• Segunda-feira, 15 Março 2010 / 2:34

Mariana Baltar é imperdível!!!

      Amanhã é dia de Mariana Baltar, no Teatro Rival, às 19h30m, no lançamento do seu segundo CD.
Bailarina da Cia. Aérea de Dança, Mariana já acompanhou Jorge Ben Jor e Zeca Pagodinho, nos Estados Unidos e na Europa, mas seu primeiro trabalho profissional, como cantora, foi com Paulo Moura e Cliff Korman, no projeto Gafieira Dance Brasil. 
Uma das idealizadoras do Centro Cultural Carioca, uma referência de boa música no Rio,  ela lançou o seu primeiro CD – ‘Uma dama também quer se divertir’, em 2006.
E foi uma das indicadas ao Prêmio TIM 2007 (Revelação), além de ter participado do programa Som Brasil – Milton Nascimento, lançado em DVD.
‘Cais’, de Milton e Ronaldo Bastos – uma das canções que interpretou no programa – fez parte de um tributo a Milton, produzido por Guto Graça Mello, para a EMI, e lançado em 2009. Uma das faixas de seu primeiro trabalho – ?Samba da zona?, de Joyce – esteve na trilha sonora da novela ?Negócio da China’, da Rede Globo.
Amanhã, Mariana -  uma das mais belas vozes da MPB – estará lançando o segundo CD, pela Biscoito Fino.
Esse vídeo, de um programa do GNT, foi gravado há dois anos, no lançamento do primeiro CD.
Imagina como ela está hoje…

  • Quarta-feira, 10 Março 2010 / 2:44

Coimbra: ’50% não conhece Dilma”

  Do sociólogo Marcos Coimbra, presidente da Vox Populi, no ‘Correio Braziliense’:
“Embora as pesquisas já se tenham tornado, faz tempo, elemento inseparável da vida política brasileira, ainda são muitas as pessoas que têm dificuldades em lidar com elas. Mesmo os jornalistas e os políticos profissionais, que estão sempre às voltas com elas, as enfrentam.
São problemas que aumentam em épocas eleitorais, quando as emoções e paixões afloram. As dúvidas e suspeições que cercam as pesquisas ficam mais frequentes, a respeito da representatividade das amostras, da isenção dos institutos, do modo como são formulados e aplicados os questionários, de até que ponto a publicação de resultados interfere na eleição. A cada vez que uma nova pesquisa é divulgada, esses questionamentos reaparecem, dificultando ainda mais sua compreensão.
Exemplo de uma dimensão que nem todo mundo entende é a influência do nível de conhecimento dos candidatos nas intenções de voto. Para os pesquisadores, é algo fundamental, enquanto que a maioria da população raramente lhe dá atenção.
A responsabilidade disso é, em grande parte, dos próprios institutos e dos veículos de comunicação. A cobertura jornalística de uma pesquisa costuma centrar-se nos resultados agregados os que se referem ao conjunto da amostra sem alertar o leitor ou o espectador sobre a necessidade de sempre os considerar levando em conta quão conhecidos são os candidatos. Muitas vezes, essa informação é apresentada com pequeno destaque ou nem sequer é divulgada.
Em uma sociedade como a nossa, os problemas que daí decorrem são grandes. Fizemos, ainda nos anos 1930, a opção pela obrigatoriedade do voto, tornando compulsória a participação mesmo de quem não tem interesse pela política e as disputas eleitorais. A isso se somam nossas imensas lacunas educacionais, que deixam contingentes inteiros do eleitorado com pequenas condições de consumir informação.
Alguns números: perto de 50% de nossos eleitores não têm nenhum ou têm interesse muito baixo por política; menos de 35% acompanham o noticiário sobre o tema com alguma regularidade; 30% das pessoas não votariam caso não fossem obrigadas. Se quiséssemos, outros poderiam ser lembrados, todos pintando o mesmo quadro.
Mas não é preciso ir longe, basta olhar para um dos aspectos mais óbvios das eleições deste ano: a candidatura de Dilma. Faz mais de dois anos que ela está diariamente em todos os jornais, que, quase com a mesma frequência, aparece na televisão e no rádio. A ministra já deu centenas de entrevistas, foi a talk shows e programas de auditório, em emissoras de todo o Brasil. O político mais popular de nossa história, seu patrono, deve ter mencionado seu nome milhões de vezes, saiu com ela em incontáveis fotografias, subiu a seu lado em centenas (ou serão milhares?) de palanques.
Pois bem, cerca de 50% da população brasileira continua a não conhecê-la e a não saber que ela é a candidata de Lula. E isso agora, quando falta pouco mais de seis meses para a eleição. Nunca se viu, na história deste país, um esforço igual para tornar conhecida uma pessoa. Mas somente a metade da população foi alcançada.
Quando se pergunta a quem não a conhece como vai votar, de uma coisa podemos estar certos: muito dificilmente a pessoa responderá que nela. Se conhecer algum outro nome na lista, é provável que o assinale. Se não (ou se tiver uma impressão negativa de todos), optará por dizer não sei.
Para um lugar da importância da Presidência, o eleitor brasileiro simplesmente não vota (e não diz que votaria) em quem não conhece. É possível que o faça quando escolhe deputados e vereadores, pois costuma ficar confuso perante centenas de nomes e tende a seguir a orientação de alguém em quem confia (parente, pastor, padre, etc.). Mas não para presidente.
Hoje, a metade do eleitorado que não conhece Dilma fica com Serra ou Ciro, pois Marina é ainda menos conhecida. Ou então diz que não sabe, por não estar à vontade com ambos. Há, portanto, um voto potencial em Dilma engrossando as intenções de voto nos candidatos do PSDB e do PSB. Não sabemos seu tamanho, mas é quase certo que existe. Aliás, é o que sugerem as pesquisas recentes, que indicam que o governador cai enquanto ela sobe. A recíproca pode ser verdadeira, mas em escala muitíssimo menor, dado o fato de Serra ser amplamente conhecido.
Enquanto não se ampliar o conhecimento a respeito de Dilma (e a associação entre ela e Lula), os resultados agregados das pesquisas dizem pouco. Sua evolução (e o que acontece com as intenções de voto à medida que aumentar) é a questão mais relevante das eleições deste ano”.

