• Domingo, 28 Fevereiro 2010 / 2:28

Funk do Cabral: enjoy, enjoy !!!!!!

  • Sábado, 27 Fevereiro 2010 / 2:27

Walter Alfaiate (1930-2010)

Essa é para lembrar Walter Alfaiate, 79 anos, grande sambista e botafoguense, que morreu hoje após um longo período de internação

 

 E esses são os versos que Nei Lopes escreveu para ele – ‘Samba na Medida’ – para lembrar sua profissão. :

Mano Walter Alfaiate, parceiro e amigo fraterno
Escreve aí no seu caderno
Quero fazer um terno, caprichado no arremate
Com um corte bem moderno, num pano verde abacate
Com botões cor de tomate, meio outuno, meio inverno.

É que o Wilson Alicate, este coração materno
Que vira o céu no inferno, caso alguém lhe desecate
Me deu hoje um xeque-mate, dizendo: “meu subalterno
Pra enfrentar os seus combates, mais bacana e mais moderno
Tu tens que fazer um terno lá no Walter Alfaiate”
(um terno de alto quilate, pro casório, pra boate
e até pra operação resgate).

  • Sábado, 27 Fevereiro 2010 / 2:27

O Robulation

O figuraça desse clip é um apresentador da televisão paraibana, Cláudio Elias. É possível que muitos dos leitores conheçam a nova versão para o ‘Rebolation’ já que o YouTube registra uma assistencia de quase 270 mil pessoas em apenas seis dias.
Vai ter audiência assim lá na… Papuda.

  • Quarta-feira, 24 Fevereiro 2010 / 2:21

A morte de um dissidente cubano

 É claro que nem tudo o que a internet publica é verdade.
Mas é a fonte de informação mais rápida que existe hoje.
E, com todos os cuidados necessários, parte do que estará nesse post, foi obtido na internet.

                                                         * * *

Os jornais de hoje anunciaram a morte de um disidente cubano, preso desde 2003, depois de ter feito uma greve de fome de 82 dias, segundo ?O Globo?, e de 85 dias, segundo a ?Folha?.
Orlando Zapata Tamayo era bombeiro hidráulico -  num país onde quase todos tem o curso superior -, tinha 42 anos e era um dos 75 presos políticos na Ilha de Fidel.
Aí a primeira contradição.
A Anistia Internacional, órgão de maior credibilidade em matéria de presos políticos, contabilizou, em março do ano passado, que dos ?57 prisioneiros de consciência atualmente detidos em Cuba, 54 pertenciam a um grupo de 75 pessoas que foram encarceradas durante uma massiva campanha repressiva contra a dissidência em março de 2003. A maioria foi acusada de ?atos contra a independência do Estado?, por supostamente receber fundos ou material de organizações não governamentais sediadas nos Estados Unidos e financiadas por esse governo. Foram condenadas entre 6 e 28 anos de prisão após breves julgamentos, sem garantias, por realizarem atividades que as autoridades consideraram subversivas e prejudiciais para Cuba”.
   “Essas atividades – continua a Anistia – se resumiam em publicar artigos ou conceder entrevistas a meios de comunicação financiados pelos Estados Unidos; contatar organizações internacionais de direitos humanos, entidades ou particulares considerados hostis a Cuba. Até o momento 21 foram libertados, alguns em liberdade condicional, por razões médicas?.
É claro que 57 presos políticos é um número excessivo. Se fosse um único preso por crime de consciencia já seria demais. Mas 57 não são 75. E se ?21 foram libertados por razões médicas?, porque o regime cubano deixaria morrer na prisão um homem que faz uma greve de fome de 85 dias? Zapata deveria ter razões médicas suficientes para ganhar a liberdade. A não ser que o seu crime não fosse apenas de consciência.

