• Terça-feira, 27 Julho 2010 / 10:22

Portugueses tiram ‘O Dia’ da ANJ

     Da ‘Folha’:
“A Ejesa (Empresa Jornalística Econômico S.A.), responsável pelas publicações “O Dia”, “Brasil Econômico”, “Campeão” e “Meia Hora”, solicitou ontem sua desfiliação da ANJ (Associação Nacional de Jornais).
Por meio de uma carta enviada à instituição, a Ejesa criticou a posição da ANJ, que em abril entregou representação à Procuradoria-Geral da República na qual apontava indícios de que o controlador da Ejesa é, de fato, o grupo português Ongoing. Isso fere o artigo 222 da Constituição, que prevê que pessoas ou empresas estrangeiras só podem deter até 30% do controle de companhias de mídia no país.
Em sua carta, a Ejesa se disse prejudicada por denúncias inverídicas e afirmou que, para esclarecer sua composição acionária e sua situação legal, bastaria ver os documentos registrados na Junta Comercial. A empresa declarou apoiar de forma incondicional toda ação que vise assegurar a manifestação do pensamento e o livre fluxo informativo.
A Ejesa sustenta que a ANJ negou injustificadamente o ingresso da empresa no seu quadro de associados e se esquivou de defender os direitos do ser humano e os valores da democracia e da livre iniciativa. Alegou ainda que a ANJ prejudicou o desenvolvimento das suas atividades empresariais”.

  • Quarta-feira, 21 Julho 2010 / 20:51

‘O Globo’ e o Cabral fujão

 O que será que ‘O Globo’ dirá, em sua edição de amanhã,  sobre a decisão de Sergio Cabral em não participar dos debates na TV com seus adversários?
Vejam bem: pau que bate em Chico bate em Francisco.
E se amanhã Dilma se sentir forte o suficiente e desistir de debater com Serra?
Ou o jornal se posiciona agora, ou cale-se para sempre.

  • Terça-feira, 20 Julho 2010 / 11:49

Lula deve ignorar SIP

  Lula foi convidado pela desacreditada Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) a participar de sua assembléia-geral, em novembro no México.
Ontem, Alejandro Aguirre, o bestalhão que preside a entidade, disse que o Governo Lula “não pode ser chamado de democrático”, e o comparou a Hugo Chavez e a Evo Morales, no tratamento dedicado à imprensa.
A Presidencia da República não sabe como responder o convite.
                      * * *
Simples: não precisa mandá-lo para o inferno.
Basta não responder.