  • Quarta-feira, 10 Março 2010 / 2:43

Governo do ES merece intervenção federal

 

Do Globo Online:
“Um vídeo publicado pelo site ‘Século Diário’, do Espírito Santo, mostra um flagrante de violação dos direitos humanos nas unidades prisionais do Espírito Santo. A ação aconteceu em setembro do ano passado, no Presídio de Segurança Máxima II (PSMA-II), em Viana, quando os detentos iniciaram uma greve de fome contra as medidas restritivas impostas pela direção da unidade, segundo o ‘Século Diário’. No episódio, pelo menos um detento ficou ferido com um tiro de borracha que atingiu o olho direito. Ele teria perdido a visão.
Nas imagens capturadas pela câmera de segurança do presídio e publicadas pelo ‘Século Diário’ é possível perceber o momento em que o agente penitenciário do canto direito superior do vídeo dispara contra os detentos, que permanecem imóveis e nus. As imagens também mostram os presos sendo retirados das celas e conduzidos nus até a área externa. Alguns são conduzidos com violência. Eles são confinados no canto do pátio sob a mira das escopetas.
Na próxima segunda-feira, será discutida em Genebra, na Suíça, durante a reunião do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, a situação dos presídios do Espírito Santo na gestão do governador Paulo Hartung. A denúncia foi levada à ONU porque as organizações de defesa dos direitos humanos não conseguem providências do governo do Espírito Santo. O Espírito Santo tem sete mil presos em 26 cadeias, com uma superlotação de 1.800 pessoas. Há até detentos em contêineres sem banheiro por causa da falta de vagas no sistema prisional”.
 

                          * * *

Pelas cenas exibidas no vídeo, o Governo deveria decretar a intervenção federal no Espírito Santo, para por fim a estupidez dos agentes capixabas.
O governador Paulo Hartung, do PMDB, merecia, não dividir a cela com o seu colega de Brasília, José Roberto Arruda.
Deveria ser encarcerado nu. De preferência com uma meia de dúzia de presidários… seus conterrâneos.