                                                         * * *

A maior crítica do regime cubano chama-se Yoani Sánchez, 35 anos, detentora de seis prêmios internacionais pelo seu site Generacion Y, ?um blog inspirado em pessoas como eu, com nomes que começam ou contém um ípsilon. Nascidos na Cuba dos anos 70 e 80, marcados pelas escolas rurais, bonequinhos russos, saidas ilegais e frustração?.
Yoani fez cinco faculdades e especializou-se em literatura latinoamericana contemporânea: ?Apresentei uma tese incendiária intitulada ?Palavras sob pressão. Um estudo sobre a literatura da ditadura na América Latina?. Ao terminar a universidade havia compreendido duas coisas: a primeira, que o mundo da intelectualidade e da alta cultura me repugnava e, a mais dolorosa, que já não queria ser linguista.
Em setembro de 2000 fui trabalhar numa obscura oficina da Editorial Gente Nueva, enquanto chegava a certeza – compartilhado pela maioria dos cubanos – de que com o salário ganho legalmente não poderia manter minha família. De maneira que, sem concluir meu serviço social, pedi baixa e me dediquei ao trabalho melhor remunerado de professora de espanhol – freelancer – para alguns turistas alemães que visitavam La Habana. Era a etapa (prolongada até os dias de hoje) em que os engenheiros preferiam dirigir um taxi, os professores fazem o impossível para trabalhar no arquivo de um hotel e, nos balcões das lojas um turista pode ser atendido por uma neurocirurgiã ou um físico nuclear?.
Diz Yoani: ?Em 2002 o desencanto e a asfixia econômica me levaram a emigrar para a Suiça, de onde regressei – por motivos familiares e contra a opinião de amigos e conhecidos – no verão de 2004.
Nesses anos descobri a profissão que me acompanha até hoje: a informática. Me dei conta que o código binário era mais transparente que a rebuscada intelectualidade e que se nunca havia me ido bem no Latim ao menos poderia empreender com as compridas cadeias da linguagem html. Em 2004 fundei, com um grupo de cubanos – todos radicados na Ilha – a revista de reflexão e debate ‘Consenso’. Tres anos depois continuo trabalhando como web master, articulista e editora do portal ‘Desde Cuba’.
Em abril de 2007 me enredei na aventura de ter um Blog chamado ?Generación Y? que defini como ?um exercício de covardia? pois me permite dizer neste espaço o que me está vedado em minha ação cívica. Vivo em Havana, com o jornalista Reinaldo Escobar – com quem divido minha vida há quase quinze anos”. Seu blog pode ser lido em espanhol, inglês, polaco, francês, alemão, italiano, lituano, japonês, chinês, português, checo, bulgaro, holandês, finlandês, hungaro e coreano. O ‘Granma’, orgão oficial do Parrtido Comunista, pode ser acessado em apenas seis línguas. 
A responsável pelo site Generacion Y, certamente, deve cometer diáriamente diversos ?crimes de consciência?. Mas continua, sabe-se lá por que, em liberdade.
Ontem, por exemplo, com a morte de Zapata, os jornais anunciaram que ela não estava atendendo ao telefone, pois decretou luto pela morte do dissidente.
 

                                                           * * *

Greve de fome é a cessação voluntária da alimentação por parte de um indivíduo. Ela é considerada um método de resistencia não violenta de pressão, e geralmente é vista como um protesto político.
Do ponto de vista médico, nos primeiros três dias, o corpo se utiliza da energia da glicoce. Depois, o fígado começa a transformação da gordura corporal em um processo chamado de cetose. Três semanas depois, inicia-se o período crítico com perda de energia e da médula osséa, com perigo de morte. Nos exemplos clássicos, a greve de fome mata o sujeito entre o 52º e o 74º dia.
O Guinness Book registra que a maior greve de forme do mundo, sem alimentação forçada, durou 94 dias. Mas esse fato ocorreu há 90 anos, em outubro de 1920. E o texto confuso relaciona nove pessoas, na prisão de Cork, o que certamente é um erro. Podem ter morrido nove pessoas, mas não todas ao mesmo tempo.
Zapata teria sido o segundo dissidente cubano a morrer devido a uma greve de fome. O primeiro foi o poeta Pedro Luis Botiel, em 1972, que ficou 53 dias sem comer.

                                                             * * *

Isso tudo é para dizer o seguinte. É óbvio que existem contradições e exageros no noticiário sobre a morte do dissidente cubano:
1 ? O número de dias que durou a greve. Se o normal é a pessoa morrer após o 52º dia e no máximo até 74º, como ele conseguiu ficar 85 dias? Seria ele o novo recordista do Guinness, ou pelo menos, o recordista do século XXI?
2 ? Zapata morreu em um hospital, portanto estava sendo monitorado. Houve tentativa de alimentação forçada, ele recebia soro? Não se sabe.
3 ? Como é possível que o regime cubano deixe morrer um dissidente, se outros se encontram soltos e falam abertamente contra o regime. Não é apenas o caso da blogeira Yoani. ‘O Globo’ de hoje publica uma entrevista com “um dos principais dissidentes do país, Oswaldo Payá” que chama de “covarde” o Presidente Lula, já que ele é “o verdadeiro cúmplice do regime cubano”. Isso não seria um “crime de consciência”. Afinal, o regime é fechado ou não é?
4 – O blog Generacion Y tem hoje um depoimento de quem se apresenta como a mãe de Zapata. A declaração foi feita na porta do hospital onde seu filho morreu, ontem às 15 horas. A luz é precária, e ele foi gravado pela blogueira que tem cinco cursos superiores, seis premios internacionais e que, depois de ter morado na Suiça decidiu voltar Havana para combater o regime.
Yoane explica que ?esta tarde (23/2), horas depois da morte de Orlando Zapata Tamayo, Reinaldo (seu marido) e eu pudemos aproximar-nos do departamento de Medicina Legal na rua Boyeros. Um cordão de homens da segurança do estado vigiava o lugar, porém conseguimos aproximar-nos de Reina, mãe do falecido, e fazer-lhe estas perguntas. Dor, indignação em nós?tristeza profunda nela. Aqui deixo a gravação, alternativa e sem luz, porém testemunho pungente da angústia de uma mãe?.
Yoani Sánchez foi quem postou o vídeo, também, no YouTube.

