• Sexta-feira, 06 Maio 2011 / 11:30

Glauber filmou posse de Sarney

         Do colunista Nelson Motta, em ‘O Globo’:
“Está bombando no YouTube e provocando acessos de gargalhadas e deboches um filme de sete minutos em preto e branco com o prosaico título de “Maranhão 66″. Aparentemente é um documentário sobre a posse de José Sarney no governo do Estado, feito por encomenda do eleito. Mas é assinado por Glauber Rocha.
Com 35 anos, cabelos e bigode pretos, Sarney discursa para o povo na praça, num estilo de oratória que evoca Odorico Paraguaçu, mas sem humor, a sério, que o faz ainda mais caricato e engraçado. Sobre seu palavrório demagógico, Glauber insere imagens da realidade miserável do Maranhão, cadeias cheias de presos, doentes morrendo em hospitais imundos, mendigos maltrapilhos pelas ruas, crianças esquálidas e famintas, enquanto Sarney fala do potencial do babaçu.
Só alguém muito ingênuo, ou mal-intencionado, poderia imaginar que Glauber Rocha fizesse um filme chapa-branca. Em 1964, com 25 anos, ele tinha se consagrado internacionalmente com “Deus e o diabo na terra do sol” e vivia um momento de grande prestígio, alta criatividade e absoluto domínio da técnica e da narrativa cinematográfica. E odiava a ditadura que Sarney apoiava. Em “Maranhão 66″, a narrativa se estrutura na dialética entre as imagens da realidade dramática e a demagogia caricata do jovem político provinciano que está tirando do poder um velho coronel – para se tornar ele mesmo o novo coronel.
O filme dentro do filme é imaginar o susto de Sarney quando o viu. Em vez de filmar uma celebração vitoriosa, Glauber usou e abusou da vaidade e do patrocínio de Sarney para fazer um devastador documentário sobre um arquetípico político brasileiro. E uma pesquisa para “Terra em transe”, que filmou em seguida e hoje é considerado a sua obra-prima. Sarney foi a base para o líder populista interpretado por José Lewgoy, famoso como vilão de chanchadas.
Glauber dizia que o artista também tem que ser um profeta; mas a sua obrigação é de profetizar, não de que as suas profecias se realizem. O discurso de Sarney e as imagens de “Maranhão 66″ são os mesmos do Maranhão 2011, num filme trágico, cômico e, 46 anos depois, profético”.
                     * * *
Assista aqui o filme, de pouco mais de 10 minutos, que Glauber fez sobre a posse de Sarney.
É mais do que óbvio que o filme é de propaganda deslavada.
Afinal as cenas de miséria total que Glauber filma, é o quadro que Sarney encontrou ao ser empossado.
o fato dele, nem de seus sucessores, terem feito pouco ou quase nada para mudar essa realidade, é outra história.
Mas o filme é sim, chapa branca, e de uma extraordinaria competência como tudo o que Glauber Rocha fez na vida.

  • Domingo, 03 Abril 2011 / 15:17

José Alencar e Teotônio Vilela

TEOTÔNIO EM VISITA A PRESOS POLÍTICOS, EM FOTO DE ROGÉRIO REIS

      José Alencar, não bastasse o fato de ter sido vice-Presidente de Lula nos dois mandatos, morreu com a fama de grande brasileiro e de ter enfretado o câncer de peito aberto.
Tudo foi verdade, mas ele fez isso 28 anos depois da morte de outro grande brasileiro que enfrentou a ditadura, combateu a tortura, brigou pelos presos políticos, defendeu as eleições diretas e lutou pela anistia e contra o câncer.
Teotônio Vilela tornou-se uma lenda no país, e ganhou até a música ‘Menestrel das Alagoas’.

Assista aos minutos finais de uma entrevista de Teotônio para o Roda-Viva, e vejam sua lucidez num momento em que ele já estava praticamente derrotado pelo câncer.

  • Quinta-feira, 03 Março 2011 / 2:08

O decano Villas Boas Corrêa

        O jornalista Pedro Dória fez, para o site do Estadão, 10 entrevistas com os decanos brasileiros – “Dez Visões sobre a Democracia no País’.
Hoje, o entrevistado é o jornalista Villas Boas Corrêa, de 87 anos, o mais antigo repórter político do país.

  • Terça-feira, 22 Fevereiro 2011 / 9:57

Prefeito de Manaus: “Então morra!!!”

      Da repórter Liege Albuquerque, do ‘Estadão’:
“O prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PTB), discutiu ontem com a moradora de uma comunidade onde uma mulher e duas crianças morreram soterradas. O prefeito disse que as pessoas na comunidade Santa Marta, na zona norte da capital do Amazonas, ajudariam a prefeitura “não fazendo casas onde não devem”.
Uma moradora não identificada retrucou, destacando que “a gente está aqui, porque não tem condição de ter uma moradia digna”. Exaltado, o prefeito então respondeu: “Minha filha, então morra, morra.”
A moradora retrucou. Disse que, se é assim, “então vamos morrer todos”. Amazonino então perguntou sua origem. Quando a moradora respondeu que havia vindo do Pará, o prefeito encerrou a discussão dizendo: “Então pronto, está explicado.”

                                                                           * * *

Para quem não acredita veja o vídeo.

  • Terça-feira, 02 Novembro 2010 / 21:19

Show de Zé Dirceu – 1

  • Terça-feira, 02 Novembro 2010 / 21:18

Show de Zé Dirceu – 2

  • Terça-feira, 02 Novembro 2010 / 21:14

Show de Zé Dirceu – 3

  • Terça-feira, 02 Novembro 2010 / 21:14

Show de Zé Dirceu – 4

  • Terça-feira, 02 Novembro 2010 / 21:10

Show de Zé Dirceu – 5

  • Terça-feira, 02 Novembro 2010 / 21:08

Show de Zé Dirceu – 6

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