  • Terça-feira, 09 Março 2010 / 2:42

‘O Globo’ quer liderar oposição

O ‘Globo Online’ dizia ontem que a reclamação de Lula, sobre o noticiário de que Dilma Rousseff participou da inauguração de um hospital que não recebeu verba federal, era um ataque ao ‘Globo’.
Como todos publicaram a mesma coisa, o jornalão não insistiu hoje na carapuça.
Mas quer, porque quer, ser o líder da oposição à Lula. Por isso, a nota da redação que eles publicaram no ‘Globo Online’, ganhou hoje o triplo de linhas:
NOTA DE REDAÇÃO: ?Mais uma inauguração serviu de precário biombo para um mal dissimulado comício da candidata Dilma Rousseff, fora de todos os prazos estabelecidos pela legislação eleitoral.? A advertência já constava de editorial do GLOBO em 22 de janeiro último ? e de lá para cá a situação só se intensificou, mas parece que o que incomoda mesmo o presidente Lula é o fato de a imprensa estar vigilante ao uso da máquina pública em favor de sua candidata. Pelo raciocínio presidencial exposto nos palanques da vez, ontem no Rio, para justificar a presença da ministra Dilma na inauguração de um hospital sem qualquer verba federal, conclui-se que todas as obras do país só são possíveis graças ao governo Lula. Não é de se admirar, portanto, se em breve a candidata Dilma vier ao Rio para inaugurar algumas ?obras federais?, como a barreira acústica da Linha Vermelha , o asfaltamento de ruas, a despoluição da Lagoa, a limpeza de bueiros ou um novo choque de ordem”.
‘O Globo’ é desonesto em sua nota, pois sabe muito bem que Dilma não esteve no Rio porque quis: ela veio atender a um convite do governador Sergio Cabral, que inaugurou um hospital que não recebeu verbas federais mas, pior do que isso, ele não está em funcionamento. A máquina do governo esteve a todo o vapor na festa política, mas a máquina era do Governo do Estado e não do Governo Federal. Mas para esse fato, ’O Globo’ fecha os olhos.
Por que o jornal não entrevista Sergio Cabral sobre o assunto? Certamente porque o governador não quer falar sobre isso, e o jornal faz o que Cabral quer.
Mais honesto é o ‘Estadão’ que, em editorial violento contra o PT, ataca o partido do Presidente. A reprodução de seu título é suficiente para que se tenha uma idéia de sua virulência: “O partido da bandidagem”. É melhor ser claro em seus editoriais e não poluir o noticiário.

  • Segunda-feira, 08 Março 2010 / 2:42

Recordar é viver

Quem mandou o link para esse vídeo foi uma leitora do blog que assina Maria Ferreira. E é bem divertido.

  • Segunda-feira, 08 Março 2010 / 2:41

Viva 8 de março! Viva a mulher!!!

De Milton Nascimento e Fernando Brant:
Maria, Maria
É um dom, uma certa magia
Uma força que nos alerta
Uma mulher que merece
Viver e amar
Como outra qualquer
Do planeta

Maria, Maria
É o som, é a cor, é o suor
É a dose mais forte e lenta
De uma gente que rí
Quando deve chorar
E não vive, apenas aguenta

Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria

Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida….

Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê
Hei! Hei! Hei! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê!…

  • Domingo, 07 Março 2010 / 2:39

Coimbra: “Dever dos outros”