  • Quarta-feira, 24 Fevereiro 2010 / 2:21

Estaria Cabral de porre ?

Do blog do jornalista Claudio Humberto:
“24/02/2010 | 07:14

Sérgio Cabral de porre é ‘hit’ na internet

Faz sucesso na internet o flagrante do momento em que o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, apresentando sinais de embriaguês, interrompe uma entrevista da ministra-candidata Dilma Rousseff. Eufórico, ele fala em inglês sobre a visita da pop star Madonna ao Sambódromo, onde se dá a entrevista”.

O vídeo já foi postado nesse blog,  mas vale a pena ver de novo. É visível o constrangimento da ministra Dilma Rousseff:

  • Segunda-feira, 22 Fevereiro 2010 / 2:17

Arrassando e arrassado

Agora está tudo explicado.
A professora de inglês do governador do Rio é a mesma que trabalha no aeroporto Tom Jobim, e adverte os passageiros sobre os sintomas da gripe suina.
Na Passarela do Samba, Cabral enrolou a língua, mas não foi pelo pouco conhecimento da língua inglesa, que é praticamente nenhum –  o que deixou encabulada a ministra Dilma. Isso explica também porque a ‘Mandona’ resolveu ir para casa mais cedo.
Mas Carnaval é Carnaval. E os motivos da lingua enrolada óbviamente foram outros.
Veja o vídeo de Cabral, e em seguida a da sua ‘teacher’.

  • Sábado, 20 Fevereiro 2010 / 2:14

Artigo de Serra para ‘Veja’

