• Sexta-feira, 08 Outubro 2010 / 11:26

Um jornal de esquerda

O ministro da Secretaria de Comunicação, Franklin Martins, que está na Europa buscando subsídios para um anteprojeto que regule os meio eletrônicos de comunicação, disse em Londres que “a imprensa no Brasil é livre, o que não significa que seja boa”.
Tem toda a razão o ministro.
Como a imprensa não gosta de ser criticada, haja lombo para levar pancada.
                        * * *
Mas existe um outro ponto que, mais cedo ou mais tarde, precisará ser discutido.
A liberdade de imprensa no Brasil não é para os seus jornalistas, nem para servir a sociedade.
Ela atende, única e exclusivamente, os donos de jornais. E só.
É obvio que deve-se lutar, dia e noite, para que a imprensa continue livre e que a liberdade de imprensa seja preservada, sem que sofra qualquer ameaça. Mas seria bom que houvesse, paralelamente, um movimento em favor da democratização dessa liberdade.
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A demissão da colunista Maria Rita Kehl pelo ‘Estadão’ é o episódio mais recente sobre essa necessidade.
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Mais um ponto que deixa nervosos os barões da imprensa.
É preciso que o PT – para citar apenas o maior partido com representação na Câmara – tenha o seu próprio jornal.
Não um panfleto partidário como a ‘Hora do Povo’ – jornal ligado ao MR-8, que aliás comemora hoje o seu dia.
Mas um jornal de qualidade, isento em seu noticiário e engajado em sua linha editorial.
Até o final dos anos 60, se via com normalidade um jornal afinado com o PSD, outro ligado ideológicamente com a UDN, outro com o PTB e assim por diante.
Hoje, a imprensa só é livre se ela for de oposição.
O jornalista só é sério e imparcial se ele for contra Lula.
Profissional que trabalha para a campanha de Dilma ou para o Governo Federal não é sério, é da companheirada.
E por aí vai…
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A esquerda precisa de um jornal.

  • Sábado, 02 Outubro 2010 / 11:28

Imprensa cai na real

    Os jornais finalmente se acalmaram.
‘O Globo’ de hoje não publicou nenhuma denúncia.
Ou por conformismo ou por falta de munição.
A foto de Dilma saiu grande, comme il faut, e a dos demais candidatos pequena.
E o título foi ótimo:
“Dilma vai a igreja, Marina canta e Serra dança”.
Literalmente.
Dançou ontem e dançará amanhã

  • Sexta-feira, 24 Setembro 2010 / 7:42

Jornalistas denunciam partidarismo da imprensa

      Do repórter Vandson Lima, do ‘Valor Econômico”.
 ”A escalada de atentados à liberdade de imprensa – portanto à democracia — está atingindo seu ápice às vésperas da eleição”. Desprovido de autor e contexto, o trecho acima muito se assemelharia ao discurso de juristas e personalidades contrários às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que acusou alguns setores da mídia de partidarismo. Mas é, na verdade, parte da carta do secretário de Relações Internacionais da CUT, João Antonio Felício, e distribuída durante o “ato contra a mídia golpista”, que aconteceu ontem, em São Paulo. Aqueles que atentam contra a liberdade de imprensa, na visão do sindicalista, são os grandes conglomerados de comunicação, que estariam engajados em eleger o candidato da oposição, José Serra (PSDB).
“Este período passará para a história como aquele em que a mídia ultrapassou todos os limites da partidarização, manipulação de informações e em apoio a um candidato em detrimento de outro, ou outra, no caso”, continua a carta. O evento, no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, reuniu cerca de 100 representantes de centrais sindicais, movimentos sociais e blogueiros. Os presentes não se furtaram de expressar claramente apoio à candidata do PT, Dilma Rousseff, e cobraram que a grande mídia, que se coloca como “isenta”, faça o mesmo. “De maneira torpe, a mídia golpista divulgou que o ato era contra a imprensa, chapa branca. Mas são eles que, de maneira udenista, só atacam um lado. O filho da ex-ministra (Erenice Guerra, da Casa Civil) está sob suspeição, mas outros filhos e filhas, como denunciou a Carta Capital, também deveriam estar”, disse Altamiro Borges, um dos organizadores, referindo-se à reportagem da revista sobre a empresa da filha do candidato tucano, Verônica Serra
A deputada federal Luiza Erundina (PSB) compareceu ao evento, sendo aclamada. Em seu discurso, Erundina disse que a reação de setores da imprensa, a seu ver contrários a Lula, se dá porque “eles não têm mais o controle da comunicação como antes [por causa da internet]. Essa reação é porque o primeiro governo de um operário desse país deu certo. E é por isso que vamos eleger agora a primeira mulher presidente do Brasil”, bradou.