 De Marcos Coimbra, do Vox Populi, no ‘Estado de Minas’:
“Quando Aécio retirou seu nome da disputa para ser o candidato tucano a presidente, não estava subentendido que permaneceria na chapa como vice. Aécio jamais pensou em ser candidato a vice e negou a possibilidade vezes sem conta
A pressão que alguns setores da oposição fizeram, nos últimos dias, sobre Aécio Neves chegou a ser, em alguns momentos, engraçada. Tudo para que ele aceitasse, de preferência imediatamente, ser o vice de Serra nas eleições deste ano.
Começava aí o lado cômico, querer que alguém corresse para anunciar que seria o vice de quem ainda não dissera ser candidato. Até as pedras da rua sabem que não é assim que as coisas acontecem e que, para montar uma chapa, o primeiro passo é a ?cabeça?, como se diz no jargão da política. Chega a ser ridículo o inverso.
Não era engraçado, mas pouco compreensível, o argumento de que, mesmo sem que Serra tivesse assumido a candidatura, Aécio deveria se oferecer para secundá-lo. Nunca houve um compromisso desse tipo entre os dois e, quando Aécio retirou seu nome da disputa para ser o candidato tucano a presidente, não estava subentendido que permaneceria na chapa como vice. Aliás, o que sempre foi afirmado pelas lideranças dos partidos de oposição é que a vaga de vice seria para um nome de fora do PSDB, de maneira a reforçar a aliança entre eles.
Aécio jamais pensou em ser candidato a vice e negou a possibilidade vezes sem conta. Esqueçamos, por um momento, suas razões (que são boas). Digamos que era apenas seu desejo. Ou seja, que ele apenas preferia ser candidato a outra coisa, no caso, ao Senado. Que, não sendo candidato a presidente da República, não era de seu interesse participar da eleição nacional.
Na imensa maioria dos países, uma declaração como essa não causaria espanto. Salvo nos partidos altamente centralizados e com disciplina rígida (como as organizações extremistas militarizadas, de esquerda ou direita), os políticos costumam direcionar a carreira segundo suas próprias conveniências e preferências. Ninguém é obrigado a ser candidato a isso ou aquilo.
No Brasil, nem se fala. Aqui, os partidos não determinam ?missões? a seus filiados, não os forçam a concorrer a cargos aos quais não aspiram.
Veja-se, por exemplo, o que está acontecendo agora, na eleição presidencial. Marina foi incumbida pelo PV a se candidatar? Teria sido Dilma constrangida a concorrer? Quando o PSOL quis que Heloísa Helena se candidatasse e ela não, o que aconteceu? Ciro está no páreo por determinação do PSB?
E Serra? Sua insistência em só assumir a candidatura quando quiser não está sendo respeitada por todos? Mesmo se a quase totalidade de seus companheiros não concorda com ele?
Não fazia sentido tamanha desproporção de pesos e medidas. Cobrava-se de Aécio algo que não existe em nossa vida política, a obrigação de se submeter a uma espécie de ?dever partidário? (como se só houvesse uma interpretação do que é melhor para o PSDB!). Enquanto isso, se aceita que o governador de São Paulo fique à vontade para fazer como quer, o que equivale a relevá-lo de deveres para com seus correligionários e aliados.
O curioso é que toda essa pressão veio quando as pesquisas confirmaram o que já se sabia fazia tempo, que Dilma iria crescer e Serra cair, à medida que aumentasse o conhecimento de ela ser a candidata de Lula, assim se tornando a opção de quem está satisfeito com o governo e quer sua continuidade. Não se pode falar em emergência, em fato novo, quando acontece o previsto. Se não montaram sua estratégia eleitoral (incluindo a escolha do candidato) levando isso em conta, as oposições erraram.
Quem sabe, finalmente, foi aceita a realidade: Serra é o candidato e Aécio não vai ser vice. A menos que tudo que foi combinado seja revisto.
Agora, engraçado mesmo era achar que quem tinha que mudar era Aécio. Logo ele, que fez o que pôde para evitar que seu partido chegasse aonde está”.

  • Domingo, 07 Março 2010 / 2:36

TV cubana explica morte de Zapata

 

