• Quinta-feira, 21 Janeiro 2010 / 1:47

Gabeira tem filme contra Cabral

 Fernando Gabeira ainda não oficializou sua candidatura, mas já preparou um filmete sobre as viagens de Sergio Cabralao exterior.
Mas Gabeira foi suave com o governador.
Quando Cabral tinha 2 anos e quatro meses de governo, ?O Globo? fez uma reportagem, e calculou que, até aquela época, o governador já havia dado 28 voltas ao redor do mundo. Imagem hoje.
Além disso, Gabeira esqueceu que colocar, no seu roteiro,  a mais escabrosa das viagens de Cabral: a ilha de Saint Barth, no Caribe, paraíso de milionários para onde não existem vôos comerciais. Esse passeio ? quando o governador tinha menos de três meses de governo – custou, miseravelmente, mais de 250 mil dólares, e até hoje não se sabe quem custeou os  gastos.
Vejam o filme de Gabeira:

  • Quarta-feira, 20 Janeiro 2010 / 1:47

Sarney sofre no You Tube

Esse trecho do filme sobre Hitler já serviu para diversas paródias, uma delas com Sergio Cabral quando decidiu cercar, com muros, as favelas do Rio.
Agora chegou a vez de José Sarney, e as maracutaias do Senado.
Todos são sempre muito bem feitos:

  • Quarta-feira, 20 Janeiro 2010 / 1:47

São Sebastião: do Rio de Janeiro?

Hoje é o dia de São Sebastião, padroeiro do Rio de Janeiro.
Segundo contam, Sebastião alistou-se como soldado do Exército Romano, por volta de 283 D.C, com a firme intenção de consolar os corações dos cristãos, enfraquecido diante das torturas.
Os imperadores Diocleciano e Maximiliano o adoravam e, por isso, queriam tê-lo sempre por perto.
Ignorando o fato de Sebastião ser cristão, eles chegaram a nomeá-lo capitão de sua guarda pessoal.
Mas em 286 D.C., aos 30 anos, ao perceberem a sua conduta branda com relação aos cristãos, Diocleciano sentiu-se traído e condenou-o a morte sumáriamente.
E mandou matá-lo a flechadas.
Dado como morto, seu corpo foi jogado em um rio, e resgatado por Irene (Santa Irene). Ele continuava vivo.
Levado, mais uma vez, a presença de Diocleciano, esse ordenou que o matassem de novo: dessa vez a pancadas.
Sebastião resistiu, até que foi morto por uma lançada.
O bárbaro método de execução de São Sebastião fez dele um tema recorrente na arte medieval. Por isso, geralmente, o Santo é representado por um jovem amarrado a uma estaca e perfurado por várias flechas.
Assim como São Jorge, São Sebastião também foi um Santo Guerreiro.
Para não acusarem esse blog de só criticar Sergio Cabral, aí vai uma dica para o governador utilizar no próximo ano ? esteja ele reeleito ou não.
São Sebastião nasceu na França, na cidade de Narbonne, uma cidade portuária a 849 quilômetros de Paris. É um pouco longe, mas o Santo merece esse sacrifício na comemoração de sua data.
Em homenagem ao Santo e ao Rio de Janeiro, com vocês Moacyr Luz cantando “Saudades da Guanabara”, música dele em parceria com Aldyr Blanc e Paulo Cesar Pinheiro.

Para cantar com o Moa:

Eu sei
Que o meu peito é uma lona armada
Nostalgia não paga entrada
Circo vive é de ilusão (eu sei…)
Chorei
Com saudades da Guanabara
Refulgindo de estrelas claras
Longe dessa devastação (…e então)
Armei
Pic-nic na Mesa do Imperador
E na Vista Chinesa solucei de dor
Pelos crimes que rolam contra a liberdade
Reguei
O Salgueiro pra muda pegar outro alento
Plantei novos brotos no Engenho de Dentro
Pra alma não se atrofiar (Brasil)
Brasil, tua cara ainda é o Rio de Janeiro
Três por quatro da foto e o teu corpo inteiro
Precisa se regenerar
Eu sei
Que a cidade hoje está mudada
Santa Cruz, Zona Sul, Baixada
Vala negra no coração
Chorei
Com saudades da Guanabara
Da Lagoa de águas claras
Fui tomado de compaixão (…e então)
Passei
Pelas praias da Ilha do Governador
E subi São Conrado até o Redentor
Lá no morro Encantado eu pedi piedade
Plantei
Ramos de Laranjeiras foi meu juramento
No Flamengo, Catete, na Lapa e no Centro
Pois é pra gente respirar (Brasil)
Brasil
Tira as flechas do peito do meu Padroeiro
Que São Sebastião do Rio de Janeiro
Ainda pode se salvar

  • Quinta-feira, 07 Janeiro 2010 / 1:37

O funk do Arruda

Surgiu ontem, no YouTube, um bem humorado e indignado funk intitulado ‘Folha de Arruda não espanta o mau olhado’, postado por um “Desabafo Brasiliense não associado a qualquer grupo ou partido político, somente mais um cidadão puto pra caralho”.