  • Quinta-feira, 16 Setembro 2010 / 10:37

‘O Globo’ contra José Dirceu

    Com o título Um projeto autoritário em marcha, ‘O Globo’ de hoje publica o seguinte editorial:
“Deputado federal cassado devido à comprovada participação no esquema do mensalão, e qualificado, no processo sobre o escândalo em tramitação no Supremo, como chefe da organização criminosa montada para comprar com dinheiro sujo apoio parlamentar ao governo Lula, José Dirceu não perdeu espaço no PT. Ao contrário, pois certa militância petista demonstra seguir um padrão moral maleável a ponto de ser condescendente com golpes contra o Erário, desde que em nome de bons propósitos. As últimas semanas de fatos ocorridos na política comprovam esta ética peculiar do partido.
A palestra feita segunda por Dirceu a petroleiros da Bahia mostra, por sua vez, como o deputado cassado, réu, pontifica em nome do partido, cujo projeto político, disse, poderá ser executado com a chegada da companheira em armas Dilma Rousseff ao Planalto.
E é parte do projeto controlar a imprensa independente e profissional, meta da legenda desde a chegada ao Planalto, em 2003. Como disse o líder petista aos petroleiros, há no Brasil um abuso no poder de informar(!!).
A frase poderia ser de um daqueles censores da Polícia Federal nos anos 70.
Fracassadas as tentativas de intervenção na produção audiovisual por uma agência (Ancinav) e de oficialização da patrulha sobre os jornalistas por meio de um conselho sindical, o acúmulo de forças, nas palavras do ex-ministro-chefe da Casa Civil, deverá permitir, agora, a realização do antigo sonho.
É um erro achar que o PT de Dirceu espera Lula esvaziar as gavetas no Planalto, despachar a mudança rumo a São Bernardo, para desfechar o ataque ao direito constitucional à liberdade de imprensa e expressão.
Ele já vem sendo preparado, por determinação do próprio Lula, pelo ministro de Comunicação Social, Franklin Martins. Será deixado pronto para Dilma um projeto que, entre outros pontos, pretende regular as chamadas participações cruzadas, com o objetivo de reduzir o tamanho e a diversificação dos grupos de comunicação. A intenção é a mesma que move o casal Kirchner, na Argentina, ao forçar o grupo Clarín a se desfazer de canais de televisão, sempre em nome do combate à concentração. É falso o argumento do incentivo à competição, pois, hoje em dia, com a internet e a proliferação de canais de distribuição de informações, há incontáveis e crescentes opções à disposição de leitores, telespectadores e ouvintes. O real objetivo do projeto, de origem chavista, é acabar com a independência das empresas profissionais de jornalismo e entretenimento, pelo corte do seu faturamento, hoje obtido por múltiplas fontes de receitas. Reduzidos em sua escala, os grupos terão de buscar verbas oficiais para se manter, e com isso acabará na prática a liberdade de imprensa.
É tão inconcebível a Dirceu a livre manifestação de opiniões e de veiculação de fatos que o petista aproveitou a doutrinação de petroleiros para criticar o ministro Carlos Ayres Britto, do STF, pelo seu voto contra a censura eleitoral, redigido com base no entendimento do amplo alcance do direito constitucional à liberdade de imprensa.
Entende-se por que a campanha petista volta-se cada vez mais para tentar obter folgada maioria no Congresso. Se o pior acontecer, com a aprovação de projetos contra a Carta, a última trincheira de defesa da Constituição será o Poder Judiciário”.
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O jornal morre de medo de José Dirceu.
Mas não é no enfretamento que ‘O Globo’ o derrotará.

  • Sexta-feira, 10 Setembro 2010 / 10:34

‘New York Times’, o JB do futuro?

     Manchete do JBOnline de hoje:
“New York Times” admite fim de sua edição impressa”.
               * * *
No texto, a declaração de Arthur Sulzberger Jr, editor-chefe do jornal:
- É certo que vamos parar de imprimir o ‘New York Times’ em algum momento, em data a ser definida.

  • Sexta-feira, 10 Setembro 2010 / 10:33

A agonia do ‘JB’

