga não encha os olhos de ninguém.
Sendo assim, não existe nem interesse do governo, e nem mesmo das empreiteiras.

A Praça da Bandeira pouco antes das 23 horas quando boa parte da água já havia baixado. A foto é da CET-Rio

A Praça da Bandeira, pouco antes das 23 horas, quando boa parte da água já havia baixado. A foto é da CET-Rio

Eis a letra do samba de Moreira da Silva:
“Esta cidade, que ainda é maravilhosa,
Tão cantada em verso e prosa,
Desde os tempos da vovó.
Tem um problema, crônico renitente,
Qualquer chuva causa enchente,
Não precisa ser toró.

Basta que chova, mais ou menos meia hora,
É batata, não demora, enche tudo por aí.
Toda a cidade é uma enorme cachoeira,
Que da Praça da Bandeira,
Vou de lancha a Catumbi.

Que maravilha, nossa linda Guanabara,
Tudo enguiça, tudo pára,
Todo o trânsito engarrafa.
Quem tiver pressa, seja velho ou seja moço,
Entre n’água até o pescoço,
E peça a Deus pra ser girafa.

Por isso agora já comprei minha canoa,
Pra remar nessa lagoa, toda a vez que a chuva cai,
E se uma boa me pedir uma carona,
Com prazer eu levo a dona,
Na canoa do papai.

Como o problema da praça é eterno, até a jovem cantora Monica Salmaso já gravou o samba, que ganhou um clipe no YouTube, produzido por um internauta. O problema das enchentes, na Praça da Bandeira, já dura mais que o dobro de anos do que Monica tem de idade.

  • Terça-feira, 06 Abril 2010 / 3:17

Picciani chama Lindberg de criminoso

 

Esse trecho é do programa ’Jogo do Poder’, que foi ao ar no domingo, onde o presidente da Assembléia do Rio, Jorge Picciani, do PMDB, ataca o seu companheiro de coligação e, também candidato ao Senado, Lindberg Farias, do PT. A entrevista foi dada ao jornalista Ricardo Bruno.

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