  • Quarta-feira, 06 Janeiro 2010 / 1:35

“Quero Dilma”

   Silvio Navarro, que hoje assina o Painel da ‘Folha’, diz que “tucanos, aliás, andam irritados com um vídeo que circula na internet intitulado “Quero Dilma”, simulando uma peça de campanha, com trilha sonora e imagens da candidata, além de ataques ao PSDB”.
Na verdade existem tres “Quero Dilma” no YouTube.
O primeiro foi postado por seu autor, o compositor Tião Simpatia, no dia 2 de novembro – dia de Finados, e é muito ruim.
O segundo é de 28 de dezembro, e foi postado pelo BlogdaDilma. Nele aparece três vezes a legenda “Bye, bye Serra 2010″.
O terceiro, do dia 2 de janeiro, também é do BlogdaDilma. Não fala em Serra, mas exibe uma única foto do comando tucano, onde aparece o próprio governador de São Paulo e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Mas o filmete não é contra a tucanada e sim a favor de Dilma.
A audiencia dos três somados, até agora,  é de pouco mais de três mil exibições. Eis o melhorzinho deles:

  • Terça-feira, 05 Janeiro 2010 / 1:34

A tragédia da Ilha Grande – 2

Veja o discurso do deputado Alessando Molon na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, quando ele denunciou o decreto do governador que abriu uma área ambiental para a especulação imobiliária:

  • Terça-feira, 05 Janeiro 2010 / 1:34

A tragédia da Ilha Grande – 1

Do deputado estadual Alessandro Molon, do PT do Rio de Janeiro, recebi o seguinte artigo, que reproduzo na íntegra. Ele foi o único político a denunciar o decreto do governador Sergio Cabral que abriu, para a especulação imobiliária, as áreas de Angra dos Reis e da Ilha Grande, o que prejudicou à preservação ambiental e contribuiu para a tragédia de Angra no reveillon. Leia o artigo de Molon:

 

 

  

?O que aconteceu aqui foi a crônica de uma tragédia anunciada. (…) Não se pode brincar com o solo. Com a natureza não se brinca.? Sérgio Cabral

  

Tem toda a razão o governador. Pena que suas últimas atitudes tenham sido o oposto do que prega. Ao contrário do que afirmou o governador na Ilha Grande no último dia 02, após a tragédia que matou dezenas de pessoas, seu último movimento foi o de afrouxar as regras de proteção ambiental na região da Ilha Grande, que fica na Área de Proteção Ambiental de Tamoios (APA-Tamoios), em vez de torná-las mais rígidas. Foi isso o que o governador fez ao baixar o decreto n. 41.921, em 19 de junho do ano passado. Um decreto prejudicial à preservação ambiental e à proteção da vida humana, como a tragédia do dia 01 de janeiro deixou evidente. 

Tão logo me certifiquei da gravidade das consequências do decreto do governador, após estudar o caso do ponto de vista ambiental e jurídico, apresentei na Assembleia Legislativa, ainda em outubro de 2009, um Projeto de Decreto Legislativo (PDL), cujo objetivo é sustar os efeitos do decreto do governador. Isto porque o decreto do governador é flagrantemente inconstitucional, já que a Constituição Federal, no inciso III do parágrafo 1o do artigo 225, determinou que alteração ou supressão de espaços territoriais especialmente protegidos só pode se dar através de lei. Ou seja, não se pode fazer por decreto. Como o governador usurpou uma atribuição da Assembleia Legislativa, a quem cabe a aprovação das leis, cabe a esta, através da aprovação do PDL que apresentei, sustar os efeitos do decreto inconstitucional do governador, para resguardar as atribuições que a Constituição lhe reservou. 

Além disto, no dia 22 de outubro passado, fiz um pronunciamento no plenário da Alerj, transmitido pela TV Alerj, alertando a todos os deputados sobre a gravidade do decreto do governador e divulgando o PDL que apresentei para sustar os efeitos do decreto inconstitucional do governador.  

Após isto, propus à Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Assembleia Legislativa que promovesse uma audiência pública para tratar do decreto do governador e de sua necessária revogação. A audiência aconteceu no dia 27 de novembro de 2009. Lá, ao lado dos moradores e ambientalistas da APA-Tamoios, do Ministério Público Federal, de representantes da UERJ, defendi, mais uma vez, a imediata revogação do decreto do governador através da aprovação de meu PDL. Na audiência, sobraram evidências do retrocesso que representa o decreto do governador e de quem seriam os únicos beneficiários do mesmo: os interessados em construir mais e mais na Ilha Grande e região, em detrimento da preservação do meio ambiente e, consequentemente, da proteção da vida humana.  

Não bastasse tudo isto, inconformado com a lentidão na tramitação do meu PDL na Alerj, ajuizei, ainda em 2009, uma ação na Justiça Estadual contra o decreto do governador. Trata-se de uma representação por inconstitucionalidade, pedindo que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro declare o decreto do governador inconstitucional.  

Tenho feito tudo o que está a meu alcance para evitar que tragédias como essa aconteçam em nosso estado. Ou o governador se sensibiliza com as dezenas de mortes, reconhece seu erro e volta atrás, ou será imprescindível a mobilização da sociedade para cobrar dos outros Poderes do Estado, o Legislativo e o Judiciário, a revogação do decreto do governador.  

 

Copyright © 2010. Todos os direitos reservados.