                                                    José Sarney*

         O “Jornal do Brasil” nasceu em 1891, fundado por Rodolfo Dantas, filho do Conselheiro Dantas, lendária figura do Império, para combater a República. Eram os viúvos da Monarquia, como dizia Nabuco, que formavam sua equipe de enfrentamento.
Entre eles, além do dono, o próprio Nabuco, José Veríssimo e Rio Branco. Saiu com desejos de inovação: desenho gráfico diferente e distribuição com a grande novidade de usar carroças. Logo foi fechado por Floriano, em 1894, quando seu redator-chefe era Rui Barbosa, republicano histórico. Mudou de proprietário e de rumo.
Jornal naquele tempo era marcado pelas figuras que nele escreviam. Não se destinava a produzir e divulgar notícias, coisa adjetiva, mas a difundir ideias, empunhar uma causa, servir a um partido político ou combater um governo. Muitos deles descambavam para a pasquinagem.
No Maranhão, quando comecei a trabalhar em jornal, eles eram iguais aos do século 19. O velho jornalista maranhense Nascimento de Morais, meu professor no Liceu e, paradoxalmente, meu colega de redação em “O Imparcial”, dizia: “Artigo que se preza para vergastar adversário tem que ter “sevandija’” (verme imundo), palavra em desuso.
Fui correspondente do “JB” no Maranhão durante sete anos. Sua proprietária era a viúva do conde Pereira Carneiro, Maurina Dunshee de Abranches, filha do professor Dunshee de Abranches, maranhense, dono do Colégio Coração de Jesus, que existiu até a década de 40. Ela visitava sempre o Estado, onde eu a acompanhava.
Certa vez, em São Luís, ela quis visitar dona Graça, senhora de renome na cidade, proprietária da Fábrica Têxtil Anil, localizada no bairro onde seu pai mantinha o colégio e onde morara na infância.
Dona Graça, já idosa, ao vê-la, exclamou: “Maurina, filhinha do professor Dunshee, a Neném Abranches, aqui do Anil, é a condessa? Que surpresa.”
Recordo a condessa Pereira Carneiro, mulher inteligente, culta e líder, alma oculta do jornal, que bancou sua modernização com a resistência da velha guarda, tendo à frente Aníbal Freire.
Encarregou a tarefa a Odylo Costa, filho, legendário nome da imprensa brasileira, construtor de equipe, poeta e jornalista consagrado, com imenso prestígio na classe, além de ser um homem bom e de grande caráter, muito ligado a Virgílio de Melo Franco e ao brigadeiro Eduardo Gomes.
Chateaubriand dizia que doença que mata jornal leva dez anos. A do “JB” foi uma agonia lenta e levou décadas. Muitos tentaram salvá-lo. Deixou um vazio e a lembrança de um emblemático órgão que documentou e influiu na história do Brasil.
*José Sarney é presidente do Senado e escreve na ‘Folha’.

  • Sexta-feira, 10 Setembro 2010 / 10:17

JB ataca ‘O Globo’

      O JBOnline, a pretexto de responder a artigo de Luiz Garcia sobre o fim da edição impressa do ‘Jornal do Brasil’, aproveitou o tema para atacar durante seu ex-concorrente ‘O Globo’.  O texto não está assinado:
“Em artigo intitulado ‘JB’, publicado na edição de 3.9.2010 de O Globo, o jornalista Luiz Garcia incorpora a cômica figura formulada pelo Embaixador Roberto Campos para caracterizar integrantes da pseudo-intelectualidade brasileira – o “arrognante”, personagem que mistura arrogância com ignorância.
A soberba recém-adquirida e a confortável superficialidade de Luiz Garcia são financiadas pelas benesses do oligopólio midiático a que serve.
Nos últimos dias, grandes jornalistas, como Miriam Leitão, analisaram profundamente a trajetória do Jornal do Brasil na TV Globo e no Globo. Outros, em vez de examinar a dinâmica tecnológica que fez o JB tornar-se o primeiro 100% digital do País, optaram por rememorar com nostalgia o JB dos anos 1950, 60 e 70.
Garcia, no entanto, em vez de analisar a evolução de técnicas e costumes, arroga-se ministrar lições de moral. O acidental professor de ética ensina: “o negócio do jornalismo tem uma característica rara e vital: é negócio, mas também é serviço público”. Como se essa característica não estivesse também presente em empresas de alimentação, remédios, hospitais, transportes, águas urbanas ou mesmo a padaria da esquina.
Que deve achar Luiz Garcia do (des)serviço público prestado à reconstrução democrática no país pela empresa a que fisiologicamente se ligou?
Talvez Garcia considere a mão que o alimenta, e a que agora Garcia retribui avassalado, o exemplo mais perfeito de ética jornalística e concorrencial. Ora, alguém com honestidade intelectual e mínimo conhecimento da história recente do País pode achar que a Globo ou O Globo são esses campeões da moral?
Os brasileiros não esquecem episódios desastrosos protagonizados pela empresa que sustenta Luiz Garcia. Nos anos 60 e 70, publicações como o Jornal do Brasil resistiram com altivez aos senhores da noite. Já O Globo cumpriu ordens obedientemente, às vezes com animação. Tornou-se o jornal preferido do governo autoritário.
O jornal de Luiz Garcia estampava em editorial no fatídico 1o. de abril de 1964, primeiro dia da implantação da Ditadura: “Ressurge a Democracia! Vive a Nação dias gloriosos“. Não surpreende se um Editorial como esse tenha sido escrito por Luiz Garcia.
Pretenso professor de moral, Luiz Garcia defende em seu artigo: “O jornal exerce o comércio de vender espaço para anunciantes, mas tem de fazê-lo segundo normas éticas”.
A etiqueta de Garcia o faz olhar para o lado quando seu jornal pratica o dumping e pressões quase criminosas contra anunciantes. Todo o mercado publicitário brasileiro sofre com a prática do monopólio. Por ele, impõem-se veículos “globais” a agências de publicidade e clientes. O Globo, ao exercer política de “exclusividade”, pratica níveis de descontos comerciais em que, caso o cliente anuncie em outro veículo, é ameaçado de retaliação.
As agências – e todos os outros veículos de comunicação no Brasil – são vitima dessa política, assim como dos incentivos dos veículos “globais”. São as bonificações de volume, os conhecidos “BVs”, com prêmios em dinheiro – recompensa por determinados patamares de faturamento que atinjam. Espécie de aliciamento a que, constrangidas, as agências se submetem.
E pensar que Garcia, ao menos no nível do discurso, se arvora homem de supostos princípios de esquerda a que cosmeticamente abraçou em anos não muito distantes.
É um erro achar que Luiz Garcia seja alheio à “ética” concorrencial do jornal que o paga. Garcia, bastante conhecido no meio jornalístico por seu adesismo, é remunerado por uma empresa campeã do capitalismo cartorial.
E aí Garcia tem razão: de fato, o leitor não é bobo”.