Do jornal cubano ‘Granma’:    
“O noticiário da Televisão Cubana exibiu em seu telejornal de maior audiência, no dia 1º de março, depoimentos dos médicos que atenderam a Orlando Zapata Tamayo, e da mãe, Reina Tamayo, que reconheceu o atendimento dado ao filho pela instituição sanitária. Veja a transcrição da reportagem de 9 minutos e 14 segundos, traduzida pelo jornalista Gladys Rubio.
Jornalista: “A morte do recluso Orlando Zapata Tamayo em 23 de fevereiro, no hospital “Hermanos Ameijeiras”, de Havana, devida a mais de 80 dias de jejum voluntário, provocou críticas ao governo cubano por parte de algumas agências de notícias e certos governos, que acusam as autoridades da Ilha de não ter feito coisa alguma para salvar a vida dele.
Berta Antúnez Perne, membro do grupo contrarrevolucionário: “Assassinaram um homem pouco a pouco”.
Ramón Saúl Sánchez, líder terrorista residente nos EUA:
“Recebeu maus-tratos e eventualmente morreu, outro crime do regime de Cuba”.
Jornalista:
“Adotou e foi instigado a tomar uma decisão que o levaria à morte: uma greve de fome, em troca de um fogão, telefone e televisão na cela. O jejum de Zapata Tamayo começou em 8 de dezembro de 2009 e ele morreu em 23 de fevereiro”.
Dr. Gimel Sosa Martín, do Hospital Nacional de Internos:
“O paciente está tendo um conjunto de complicações próprias da inanição prolongada, por passar muito tempo sem ingerir alimento algum”.
Jornalista:
“Fica demonstrado que um jejum prolongado deixa a ciência de mãos atadas”.
Dr. Jesús Barreto Penié, mestre em Nutrição Clínica:
“Nesse caso, a gente pode manter o paciente mais ou menos bem alimentado aplicando técnicas de nutrição artificial, quer seja por via parenteral, mas isso não é suficiente para garantir a sobrevivência a longo prazo, ao não se utilizar a via do tubo digestivo, fundamentalmente, os intestinos delgado e grosso, que têm funções vitais que são precisamente garantidas pelo contato com os alimentos ingeridos.
Quando uma pessoa passa dias ou semanas sem alimentos, o intestino deixa de funcionar, e uma dessas funções é a imunológica. O intestino é o órgão imunológico mais importante e o que permite essa função imunológica é o contato com os alimentos, daí que provoque atrofia da mucosa intestinal, estreiteza do intestino, e inclusive, acaba assemelhando-se a quase um papel e aí aparecem as complicações, como hemorragias digestivas, perfurações nos intestinos, e o mais perigoso e mais sério, que pode ser a causa de morte de muitos pacientes, começam a proliferar as bactérias que coabitam no intestino delgado e, particularmente, no grosso, e a passar para o sangue, ocasionando múltiplas infecções, que matam o paciente.”
Dra. María Esther Hernández, chefe do Departamento de Psicologia do Ministério do Interior, na província de Camagüey: “Explicamos-lhe quais as consequências de sua decisão e o perigo que corria sua vida. Explicamos-lhe outras maneiras de encontrar solução de sua situação, outras vias de comunicação e ele sempre teve a mesma conduta”.
Dr. Dailé Burgos, intensivista do Hospital Nacional de Internos: “Nesse centro se continuou o tratamento médico iniciado a Zapata no Hospital “Amalia Simone”, de Camagüey. Este paciente esteve nas salas abertas e depois foi transferido para a unidade de cuidados progressivos e a de cuidados intensivos, pelo depauperamento ocasionado pelo seu jejum voluntário, que o levou à inanição, e posteriormente, para a nutrição artificial, parenteral, isto é, nutrição por via venosa, já que o paciente se recusou a ingerir alimentos. Neste hospital de Camagüey, deu-se acompanhamento de perto, inclusive com o apoio psicológico para adverti-lo do risco que corria sua vida com este jejum prolongado, e considero que, com certeza, foi bem acompanhado seu caso e bem tratado, até com remédios de última geração, quanto à alimentação e bem acompanhado pelas unidades de terapia desse centro”.
Dr. Mariano Izquierdo, chefe dos Serviços Médicos DEP-CH:
“O paciente por decisão própria não quis alimentar-se. Quando isto acontece, o organismo começa a auto-agredir-se, isto é, a pessoa começa a consumir-se porque busca, a partir do seu próprio organismo, como resistir ante essa falta de alimento por via oral. Isso foi o que lhe aconteceu a Orlando, seu organismo começou a esgotar as proteínas, as gorduras, e depois de 47 ou 48 dias sem ingerir alimentos é muito difícil voltar a recuperar o paciente por via oral”.
Jornalista:
“Nestas imagens aparece Reina Luisa Tamayo, mãe de Orlando Zapata, acompanhada dos oficiais durante as múltiplas visitas que realizou ao filho, no Hospital Nacional de Internos, onde foi atendido com todo o rigor médico. Segundo explicam os especialistas entre o time médico e a família de Zapata Tamayo estabeleceu-se um clima de cooperação”.
Dr. Gimel Sosa Martín, do Hospital Nacional de Internos:
“Do início, a relação com a família sempre foi boa, uma relação afetuosa, amável, a família sempre cooperou conosco, com os médicos, não só do hospital, mas também com todos os médicos que colaboraram neste caso”.
Imagem e voz de Reina Tamayo, mãe de Orlando Zapata, frente ao pessoal médico:
“Bom, muito obrigada… nós temos muita confiança… temos visto a preocupação e tudo o que estão fazendo para salvá-lo”.
Jornalista:
“Esta é uma conversação telefônica entre Yaniset Rivero, membro da organização contrarrevolucionária do Diretório Democrático Cubano, com sede em Miami, e o contrarrevolucionário Juan Carlos González Leyva, membro de um grupelho em Cuba. Na gravação torna-se evidente que a vida de Orlando Zapata não lhes preocupa, seu verdadeiro interesse não é que a mãe acompanhe o filho, senão que priorize a campanha para desacreditar o governo cubano”:
? JCGL: Minha mãe ensinou-me que um cachorro tem quatro patas e busca um só caminho.
? YR: Quem lhe deu ordem ao senhor para que essa carta que eu lhe disse para…
? JCGL: Sim, sim, mas ela já o viu ontem , o viu, e ela não vai curá-lo…ela ou decide a conferência coletiva ou decide ir a vê-lo, você compreende, ela tem que decidir.
? YR: Não, mas por isso é necessário que você fale com ela.
? JCGL: Eu vou vê-la esta tarde e vou-lhe falar claramente porque eu sou um camponês bruto: olha, ou você aceita a coletiva ou vai visitá-lo.
Jornalista:
“A campanha organizada contra o governo cubano tinha como objetivo acusar as autoridades da Ilha de não oferecer atendimento médico a Orlando Zapata. Por tal motivo, a contrarrevolução estava decidida a manipular qualquer prova do contrário e a ocultá-la. Por isso, as palavras da mãe de Orlando Zapata sobre o atendimento esmerado que seu filho estava recebendo jamais foram divulgadas. Essa verdade não era conveniente para a campanha de difamação contra Cuba”.
Voz de Reina Luisa Tamayo:
“Vieram-nos buscar tarde para participar da reunião com os especialistas que vieram, para analisar a saúde de Zapata e nos explicaram que a situação era muito crítica, crítica, que estavam fazendo todo o possível para salvar Zapata, mas que cada dia se agudiza algo mais no seu organismo, já tinham até preparado um rim para colocá-lo caso que colapsasse, que eles estavam lutando mas a situação era crítica, crítica”.
Jornalista:
“A seguir, outra prova de que Orlando Zapata recebeu atendimento médico”.
Voz de Reina Luisa Tamayo:
“Pude ver os médicos que estavam ali antes de eu entrar , estavam os médicos do Centro de Pesquisas Médico-Cirúrgicas (Cimeq), os melhores médicos tentando salvá-lo…”.
Jornalista:
“Com exeção de seus familiares e dos médicos, nenhum de seus aliados nas atividades políticas contra o governo de Cuba foi ao hospital para pedir a Orlando Zapata que abandonasse o jejum, ninguém lhe pediu que desistisse porque sua vida corria perigo, essas imagens não existem”.
“No mar das Antilhas, uma ilha aparece forte e bela, com uma história de respeito pelos seres humanos, os de seu país e os do mundo todo. Não aceita chantagens nem mentiras. Sempre amando, mas com o punho prestes para defender a verdade e a vida”.