  • Segunda-feira, 19 Julho 2010 / 13:46

Le Monde: Ninguém quer o JB

A edição eletrônica do ‘Le Monde’, um dos mais influentes jornais do mundo, publica hoje um artigo, assinado por sua correspondente, no Rio, Annie Gasnier, intitulado: “O ‘Jornal do Brasil’ não interessa a ninguém”.
Diz o artigo:
  “Nas bancas de jornais do Rio de Janeiro, perto de seus concorrentes, o seu título sobre um azul celeste e formato que é a metade dos diários europeus, lhe dá um ar de modernidade. Mas nada disso foi suficiente. Depois de 119 anos, o Jornal do Brasil, um dos jornais mais influentes no Brasil no século XX, vai desaparecer das bancas.
A partir de 1º de setembro, o jornal que todos chamavam por suas iniciais, o JB, deixará de ser impresso para se tornar um jornal eletrônico, ao preço de apenas 5€ mensais.
“Coerente com sua tradição de pioneirismo, o jornal, mais uma vez, está à frente de seu tempo”, diz a publicidade para os leitores. O proprietário Nelson Tanure explicou, em um longo artigo na semana passada: “Nós abandonamos o papel para entrar no mundo moderno”, acrescentando que essa decisão se justifica também do ponto de vista ecológico. Seu JB não vende seus mais de 17 mil edições por dia, 22 mil aos domingos.
Seus concorrentes falam do “fim de uma agonia”, e recordam a sua rápida decandência. O jornal nasceu nos primeiros dias da República, com um tom nostálgico do Império, que não iria durar. Respeitado, inovador, iniciou e desenvolveu a valorização do fotojornalismo. Quando os militares fecharam o Congresso, em dezembro de 1968, deixou a censura perplexa ao publicar o seu mapa do tempo:  “Tempos negros. Temperatura sufocante. Ar irrespirável. O país é varrido por fontes ventos”.
Durante anos, o Jornal do Brasil foi o cotidiano da capital, editado e impresso no Rio de Janeiro, e muitos dos grandes nomes e das penas assinaram suas colunas: o Barão de Rio Branco, Rui Barbosa, Eça de Queirós ou, ainda, Carlos Drummond de Andrade.
Dedois de algumas décadas, o JB conheceu graves problemas financeiros que perduraram por 15 anos. Em 2001, o título pertencente a família Nascimento Brito foi adquirido por Nelson Tanure, um homem de negócios de Salvador, na Bahia, especialista em adquirir e recuperar empresas à beira da falência. O passivo era de 340 milhões de euros. Pouco depois de sua aquisição, as vendas subiram de 76 000 para 100 000. No Brasil, depois de 2004, a circulação dos jornais aumentou 31%.
Nelson Tanure sonhou em construir um império editorial. Ele comprou o jornal econômico Gazeta Mercantil e lançou o canal de televisão JBTV. Os investimentos foram mal sucedidos, o que acentuou o declínio do JB que hoje deve 450 milhões de euros.
O jornal está à venda, mas ninguém se interessa por ele. Sem comprador, o seu principal acionista diz que acabará com a empresa em dezembro – uma sociedade em ainda possui 180 funcionários, incluindo 60 jornalistas. Ele tem investimentos em uma empresa de telefonia”.

  • Segunda-feira, 19 Julho 2010 / 10:45

Péssimo exemplo para os jovens

     A presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, decidiu, finalmente, dar a sua versão sobre o episódio que envolveu o goleiro Bruno.
Para isso convocou três empresas jornalísticas, todas de um mesmo grupo.
Na sexta-feira, pela manhã, estavam no clube um representante do jornal, outro da TV e uma terceira da revista semanal das Organizações Globo. Pelo acordo firmado, a divulgação seria no dia seguinte, sábado. Assim, o jornal publicaria a reportagem pela manhã, na hora do almoço a TV apresentaria a entrevista no ‘Globo Esporte’, o mesmo ocorrendo com a revista que iria para as bancas nesse dia.
Só que, na mesma sexta-feira, à tarde, o texto da entrevista foi parar na internet, o que obrigou a TV Globo a divulgar um trecho no RJTV das 19h.
O mais curioso é que o acordo foi descumprido justamente pela jornalista mais velha do grupo, e que por isso mesmo, deveria ter mais apego a ética jornalística.

  • Segunda-feira, 19 Julho 2010 / 9:43

‘O Globo’ dá voz a ignorante da SIP

Eis a opinião de ‘o Globo’ sobre o Presidente Lula:
“A exemplo de outros governos da América Latina, o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não pode ser chamado de democrático. (…) Ele é um falso democrata, assim como são os da Venezuela, Hugo Chávez; Bolívia, Evo Morales; e Argentina, Cristina Kirchner. Todos foram eleitos democraticamente, mas usam o governo para reduzir a liberdade de imprensa”.
A frase, endossada pelo ‘O Globo’,  é do presidente Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), Alejandro Aguirre, que reuniu o comitê executivo da entidade nesse final de semana.
Aguirre fale o que quer, menos o que os seus associados não queiram.
Se essa é a opinião dele sobre Lula, é porque a maioria dos filiados brasileiros acreditam nisso.
E ‘O Globo’ crê nesse bestialógico mais do que os seus concorrentes.
Tanto que, dos grandes jornais brasileiros, ele foi o único a dar publicidade a declaração do ignorante que preside a SIP.