  • Quarta-feira, 11 Agosto 2010 / 20:46

Globo fecha com José Serra

    Aconteceu o que se esperava.
O Jornal Nacional aderiu a José Serra.
Ou a Rede Globo não gosta de mulher candidata, ou tem medo de homem candidato.

  • Quarta-feira, 11 Agosto 2010 / 0:48

Fatima e Borner dormem tranquilos?

      Depois da entrevista com Marina Silva na bancada do Jornal Nacional, da Rede Globo, será que Fatima Bernardes e William Borner foram dormir tranquilos?
O mesmo vale para a entrevista com Dilma Rousseff  e, para a de José Serra, hoje, se ela for feita no mesmo tom das anteriores.
Outra coisa: será que o casal acredita que suas entrevistas são jornalísticas?

  • Quinta-feira, 29 Julho 2010 / 21:32

Collor quer “enfiar a mão” em jornalista

    Do repórter Eduardo Neco, do ‘Portal Imprensa’
“O senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB-AL) ligou para a redação da sucursal de Brasília (DF) da revista IstoÉ, na tarde desta quinta-feira (29), e ameaçou esbofetear o jornalista Hugo Marques por conta de uma nota na edição de 21 de julho sobre o pedido de impugnação da candidatura do político alagoano.
“Quando eu lhe encontrar, vai ser para enfiar a mão na sua cara, seu filho da puta”, vociferou Fernando Collor após explicar ao repórter o motivo de sua ligação.
Em entrevista ao Portal IMPRENSA, Marques declarou que, ao constatar o teor da ligação, desligou o telefone imediatamente. “Eu não queria ouvir insultos e nem responder. Fico preocupado dele tentar arrancar alguma agressividade minha. Se eu criar um conflito com ele, fico impedido de cobrir. Então não falei nada”, contou.
Sobre o fundamento das ameaças do ex-presidente – que concorre ao governo de Alagoas -, Marques pontuou que os dados sobre a candidatura de Collor estão no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Ele tem que convencer a Justiça Eleitoral, não a mim”. 
Marques afirmou que não irá se manifestar contra Collor, tampouco acionar entidades de classe, mas pontuou ser “lamentável” a atitude do ex-presidente “em um regime democrático”. “Não tenho nada contra ele, mas é lamentável que um sujeito desses ligue para uma redação e ameace uma pessoa. Ele poderia ter mais cautela, poderia respeitar os direitos humanos”.
De acordo com o repórter, Collor estaria desgostoso com a revista por conta de outras matérias em que o político é citado. Sobretudo a respeito de uma entrevista  com sua ex-mulher, Rosane Malta, em que é indicado como sonegador de impostos.
A respeito de um eventual encontro com o ex-presidente, Marques disse não estar temeroso. “Sou faixa roxa de Karatê (risos)”, afirmou. “Estou há 22 anos denunciando bandidos de peso pesado e essa deve ser a décima ameaça, e isso não me intimida”, finalizou.
A reportagem tentou contato com o diretório nacional e regional do PTB e com a coordenação de campanha de Collor e não obteve retorno. A assessoria de imprensa de seu gabinete no Senado declarou que não tem relação com as atividades do senador fora de seu mandato, e por isso não poderia se pronunciar”.

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