                                                              José Serra*

    A Nova República completa 25 anos em março, mês em que Tancredo Neves deveria tomar posse na Presidência. Há razões para sustentar que se trata da fase da história do Brasil com o maior número de conquistas de indiscutível qualidade política e humana.
Em primeiro lugar, o país nunca havia conhecido um quarto de século ininterrupto de democracia de massas. É nítido o contraste com a oligárquica República Velha, de eleições a bico de pena, sacudida por intervenções nos estados, revoluções e instabilidade.
O período supera igualmente a fase democrática após a queda de Getúlio Vargas, em 1945. E não só pela duração ? o regime da Constituição de 1946 foi desfeito em menos de vinte anos pelo golpe que derrubou João Goulart. A Nova República vai muito além na expansão sem precedentes da cidadania e na eliminação quase total das restrições ao direito de voto, com o eleitorado praticamente se confundindo com o universo da população adulta.
Longe de acarretar maior instabilidade, a ampliação da participação das massas populares coincide com um período de completa ausência de conspirações, golpes militares, quarteladas, intervenções preventivas e epílogos políticos trágicos ou temerários. Bem diferente do período anterior, que teve Aragarças e Jacareacanga, durante o governo de Juscelino Kubitschek; o movimento do marechal Lott, de 11 de novembro de 1955; o suicídio de Vargas, em 1954; e a renúncia de Jânio Quadros, em 1961.
Desde a Questão Militar do Império, passando pela primeira década da República, pela Revolta da Armada, pelo tenentismo, pela Revolução de 1924, pela de 1930, pela de 1932, pela insurreição comunista de 1935, pelo golpe de novembro de 1937 e pelo golpe de 1964, é a primeira vez que o fator militar desaparece da política brasileira, e a hipótese do golpe dos quartéis se torna na prática impensável.
Não se pode atribuir essa tranquilidade à ausência de fatores de desestabilização, que foram às vezes dramáticos: a doença e a morte inesperada do presidente eleito no momento mesmo da transição do regime militar para o civil, o processo de impeachment e afastamento de Collor.
Muito menos se pode alegar que tudo se deve a uma conjuntura econômico-social particularmente favorável. Ao contrário: boa parte dos últimos 25 anos se desenrolou sob o signo da aceleração da inflação, até atingir o limiar da hiperinflação, com o agravamento dos conflitos distributivos. Em seguida, houve a fase das grandes crises financeiras mundiais (1994-1995, 1997-1998, 2007-2008). Convém não esquecer a coincidência também com as décadas perdidas em matéria de crescimento econômico. Não faltaram reveses sérios que, em outras épocas, teriam abalado as instituições. Um dos maiores foi o fracasso do Plano Cruzado e dos inúmeros planos que se sucederam, alguns com medidas draconianas, como o confisco da poupança.
Não obstante tais obstáculos, a Nova República conseguiu completar com normalidade uma conquista que permaneceu fora do alcance dos regimes do passado. A alternância tranquila no poder de forças político-partidárias antagônicas provocava sempre a polarização e a radicalização da sociedade brasileira. São exemplos os períodos de 1954-1955 e, com consequências mais graves, entre 1961 e 1964. Neste quarto de século, a alternância passou a fazer parte das conquistas adquiridas: já ninguém mais contesta a legitimidade das vitórias eleitorais, do processo democrático e do natural desejo dos adversários vitoriosos de governar sem perturbações.
O resultado é ainda mais impressionante quando se observa que uma dessas alternâncias aparentemente mais contrastantes foi a chegada ao poder do Partido dos Trabalhadores, encarado, a princípio, se não como força desestabilizadora, ao menos de comportamento radical e deliberadamente à margem na política nacional. Basta lembrar, como exemplo, a decisão do PT de punir seus deputados que votaram em Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, em 15 de janeiro de 1985, e sua recusa em homologar a Constituição de 1988.
O PT, aliás, acabou por ser, por paradoxal que pareça, um dos principais beneficiários dos grandes erros históricos de julgamento que cometeu. Nos dois primeiros casos, porque a eleição do primeiro presidente civil e as conquistas sociais e culturais da Constituição foram os fatores-chave que possibilitaram criar o clima que eventualmente conduziria o partido ao poder. Outros erros históricos seguiram-se àqueles. O partido também se opôs à estabilização da economia brasileira, denunciando com estridência o Plano Real, o Proer e a Lei de Responsabilidade Fiscal. Mas soube, posteriormente, colher seus bons frutos.
Este último exemplo, o da estabilização, é especialmente notável. Os governos militares, apesar dos 21 anos de poder discricionário em termos de elaboração de leis e normas, com elevado grau de repressão social e sindical, fracassaram por completo em liquidar a herança da inflação, acelerada na segunda metade dos anos 1950, mas que provinha do fim da
II Guerra Mundial. Pior do que isso: agravaram em muito o problema ao criar a indexação da moeda, que tanto iria complicar o combate à inflação. Ao mesmo tempo, conduziram o país para a gravíssima crise da dívida externa a partir de 1981-1982, dando início a quase uma década e meia perdida no que respeita ao crescimento econômico.
O Brasil, que, segundo os estudos do professor Angus Maddison, havia sido por mais de um século, entre 1870 e 1980, o país de maior crescimento médio entre as dez maiores economias do mundo ? EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, China, Índia, União Soviética, Brasil e México ?, esqueceu a fórmula do crescimento e passou até a menosprezá-lo, como, aliás, ainda o fazem alguns.
Pois bem, o período de um quarto de século da Nova República, sem repressão nem poderes especiais, conseguiu finalmente derrubar a superinflação. Fez mais: resolveu o problema persistente da dívida externa herdada e até deu começo a uma retomada promissora do crescimento econômico, e à expansão do acesso das camadas de rendimentos modestos ao crédito e ao consumo, inclusive de bens duráveis.
Duas observações acautelatórias se impõem a esta altura. A primeira é que as conquistas da Segunda Redemocratização não foram o resultado de milagres instantâneos. Custaram esforços enormes e, com frequência, só se deram depois de muitas tentativas e erros. É por isso que o período tem de ser analisado na sua integridade, êxitos e fracassos juntos, já que estes são partes inseparáveis do processo de aprendizagem coletiva, para o qual contribuíram numerosos dirigentes e cidadãos numa linha de continuidade, não de negação e ruptura.
A segunda é que nenhuma conquista é definitiva, nenhum progresso é garantido e irreversível. Assim como não somos escravos dos erros do passado, tampouco devemos crer que a eventual sabedoria dos acertos de ontem se repetirá invariavelmente hoje e amanhã. É necessário destacar tal aspecto porque a estabilidade, o crescimento e os ganhos de consumo, no que concerne ao panorama econômico-social, ainda não têm garantidas as condições de sustentabilidade no médio e no longo prazos.
Nosso dever é, por conseguinte, o de assumir com humildade e coragem a herança desses 25 anos, não para negar o passado, mas para superá-lo, a fim de fazer mais e melhor. Não é apenas por uma coincidência deste momento com o aniversário dos primeiros 25 anos da Nova República que devemos reclamar essa denominação, injustamente esquecida devido talvez às decepções dolorosas dos primeiros anos, quando a história nos surpreendeu com o desaparecimento prematuro de Tancredo Neves, o galope da superinflação e a renitência do patrimonialismo na vida pública brasileira. Mas o Brasil mudou para melhor.
A verdade é que os fatos alinhados acima, indiscutíveis na sua consistência e na sua imensa importância, atestam o discernimento e a sabedoria que deram perenidade à obra fundadora dos grandes responsáveis pela Nova República. E aqui evoco os nomes de alguns que já nos deixaram, além de Tancredo: Ulysses Guimarães, Franco Montoro, Leonel Brizola, Teotônio Vilela, José Richa, Mário Covas, Sobral Pinto, Raymundo Faoro e Celso Furtado.
O exemplo inspirador de Nelson Mandela está aí para nos mostrar que a grandeza do instante fundador não se esgota naquele momento da partida, mas continua a fazer diferença no futuro. As fases da história não podem ser arbitrariamente datadas a partir de um ou outro governante ao qual queiram alguns devotar um culto de exaltação. Elas só terão coerência se corresponderem a instantes decisivos de mudança institucional: a República, a Revolução de 1930, a Primeira Redemocratização, em 1945, o golpe de 1964, a Segunda Redemocratização ou Nova República. A razão não é difícil de compreender e já está presente em Maquiavel: os fundadores de uma nova ordem na base da virtude em grande parte determinam como haverão de viver os homens e mulheres de acordo com as leis e a Constituição criadas.
O Brasil de hoje tem a cara e o espírito dos fundadores da Nova República: senso de equilíbrio e proporção; moderação construtiva na edificação de novo pacto social e político; apego à democracia, à liberdade e à tolerância; paixão infatigável pela promoção dos pobres e excluídos, pela eliminação da pobreza e pela redução da desigualdade. É na fidelidade a esse legado que haveremos de manter e superar o que até aqui se tem feito e realizar mais e melhor para o crescimento integral do povo brasileiro.