  • Sexta-feira, 05 Março 2010 / 2:36

Foto de ‘Che’ faz 50 anos

A fotografia mais reproduzida em todo o mundo, a do revolucionário ?Che? Guevara, comemora hoje 50 anos.
Ela foi feita pelo fotógrafo cubano Alberto Diaz Gutiérrez, conhecido com Alberto Korda, que iniciou sua carreira fotografando festas, casamentos e batizados.
Mais tarde, montou um estúdio, em Havana, para fotos publicitárias e moda, e “conhecer mulheres bonitas”. Acabou casando com uma modelo.
A foto do ?Guerrilheiro Heróico? foi quase acidental. Ele trabalhava no jornal ‘Revolución’ e, no dia dia 5 de março de 1960, foi fazer a cobertura de uma homenagem as vítimas da explosão de um barco que matou 136 pessoas. A tribuna estava repleta de autoridades, e Korda teve 45 segundos para fotografá-la.
De ?Che? fez apenas duas fotos: uma vertical e outra horizontal, que acabou se transformando na imagem do maior ícone dos movimentos de esquerda em todo o mundo.
Quando ?Che? foi assassinado, na selva boliviana, o artista plástico Giangiancomo Feltrinelli, um editor italiano ativista de esquerda e amigo de Fidel, esteve em Cuba procurando imagens do guerrilheiro. Escolheu uma foto de Korda, recortou as laterais da foto horizontal, imprimiu milhares de postais e espalhou a imagem pelo mundo. Korda nunca recebeu um único tostão pela foto, e também nunca cobrou.
Certa vez, numa entrevista perguntaram a ele:
-Se tivesse ganho dez centavos de dólar por cada foto reproduzida, você compraria um desses palácios?
E Korda respondeu:
- A vista que tenho do meu apartamento, do por-do-sol, do jeito como as mulheres cubanas caminham pelo Malecón, do peixe fresco ou de um porco grelhado com meu rum Anejo, e meus cigarros populares… eu não trocaria isso por nada neste mundo.
Alberto Korda estava em Paris, em maio de 2001, quando morreu vítima de um ataque cardíaco, aos 73 anos.
Ele está enterrado no Cemitério de Colon, em Havana.

  • Quinta-feira, 04 Março 2010 / 2:34

Johnny Alf (1929 – 2010)

  A semana vem sendo dura com a música.
Hoje morreu Johnny Alf,  80 anos, o mais inventido compositor e intérprete da Música Popular Brasileira.
Alf, se cantasse 10, 20 vezes seguidas uma mesma canção, daria uma interpretação diferente a cada uma delas, e sempe com uma divisão melódica diferente.
Ele era um dos últimos gênios - junto com João Gilberto e João Donato - em atividade.
Antonio José da Silva, seu nome de batismo, era filho de um cabo do Exército, que morreu quando ele tinha apenas três anos. Sua mãe foi então trabalhar como doméstica, em uma casa de família, que o criou e custeou seus estudos.
Aos 9 anos, começou a apreender piano clássico e, no Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos, participou de um grupo artístico. Foi lá que uma amiga norte-americana sugeriu que ele adotasse o nome artístico de Johnny Alf.
Autor de inúmeros sucessos, Alf foi o mais jazzístico de todos os compositores brasileiros. Por conta disso, e mais o nome em inglês, foi acusado inúmeras vezes de ser americanizado.
Uma semana após a queda das Torres Gêmeas, em 2001, Johnny Alf viajou para Nova York.
Durante o vôo, pouco antes da aterrisagem, ele foi reconhecido pelo violonista Marco Pereira. Pouco conversam, Ele explicou que estava indo aos Estados Unidos,  atendendo ao convite de uns amigos que queriam gravar com ele.
Marco então perguntou:
- Você vem sempre para cá?
E o americanizado Alf, na época com 71 anos, respondeu:
- Não. Essa é a minha primeira vez.
O autor de ‘Ilusão a Toa’, ‘Eu e a Brisa’, ‘Rapaz de Bem’, ‘O que é amar’, ‘Olhos Negros’, ‘Seu Chopin, desculpe’ e inúmeros outros sucessos, merecia muito mais honras do que recebeu em vida.
Existe uma coleção, em CD, e que agora, aos poucos, vem saindo em DVD, intitulada  ‘Ensaio’,  onde o artista responde e canta, sem que o expectador ouça a pergunta.
A única exceção até hoje foi com Johnny Alf.
As perguntas foram feitas por um fã, que decidiu mostrar a cara para fazer sua entrevista: o nada americanizado Paulinho da Viola – um sambista amante da musicalidade desse genial rapaz de bem chamado Johnny Alf.

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