  • Sexta-feira, 16 Julho 2010 / 18:49

‘O Globo’ tem PhD em grosseria

   O que ‘O Globo’ fez hoje com o Presidente da República ultrapassou todos os limites.
Em sua primeira página, o jornal chamou Lula de ignorante em matéria de geografia, de geologia, de ecologia, de política, de economia e de história.
O jornal não fica atrás. Ele é ignorante em matéria de educação, bons modos e, principalmente, ética.
E Lula tem mestrado, doutorado e pós-douturado em paciência.

  • Terça-feira, 13 Julho 2010 / 22:53

Decandência anunciada

  • Sexta-feira, 25 Junho 2010 / 4:28

Castellinho, 90 anos

Carlos Castello Branco, um dos mais importantes repórteres políticos de sua geração, se vivo fôsse, completaria hoje 90 anos.
Vale a pena visitar seu site – http://www.carloscastellobranco.com.br – e ler um dos mais de sete mil textos da ‘Coluna do Castello’.

  • Terça-feira, 01 Junho 2010 / 4:20

‘O Dia’ continua na berlinda

Os jornalões, principalmente  ‘O Globo’, querem melar a compra de ‘O Dia’ pelo grupo português Ongoing. Para isso já entraram com um processo no ministério ds Justiça, alegando que, pela legislação brasileira, estrangeiros não podem comandar uma empresa de comunicação.
Hoje, ‘O Globo’ reproduz nota de um blog, assinado por Fernão Lara Mesquita, dizendo que as ações do grupo Ongoing estão sendo incentivadas pelo próprio governo de Portugal. Eis o seu texto: 
“O jornalista Fernão Lara Mesquita revela os interesses do grupo português Ongoing no setor de mídia do Brasil. Em seu blog na internet, o Vespeiro.com, Mesquita diz que o investimento da empresa no país faz parte de um projeto do governo português de participar do ?grande jogo mundial do poder?. Ele afirma ainda que o governo liderado pelo primeiro-ministro José Sócrates quer ?criar um grupo de comunicações simpático ao governo e vingar-se de alguns jornalistas incômodos?.
A Ongoing Strategy Investments, com sede em Lisboa, em Portugal, comanda o diário ?Brasil Econômico? e recentemente comprou o jornal carioca ?O Dia?, o que lhe garantiu uma licença de TV por assinatura. Em breve, vai lançar um jornal em Brasília. Em Portugal, o grupo é o maior acionista individual da Portugal Telecom (PT), com cerca de 8% do capital da empresa, e tem participação de 3% no Banco Espírito Santo (BES).
No blog, Mesquita ressalta que o empresário português Nuno Vasconcelos, à frente da companhia, e as forças por trás dele passam por cima da Constituição que proíbe a posse por estrangeiros de meios de comunicação no Brasil em proporções acima de 30%. O braço brasileiro da operação da Ongoing, a Ejesa, pertence à ?esposa brasileira do dono português da Ongoing Maria Alexandra Mascarenhas Vasconcelos?.
O jornalista lembra ainda que ?o onipresente José Dirceu, que operava também a conexão portuguesa do Mensalão, se apresenta, agora, no time dos colunistas permanentes do Brasil Econômico?. Ele destaca ainda que a esposa de Dirceu, Evanise dos Santos, vem a ser a ?diretora de marketing? da Ongoing no Brasil. O jornalista acrescenta que, na busca pelo poder, a ?Telefónica de Espanha também arma o seu grupo de mídia no Brasil?, em aberto desafio à norma constitucional, por meio da operação do portal Terra?.
Para Mesquita, os planos representam ?a sede de vingança do primeiro-ministro José Sócrates contra a imprensa livre que veio juntar a fome à vontade de comer?. Mesquita lembra que há um ano a Ongoing está sob investigação de uma comissão de inquérito da Assembléia da República portuguesa.
É por isso que o jornalista diz que ?a única parte desse projeto que conseguiu avançar livremente é a que diz respeito ao Brasil e às demais antigas colônias portuguesas na África e no Oriente”.

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