* José Serra é candidato à Presidência da República.

  • Sexta-feira, 19 Fevereiro 2010 / 2:12

Vídeo liga Serra a Arruda

As vésperas do Carnaval, dia 11, foi postado no YouTube um filme que certamente será repetido a exaustão durante a campanha eleitoral.
O vídeo tem apenas 15 segundos, mas é nitroglicerina pura.
Nele, José Serra está discursando, ao lado de José Roberto Arruda, e admite uma composição com o então governador de Brasília:
“Se eu fosse definir algo no plano nacional, e ele (Arruda) viesse junto, o lema seria: vote num careca e ganhe dois”.
O vídeo não informa a data do discurso.

  • Quinta-feira, 04 Fevereiro 2010 / 1:59

Arruda compra jornalista no DF

O jornalista Edson dos Santos, conhecido como o ‘Sombra’, é o primeiro envolvido com o Mensalão do DEM a ser preso em Brasília, juntamente com o Antonio Bento da Silva, funcionário aposentado da Companhia de Energia da capital.  Eles estavam em um bar do Distrito Federal, e Antonio Bento entregou, em uma sacola, R$ 200 mil ao jornalista, para que ele desse um depoimento favorável ao governador José Roberto Arruda.
O ‘Sombra’ é a principal testemunha de Durval Barbosa, o delator do esquema do DEM. Já o homem que entregou a sacola, disse ter recebido o dinheiro de um sobrinho de Arruda.
Veja a imagem do jornalista recebendo a sacola de dinheiro. O vídeo foi gravado por agentes da Polícia Federal.

  • Segunda-feira, 01 Fevereiro 2010 / 1:54

O que fazer com R$ 180 milhões

Depois de colocar um filmete sobre as viagens de Sergio Cabral ao redor do mundo, Fernando Gabeira já tem uma nova peça em seu blog.
Agora ele mostra o que outros governos fizeram com R$ 180 milhões – verba que Cabral estipulou para ser usada esse ano em propaganda no Rio de Janeiro. Para se ter uma idéia, essa foi quantia que Obama enviou para as vítimas do terremono Haiti.
Vejam o filme.

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